quarta-feira, 30 de novembro de 2011

JOGO RURALISTAS VERSUS AMBIENTALISTAS AGORA ESTÁ 1 X 1

Acontecimentos em Brasilia mostram avanço dos que querem bom senso no Código Florestal
Com informações da agência de notícias Reuters, bem como de repórteres do site e do jornal O Estado de São Paulo e Jornal da Tarde, Hugo Bachega, Maria Carolina Machado, Bruno Siffredi e Rosa Costa, que estavam ao vivo trabalhando ontem em Brasília, estamos noticiando que a campanha da Avaaz que este blog também divulgou no Facebook e por aqui neste webespaço de ecologia e jornalismo independente, está conseguindo resultados: além destas msm via Internet, um grupo de ambientalistas também levou à Presidente Dilma Rousseff nesta terça-feira 1,5 milhão de assinaturas contra conteúdos ruralistas ou retrógrados do Código Florestal, que terá o valor de uma nova lei ambiental no Brasil.

Senadora Marina Silva assina cartaz contra alterações no código florestal - AP
Marina Silva assina cartaz de estudantes pelas florestas ontem no DF

O grupo de lideranças socioambientalistas foi recebido pelo ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) e expressou oposição a pontos polêmicos do texto, como a redução de áreas de preservação permanente (APPs). Eles também criticaram o que consideram ser a concessão de anistia a quem desmatou ilegalmente até 2008. Segundo relatos de participantes do encontro, Carvalho chegou a afirmar claramente que Dilma não aceitará anistia a desmatadores e que honrará compromissos assumidos.
"A Presidente, no segundo turno, se comprometeu a vetar qualquer dispositivo que signifique aumento de desmatamento e anistia para desmatadores", disse a ecologista Marina Silva, que participou do encontro com Gilberto Carvalho. (Marina foi também ministra do Meio Ambiente no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No ano passado, numa tentativa de obter apoio de Marina - então candidata que obteve 20 milhões de votos pelo PV -  Dilma no 2º Turno da eleição presidencial divulgou carta na qual expressava "veto a propostas que reduzam área legal e preservação permanente" e "veto à anistia para desmatadores", reconhecendo a necessidade de inovações à legislação vigente).
O texto que reforma o Código Florestal está em discussão no Senado, após ter sido aprovado na Câmara dos Deputados. Caso as modificações feitas por senadores sejam aprovados, ele retorna para votação dos deputados federais.O grupo afirmou que pressionará Dilma a vetar pontos polêmicos caso mudanças não ocorram no projeto em discussão no Congresso."Se nada acontecer em termos da mudança, nós vamos para a campanha do veto para que a presidente possa fazer valer seu compromisso,ela deu sua palavra no segundo turno", disse Marina. Antes do encontro desta manhã, dezenas de ambientalistas e estudantes protestaram em frente ao Palácio do Planalto contra o projeto em tramitação no Congresso.

PSOL adia votação do Código Florestal

Campanhas  na web feita por entidades como Avaaz e Greenpeace...

...assim como pressão internacional em manifestações de ecologistas ajudaram

...e a atitude de Randolfe Rodrigues concretizou este movimento
Pressão ambientalista, senador Randolfe e Marta Suplicy foram decisivos para isso

Apesar do acordo firmado entre a base aliada e a oposição no Senado – cujos líderes haviam acertado votar o projeto de lei do novo Código Florestal hoje  -  o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) conseguiu, sozinho, adiar a aprovação da proposta, ao impedir a votação do requerimento de urgência para a apreciação da matéria em plenário. Este era um desejo também de todo um movimento socioambientalista, formado por mais de 300 entidades e lideranças de todo o país. Apelando para o regimento internodo Senado,  Randolfe levantou uma questão de ordem e pediu o adiamento da leitura, alegando que, pelo regimento, a votação só pode ocorrer um dia depois da leitura do pedido de urgência. Ou seja, o requerimento teria de ter sido lido na segunda-feira para viabilizar sua aprovação nesta terça e a votação se realizar nesta quarta. O argumento bem fundamentado no regimento interno foi aceito pela 1ª vice-presidente do Senado, Marta Suplicy (PT-SP) que presidia a sessão nesta tarde. Com o resultado, permanece o impasse em relação ao início da votação da matéria, que poderá ocorrer amanhã ou somente na semana que vem. O jovem senador Randolfe alegou ainda que havendo a leitura do requerimento de urgência hoje,  quarta-feira, e votação do pedido no dia seguinte, quinta,  o projeto do Código só poderia entrar na pauta de votações em um outro dia. Este ganho de tempo pode facilitar articulações ambientalistas, na opinião do editor do blog de ecologia,  Folha Verde News, Padinha, que comentou: "o relatório da Comissão de Meio Ambiente recém-votado e todo o texto que foi pré-aprovado na Câmara antes têm alguns conteúdos muito ruralistas, que não atendem ao interesse nacional e cortam a chance de um desenvolvimento sustentável, equilibrando aumento da economia rural com defesa ecológica, o que é totalmente possível hoje".

