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quinta-feira, 18 de junho de 2020

PRÊMIO MUNDIAL DE FOTOGRAFIA 2020 DESTACA INDÍGENAS DA AMAZÔNIA E CORONAVÍRUS SENDO O TEMA MEIO AMBIENTE O MAIS ENFOCADO: SINAL DOS TEMPOS

O fotógrafo uruguaio Pablo Albarenga ganhou o prêmio principal da edição deste ano do Sony World Photography ao retratar comunidades indígenas sob risco no Brasil e em outros países amazônicos



Pantanal do Delta do Niger destruído pela indústria do petróleo



O primeiro lugar na categoria 'Meio Ambiente' foi para Robin Hinsch por sua série Wahala, que analisa os efeitos da indústria do petróleo nas comunidades e no ecossistema do Delta do Níger. "Cobrindo 70 mil km² de pântanos, o Delta do Níger foi formado principalmente pela deposição de sedimentos. A região abriga mais de 30 milhões de pessoas e 40 grupos étnicos diferentes, representando 7,5% do total de terras da Nigéria. Costumava exibir um ecossistema incrivelmente rico, contendo uma das mais altas concentrações de biodiversidade do planeta, antes da chegada da indústria do petróleo que arrasou a fauna e a flora. Mas o vencedor entre os vencedores do Sony World Ohotography Awards 2020 oi Pablo Albarenga: especializado em fotografia documental, foi escolhido como o 'Fotógrafo do Ano' por sua série Seeds of Resistance (Sementes da Resistência), que destaca a situação das comunidades indígenas da América Latina, que lutam para preservar seus territórios do agronegócio e do desmatamento. O trabalho dele combina imagens aéreas feitas com drone de alguns locais em perigo de desmate com retratos de ativistas que lutam para salvar as florestas. 



Albarenga fez várias composições no tema índios e florestas ameaçados de morte na Amazônia



O projeto retrata as pessoas e suas terras - áreas sagradas onde estão enterradas gerações de seus ancestrais, vistos de  cima, os personagens principais são mostrados como se estivessem mortos ou dando as suas vidas pelas florestas em quatro países que ficam na Amazônia. Os vencedores das categorias 'Aberta', 'Estudante' e 'Juventude' também foram anunciados juntamente com os vencedores gerais em cada uma das categorias profissionais. A categoria 'Aberta' celebra o poder das imagens individuais e o vencedor deste ano é Tom Oldham por seu retrato de Black Francis, líder da banda de rock Pixies, originalmente registrado para a revista MOJO.


Tom Oldham fotografou Black Francis (Pixies)



Ioanna Skellaraki, representando o Royal College of Art, venceu o prêmio máximo na categoria Estudante por sua série que aborda a questão do desenvolvimento sustentável (economia ecológica), através de uma série de fotografias noturnas de painéis solares, turbinas eólicas e fazendas de baterias na ilha de Tilos, na Grécia. Já o prêmio de Fotógrafo de Juventude do Ano foi para Hsien-Pang Hsieh, de 19 anos, de Taiwan por sua imagem intitulada Hurry (Pressa), com um artista de rua que parece estar andando rápido, mas na verdade está parado com a foto dando ilusão de movimento. 



Ontem escuro ao fundo e hoje claridade sustentável


Uma foto capaz de dar ilusão de movimento



Sandra Herber foi a vencedora na categoria 'Arquitetura' por sua série Ice Fishing Huts, Lake Winnipeg (Cabanas de pesca no gelo, Lago Winnipeg): "Essas cabanas, barracos ou permies (como são chamadas em Manitoba) devem ser móveis, proteger seus ocupantes das condições atmosféricas e permitir o acesso ao gelo abaixo delas para a pesca". O vencedor da categoria 'Documentário' foi Chung Ming Ho, que se concentrou nos manifestantes em sua série Wounds of Hong Kong (Feridas de Hong Kong). "Relatos indicam que, desde o início das manifestações, os casos de depressão e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) aumentaram entre a população", explica Chung Ming Ho autor deste close.



Close de jovem manifestante do movimento em Hong Kong



Ronny Behnert venceu a categoria 'Paisagem' com uma série intitulada Torii - portões japoneses tradicionais comumente encontrados na entrada dos santuários xintoístas: "Na maioria das vezes, uso filtros de densidade neutra para forçar exposições longas e manter meu trabalho minimalista em estilo. Algumas de minhas exposições duram cinco minutos ou mais, o que faz desaparecer qualquer elemento de distração na água ou no céu - quanto maior a exposição, mais nítida é a fotografia em um processo de superexposição", comentou Ronny Behnert. 



