Falando sobre o Coronavírus em
entrevista ao site Brasil de Fato o
pesquisador Allan Carlos Pscheidt, doutorado em Biodiversidade Vegetal e Meio
Ambiente reafirmou a conclusão de vários cientistas que vêm estudando a Covid-19
em todo o planeta e alertando sobre o potencial de outras tragédias sanitárias
em função do modo de viver nas sociedades de consumo hoje
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| ...em lugares remotos estão entre as causas originais da pandemia... |
Recebemos
por e-mail podcast e matéria editada por
Leandro Melito no site Brasil de Fato
neste fim de semana e aqui está um resumo das informações, levando em conta a
importância deste tema aqui, agora. O Coronavírus se alastrou pelo mundo graças
à ação destrutiva e invasora do ser humano contra a natureza, comentou o biólogo Allan Carlos Pscheidt, doutor em
Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente pelo Instituto de Botânica, ligado à Botanische Sraatssammlung (Suécia) e atualmente professor das Faculdades
Metropolitanas Unidas, em São Paulo: "O organismo que causa a Covid-19
está há tempos no meio ambiente, provavelmente alojado em morcegos nativos de
cavernas intocadas, remotas e com a crescente urbanização e consequente invasão
humana, o vírus quebrou seu ciclo natural e alcançou outros seres, como o
homem, cujo organismo ainda não está preparado para combatê-lo". De acordo com o pesquisador, a Pandemia deixa
lições claras: "Precisamos nos preocupar urgentemente com o consumo
desenfreado, a destruição recorrente do planeta e as mudanças climáticas. A
disseminação do novo Coronavírus é resultado direto disso tudo".
| O jovem biólogo Allan Pscheidt pesquisador doutorado em biodiversidade alerta sobre a realidade que criou o Coronavírus agora |
Allan
Pscheidt alerta ainda que, em um mundo interligado como o que vivemos hoje,
epidemias virais devem se tornar cada vez mais comuns. Para ele, se não
evoluirmos para uma sociedade mais consciente e menos egoísta ou ambientalmente
sustentável, não teremos muito mais tempo por aqui na Terra...
| Precisamos evoluir para uma nova forma de viver, alerta o biólogo |
(Confira
depois na seção de comentários do nosso blog de ecologia, ciência, cidadania e
cultura da vida um resumo das informações e alertas de Allan Pscheidt, hoje,
aqui no Folha Verde News também dois vídeos que vamos postar a seguir, um da BBC sobre as agressões ao meio ambiente como uma das causas do Coronavírus segundo cientistas e outro, reportagem da série Câmera Record sobre brasileiros vivendo em lugares paradisíacos em lugares com natureza íntegra ainda onde a Pandemia não chegou)
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| A violência humana contra os animais em especial em lugares remotos da natureza explicam o surgimento da Covid-19 segundo a ciência atual |
"A gente está em uma situação em que o mundo está passando
por uma grande expansão, tanto de crescimento urbano quanto de
industrialização. Quando se verifica esse crescimento rápido, ocorre que temos o
desmatamento, a invasão de territórios remotos antes preservados. Com isso, a
gente acaba soltando no meio ambiente doenças que estavam contidas, por
exemplo, em cavernas. Tudo sugere que a origem desse Coronavírus que causou a Covid-19
venha de morcegos que estavam em cavernas.
A ação humana acaba interferindo no meio ambiente de uma forma boa para
o ser humano, porque estamos expandindo cidades, criando bairros, cidades
menores, vilas, e provendo de infraestrutura para o crescimento da população,
mas ruim para a natureza, porque precisamos desses recursos que depredamos. Muitas
vezes, acaba que o território que a gente precisa ocupar é um território já
ocupado por uma população de animais. Nós temos situações como com o morcego,
que biologicamente já são animais propícios a terem doenças", comentou Dr.
Allan Carlos Pscheidt, uma análise que coincide com pesquisas feitas com o
Coronavírus por cientistas de vários países, a partIr do que ocorreu em Wuham
na China. E então, aqui um questionamento: precisamos mudar e avançar uma nova
forma de viver mais sustentável e feliz para toda a população e também para
todos os seres vivos da natureza. As agressões à ecologia da natureza podem gerar outras tragédias de saúde pública na atual realidade da vida.