Fontes: Reuters
             http://www.estadao.com.br/
             http://folhaverdenews.blogspot.com/

terça-feira, 29 de novembro de 2011

CIDADANIA MANDA UMAS 50 MIL MSM PEDINDO VETO DA PRESIDENTE AO CÓDIGO FLORESTAL

O objetivo da Avaaz é garantir a defesa da ecologia e do desenvolvimento sustentável

Através deste link que leva à página na Internet de uma das mais respeitadas entidades ambientalistas e humanitárias do mundo, a AVAAZ, você também pode mandar uma mensagem à Presidenta Dilma Rousseff: http://www.avaaz.org/po/save_the_amazon_sam/?tta
Em nome dos ecologistas que atuam por aqui entre o nordeste paulista e o sudoeste mineiro, que abrange também o Aquífero Guarany (uma das maiores reservas de água do planeta) e a Serra da Canastra (ameaçada por lei de redução e liberação dos garimpos, como noticiou ontem nosso blog Folha Verde News), enviamos também o pedido que a Presidente da República faça valer a sua própria palavra, em compromisso público assumido ainda em 2010, e ao sancionar o novo Código Florestal, vete os pontos mais ruralistas e/ou mais retrógrados, fazendo valer a chance brasileira de implantar no país um tipo de desemvolvimento que equilibre um aumento da economia rural com o avanço da proteção da ecologia, o que é o caminho para a criação do futuro da Nação e da própria vida. Partiticpe vc tb desta iniciativa de muito valor para a Nação.

Presidente Dilma pode vetar pontos mais obscuros...

...do Código Florestal, que privilegia alguns interesses que não são os da Nação e do nosso futuro

Artistas, ecologistas, cientistas, jovens todos se mobilizam em defesa do Brasil

Gisele também participa da campanha ecológica


 
















Aqui, o texto base da campanha da Avaaz

Caros amigos do Brasil,
Esta semana nossa Presidente pode aprovar o novo Código Florestal que colocaria a Amazônia e seus protetores em grande perigo. Ativistas ambientais foram assassinados e os ruralistas no Congresso estão fazendo uma campanha desavergonhada para que a Presidente Dilma Rousseff sacrifique nossas florestas. Mas quando mais de 1.2 milhões de pessoas se mobilizaram, conseguimos adiar o texto no Congresso, e convencer conselheiros presidenciais a se pronunciarem. Agora o futuro da Amazônia está na caneta da Dilma. Somente uma pressão massiva do público pode fazer com que ela proteja nossas florestas e rejeite a política de ameaças e intimidação.
Os próximos dias são cruciais -- vamos mostrar à Dilma que várias pessoas em todo o Brasil querem que ela vete esse texto retrógrado e preserve o Brasil como um lugar lindo. Clique para enviar uma mensagem diretamente para a caixa de emails da Dilma, para impedir o desmatamento e salvar a Amazônia -- em seguida encaminhe esse email para todos:

http://www.avaaz.org/po/save_the_amazon_sam/?tta

79% dos brasileiros querem que a Dilma vete as mudanças no Código Florestal. Ambientalistas dizem que a nova lei pode levar a perda de 175 milhões de acres de floresta, quase o tamanho dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro juntos, e garantiria anistia para fazendeiros que destruiram florestas ilegalmente no passado. É o sinal verde para a destruição total da Amazônia.
Os ruralistas jogaram pesado no Congresso, e a tensão já aumentou nas áreas da floresta, ao passo que madeireiros ilegais e fazendeiros ameaçam, agridem e até mesmo assassinam indígenas e ativistas ambientais. A aprovação do Código Florestal pode aumentar sem medidas estes confrontos e criar uma era sombria de exploração e descuido. Nossa nação goza de uma boa reputação climática, mas a aprovação do Código Florestal pode danificar seriamente a liderança global do Brasil -- particularmente chocante devido ao fato de que hospedaremos a Conferência da Terra Rio+20 no ano que vem. Se a Presidente Dilma assinar o Código Florestal, ela vai tornar impossível o cumprimento das nossas metas internacionais de redução do desmatamento em 80% em 2020, tornando-se a atriz principal na destruição dos pulmões do planeta.
Temos apenas alguns dias para dar à Dilma Rousseff o apoio público que ela precisa para se posicionar contra a pressão política. Tanto agora como em outras ocasiões, mostramos que nossas assinaturas são mais fortes do que a maioria dos interesses corruptos e egoístas -- vamos lembrar a Dilma do poder de sua caneta para salvar as florestas e a saúde do futuro do mundo. Envie sua mensagem para Dilma agora -- e em seguida compartilhe esse email com todos!

http://www.avaaz.org/po/save_the_amazon_sam/?tta

Nos últimos três anos, os membros da Avaaz no Brasil deram grandes passos em direção ao mundo que queremos. Amanhã nos juntaremos a corajosos líderes indígenas, movimentos sociais e crianças para entregar nossa massiva petição de 1.2 milhões de assinaturas para o gabinete da Dilma. Mas, nossa força será duplicada se todos nós enviarmos mensagens diretas para Dilma proteger a Amazônia, nosso mais precioso recurso global.
Com esperança e determinação,

Stephanie, Diego, Alice, Ricken, Wissam, Caroline, Wen-Hua e toda equipe da Avaaz

Mais informações:

Bancada ruralista se reúne com ministro para discutir reforma do Código Florestal (Portal R7)
http://noticias.r7.com/brasil/noticias/bancada-ruralista-se-reune-com-ministro-para-discutir-reforma-do-codigo-florestal-20111122.html