Imagem superexposta mudando a paisagem no Japão



Pangolins in Crisis (Pangolins em Crise) por Brent Stirton arrebatou o prêmio na categoria 'Mundo Natural e Vida Selvagem'. "Os pangolins são os mamíferos mais traficados do mundo. Nos últimos dez anos, estima-se que 1 milhão foram levados ilegalmente para a Ásia. Meu trabalho lança luz sobre esse comércio, enquanto explora aspectos da ilegalidade e celebra as pessoas que estão tentando salvar esses animais". Por sinal para a maioria dos pesquisadores foi um Pangolim em Wuhan que iniciou a transmissão do Coronavírus, uma história que você já conhece, a tragédia que marca com mortes em massa a vida de 2020. 



O protagonista do momento, "dinossauro" do Coronavírus




O vencedor da categoria 'Retrato', Cesar Dezfuli, fotografou pessoas resgatadas de um bote inflável à deriva no Mar Mediterrâneo para a série Passengers (Passageiros). "O barco partiu algumas horas antes da Líbia. Na tentativa de dar um rosto humano a esse evento, fotografei os passageiros minutos após o resgate. Os rostos, a aparência e as marcas em seus corpos refletiam o humor e o estado físico. eles estavam em uma jornada que já havia marcado suas vidas para sempre". Por sua vez, os lutadores senegaleses deram a Angel Lopez Soto o prêmio principal na categoria 'Esporte'. "No Senegal, as lutas são conhecidas por atrair um público de cerca de 50 mil pessoas em um estádio. Para muitos, faz parte da vida, tradição e cultura africanas, havendo uma mistura de crenças animistas e muçulmanas".

Refugiados resgatados escaparam da morte no Atlântico



No Senegal uma luta das tribos ancestrais



Por fim, o vencedor da categoria 'Natureza Morta' foi Alessandro Gandolfi com sua série Immortality Inc. (Imortalidade Inc.). 
"O homem pode realmente se tornar imortal? Poucos humanos realmente acreditam nisso, e, portanto, a pesquisa se concentrou na conservação de criogenia, hibridização homem-máquina e downloads de mentes", argumentou o fotógrafo Alessandro Gandolfi.



O ser humano robótico de Gandolfi




(Confira depois na seção de comentários deste blog da gente mais informações sobre a arte da fotografia em meio à civilização da imagem, sendo que já estão postados em nossa edição hoje dois videos, um da TV PUC com Burmester  que dala sobre o jornalismo e a forças das imagens hoje em meio à pandemia, sendo o outro da TV Câmara de Campinas (SP), sobre a mostra Giro Ambiental com uma exposição de fotos ecológicas)



Índios brasileiros com a sua arte de sobreviver




Fontes: BBC - G1 - folhaverdenews.blogspot.com


4 comentários:

  1. Todas as fotografias desta matéria são cortesia do Sony World Photography Awards 2020, os dados, os nomes e todos os detalhes a gente obteve com postagens da BBC e do G1 da Globo.

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  2. Já recebemos mensagens e temos mais informações para postar aqui nesta seção de comentários, o que faremos mais tarde, ainda hoje. Aguarde e venha conferir.

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  3. "Concordo com o enfoque ambientalista desta matéria e para mim a foto mais impressionante foi foi a de Alessandro Gandolfi com sua série Immortality Inc, questionando os limites do chamado ser humano de agora e nos alertando sobre o futuro": comentário de Luiz Pedro Oliva, de São Paulo, fotógrafo de arte que atua na criação de capas para editoras. Faça como Oliva, você pode postar direto aqui a sua opinião ou comentário, se preferir, faça como ele, envie sua mensagem ou conteúdo (texto, foto, vídeo, notícia, pesquisa, crítica ou sugestão de pauta) pro editor deste blog de ecologia, ciência, cultura da vida e cidadania, mande já agopra para padinhafranca603@gmail.com

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  4. Aguarde e venha conferir depois: "Quero expressar a minha opinião, não dá para deixar passar em branco esta postagem com imagens tão expressivas": comenta ainda na sua mensagem por e-mail o fotógrafo e gráfico Luiz Pedro Oliva de São Paulo (SP).

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