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sábado, 9 de junho de 2018

O CAFÉ ORGÂNICO NA REGIÃO DE FRANCA INCLUI NA PLANTAÇÃO COLMÉIAS DE ABELHAS: A PRODUÇÃO AUMENTA 30% E O PREÇO DA SACA CHEGA A SER O MAIOR DO MERCADO

Destaque nacional na revista Globo Rural os cafeicultores de Franca, Cristais Paulista e Ribeirão Corrente criam abelhas em cafezais orgânicos entre outras táticas ecológicas: chegou a 10 mil reais o preço da saca que tem grande aceitação no mercado exterior alcançando assim sucesso internacional e também resgatando a ecologia na agricultura


Freitas engenheiro, ecologista e apicultor avançando os cafezais


Mesmo com todo este sucesso de qualidade, nem mesmo 5% dos cafeicultores do nordeste paulista plantam café orgânico (sem agrotóxicos), embora seja uma tendência crescente também por aqui, uma região tradicionalmente conhecida como a terra do melhor café do mundo pela altitude (mais de mil metros), pelo tipo de grãos e pelas condições gerais da natureza regional. O engenheiro que é apicultor e ecologista, Luís Antônio de Freitas se confessa apaixonado pela produção orgânica que estuda e a ela se dedica há 30 anos: "Chegará um tempo em que toda a produção de todo o café e de todas as plantas e culturas, toda a produção será orgânica para vir a ser sustentável, equilibrando a economia com a ecologia". Por sinal, em um ano aumentou em 20% a produção e o mercado de alimentos orgânicos no país. Confira a seguir um resumo da também da reportagem que a revista Globo Rural fez por aqui na macrorregião cafeeira.



Cafeicultores orgânicos Getúlio Minamihara e seu filho na florada do café



Na zona rural de Cristais Paulista, a 25km de Franca, nordeste paulista, fica a Fazenda Ouro Verde, de Getúlio Minamihara, que também aceitou participar do experimento de polinização defendido pela bióloga Aline Turcatto, doutora em genética e especialista em soluções de polinização, ela coordenou a interação entre cafeicultores orgânicos e apicultores da região. Na propriedade, 100% da produção de café, ou seja, 3.000 sacas por ano, já é orgânica.  Antes até da florada de outubro, a área recebeu 40 colmeias do apicultor Luiz Antonio de Freitas. “Meu objetivo com as abelhas é obter mais qualidade, e não quantidade. Hoje, 90% do meu café já tem pontuação superior a 88 pontos”, diz o produtor, esta pointuação é rara e valiosa, ele lidera em termos de qualidade a produção de café no Brasil, o que valoriza a sua opção pelo orgânico e por criar uma ambiente mais próximo da natureza no cafezal, sem agrótixcos, com abelhas, plantio integrado com frutas, como o abacate, para garantir a sombra necessária a este tipo de plantio. Integrante da terceira geração de cafeicultores da família, que veio do Japão na primeira metade do século 20. A seguir, você confere porque ele optou por um plantio orgânico.   
 
A bióloga Aline Turcatto é especialista em polinização pelas abelhas


 
Getúlio Minamihara passou a produzir café orgânico quase sem perceber conta que há uns 10 anos teve dificuldades com a sua lavoura: "O problema era o uso intensivo de herbicidas. Tudo que tentava dava errado. Aí, tirei os herbicidas. Depois, tirei também os formicidas e ainda os adubos químicos e, então, eu percebi que minha produção já era  orgânica. Aí, corri atrás das certificações”, conta o cafeicultor que tem formação universitária, em agronomia na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP). Ele explica que a produção orgânica é, na verdade, um retorno às práticas de seus ancestrais. “Meu avô e meus pais só deixaram de ser produtores orgânicos após a entrada das pragas na lavoura e a invenção dos defensivos, uma planta natural, orgânica é equilibrada e estável". Em suas três fazendas, ele não aduba demais, não faz pulverização demais, tudo equilibrado em comunhão com a natureza. Nos seus cafezais, você encontra de tudo, formiga, cobra, praga, raposas, lobos-guará, quatis e tamanduás. E, agora, tem tambem as abelhas.
 
