segunda-feira, 24 de setembro de 2018

HÁ BASTANTE RISCO DUMA PRIMAVERA SECA POR AQUI NO SUDESTE DO BRASIL SEGUNDO INSTITUTOS DE METEOROLOGIA

Existe também  a chance de um novo El Niño mais ao final desta estação que em geral deverá ter temperaturas altas e chuvas por quase todo o país (mas elas poderão ser mais escassas do que é normal nessa época do ano)





Artes Verdade Oculta mostram a chuva...



...e o temor duma primavera seca



Esta nova estação começou no fim de semana e termina no dia 21 de dezembro de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), as características meteorológicas da estação já  começaram a ser observadas há alguns dias antes, com chuvas meio intensas e frequentes nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, marcando o período de transição entre a estação seca  do inverno e a estação chuvosa da primavera. Tanto o Cptec quanto o Inmet estão também registrando a possibilidade da chegada, ao fim da estação, do El Ninõ, fenômeno atmosférico oceânico caracterizado por um aquecimento anormal das águas superficiais no oceano Pacífico Tropical. O fenômeno pode afetar o clima regional e global, mudando os padrões de vento a nível mundial e afetando os regimes de chuva em regiões tropicais e latitudes médias. “Os modelos analisados mostram aumento de temperatura da superfície do mar sobre o Pacífico Equatorial para o trimestre outubro, novembro e dezembro de 2018, a previsão de ocorrência do fenômeno El Niño para este trimestre, embora ainda não seja possível estimar o quanto a sua intensidade influirá no clima”, conforme a nota técnica sobre o período divulgada pelo Cpetc e noticiada também pelos sites Exame da Abril e Agência Brasil. Nesta próxima 4ª feira, tomara que sim, pode chegar alguma chuva segundo prevê um outro instituto, Climatempo, porém, em geral há o temo duma primavera atípica com chuvas mais escassas. Tomara que não. 

Rios daqui e de todo o país precisando de chuvas

Mas pode ser que elas sejam escassas


A informação também consta do Prognóstico Climático da Primavera divulgado agora pelo Inmet com o objetivo de apresentar as condições do oceano e da atmosfera no Pacífico Equatorial, a Temperatura da Superfície do Mar (TSM) e os modelos dinâmicos e estatísticos gerados pelos principais centros internacionais de meteorologia, uma vez que se trata de mudanças em nível planetário.No caso aqui do nosso Hemisfério Sul. a maior parte dos modelos dinâmicos e estatísticos, sendo gerados nestes dias por especialistas nos principais centros internacionais de meteorologia indicam uma probabilidade superior a 60% que se desenvolva um em breve novo episódio de El Niño, mais por volta do fim da primavera 2018 e início do verão de 2019. Uma nota técnica do Inmet também confirma essa possibilidade. O que significa isso pro clima no Brasil? Caso haja uma confirmação do fenômeno El Niño, ele provavelmente será de curta duração e deverá ter intensidade baixa ou moderada. No entanto é fundamental esperar por atualizações futuras do progresso deste fenômeno natural e oceânico através do monitoramento da TSM no Pacífico, pois existem outros fatores, como a temperatura na superfície do oceano Atlântico aqui no lado tropical e na área oceânica próxima à costa do Uruguai e da região sul do continente que poderão influenciar o regime de chuvas em nosso país, dependendo da combinação destes fatores durante esta primavera que, com tantos desequilíbrios ambientais e surpresas no clima, poderá ter menos chuva do que é necessário para a ecologia da natureza e para a saúde da população nestes próximos 3 meses. Deus queira que não, mesmo porque não há quanto a este risco nenhuma gestão ambiental e climática em processo no Brasil.




Vegetação pedindo água




(Confira na seção de comentários deste blog de ecologia e de cidadania mais detalhes sobre o que esperar da meteorologia em cada um das regiões brasileiras a partir de agora)




Chuvas de primavera podem reequilibrar nosso clima




Fontes: exame.abril.com.br - Agência Brasil
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sábado, 22 de setembro de 2018

POPULAÇÃO DECIDE POR REFERENDO SE A ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL TERÁ PRIORIDADE NO PAÍS (ISSO ESTÁ SENDO NA SUÍÇA)

Os ecologistas e os agricultores europeus têm vários motivos para olhar para a Suíça neste fim de semana porque os eleitores deste país votam através dum referendo sobre alimentação mais natural e mais saudável para uma nova realidade sustentável (tudo o que está bem longe daqui)



