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sexta-feira, 8 de junho de 2018

ORIGENS BRASIL É UMA PARCERIA QUE ESTÁ AJUDANDO A EXPANDIR A PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL E NEGÓCIOS DE POVOS DA FLORESTA


Projeto das entidades ambientalistas Isa e Imaflora leva comunidades tradicionais da Amazônia a expandir negócios através de contatos também no exterior para a venda de seus produtos naturais e estão participando da Feira Bio Brazil Fair em São Paulo agora


A pimenta faz parte da tradição do povo da floresta


Presentes no grande evento do mercado de produtos naturais e orgânicos no Anhembi em São Paulo, a Bio Brazil Fair e Biofach América Latina, algumas comunidades tradicionais da Amazônia, indígenas, extrativistas e ribeirinhos. Eles vêm ganhando visibilidade no mercado com o projeto Origens Brasil, uma parceria entre o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) e o Instituto Socioambiental (Isa), com isso, consumidores e empresas já podem identificar algumas produções sustentáveis da floresta. "Dos quintais das mulheres da etnia indígena Baniwa, na região do Alto Rio Negro na Amazônia, a produção de pimentas cultivadas organicamente, desidratadas e moídas com sal, já firmou parceria com uma empresa que revende o produto nos Estados Unidos. São 52 famílias beneficiadas com a produção da pimenta do povo Baniwa. Esta abertura de mercado exemplifica bem esta parceria, sendo destacada também no noticiário da Agência Brasil e no site de notícias da revista Isto É. Importante canal para a sobrevivência dos povos da floresta, a certificação por sua vez tranquiliza o mercado consumidor.




  Parceria ajuda o povo Baniwa colocar os seus produtos da floresta...

  ...no maior evento de produtos naturais e orgânicos no Brasil



Pimenta de povo da floresta invade o mercado: "Por meio do Origens Brasil, temos a divulgação. Acreditamos que, assim, muita gente vai nos conhecer não só no Brasil, mas também no exterior. Agora, já temos um parceiro nos Estados Unidos. O dono de uma empresa de culinária é nosso representante lá, está divulgando o nosso trabalho e o nosso produto. Ele compra aqui e revende lá desde o início do ano”, explicou para a imprensa o indígena Alfredo Brazão, que organiza o comércio da Pimenta Baniwa.


Pimenta tradicional do povo Baniwa invade o mercado de naturais



Esta pimenta está no estande do projeto Origens Brasil, na feira Bio Brazil Fair-Biofach América Latina, que está acontecendo até amanhã no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. A feira possibilita que o público e empresários tenham acesso aos que produzem produtos naturais, pequenos produtores orgânicos e até de povos da floresta, abrindo a oportunidade também de novas parcerias.Para exemplificar o alcance desta feira, os orgânicos vão faturar 20% mais neste ano conforme apurou Tânia Rabello, que tem uma coluna especializada neste setor no jornal e site Estadão. "O faturamento do setor de alimentos orgânicos alcançou R$ 3,5 bilhões em 2017 no mercado interno e mais US$ 210 milhões em exportações, números também 20% superiores aos do ano anterior. Para 2018, a expectativa é de novo salto, também de 20%, em ambos os segmentos", informou o diretor executivo do Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável (Organis), Ming Liu.
 


Os produtos orgânicos estão vendendo hoje 20% mais


Os índios Baniwa trabalham com 78 variedades de pimenta e a produção é bem tradicional. A produção da pimenta é feita pelas mulheres. São plantadas organicamente no quintal das casas e a maior parte na roça. As mulheres têm a técnica de plantio, de colheita, elas que fazem o trabalho. Depois disso, quando as pimenteiras produzem, são colhidas e entregues a uma rede de casas da pimenta, em que há sempre um casal preparado para fazer o processamento de limpeza, secagem, trituragem e envasamento final, colocando então o rótulos e lacre. Segundo a assistente de projetos do Imaflora, Mariana Finotti, o objetivo do projeto é fazer a conexão dos produtores com o consumidor final e com empresas. “O papel do Origens Brasil é acompanhar essa relação, o que a gente faz também com o apoio da Isa.Temos um especialista de mercado que faz o mapeamento dos interesses das empresas em produtos. Ao mesmo tempo, um diagnóstico nos territórios em que atuamos hoje – que é o Rio Xingu, a Calha Norte e o Rio Negro – vendo quais são os potenciais produtos. A partir disso,é feita essa conexão, entre os pequenos produtores e uma empresa".  


