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segunda-feira, 18 de maio de 2020

PODERÃO OCORRER OUTRAS EPIDEMIAS E ATÉ PANDEMIAS DEVIDO À AÇÃO VIOLENTA DAS PESSOAS E DOS PAÍSES CONTRA A ECOLOGIA DA NATUREZA


Falando sobre o Coronavírus em entrevista ao site Brasil de Fato o pesquisador Allan Carlos Pscheidt, doutorado em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente reafirmou a conclusão de vários cientistas que vêm estudando a Covid-19 em todo o planeta e alertando sobre o potencial de outras tragédias sanitárias em função do modo de viver nas sociedades de consumo hoje

As agressões ambientais e invasões de habitats de animais...

...em lugares remotos estão entre as causas originais da pandemia...

...que se relaciona com a forma nada ecológica de se viver hoje em dia

Recebemos por e-mail podcast  e matéria editada por Leandro Melito no site Brasil de Fato neste fim de semana e aqui está um resumo das informações, levando em conta a importância deste tema aqui, agora. O Coronavírus se alastrou pelo mundo graças à ação destrutiva e invasora do ser humano contra a natureza, comentou  o biólogo Allan Carlos Pscheidt, doutor em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente pelo Instituto de Botânica, ligado à Botanische Sraatssammlung (Suécia) e atualmente professor das Faculdades Metropolitanas Unidas, em São Paulo: "O organismo que causa a Covid-19 está há tempos no meio ambiente, provavelmente alojado em morcegos nativos de cavernas intocadas, remotas e com a crescente urbanização e consequente invasão humana, o vírus quebrou seu ciclo natural e alcançou outros seres, como o homem, cujo organismo ainda não está preparado para combatê-lo".  De acordo com o pesquisador, a Pandemia deixa lições claras: "Precisamos nos preocupar urgentemente com o consumo desenfreado, a destruição recorrente do planeta e as mudanças climáticas. A disseminação do novo Coronavírus é resultado direto disso tudo".

O jovem biólogo Allan Pscheidt pesquisador doutorado em biodiversidade alerta sobre a realidade que criou o Coronavírus agora 

Allan Pscheidt alerta ainda que, em um mundo interligado como o que vivemos hoje, epidemias virais devem se tornar cada vez mais comuns. Para ele, se não evoluirmos para uma sociedade mais consciente e menos egoísta ou ambientalmente sustentável, não teremos muito mais tempo por aqui na Terra...

Precisamos evoluir para uma nova forma de viver, alerta o biólogo


(Confira depois na seção de comentários do nosso blog de ecologia, ciência, cidadania e cultura da vida um resumo das informações e alertas de Allan Pscheidt, hoje, aqui no Folha Verde News também dois vídeos que vamos postar a seguir, um da BBC sobre as agressões ao meio ambiente como uma das causas do Coronavírus segundo cientistas e outro, reportagem da série Câmera Record sobre brasileiros vivendo em lugares paradisíacos em lugares com natureza íntegra ainda onde a Pandemia não chegou)

 A violência humana contra os animais em especial em lugares remotos da natureza explicam o surgimento da Covid-19 segundo a ciência atual

"A gente está em uma situação em que o mundo está passando por uma grande expansão, tanto de crescimento urbano quanto de industrialização. Quando se verifica esse crescimento rápido, ocorre que temos o desmatamento, a invasão de territórios remotos antes preservados. Com isso, a gente acaba soltando no meio ambiente doenças que estavam contidas, por exemplo, em cavernas. Tudo sugere que a origem desse Coronavírus que causou a Covid-19 venha de morcegos que estavam em cavernas.  A ação humana acaba interferindo no meio ambiente de uma forma boa para o ser humano, porque estamos expandindo cidades, criando bairros, cidades menores, vilas, e provendo de infraestrutura para o crescimento da população, mas ruim para a natureza, porque precisamos desses recursos que depredamos. Muitas vezes, acaba que o território que a gente precisa ocupar é um território já ocupado por uma população de animais. Nós temos situações como com o morcego, que biologicamente já são animais propícios a terem doenças", comentou Dr. Allan Carlos Pscheidt, uma análise que coincide com pesquisas feitas com o Coronavírus por cientistas de vários países, a partIr do que ocorreu em Wuham na China. E então, aqui um questionamento: precisamos mudar e avançar uma nova forma de viver mais sustentável e feliz para toda a população e também para todos os seres vivos da natureza. As agressões à ecologia da natureza podem gerar outras tragédias de saúde pública na atual realidade da vida. 