Foto de Jason Reed da Reuters mostra a mobilização lá



O movimento ecológico e de cidadania através do partido Os Verdes lançou uma iniciativa chamada Fair Food, que poderá levar a confederação suíça a promover uma alimentação sustentável, produzida sem agrotóxicos e protegendo os recursos naturais. Na linha da frente está o combate ao consumo da chamada "comida de plástico". Ao mesmo tempo, um outro projeto também em votação se chama Pela Soberania Alimentar e pretende ir mais longe: alterar a Constituição, para garantir por lei uma agricultura diversificada, durável e sem agrotóxicos, além de buscar boas condições de trabalho no setor. Realmente, se trata duma revolução pelo desenvolvimento sustentável, o Brasil precisa ser informado sobre isso e mudar também a realidade por aqui, lamentável, também em termos de saúde, alimentação e condição de trabalho no meio rural.


Nesse domingo votação inédita e histórica para a ecologia



Esta votação é para que a Suíça não fique sem alimentos - É o que nos informa a repórter Mariana Bandeira, através da Euronews e do Jornal Econômico, ela entrevistou lá portavoz do Sindicato dos Agricultores Suíços, organização que levou o tema da produção alimentar às urnas, comentou que "o nosso país está demasiadamente dependente das importações". Esta informação já é discutida hoje e será nesse domingo, quando eleitores suíços votarão referendo sobre o ‘Decreto Federal sobre Segurança Alimentar’.



Referendo envolve mudanças na realidade e na economia


(Confira na seção de comentários aqui neste blog mais detalhes sobre esta situação que é inédita e muito positiva, exemplar para todos os países, pro nosso também: confira lá e saiba que estas fotos aqui são de Jason Reed, da agência de notícias Reuters)



 Está começando lá uma nova realidade sustentável e maravilhosa


Federal Decree on Additional Funding for OASI Pensions e Federal Act on the 2020 Pension Reforms -  Principais medidas do Federal Decree on Food Security


·         Garantir bases para a produção agrícola
·     Adaptar a produção de alimentos às condições locais e à utilização eficiente dos   recursos naturais
·      Orientar a indústria agrícola e alimentar para o mercado – agricultura suíça deve     evitar a dependência dos subsídios estatais
·         Utilizar o comércio além-fronteiras como auxílio para o desenvolvimento sustentável   da agricultura e indústria alimentar
·         Assegurar que os consumidores que desperdiçam comida sejam responsabilizados



Ao contrário do que acontece aqui, lá o desperdício vai ser crime


Fontes: Euronews – Jornal Econômico - Reuters
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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

O QUE PRESIDENCIÁVEIS PLANEJAM FAZER PARA EVITAR O CAOS DO CLIMA OU DO MEIO AMBIENTE E O QUE PENSAM DE PROBLEMAS QUE PODEM AFETAR TAMBÉM A SAÚDE DA POPULAÇÃO?

O site Observatório do Clima (OC) investigou os planos de governo dos presidenciáveis e a maioria apenas "promete vagamente" combater o desmatamento e alguns nem falam como vão implantar as energias limpas que são urgentes ou nem citam a falta de uma gestão ambiental no Brasil que vem tornando a realidade brasileira insustentável: confira a seguir um resumo das propostas de algumas das candidaturas a Presidente do Brasil para você ter uma ideia do que nos espera a partir de 2019

Pelas propostas ambientais você pode definir o seu voto



O trabalho foi realizado  pela jornalista Andrea Vialli para OC e para informação do eleitor sobre estes temas que estão entre os mais importantes da atualidade brasileira: "De um lado, promessas de desmatamento zero, reforma fiscal verde, cumprimento do Acordo de Paris e reconhecimento dos direitos da natureza na Constituição. De outro, propostas como acomodar o meio ambiente na pasta dedicada à agropecuária além também de acelerar as licenças ambientais. Quando o tema é meio ambiente e clima, os programas dos sete dos  principais candidatos à Presidência da República em 2018 são heterogêneos. O Observatório do Clima mapeou as propostas para o tema nos planos de governo de sete candidatos a presidente e produziu um resumo de como cada um destes sete se posiciona". Para saber como alguns dos principais presidenciáveis lidam com o tema ou como enfocam a ampla questão ambiental resumimos aqui propostas para o clima nos programas de governo protocolados na Justiça Eleitoral por Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Jair Bolsonaro (PSL) João Amoêdo (NOVO), Lula/Fernando Haddad (PT) e Marina Silva (Rede - PV), os que atenderam o pedido e então forneceram os seus planos de governo para a matéria investigativa e o levantamento da repórter Andrea Vialli, do site OC. Agradecemos estas informações que são agora da maior importância para os eleitores e a seguir um resumo do que planejam e pensam estes sete presidenciáveis no setor socioambiental, conteúdo prioritário do nosso blog Folha Verde News, ligado ao movimento ecológico, científico e de cidadania. Analise as informações e divulgue este post entre seus amigos, amigas ou familiares antes de votar, o que talvez seja o momento de maior importância na sua vida agora em 2018.