Entenda as principais polêmicas do Código Florestal (BBC Brasil)
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/11/111122_codigo_florestal_qa_mdb.shtml

Novo texto do código florestal desagrada a ambientalistas e ruralistas (Época)
http://colunas.epoca.globo.com/ofiltro/2011/11/22/novo-texto-do-codigo-florestal-desagrada-a-ambientalistas-e-ruralistas/

Marina critica relatório de Jorge Viana sobre Código Florestal (Último Segundo) http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/marina-critica-relatorio-de-jorge-viana-sobre-codigo-florestal/n1597380475633.html

Brasil perde para outros Brics na hora de proteger suas florestas (Folha de São Paulo)
http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1010629-brasil-perde-para-outros-brics-na-hora-de-proteger-suas-florestas.shtml

Risco de perda de área flores tal no Brasil é do tamanho da Alemanha, Itália e Áustria (em inglês) (Telegraph)

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

DIAMANTE NA CANASTRA PODE LEVAR A UMA MÁFIA E UM LOBBY

Ecologistas continuam em alerta sobre mineração em plena Serra da Canastra

Em São Paulo, o jornalista ambiental Randáu Marques comentou com o editor deste blog que a mídia, ecologistas, cientistas e até políticos com maior cidadania, "todos que prezam os interesses nacionais e da nossa natureza devem ficar muito atentos sobre eventual exploração de diamantes no Parque Nacional da Serra da Canastra, mesmo com o adiamento para 2012 do projeto específico para consumar isso". Órgãos governamentais como o Ibama, Instituto Chico Mendes e até a Polícia Federal, como também o Ministério Público, além de repórteres de jornais, rádios, TVs e sites jornalísticos já estiveram por estes dias contatando fontes em Delfinópolis ou em outras cidades aos pés da Serra da Canastra, como São João Batista da Glória, Pinhuí, ao vivo e pela distância por telefone ou via Internet, buscando informações sobre este problema que desde a semana pasada foi levantado, também aqui pelo blog de ecologia e jornalismo independente, Folha Verde News: a tentativa de redução do Parque Nacional da Serra da Canastra, com exclusão de áreas destinadas à extração de diamante e quartzito, abre precedente para que, em outros estados, unidades de conservação de proteção integral venham a ser reduzidas para atender ao interesse de mineradoras. Esta é também a opinião de Sônia Rigueira, presidente do Instituto Terra Brasilis, que realizou desde 2005 um plano de manejo para o parque, coordenado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente: "Mais grave do que o impacto da escavação, que altera a paisagem e o solo da região, é a abertura de precedente que afetar áreas de proteção da biodiversidade por interesses do setor de mineração. Todos sabemos que o Brasil tem um solo rico e, logicamente, são as áreas preservadas que ainda estão inexploradas"...
Na avaliação de Sônia Rigueira, que é bióloga e mestre em Ecologia, Conservação e Manejo de Vida Silvestre, em nome de um chamado desenvolvimentismo (desenvolver a qualquer preço e a custo dos recursos naturais e não um desenvolvimento sustentável, que valorize a ecologia na ação econômica) o país corre o risco de entrar na contramão da história ao liberar a exploração mineral na Serra da Canastra:  "A decisão de permitir a mineração é meramente econômica. Não houve debate com a sociedade ou estudos técnicos e científicos para embasar a exclusão das áreas de mineração".
O acordo entre alguns parlamentares e o Governo no Congresso prevê que o Parque da Serra da Canastra seja reduzido de 200 mil para 120 mil hectares, separando as áreas para exploração de diamante em rochas, que terão de ser dinamitadas. Além desta possibilidade, ainda não concretizada, tem sido também constatadas invasões na Canastra de garimpeiros de diamante e até de ouro, com explorações clandestinas e criminosas das jazidas brasileiras em torno das nascentes do Rio São Francisco, que são contrabandeadas para os mercados negros, por exemplo, da Antuérpia, Holanda, África do Sul. Para exemplificar, uma pequena pedra de diamante, vendida por um garimpeiro clandestino por cerca de 3 milhões, no mercado negro chega a ser comercializada por 10 milhões de reais. O lobby internacional da exploração de riquezas minerais está atuando no Brasil e esta é também uma grande ameaça à jazidas da Serra da Canastra e de outros parques nacionais ou reservas da natureza do país.

Reservas ecológicas do Brasil têm jazias de ouro, diamantes, quartzo e outras riquezas minerais

Na exploração de diamantes, dinamitações e na de ouro, poluição por mercúcio (metal pesado)

As riquezas hidrominerais brasileiras ameaçadas por uma máfia...