Variadas formas de destruição da ecologia que continuam...


...poderão criar outras epidemias e pandemias...


...e então precisamos criar uma forma sustentável de economia e de ecologia em uma nova forma de viver



Fontes: Brasil de Fato - BBC - Câmera Record
                folhaverdenews.blogspot.com


6 comentários:

  1. Depois mais tarde, vamos inserir aqui neta seção mais dados e informações da entrevista com o biólogo Allan Pscheidt, doutor em Biodiversidade, bem como outros comentários e mensagens, venha conferir depois aqui, OK?

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  2. Você pode postar direto aqui nesta seção a sua opinião, se preferir, envie o seu conteúdo (texto, fotos, vídeos, notícias, pesquisas) pro nosso editor padinhafran603@gmail.com e/ou pro e-mail do blog navepad@bol.com.br que aí mais tarde a gente vai divulgar aqui.

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  3. "Temos que olhar para o futuro e saber que, se o ritmo de consumo continuar como é hoje, o planeta não vai aguentar por muito tempo. Cada vez vai ser mais caótico, porque vai chegar o momento que não tem mais volta. Vamos ter que gastar muito dinheiro, em termos de economia, para resolver questões que poderiam ter sido diagnosticadas no passado": comentário de Allan Carlos Pscheidt, biólogo, doutorado em biodiversidade, que estudou na Suécia e trabalha hoje em São Paulo. (Depois mais tarde, mais comentários aqui).

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  4. Brasil De Fato - De que forma funciona, biologicamente, a passagem de doenças? O morcego é um hospedeiro?
    Biólogo Allan Pscheidt - "O vírus é um ser vivo como um morcego, como uma planta, como eu e você. O vírus ocorre naturalmente no planeta. Acaba que esse vírus está naquele ciclo, ele vive no morcego, o morcego é o hospedeiro. O problema ocorre quando ele sai desse ciclo. Aí ele acaba tendo um efeito negativo em outros seres vivos, como o que está acontecendo agora com o coronavírus nos seres humanos.
    Quando o ciclo é quebrado, temos a situação de exposição a um fator que a gente não teve uma evolução em conjunto. Aquele vírus evolui junto com o morcego, naquele ambiente isolado. Quando você introduz no ser humano, não dá tempo para o organismo humano se adaptar a esse vírus. Por isso temos esse surto. O vírus acaba tendo uma ação muito pesada no organismo humano porque a gente não tem tempo necessário para criar um sistema imunológico para se proteger".

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  5. Brasil de Fato - O que fazer para manter a convivência das espécies?
    Biólogo Allan Pscheidt - "A urbanização é incontrolável, nós só vemos crescer. Como lidar com isso, evitando as invasões e tentando diminuir as consequências que temos observado?
    Temos que cobrar dos órgãos públicos e privados um maior controle e conservação do meio ambiente. Isso é muito importante. Desde a conservação turística, aqueles parques onde nós podemos utilizar para atividade turística, até mesmo áreas com restrições – por exemplo, no Brasil nós temos alguns picos onde só o Exército tem acesso. É muito importante que a população, de uma forma geral, conserve essas áreas e cobre dos governos, das empresas, a conservação. Se você isola essas áreas, não tem a preocupação de passar alguma doença que, de repente, está ali.
    Temos uma situação, também, que são as mudanças climáticas. Na Rússia, o permafrost [camada profunda de terra congelada] está descongelando. A gente não sabe o que aquele gelo vai ter, que tipo de bactéria, de vírus, está ali guardado por milhões de anos. Pode vir à tona e pode ser solto no ambiente. Nós não sabemos como vai ser o ciclo desse microrganismo nos animais e nas pessoas".

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  6. "Além das áreas que já existem e nós devemos conservar, tem também a questão das áreas que podem ser afetadas pela mudança climática. É uma questão de bom senso e de cobrar sempre uma conservação, para aliar tanto o progresso, o crescimento populacional, o desenvolvimento de tecnologias, mas também saber do nosso papel como ser pertencente da natureza. É como eu falo para os meus alunos: este é o único planeta que nós temos": comentário do cientista e professor Allan Pscheidt, biólogo, doutorado em biodiversidade.

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