Fontes: observatoriodoclima.com.br
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CIRO GOMES
Clima
·         Colocar em operação ações para implementar as metas climáticas, de redução da emissão dos gases de estufa até 2020, definidas pelo Acordo de Paris
·         Articular com outros países para o cumprimento das metas do Acordo de Paris
·         Desenhar modelo de precificação da poluição (definição de formas de taxação para quem polui ou aprimoramento do mercado de certificados de emissão de carbono), com a criação de mecanismos de compensação financeira para atividades de impacto
·         Desenvolver um sistema com informações sobre a emissão de carbono no país, por emissor

Energia
·         Estimular adoção de energias renováveis como biocombustíveis, biomassa, hidráulica, solar e  eólica, por meio de políticas públicas
·         Promover a coordenação entre os atuais sistemas e linhas de financiamento destinadas à pesquisa ambiental e de sustentabilidade, incluindo a área de energia
·         Petróleo: recomprar todos os campos de petróleo brasileiros vendidos ao exterior após a Lei da Partilha, pagando indenizações

Desmatamento
·         Desenhar estratégia para redução do desmatamento
·         Implementar as Unidades de Conservação (UCs) já criadas no Brasil com as devidas indenizações e/ou reassentamentos
·         Elaborar plano de formação de arranjos produtivos locais no entorno dessas unidades, voltados para a prestação de serviços às mesmas, bem como o desenvolvimento do turismo sustentável
·         Criar concessões à iniciativa privada de áreas e equipamentos de uso público para exploração econômica de serviços permitidos em UCs
·         Apoiar gestão das associações produtivas das comunidades da floresta e a implantação da infraestrutura necessária ao desenvolvimento das cadeias produtivas

Agricultura
·         Ordenar uso e ocupação das terras no Brasil, destinando áreas a sistemas produtivos em regiões já modificadas pela ação humana
·         Compatibilizar as agendas Marrom (Política Nacional de Meio Ambiente), Verde (Novo Código Florestal) e Azul (Política Nacional de Recursos Hídricos)
·         Desenvolver defensivos agrícolas específicos para as nossas culturas, de menor conteúdo tóxico para pessoas e o meio ambiente; incentivar a adoção de sistemas de controle alternativos na agricultura
                                              GERALDO ALCKMIN

Clima
·        Perseguir “com afinco” as metas assumidas no Acordo de Paris
·        Usar os ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) como referência no relacionamento externo brasileiro

Energia
·         Priorizar políticas que permitam às regiões Norte e Nordeste desenvolver suas potencialidades em áreas como energias renováveis, turismo, indústria, agricultura e economia criativa

Desmatamento
·        Nada consta

Agricultura
·         Reforçar a liderança do Brasil na agricultura pela transformação do Plano Safra em um plano plurianual para dar previsibilidade às regras da política agrícola
·         Garantir a paz e a segurança agrícola no campo

                                             GUILHERME BOULOS

Clima
·         Honrar os compromissos assumidos no Acordo de Paris: reduzir suas emissões de gases de efeito estufa e restaurar 120 mil km² de florestas até 2030
·         Reconhecer os “direitos da natureza” na Constituição, como foi feito por países como Equador e Bolívia

Energia
·         Superar o uso dos combustíveis fósseis e realizar a transição para energias renováveis de baixo carbono (como a eólica e a solar), proibir o fraturamento hidráulico do gás de xisto, que tem alto impacto ambiental
·        Transportes: modernizar o setor, priorizar o transporte coletivo e sob trilhos (para carga e passageiros); reverter a cultura do automóvel nas grandes cidades
·         Estimular o carro elétrico e reduzir a demanda de petróleo
·         Usinas nucleares: manter as Usinas Angra 1 e 2 em operação até o fim de sua vida útil; suspender as obras e rediscutir com a sociedade civil a continuidade do projeto de Angra 3
·         Usinas hidrelétricas: suspender as construções de novas usinas
·         Pré-sal: reverter toda a legislação de privatização da exploração do petróleo e da Petrobras
·         Transformar a Petrobras de uma empresa de petróleo em uma empresa de energia pública “democraticamente gerida”, com um setor voltado para desenvolver energias renováveis