...agora ambicionando agir na Serra da Canastra também

Bancada (ou máfia) da mineração tem endereço: DNPM

Alguns indícios e outros fatos já confirmados já estão em reportagens e em investigações, questionando ou tentando flagrar as ações de uma verdadeira e também obscura bancada no Congresso - melhor seria dizer máfia - junto ao DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) em Brasília: com apoio do lobby internacional do setor, políticos da base governista e de outros partidos também tem sido favorecidos em suas requisições de áreas para mineração de diamante, ouro, prata, magnezita. quartzo, granito e até mesmo argila, areia, casacalho e água mineral. Não há um rigor de pesquisa ou um padrão técnico de avaliação, no caso o que já vem sendo constatado é um apadrinhamento dos políticos ligados ao DNPM e por extensão ao próprio Ministério das Minas e Energia: só para fundamentar esta informação, matérias ou investigações levantaram que ultimamente 10 parlamentares e outras dezenas de parentes deles conseguiram obter licenciamento para empresas de mineração em varidas regiões do país, também nas cercanias de áreas ambientalmente protegidas. Só para citar um dos nomes destes parlamentares incluídos nesta matérias como apadrinhados e/ou padrinhos de mineradoras, está o de Lobão Filho, cujo pai é o Edison Lobão, nada menos do que o Ministro das Minas e Energia: enfim, no momento em que a grande mídia nacional e internacional, bem como o Ministério Público, se voltarem com todas as suas atenções para este problema criminal, com certeza, mais um grande escândalo em Brasília está por acontecer.
Este cinturão de grandes interesses por enormes lucros imediatos com todo tipo de jazidas é que se aperta cada vez mais em torno dos parques nacionais ou de reservas ecológicas, como está ocorrendo agora com a Serra da Canastra, uma reserva de Cerrado e de riqueza hidromineral para a vida e o futuro da Nação, um patrimônio público, nacional que não é não destinado ao interesse de alguns poucos políticos e empresas multinacionais de mineração. (Padinha).





 Fontes: Correio Braziliense (repórter Josie Jeronimo)
                Agência O Globo (repórter Cleide Carvalho)
                BBC
             
http://folhaverdenews.blogspot.com
            

domingo, 27 de novembro de 2011

SERRA DA CANASTRA AMEAÇADA POR POLÍTICOS E POR LOBBY INTERNACIONAL

Projeto que reduz Parque da Canastra e permite garimpo de diamante está em pauta no Congresso

Talvez, devido à má repercussão da pré-aprovação de um Código Florestal nada ecológico na Câmara em junho e agora neste mês, também na Comissão de Meio Ambiente do Senado, provisoriamente, evitando um escândalo ainda maior e a revolta da população, da mídia melhor informada e da opinião pública internacional, foi retirado nesta semana o projeto de redução da Serra da Canastra, o parque nacional em torno das nascentes do Rio São Francisco, no sudoeste mineiro. No projeto se prevê também a liberação do garimpo de diamante, que ali já acontece de forma muito secreta, alimentando o contrabando e milhões de dólares tirados de nossa natureza, num crime ambiental que desafia as leis do Brasil. "Deveria é ser criada uma estrutura para coibir este megacrime ambiental, que é tráfico e contrabando de riquezas nacionais da nossa natureza": este comentário de Padinha, editor do Folha Verde News, entra aqui de cara nesta matéria para você entender o que está se passando ali na Canastra, há 100km em linha reta de onde é editado este blog: assim como ele, muita gente ficou alarmada com a notícia  - a nós enviada em primeiríssima mão pelo jornalista ambiental, de São Paulo, Randáu Marques, ele que também é filho daqui da natureza da região -  sobre o projeto dos políticos em Brasília (atendendo a um lobby internacional de muito poder) para reduzir o Parque Nacional e liberar o garimpo de diamante. As três principais perguntas: - cientistas conseguiram pesquisar e já há uma forma não agressiva de se extrair diamante? - Os grandes recursos da extração serão destinados ao Brasil, a bem de sua população e do meio ambiente? - Existe um visão de desenvolvimento sustentável neste projeto ou ele é mais um canal para o apocalípse de nossa última natureza?...
 Há dez dias, Padinha recebia esta msm enviada por Randáu Marques:..."Aquilo que falávamos em tom de blague - a retomada dos garimpos - vai se concretizar. A Praça Barão vai voltar a ser o que era: Wall Street cabocla da mineração de ouro e diamante, por cima das nascentes e barrancas remanescentes... Um novo ciclo de devastação".

A riqueza hidromineral da Serra da Canastra ...



...habitat de espécies raras ameaçada por lobby....


dos diamantes: este nº 39325 foi extraido clandestinamente e contrabandeado para o mercado negro da Antuérpia

 Parque da Canastra terá mineração?
Explorando um santuário
Repórter: Cleide Carvalho
Fonte: Agência O Globo - 23/11/2011

Medida libera extração de diamante na Serra da Canastra e pode pôr Brasil como grande produtor

