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quarta-feira, 17 de junho de 2020

DADOS AGORA MOSTRAM QUE DESMATAMENTO EM MAIO BATEU RECORDE NESTA DÉCADA NA AMAZÔNIA E AS QUEIMADAS PODEM COMPLICAR MAIS SITUAÇÃO DO CORONAVÍRUS LÁ

O desmate negado pelo Governo foi o 2º maior da década tendo ocorrido em sua maior parte em áreas privadas do Pará, apesar da Operação Verde Brasil e mesmo com técnicos do setor afirmando que hoje em dia não é necessário desmatar nem mais um metro quadrado de floresta para ampliar pastagens ou plantios na região, ainda mais agora quando as queimadas são mais graves devido à pandemia


Os índices de desmatamento estão ainda altos demais  em especial em áreas de propriedade privada no Pará



A reportagem de Duda Menagassi, do site OEco, revla que agora em 2020 o desmatamento amazônico foi de 649 quilômetros quadrados pelos dados do Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD), sendo que o monitoramento da situação coube ao Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Algo que torna esta fato mais agravante é que as queimadas somadas ao Coronavírus podem aumentar as chances de contaminação pela Covid-19 numa macrorregião já bastante afetada pela pandemia.  Ao contrário do que anunciaram técnicos ambientais do Governo Federal, o desmatamento na Amazônia em maio não apenas não caiu como já é o segundo maior dos últimos 10 anos. Apenas neste mês, a Amazônia perdeu 649 km² de florestas. As informações estão em boletim oficial do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) e se referem a um monitoramento realizado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). 


Arte do boletim do Imazon sobre os números do desmatamento no bioma ao longo desta década



O desmatamento acumulado nos últimos dez meses é de 4.567 km², um aumento de 54% em relação ao período anterior. Fontes governamentais haviam divulgado no dia 9 de junho, que o desmatamento no mês de maio caiu ao mínimo comparado com anos anteriores e que isso seria um resultado da Operação Verde Brasil 2, coordenada pelas Forças Armadas, que atuou no mês de maio no combate ao desmatamento na Amazônia. A informação se referia a dados de que houve uma queda de 19% no desmatamento em geral quando comparado com o mês de maio de 2019, que registrou o infeliz recorde de 797 km² desmatados.  Porém, para cientistas ambientais analisando a série histórica da última década concluíram que esse recuo de 19% não é um resultado para se comemorar porque Os 649 km² desmatados em maio deste ano só perdem, de fato, para os índices de 2019 mas ocupam o segundo lugar no ranking de maior desmatamento em 10 anos neste mês de maio, nesta década. 

O desmatamento precisa ser contido  no Pará, Amazonas, Mato Grosso e Rondônia onde ainda estão os maiores focos



Entre os estados da Amazônia, o Pará segue na liderança do desmatamento, sendo responsável por 40% do total desmatado no período, com 257 km² de florestas derrubadas. Amazonas, com 164 km² (25%), Mato Grosso com 123 km² (19%), Rondônia com 68 km² (10%), Acre com 23 km² (4%) e Roraima com 13 km² (2%), completam o ranking. No estado paraense, os dois municípios que mais desmataram são Altamira (97 km²) e São Félix do Xingu (57 km²). Exatamente no território destes dois municípios é que estão também as áreas protegidas mais desmatadas: na Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, onde foram desmatados 65 km² e na Terra Indígena Kayapó (na região habitada por Índios Isolados do Rio Fresco, Mebêngôkre Kayapó, Mebêngôkre Kayapó Gorotire, Mebêngôkre Kayapó Kôkraimôrô e Mebêngôkre Kayapó Kuben Kran Krên), onde foram desmatados 1,3 km². As duas áreas vítimas de maior desmate são pela lei pontos de preservação ambiental estão localizadas no sul do Pará e foram vítimas do desmatamento ilegal. Outros dados do SAD mostram que 60% do desmatamento registrado no mês passado agora  ocorreram em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse, 22% em unidades de conservação, 17% em assentamentos e 1% em Terras Indígenas. O Ministério do Meio Ambiente foi procurado para se posicionar sobre esta situação contudo até hoje ainda não se manifestou. 



Grilagem de terras, pecuária e soja são negócios que com desmates ilegais não se adequam à lei ambiental, contradizem o bom senso, desrespeitam a fiscalização e complicam também a questão sanitária



(Confira depois mais detalhes ou análises na seção de comentários deste blog da ecologia e da cidadania, vamos postar hoje nesta webpágina dois vídeos que dimensionam este problema, um feito pela equipe de reportagem do SBT na região e outro pela TV Cultura, estimulando o debate e a solução do problema crônico que se relaciona agora também com a saúde da população que enfrenta lá um dos epicentros do Coronavírus)



O efeito das queimadas pode complicar mais a situação já muito grave da virose respiratória pela pandemia na Amazônia


Fontes: OECO - SAD - IMAZON
               folhaverdenews.blogspot.com

2 comentários:

  1. Depois mais tarde vamos postar aqui nesta seção debates e desdobramentos desta situação, aguarde e venha conferir depois mais informações neste tema de hoje aqui no blog da ecologia, baseado basicamente em publicação do site ambiental O Eco.

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  2. Você pode postar direto aqui sua opinião ou se preferir envie seu conteúdo (mensagem, comentário, vídeo, notícia, pesquisa, crítica, sugestão) pro e-mail da edição desta webpágina do movimento ecológico, científico, da cidadania e da cultura da vida: padinhafranca603@gmail.com

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