Desmatamento
·         Zerar o desmatamento em todos os biomas em uma década: para isso, será preciso estabelecer meta para restaurar florestas com espécies nativas
·         Estabelecer política de estímulo ao aumento da produtividade agrícola nas áreas já desmatadas
·         Promover aumento da eficácia na fiscalização da atividade agropecuária e grilagem de terra; confiscar bens associados a crimes ambientais
·         Criar novas áreas protegidas
·         Usar a tributação para o estímulo à conservação, com o combate à sonegação do imposto territorial rural (ITR)

Agricultura
·         Criar incentivos financeiros para aumentar a produtividade e alterar a matriz produtiva agropecuária
·         Fomentar a agricultura de alimentos saudáveis, priorizando vegetais, “voltada para a segurança alimentar do povo brasileiro”
·         Limitar a produção de commodities para exportações 
                                                JAIR BOLSONARO

Clima
·         Nada consta; candidato afirmou à imprensa que pretende retirar o Brasil do Acordo de Paris, por ele representar “ameaça à soberania nacional”

Energia
·         Desenvolver o potencial do Nordeste em fontes renováveis: solar e eólica; expandir a produção de energia e toda a cadeia relacionada, como produção, instalação e manutenção de painéis fotovoltaicos
·         Realizar o licenciamento ambiental de PCHs (pequenas centrais hidrelétricas) no prazo máximo de três meses
·         Aumentar o papel do gás natural na matriz elétrica nacional

Desmatamento
·         Nada consta

Agricultura
·         Criar uma nova estrutura federal agropecuária, responsável por: política e economia agrícola (inclui comércio); recursos naturais e meio ambiente rural; defesa agropecuária e segurança alimentar; pesca e piscicultura; desenvolvimento rural sustentável; inovação tecnológica

                                                  JOÃO AMOÊDO

Clima
·        Nada consta

Energia
·         Ampliação da energia renovável na matriz energética
·         Dar fim aos subsídios à energia não renovável, como gasolina e diesel

Desmatamento
·        Eliminar o desmatamento ilegal
·        Reduzir definitivamente o desmatamento ilegal na Amazônia Legal, com mais tecnologia e fiscalização

Agricultura
·         Aplicar o Código Florestal
·         Avançar no Cadastro Ambiental Rural e promover mais cooperação entre órgãos envolvidos

                                                     FERNANDO HADDAD

Clima
·       Introduzir agenda estratégica de transição ecológica, que colocará as políticas ambientais, territoriais, regionais, produtivas, tecnológicas, científicas e educacionais como aliadas
·        Realizar uma reforma fiscal verde, com aumento progressivo do custo da poluição e prêmio à inovação de baixo carbono;
·        Desonerar investimentos “verdes” (isenção de IPI, dedução de tributos embutidos em bens de capital e recuperação imediata de ICMS e PIS/COFINS), reduzindo o custo tributário do investimento verde em 46,5%
·        Sem elevar a carga tributária, criar um tributo sobre carbono, que já foi adotado em vários países para aumentar o custo das emissões de gases de efeito estufa
·        Apoiar e incentivar os estados e municípios a adotarem uma política de gestão ambiental urbana que proporcione redução do consumo de energia, da emissão de poluentes que afetam a qualidade do ar, solo e água e de gases de efeito estufa

Energia
·        Construir um modelo energético que terá como diretrizes: 1) a retomada do controle público, interrompendo as privatizações; 2) ampliação dos investimentos para expandir a geração com energias renováveis (solar, eólica  e biomassa); 3) tarifas justas; e 4) participação social
·        Retomar o papel estratégico da Eletrobrás e da Petrobras
·        Instalar kits fotovoltaicas em 500 mil residências por ano
·        Impulsionar a micro e mini geração de energia renovável pela possibilidade de venda do excedente de energia produzido por residências e empresas
·         Modernizar o sistema elétrico existente: usinas geradoras, substituição de combustíveis líquidos e carvão por gás natural e biocombustível, incorporação das tecnologias de futuro nas redes de transmissão (smart grid)
·        Perseguir o aumento da eficiência energética
·        Fortalecer o Programa Reluz e estender o Programa Luz para Todos para localidades isoladas na Amazônia
·        Retomar investimentos em infraestrutura de transporte limpa, com diversificação dos meios de transporte, incluindo ferrovias, hidrovias e meios menos poluentes