Um acordo entre parlamentares e o governo federal prevê a redução do Parque Nacional da Serra da Canastra, em Minas Gerais, de 200 mil para 120,5 mil hectares. Nesse parque fica a nascente do Rio São Francisco. Da área excluída, 76,4 mil hectares serão transformados em Monumento Natural, onde a propriedade privada e atividade econômica são permitidas, desde que de baixo impacto e com plano de manejo, como produção de queijos e atividades agropastoris.
A principal novidade, porém, é a exclusão total de terras destinadas à mineração. Uma área pequena, de apenas 2.159 hectares, será destinada à pesquisa e à extração de diamantes. As duas partes, localizadas em pontos diferentes do atual parque e denominadas Canastra 1 e Canastra 8, podem colocar o Brasil entre os dez maiores produtores de diamantes do mundo.
Um estudo realizado em 2006, coordenado pela Casa Civil, indica que, na pior das hipóteses, o Brasil poderá produzir 2,6 milhões de quilates por ano. A Namíbia, o oitavo produtor mundial, produz, segundo o relatório, 2,2 milhões de quilates de diamante por ano. "Esses dados justificam plenamente, sob o ponto de vista econômico, a lavra de diamante nesses dois locais, inserindo o Brasil em uma situação similar à do Canadá, que produz cerca de US$1 bilhão/ano em lavras de diamante de kimberlito ocorrentes no Parque Nacional de Yellowknife, no interior de áreas indígenas. Em termos de geração de emprego, a empresa titular da área estima 1.300 postos de trabalho, o que também justifica a atividade em termos sociais, a qual será desenvolvida nos tempos médios estimados de sete anos em Canastra 1 e de 16 anos em Canastra 8", diz o relatório.
Votação pode ser ainda esta semana
A área de exploração de diamantes pertence à Qualimarcas Comercio Exportação de Cereais Ltda, em joint-venture com Socios Quotistas de Mineração do Sul Ltda. O negócio foi fechado no ano passado pela Mineração do Sul, antiga detentora de licenças de exploração emitidas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Além da área destinada à exploração de diamantes, também será retirada do parque a parte onde já ocorre a exploração de quartzito, de cerca de 5,7 hectares.
Sem a exclusão destas áreas do parque, tanto a exploração de diamante quanto de quartzito na Serra da Canastra eram consideradas ilegais, já que este tipo de unidade de conservação é destinada apenas à exploração pelo ecoturismo e à preservação do equilíbrio ambiental do interior do país.
- Estávamos num conflito em que nenhuma das partes conseguia avançar; nem as atividades econômicas, nem a preservação. Agora, temos o desafio de implantar um modelo novo, o de Monumento Natural, criado há apenas dez anos, e liberamos as áreas de mineração e duas vilas que estavam dentro do parque - explica Rômulo Mello, diretor do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
A redução do Parque Nacional da Serra da Canastra foi incluída, por meio de emenda do deputado Odair Cunha (PT-MG), na Medida Provisória 542/11, apresentada em agosto passado pelo Executivo e junto com a que altera os limites de três parques na Região Amazônica, com o objetivo de garantir a instalação da Hidrelétrica de Tabajara, no Rio Machado, e das Usinas de Jirau e de Santo Antônio, em Rondônia. A previsão é que a votação da MP ocorra ainda esta semana, mas ela já é contestada.
Na última sexta-feira, a mudança nos limites dos parques nacionais por meio de Medida Provisória tornou-se alvo de ação da Procuradoria Geral da República. O procurador Roberto Gurgel apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ação direta de inconstitucionalidade contra a MP 542, com pedido de liminar para suspensão de seus efeitos nos parques nacionais da Serra da Canatra em Minas Gerais, bem como, da Amazônia, Campos Amazônicos e Mapinguari.
Procurador condena também o "caráter de urgência"
O Procurador argumenta que a mudança nos parques só deve ser feita por meio de lei, uma vez que os efeitos podem ter impacto sobre todo o bioma Cerrado e Amazônia. Para ele, não se justifica o caráter de urgência para separar as áreas de preservação, uma vez que a extração de riquezas mineirais e estas usinas sequer têm licenciamento ambiental concluído. Além de regularizar a construção das usinas, a MP também desafeta áreas para mineração e terras ocupadas por famílias que vivem na região.
O presidente do ICMBio (Instituo Chico Mendes), Rômulo Mello lembra que a exploração de minérios na Serra da Canastra - as zonas de exploração de diamantes ficam coladas às áreas de preservação do parque e do monumento natural e a poucos quilômetros da nascente do Rio São Francisco - só poderá ser feita apenas após licenciamento ambiental.

Uma semana depois mudou a situação em Brasília

"Padinha, mudou a situação, diante da grita nordestina - dos ameaçados de perder a água do velho Chico -, o PT mineiro retirou a emenda e adiou a discussão e aprovação (sim, pois tem maioria) para 2012. Numa época em que as jazidas de minérios são detectadas via satélite, a redução do parque é manobra também imobiliária, até um morador daí da Serra já havia cantado a bola. Ele tem uma fazenda lá na Canastra e me disse que todo mundo anda doido para arrendar a terra até para os canavieiros; as matas e nascentes que se danem, "ninguém come meio ambiente e as gerações futuras não estão com nada, o povo prefere criar cachorros ao invés de filhos...": esta msm chegou agora também  via Randáu Marques, que continua atento a este problema. Confira a informação.

Emenda que reduz Parque da Canastra é retirada mas ecologistas continuam atentos

(Fonte: Agência O Globo - 26/11/2011)