 
André Cunha de Ribeirão Corrente também produz café orgânico com abelhas


No caso de Getúlio Minamihara mais da metade dos pés de café das suas fazendas foi plantada à sombra de abacateiros, outra tradição da sua família, a fruticultura. O filho dele, Anderson Minamihara , formado em administraçaõ de empresas, ajuda o pai cuidas das fazendas e segundo o herdeiro, mesmo antes de ser certificado como orgânico, o café da família já tinha um preço superior no mercado porque não tinha resíduos químicos. Atualmente, toda a produção, certificada pelo IBD, é exportada para Estados Unidos, Japão, Europa, Coreia do Sul, Taiwan e Hong Kong. Algumas sacas do café Minamihara chegam a valer R$ 10 mil no mercado, preço máximo. André Luiz da Cunha, que mantém um cafezal orgânico próximo dali, em Ribeirão Corrente (SP) conta que nos seus 25 anos de prática no café foi testemunha do aumento desordenado do uso de agrotóxicos nas lavouras da região: “Isso me levou a procurar alternativas de produção visando agregar valor ao meu produto. Por isso também aceitei de imediato fazer o teste da polinização e orientado pela bióloga Aline inclui as abelhas no meu cafezal e deu tudo muito certo". 



Opinião dos apicultores na seção de comentários do blog


(Confira na seção de comentários aqui no blog da ecologia mais informações e detalhes, por exemplo, a visão dos apicultores sobre esta integração com cafezais orgânicos)


Orgânicos do nordeste paulista na vanguarda do café do Brasil


Fontes: revistagloborural.globo.com
             folhaverdenews.blogspot.com

7 comentários:

  1. "Luiz Antonio, o parceiro dos Minamihara, trabalha há 30 anos com abelhas em Franca (SP). Também apaixonado pela produção orgânica, ele instalou 40 colônias e mais 15 caixas-iscas (para atrair abelhas soltas na natureza) na Fazenda Ouro Verde. O apicultor aposta que, no futuro, será comum no Brasil o aluguel de colmeias para a polinização de várias culturas, não só do café": comentário extraído da matéria da Revista Globo Rural.

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  2. "Para os apicultores, a vantagem da associação com os cafeicultores é a garantia de espaços nobres e seguros para colocar suas colmeias, visando a uma produção maior de mel. Apesar de a floração do café tipo arábica ser bem curta (de três a cinco dias), antes do mel de café as abelhas produzem o mel silvestre, explorando as matas nativas. A expectativa é que, no futuro, a parceria com o café possa gerar renda extra também aos aos apicultores": comentário de Luís Antônio de Freitas, engenheiro, apicultor e ecologista, que atua no Nordeste Paulista, "onde o cultivo do arábica é o que faz a fama de melhor café do mundo, um tipo A deste produto, só possível pela altitude, clima e outras condições da natureza daqui da chamada Alta Mogiana".

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  3. "O mel extraído pelas abelhas da florada do café orgânico é muito saboroso, energético e saudável": comentário de Luís Antônio de Freitas em contato com o blog Folha Verde news.

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  4. "Eu perdi muitos apiários para os agrotóxicos, além de ter sido vítima de roubos. É outra coisa com o produtor orgânico, cada um das colmeias instaladas na fazenda de André Cunha poderá render de 25 a 30 quilos de mel, esta experiência animará outros cafeicultores a abrir suas propriedades para as abelhas": comentário de José Antonio, ex-servidor da Universidade Estadual Paulista (Unesp, campus de Franca, ele trabalha com abelhas desde criança, seguindo o exemplo do pai e do avô.

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  5. Logo mais, mais informações em nova edição de comentários, você pode participar colocando aqui a sua opinião, mande a sua mensagem pro e-mail da redação do nosso blog navepad@netsite.com.br

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  6. Outra alternativa é contatar direto o editor de conteúdo deste blog para mandar vídeos, fotos, material de informação, sugestão de matérias, mande para padinhafranca603@gmail.com

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  7. "Me surpreendi com o alcance da produção de café orgânico conjugado com abelhas e plantio de frutas, o Brasil precisa acordar para esta tendência mais atualizada e ecológica de agricultura que numa palavra, fica sustentável": comentário de Fábio Santos Marcondes, engenheiro agrônomo na região da Serra no interior do Rio de Janeiro.

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