Desmatamento
·         Assumir compromisso com a taxa de desmatamento líquido zero até 2022 e com o fim da expansão da fronteira agropecuária
·         Fiscalizar o cumprimento do Código Florestal, incluindo o Cadastramento Ambiental Rural
·         Fortalecer a proteção das unidades de conservação e dos demais bens da natureza
·         Aperfeiçoar os mecanismos de governança em relação à Amazônia, por meio do diálogo federativo e participação social nos processos decisórios

Agricultura
·         Criar instrumentos que valorizem a produção e a comercialização de produtos agropecuários de forma sustentável; promover a valoração econômica da preservação de recursos naturais nas propriedades rurais
·         Utilizar, para a expansão da produção agropecuária, os mais de 240 milhões de hectares já abertos para agricultura e pastagens
·         Implementar o Código Florestal com prazos, “sem mais prorrogações ou atrasos”
·         Promover uma nova geração de políticas e programas voltados à questão agrária, agricultura familiar e agroecologia no Brasil, com reforma no ambiente institucional.
·         Desenvolver, em parceria com organizações públicas, universidades e sociedade civil projetos estratégicos para os assentamentos rurais

                                                        MARINA SILVA

Clima
·         Alinhar políticas públicas (econômica, fiscal, industrial, energética, agrícola, pecuária, florestal, da gestão de resíduos e de infraestrutura) aos objetivos do Acordo de Paris
·        Cumprir os compromissos assumidos pelo Brasil com uma estratégia de longo prazo de descarbonizarão da economia, com emissão líquida zero de gases de efeito estufa até 2050
·        Descarboninzar a estrutura tributária: no curto prazo, aperfeiçoar a contribuição de intervenção no domínio econômico (CIDE, tributo que incide sobre combustíveis), com um adicional segundo a intensidade de carbono
·        No médio prazo, incorporar uma taxa de carbono ao sistema tributário nacional, no contexto de uma ampla reforma tributária
·        Implementar o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões e outros mecanismos para introduzir a precificação das emissões de gases de efeito estufa
·         Promover desenvolvimento urbano que inclua a redução de gases de efeito esfufa entre as prioridades
·         Apoiar os municípios a implementar planos de contingência e monitoramento de extremos climáticos para a prevenção e mitigação dos impactos

Energia

·         Mobilidade urbana: desenvolver políticas que estimulem modais com baixa emissão de poluentes, geração de energia limpa, renovável e com eficiência energética; substituir veículos movidos a combustíveis fósseis pelos elétricos e movidos a biocombustíveis
·         Eletrobrás: privatização será analisada no contexto da política energética nacional; deverá modernizar suas estratégias a fim de incorporar energias renováveis
·         Petrobras: assumirá papel de liderança nos investimentos em energias limpas
·         Potencializar a eficiência energética, por meio do estímulo regulatório com incentivos e metas em todas as etapas: geração, transmissão e distribuição até os consumidores
·         Massificar a instalação de unidades de geração de energia solar fotovoltaica distribuída nas cidades e comunidades vulneráveis: meta é 1,5 milhão de telhados solares fotovoltaicos de pequeno e médio porte até 2022, representando 3,5 GW de potência operacional
·        Renovabio: implementar o programa de biocombustíveis, que deverá criar 1,4 milhão de empregos até 2030

Desmatamento

·        Atingir o desmatamento zero no Brasil, no menor prazo possível, com data limite em 2030
·        Valorizar a floresta em pé, com o desenvolvimento de uma economia florestal e das comunidades tradicionais vinculadas à sua utilização e conservação
·         Ampliar o sistema de monitoramento de desmatamento, degradação e mudanças na cobertura do solo
·        Recuperar 12 milhões de hectares de florestas nativas até 2030, como manda o Acordo de Paris e gerar empregos nessa atividade

Agricultura

·        Ampliar práticas de agricultura de baixo carbono nos Planos Safra anuais, com redução da burocracia e estabelecendo atrativos para adesão ao sistema
·        Desenvolver programas de compensação financeira que beneficiem comunidades tradicionais e agricultores familiares pela conservação da biodiversidade e ecossistemas




 Vote para mudar e avançar o país através duma gestão ambiental





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