Proposta que permitiria exploração de diamantes em reserva de Minas só será discutida só em 2012: a emenda que prevê a redução do Parque Nacional da Serra da Canastra, em Minas Gerais, foi retirada da medida provisória (MP) 542 - e agora há dúvidas sobre quando o Senado vai apreciar o projeto de lei que diminui a área de 200 mil para 120 mil hectares. Enquanto o deputado Odair Cunha (PT-MG), um dos principais articuladores do acordo que altera o limite deste Parque Nacional e exclui áreas para extração de diamantes, espera que isso ocorra até o fim do ano, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), descartou essa hipótese. A retirada se deveu ao risco de a MP 542 ser questionada pela Justiça. Na última sexta-feira, a Procuradoria Geral da República ingressou com ação direta de inconstitucionalidade contra o texto, que trata da alteração de limites da Canastra e de três parques nacionais na região da Amazônia: o dos Campos Amazônicos, o da Amazônia e o Mapinguari. O procurador-geral, Roberto Gurgel, argumentou que a mudança em parques nacionais deve ser feita por projeto de lei, não por medida provisória, pois não se justifica o caráter de urgência.
Senador argumenta que, na prática, parque aumentaria: O deputado José Geraldo, relator da MP 542, havia incluído a emenda de redução do Parque Nacional da Serra da Canastra na tentativa de apressar a decisão, uma vez que o trâmite do projeto de lei é mais demorado e poderia ser votado apenas no ano que vem. Na Comissão de Meio Ambiente do Senado tramita um projeto de lei patrocinado por cinco deputados mineiros abordando exatamente esse assunto. Mesmo que este seja aprovado pelo Senado, como o relator da matéria, Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), alterou o texto dos deputados, a proposta teria de retornar à Câmara, onde só precisaria ser aprovada nas comissões. Ele disse que seu substitutivo está pronto para ser votado e teria inspirado a emenda de Odair Cunha.
- As duas áreas retiradas do parque, onde há potencial de exploração de diamante, serão compensadas por outras duas de valor ambiental até maior, que incluiriam a Cachoeira Casca Danta - disse Rollemberg, que pediu a Cunha que retirasse sua emenda da MP 542. O senador argumentou que, apesar de o decreto que criou o parque, de 1972, prever 200 mil hectares, até hoje só foram implementados 71.500 hectares:
- Minha proposta é que essa área do parque seja ampliada para 120 mil hectares, e os 77 mil hectares restantes sejam considerados Monumento Natural (categoria de Unidade de Conservação), onde seria permitida a exploração de atividades de baixo impacto. Mas quem garantirá que esta extração de diamantes e quartzos será feita de forma sustentável? ...
O assunto não é consenso nem na bancada mineira, embora a redução do Parque gere a perspectiva de criação de empregos, além de garantir ao país o posto de um dos maiores produtores de diamantes do mundo. O senador Clésio Andrade (PR-MG), por exemplo, vê a ideia com desconfiança:
- A princípio, acho inviável a exploração de diamantes na Serra da Canastra. Antes teríamos de fazer uma avaliação do impacto ambiental e dos royalties pagos hoje para a mineração, de apenas 2%.
Já o senador Aécio Neves (PSDB-MG) prefere só se pronunciar sobre assunto depois de analisar melhor o texto. O deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) disse ter tomado conhecimento da emenda pelos jornais. Mas se disse favorável a uma discussão maior:
- O parque, como está definido, está muito grande.
Na opinião dele, porque para os que lutam pela ecologia, pelo Desenvolvimento Sustentável ou pelo futuro da própria vida no Brasil, a Serra da Canastra e o Rio São Francisco ainda estão carentes de uma preservação de verdade. (Padinha).

Fontes: BBC
             Agência O Globo
           http://folhaverdenews.blogspot.com/

sábado, 26 de novembro de 2011

VETO DA PRESIDENTE DILMA E LUTA DA CIDADANIA AS ESPERANÇAS DO PAÍS

Cidadania brasileira busca reagir contra favorecimento da minoria ruralista a dano da Nação

Na próxima terça-feira, 29, a partir das 9h, ato público Em Defesa das Florestas irá promover a entrega de assinaturas contra as alterações do Código Florestal para a presidente Dilma Rouseff no Palácio do Planalto.
O ato pretende reunir movimentos sociais, universitários, formadores de opinião, defensores em geral da causa ambiental, além de representantes das quase 200 organizações que integram o Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, que vão marchar do Congresso Nacional até o Palácio do Planalto.
Aqui alguns dos estudantes que tiveram sua liberdade de manifestação pacífica proibida no Senado
Dias atrás acontecera também repressão ainda mais violenta a outros jovens...
 
...que também tentavam expressar democraticamente sua opinião no Congresso Nacional

Assim como o jovem senador Randolfe Rodrigues, ecologista Marina Silva tem sido a voz da Nação
Ao mesmo tempo, um grupo de mais opu menos 800 crianças levará à presidente Dilma uma mensagem em defesa das florestas brasileiras. São crianças de escolas de Brasília que irão colorir de verde o céu da praça com milhares de balões verdes e biodegradáveis. Espera-se que não haja nenhuma violência contra essa garotada, vivenciando pela primeira vez em suas vidas a cidadania. "Esta observação, a gente faz levando em conta o que aconteceu na votação dos destaques do relatório de Jorge Vianna no Senado, quando jovens universitários tiveram arrancadas de suas mãos faixas de protesto contra erros e limites do Código Florestal", comentou o repórter e ecologista da Não-Violência, Padinha, editor do blog Folha Verde News há quase 2 anos indo à luta por alterações no Código Florestal de bom senso e que equilibrassem o avanço da economia rural com a defesa da ecologia, iniciando o caminho do futuro, o Desenvolvimento Sustentável. Pelo visto, levando em conta os acontecimentos até agora na Comissão de Meio Ambiente do Senado (o texto vai à votação do plenário nesta semana), as chances de quaisquer avanços sob o ângulo ambiental e da sustentabilidade econômica são pequenas, a não ser que a Presidente Dilma Rousseff antes de sancionar o novo Código Florestal decrete o veto do pontos mais negativos desta legislação. Para saber quais são, em detalhes, e entender o alcance destes erros e limites, três fontes de consulta: no site da entidade ambientalista WWF  -   www.wwf.org.br  -  ler o artigo "Retrocessos do Código Florestal mantidos no relatório de Jorge Vianna", pesquisar as informações do comentário de José Eli da Veiga, da USP, "Réquiem para o Código Florestal"  - www.minhamarina.org.br  -  e também, consultar o site cdpema um texto crítico escrito pela líder aoscioambientalista Marina Silva, "Relatório de Vianna atende integralmente os interesses dos ruralistas", que sintetiza muito bem onde estão os vetos necessários a serem feitos pela Presidenta da República, evitando-se um problema maior para a economia, para a ecologia e para toda a vida da Nação.

