O fotógrafo uruguaio Pablo Albarenga
ganhou o prêmio principal da edição deste ano do Sony World Photography ao retratar comunidades indígenas sob risco no Brasil e em outros países amazônicos
O primeiro lugar na categoria 'Meio Ambiente' foi para Robin Hinsch por sua série Wahala, que analisa os efeitos da indústria do petróleo nas comunidades e no ecossistema do Delta do Níger. "Cobrindo 70 mil km² de pântanos, o Delta do Níger foi formado principalmente pela deposição de sedimentos. A região abriga mais de 30 milhões de pessoas e 40 grupos étnicos diferentes, representando 7,5% do total de terras da Nigéria. Costumava exibir um ecossistema incrivelmente rico, contendo uma das mais altas concentrações de biodiversidade do planeta, antes da chegada da indústria do petróleo que arrasou a fauna e a flora. Mas o vencedor entre os vencedores do Sony World Ohotography Awards 2020 oi Pablo Albarenga: especializado em
fotografia documental, foi escolhido como o 'Fotógrafo do Ano' por sua série Seeds of
Resistance (Sementes da Resistência), que destaca a situação das comunidades
indígenas da América Latina, que lutam para preservar seus territórios do
agronegócio e do desmatamento. O trabalho dele combina
imagens aéreas feitas com drone de alguns locais em perigo de desmate com retratos de ativistas que lutam
para salvar as florestas.
O projeto retrata as pessoas e suas
terras - áreas sagradas onde estão enterradas gerações de seus ancestrais, vistos de cima, os personagens
principais são mostrados como se estivessem mortos ou dando as suas vidas pelas florestas em quatro países que ficam na Amazônia. Os vencedores das categorias
'Aberta', 'Estudante' e 'Juventude' também foram anunciados juntamente com os
vencedores gerais em cada uma das categorias profissionais. A categoria 'Aberta' celebra o poder
das imagens individuais e o vencedor deste ano é Tom Oldham por seu retrato de
Black Francis, líder da banda de rock Pixies, originalmente registrado para a
revista MOJO.
Ioanna Skellaraki, representando o
Royal College of Art, venceu o prêmio máximo na categoria Estudante por sua
série que aborda a questão do desenvolvimento sustentável (economia ecológica), através de uma série
de fotografias noturnas de painéis solares, turbinas eólicas e fazendas de
baterias na ilha de Tilos, na Grécia. Já o prêmio de Fotógrafo de Juventude do
Ano foi para Hsien-Pang Hsieh, de 19 anos, de Taiwan por sua imagem intitulada
Hurry (Pressa), com um artista de rua que parece estar andando rápido, mas na
verdade está parado com a foto dando ilusão de movimento.
Sandra Herber foi a vencedora na
categoria 'Arquitetura' por sua série Ice Fishing Huts, Lake Winnipeg (Cabanas
de pesca no gelo, Lago Winnipeg): "Essas cabanas, barracos ou
permies (como são chamadas em Manitoba) devem ser móveis, proteger seus
ocupantes das condições atmosféricas e permitir o acesso ao gelo abaixo delas
para a pesca". O vencedor da categoria
'Documentário' foi Chung Ming Ho, que se concentrou nos manifestantes em sua
série Wounds of Hong Kong (Feridas de Hong Kong). "Relatos indicam que, desde o
início das manifestações, os casos de depressão e transtorno de estresse
pós-traumático (TEPT) aumentaram entre a população", explica Chung Ming Ho autor deste close.
Ronny Behnert venceu a categoria
'Paisagem' com uma série intitulada Torii - portões japoneses tradicionais
comumente encontrados na entrada dos santuários xintoístas: "Na maioria das vezes, uso
filtros de densidade neutra para forçar exposições longas e manter meu trabalho
minimalista em estilo. Algumas de minhas exposições duram cinco minutos ou
mais, o que faz desaparecer qualquer elemento de distração na água ou no céu -
quanto maior a exposição, mais nítida é a fotografia em um processo de superexposição", comentou Ronny Behnert.
Pangolins in Crisis (Pangolins em
Crise) por Brent Stirton arrebatou o prêmio na categoria 'Mundo Natural e Vida
Selvagem'. "Os pangolins são os mamíferos
mais traficados do mundo. Nos últimos dez anos, estima-se que 1 milhão foram
levados ilegalmente para a Ásia. Meu trabalho lança luz sobre esse comércio,
enquanto explora aspectos da ilegalidade e celebra as pessoas que estão
tentando salvar esses animais". Por sinal para a maioria dos pesquisadores foi um Pangolim em Wuhan que iniciou a transmissão do Coronavírus, uma história que você já conhece, a tragédia que marca com mortes em massa a vida de 2020.
O vencedor da categoria 'Retrato',
Cesar Dezfuli, fotografou pessoas resgatadas de um bote inflável à deriva no
Mar Mediterrâneo para a série Passengers (Passageiros). "O barco partiu algumas horas
antes da Líbia. Na tentativa de dar um rosto humano a esse evento, fotografei
os passageiros minutos após o resgate. Os rostos, a aparência e as marcas em
seus corpos refletiam o humor e o estado físico. eles estavam em uma jornada
que já havia marcado suas vidas para sempre". Por sua vez, os lutadores senegaleses deram a
Angel Lopez Soto o prêmio principal na categoria 'Esporte'. "No Senegal, as lutas são conhecidas por
atrair um público de cerca de 50 mil pessoas em um estádio. Para muitos, faz
parte da vida, tradição e cultura africanas, havendo uma mistura de crenças
animistas e muçulmanas".
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| No Senegal uma luta das tribos ancestrais |
(Confira depois na seção de comentários deste blog da gente mais informações sobre a arte da fotografia em meio à civilização da imagem, sendo que já estão postados em nossa edição hoje dois videos, um da TV PUC com Burmester que dala sobre o jornalismo e a forças das imagens hoje em meio à pandemia, sendo o outro da TV Câmara de Campinas (SP), sobre a mostra Giro Ambiental com uma exposição de fotos ecológicas)
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| Índios brasileiros com a sua arte de sobreviver |
Fontes: BBC - G1 - folhaverdenews.blogspot.com












Todas as fotografias desta matéria são cortesia do Sony World Photography Awards 2020, os dados, os nomes e todos os detalhes a gente obteve com postagens da BBC e do G1 da Globo.
ResponderExcluirJá recebemos mensagens e temos mais informações para postar aqui nesta seção de comentários, o que faremos mais tarde, ainda hoje. Aguarde e venha conferir.
ResponderExcluir"Concordo com o enfoque ambientalista desta matéria e para mim a foto mais impressionante foi foi a de Alessandro Gandolfi com sua série Immortality Inc, questionando os limites do chamado ser humano de agora e nos alertando sobre o futuro": comentário de Luiz Pedro Oliva, de São Paulo, fotógrafo de arte que atua na criação de capas para editoras. Faça como Oliva, você pode postar direto aqui a sua opinião ou comentário, se preferir, faça como ele, envie sua mensagem ou conteúdo (texto, foto, vídeo, notícia, pesquisa, crítica ou sugestão de pauta) pro editor deste blog de ecologia, ciência, cultura da vida e cidadania, mande já agopra para padinhafranca603@gmail.com
ResponderExcluirAguarde e venha conferir depois: "Quero expressar a minha opinião, não dá para deixar passar em branco esta postagem com imagens tão expressivas": comenta ainda na sua mensagem por e-mail o fotógrafo e gráfico Luiz Pedro Oliva de São Paulo (SP).
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