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| ...e então precisamos criar uma forma sustentável de economia e de ecologia em uma nova forma de viver |
Fontes: Brasil de Fato - BBC - Câmera Record
folhaverdenews.blogspot.com






Depois mais tarde, vamos inserir aqui neta seção mais dados e informações da entrevista com o biólogo Allan Pscheidt, doutor em Biodiversidade, bem como outros comentários e mensagens, venha conferir depois aqui, OK?
ResponderExcluirVocê pode postar direto aqui nesta seção a sua opinião, se preferir, envie o seu conteúdo (texto, fotos, vídeos, notícias, pesquisas) pro nosso editor padinhafran603@gmail.com e/ou pro e-mail do blog navepad@bol.com.br que aí mais tarde a gente vai divulgar aqui.
ResponderExcluir"Temos que olhar para o futuro e saber que, se o ritmo de consumo continuar como é hoje, o planeta não vai aguentar por muito tempo. Cada vez vai ser mais caótico, porque vai chegar o momento que não tem mais volta. Vamos ter que gastar muito dinheiro, em termos de economia, para resolver questões que poderiam ter sido diagnosticadas no passado": comentário de Allan Carlos Pscheidt, biólogo, doutorado em biodiversidade, que estudou na Suécia e trabalha hoje em São Paulo. (Depois mais tarde, mais comentários aqui).
ResponderExcluirBrasil De Fato - De que forma funciona, biologicamente, a passagem de doenças? O morcego é um hospedeiro?
ResponderExcluirBiólogo Allan Pscheidt - "O vírus é um ser vivo como um morcego, como uma planta, como eu e você. O vírus ocorre naturalmente no planeta. Acaba que esse vírus está naquele ciclo, ele vive no morcego, o morcego é o hospedeiro. O problema ocorre quando ele sai desse ciclo. Aí ele acaba tendo um efeito negativo em outros seres vivos, como o que está acontecendo agora com o coronavírus nos seres humanos.
Quando o ciclo é quebrado, temos a situação de exposição a um fator que a gente não teve uma evolução em conjunto. Aquele vírus evolui junto com o morcego, naquele ambiente isolado. Quando você introduz no ser humano, não dá tempo para o organismo humano se adaptar a esse vírus. Por isso temos esse surto. O vírus acaba tendo uma ação muito pesada no organismo humano porque a gente não tem tempo necessário para criar um sistema imunológico para se proteger".
Brasil de Fato - O que fazer para manter a convivência das espécies?
ResponderExcluirBiólogo Allan Pscheidt - "A urbanização é incontrolável, nós só vemos crescer. Como lidar com isso, evitando as invasões e tentando diminuir as consequências que temos observado?
Temos que cobrar dos órgãos públicos e privados um maior controle e conservação do meio ambiente. Isso é muito importante. Desde a conservação turística, aqueles parques onde nós podemos utilizar para atividade turística, até mesmo áreas com restrições – por exemplo, no Brasil nós temos alguns picos onde só o Exército tem acesso. É muito importante que a população, de uma forma geral, conserve essas áreas e cobre dos governos, das empresas, a conservação. Se você isola essas áreas, não tem a preocupação de passar alguma doença que, de repente, está ali.
Temos uma situação, também, que são as mudanças climáticas. Na Rússia, o permafrost [camada profunda de terra congelada] está descongelando. A gente não sabe o que aquele gelo vai ter, que tipo de bactéria, de vírus, está ali guardado por milhões de anos. Pode vir à tona e pode ser solto no ambiente. Nós não sabemos como vai ser o ciclo desse microrganismo nos animais e nas pessoas".
"Além das áreas que já existem e nós devemos conservar, tem também a questão das áreas que podem ser afetadas pela mudança climática. É uma questão de bom senso e de cobrar sempre uma conservação, para aliar tanto o progresso, o crescimento populacional, o desenvolvimento de tecnologias, mas também saber do nosso papel como ser pertencente da natureza. É como eu falo para os meus alunos: este é o único planeta que nós temos": comentário do cientista e professor Allan Pscheidt, biólogo, doutorado em biodiversidade.
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