Cestas e outros artesanatos indígenas também na Bio Brazil Fair


(Confira mais alguns detalhes desta áuta de hoje na seção de comentários aqui do nosso blog da ecologia e da cidadania, hoje, apoiando a produção de povos da floresta)


Esta é a pimenta tradicional do povo índígena Baniwa

Cerca de 1 milhão de índios buscam alternativas de sobrevivência no Brasil


Fontes: Isto É - Agência Brasil - Estadão
              folhaverdenews.blogspot.com

8 comentários:

  1. Hoje há no Brasil mais de 1 milhão de índios de cerca de 300 etnias e tribos diferentes que estão com dificuldades de sobrevivência: esta matéria hoje mostra entidades com visão socioambiental apoiando o povo da floresta amazônica Baniwa a comercializar as suas tradicionais pimentas. Até no grande evento Bio Brazil Fair.

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  2. "O projeto se baseia também na sustentabilidade da produção e das comunidades. Não é apenas a venda, tem toda a manutenção da cultura da comunidade, é preciso respeitar a quantidade da produção, entender como é o processo com as comunidades tradicionais, que é diferente do que geralmente as grandes empresas estão acostumadas": comentário de Mariana Finotti, uma das coordenadoras do projeto do Imaflora e do Isa.

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  3. "Em cada produto que integra o projeto, há um QR Code – código que pode ser escaneado por celular –, pelo qual é possível acessar detalhes da produção. “Quando fazemos a leitura, a gente entra na história de cada produto. A primeira informação que aparece é o que é aquele produto, como é feito, como é manejado, como é feita a extração – dependendo do produto – e esse é um texto feito pelas próprias comunidades. Cada uma conta a história do produto. Em seguida, há um dos produtores que faz parte da coleta daquele produto”: comentário também de Mariana Finotti, do Imaflora e do Isa.


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  4. "O Organis participa, em São Paulo, com estande próprio, aqui na Bio Brazil Fair/Biofach América Latina – Feira Internacional de Produtos Orgânicos e Agroecologia, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Vejo com otimismo todo o
    avanço do setor neste ano foi reforçado com a tendência maior de alimentos orgânicos, é um trabalho conjunto com pequenos produtores e empreendedores": comentário Ming Liu. coordenador da associação de produtores naturais Organis.

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  5. "Padinha, quem está organizando a feira Brazil Bio é a Francal, a organizadora do evento, serão 1.200 lançamentos até amanhã. Cresceu muito o público em geral com maior interesse nos orgânicos e produtos naturais em geral, ate de indígenas sim. Há até um
    transporte gratuito, próprio da feira, a partir da Estação Tietê do Metrô, muito bom pro nosso movimento": comentário de Josué Paulo Santos, ecologista e produtor orgânico, de Araraquara (SP) que nos alertou sobre este evento em São Paulo.

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  6. "Para os que são aqui da nossa região, essa notícia fica mais feliz se as pessoas souberem que quem está organizando esta grande feira internacional de produtos orgânicos e naturais é a Francal": comentário de Maria Helena Freitas, de Patrocínio Paulista (SP) que nos envia notícia uqe viu na Agência Brasil, a seguir. Ela é professora.

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  7. A Bio Brazil Fair/Biofach América Latina, o maior evento do setor de alimentos orgânicos e sustentáveis no Brasil, prossegue até hoje ábado, das 11h às 20h, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na capital paulista. O evento deste ano, com entrada gratuita, conta com 167 expositores, entre produtores de orgânicos, revendedores, empresas de alimentos orgânicos processados e do setor público, até de produtos e artesanato indígen e deve ter, conforme a Francal, a organizadora do evento, 1.200 lançamentos novos no mercado em crescimento no Brasil.

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  8. "Um milhão de índios de 300 etnias ou tribos e regiões diferentes do Brasil, todos com dificuldade de sobrevivência:: o que as entidades conseguiram para os Baniwa poderia acontecer com váios povos da floresta, resolvendo um drama brasileiro": comentário de Gaspar Tsiwai Waratzere, Xavantem líder da aldeia Namunkurá, professor das crianças e formado em Historia oeka Universidade Federal do Mato Grosso do Norte.

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