Fontes:  BBC
              www.wwf.org.br
              http://folhaverdenews.blogspot.com

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

PRESIDENTE DILMA DARÁ MAIS EQUILÍBRIO AO CÓDIGO FLORESTAL?

Folha Verde News recebeu e divulga o seguinte comunicado de mais de cem lideranças do movimento socioambiental e de cidadania do Brasil, confira

A Comissão de Meio Ambiente do Senado votou as alterações no Código Florestal. Apesar de alguns avanços ao projeto de lei aprovado em maio pela Câmara, o resultado ainda é desastroso para as florestas do Brasil e as chances na votação em plenário são pequenas. Mas não podemos baixar a guarda. O que for aprovado pelo Congresso ainda vai passar pela presidente Dilma, que poderá vetar os retrocessos mais graves como os artigos que premiam que desmatou ilegalmente até 2008 com cancelamento de multas e impunidade. No próximo dia 29, terça-feira, promoveremos o "Ato em defesa das florestas" em Brasília para a entrega dos abaixo assinados para a Presidente Dilma e para o Congresso Nacional. Precisamos do seu apoio! Ajudem na divulgação do ato e enviem com urgência as assinaturas coletadas para: Caixa Postal 6137, CEP 70740-971, Brasília - DF
Muito obrigado, em nome da ecologia do país,
Equipe #florestafazadiferenca
http://www.florestafazadiferenca.org.br

Foto aérea do Greenpeace ilustra convivência sustentável entre a economia rural e a ecologia

Código Florestal: plenário vota na 3ª

Comissão de Meio Ambiente do Senado concluiu em sessão tumultuada a votação do projeto, que ainda precisa voltar à Câmara antes de seguir para sanção ou veto da Presidente da República

Gabriel Castro relata estas informações desde Brasília, ele que cobre os acontecimentos no Congresso Nacional para o site e a revista Veja, informações que também servem de base a esta matéria do blog Folha Verde News: a Comissão de Meio Ambiente do Senado concluiu nesta semana a votação da proposta que formaliza o novo Código Florestal. O texto-base já havia recebido a aprovação dos parlamentares no dia anterior, mas ainda restavam destaques aguardando avaliação. A maior parte das propostas foi rejeitada e não houve alteração substancial no teor do relatório do senador Jorge Viana, que modificou em alguns conteúdos o do Aldo Rebelo, pré-aprovado em maio na Câmara dos Deputados. Ainda com bastante desacordo entre ruralistas e ambientalistas, agora, o texto segue para o plenário do Senado, onde deve ser votado na próxima semana, possivelmente na terça-feira. Depois ainda, o Código Florestal precisa retornar à Câmara, já que foi alterado no Senado. Em linhas gerais, a proposta que ganhou corpo no Congresso regulariza a situação de produtores que desmataram até 2008, mas exige a recomposição do que foi derrubado. Para os pequenos agricultores, entretanto, as exigências serão amenizadas. "O que nós aprovamos aqui foi um código compatível com a realidade brasileira", afirmou o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). De acordo com ele, o texto aprovado "afastou os radicais" e representa uma média da opinião do Congresso, concretizando um consenso: ruralistas e ambientalistas porém discordam.
A votação teve momentos de tensão: como no dia anterior, senadores chegaram a se exaltar e manifestantes paralisaram a reunião por alguns momentos. O senador paulista Aloysio Nunes Ferreira perdeu o limite ou a pose e usou um palavrão ao se dirigir aos jovens que protestavam contra a aprovação da proposta: "Vocês nunca viram uma galinha na vida, seus merdas”. Um jovem ecologista ligado à WWF retrucou: "Não é preciso ver prá crer que isso aqui é uma palhaçada"...
Entre os destaques aprovados e incluídos no texto do novo Código Florestal não está nenhuma referência ou brecha para uma gestão contemporânea da economia rural, que pode - independente da visão da maioria dos senhores parlamentares do Brasil -  pode viver em harmonia com a defesa da ecologia, isto é o Desenvolvimento Sustentável. Muitos do Congresso em Brasília nunca ouviram falar disso...(Padinha)

Fontes: Veja
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

ECOLOGISTAS PEDEM VETO DE DILMA A PONTOS DO CÓDIGO FLORESTAL

Presidente Dilma pode harmonizar conflitos no Código Florestal  já aprovado



A repórter Josie Jerônimo cobriu para o jornal Estado de Minas a sessão do Senado que aprovou o Código Florestal, esta matéria serve de base a este resumo de informações sobre esta questão, vital para a Nação: um acordo entre o Governo e a bancada ruralista selou ontem a aprovação do texto base do Código Florestal na Comissão de Meio Ambiente do Senado. O relator da proposta, senador do Acre Jorge Viana (que desapontou os ambientalistas que esperavam mais dele) classificou o resultado de "consenso" de uma “lei realista”... Parlamentares contrários às concessões ambientais previstas no texto, como o jovem senador Randolfe Rodrigues e como a ecologista Marina Silva (que acompanhou tudo em nome de centenas de entidades do movimento de cidadania) já desistiram de brigar no Senado por mudanças e apostam nos vetos seletivos da Presidente Dilma Rousseff para harmonizar os pontos de discórdia que permaneceram. Os destaques serão analisados hoje e estes podem ficarão mais claros.

Presidente Dilma frimou este compromisso público desde a campanha

Relator Jorge Vianna não defendeu prioridades ambientalistas

Randolfe Rodrigues foi a voz da Nação ontem no Senado

Código Florestal tal como aprovado é um retrocesso para o Brasil


A ex-ministra Marina Silva acompanhou as cinco horas de debate que antecederam a aprovação do relatório de Viana, acrescido de 41 emendas, e saiu da sessão convocando a sociedade para uma “campanha pelo veto” presidencial ao código que sairá do Congresso. “Só nos resta a campanha para que a presidente Dilma cumpra o que prometeu : vetar qualquer anistia a desmatadores.”
O analista de políticas públicas da WWF Brasil, Kenzo Ferreira, afirma que o código do Senado é mais elaborado do que o da Câmara do ponto de vista jurídico, mas que o parecer de Viana mantém “questões estruturais” presentes no relatório do ex-deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). “Esse código acaba com as possibilidades de o Brasil ter qualquer papel decisivo nas discussões do clima na Rio+20. Exceto o capítulo da agricultura familiar, a lei inteira deveria ser vetada. Foi o pior presente de Natal para a Presidente.”
Na votação da Comissão de Meio Ambiente, o acordo para a aprovação estava tão consolidado que apenas o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) deu voto contrário. Lindberg Farias (PT-RJ), suplente na comissão e sem direito a voto, compareceu à sessão para criticar o entendimento acertado entre governistas e ruralistas na véspera da deliberação: “Não aceito negociação na calada da noite”.
"Não se trata de um entendimento nem mesmo de um acordo, parece mais um arranjo de interesses tipo barganha da velha política",  comentou por sua vez ontem à noite, ao tomar conhecimento dos fatos, por telefone, o repórter e ecologista Padinha, editor deste blog Folha Verde News. Ele lamentou as artimanhas politicas, no mau sentido, diante de assunto de tamanha importância para o Brasil, que envolve a possibilidade de um Desenvolvimento Sustentável e a chance de um equilíbrio entre economia rural e a ecologia, "o que daria ao país uma situação extraordinária de avanço".
Fontes: www.em.com.br
 
 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

BRASIL É O PIOR DOS BRICS NA PROTEÇÃO DA NATUREZA

Estudo da Imazon e Proforest serve de alerta agora na decisão sobre o Código Florestal

Desmatamento na Amazônia (Pará) / AFP
Estudo comparou o desmatamento e a recuperação florestal em 11 países

O Brasil está atrás de China, Rússia e Índia no combate ao desmatamento e na recuperação da área florestal perdida, informa a BBC: esta é a conclusão de um estudo organizado pelo instituto brasileiro Imazon e o Proforest, ligado à Universidade de Oxford, que comparou a situação em 11 países e mostra que nos quesitos preservação e reflorestamento o Brasil está perdendo a corrida com outros países dos Brics.
O estudo, divulgado no momento em que o Senado debate os termos do novo Código Florestal quanto ao tratamento de áreas verdes do país, compara a forma com que o Brasil e outros países lidam com o tema e analisa o que está sendo feito de suas florestas.
Se colocados lado a lado, os dados mostram que, enquanto China, Índia e Rússia têm criado leis para proteger suas florestas e agem para recuperar o que já foi devastado, o Brasil segue na contra-mão, desmatando mais do que é reflorestado. O levantamento, denominado "Um Resumo do Status das Florestas em Países Selecionados", verificou um padrão semelhante nos países analisados. Primeiro, passam por intenso processo de desmatamento, normalmente quando estão se desenvolvendo, para abrir espaço para a agricultura e explorar matérias-primas. Em seguida, essa devastação é interrompida por fatores que vão da escassez dos produtos florestais à preocupação ambiental. Começa então uma curva ascendente, com políticas de proteção ambiental e reflorestamento. Para Adalberto Veríssimo, pesquisador do Imazon e coordenador do levantamento no país, o Brasil está longe de acompanhar os outros Brics:  "Estamos atualmente no fundo do poço e desses bem profundos, porque quando ainda é pobre, o país dilapida suas florestas, mas à medida que se torna emergente, começa a mostrar uma curva ascendente. Mas o que vemos aqui não é nada disso. O Brasil já é emergente e continua caindo, já que perde mais florestas do que planta."
Afirma ainda o pesquisador que se originalmente o nosso país tinha 90% de seu território coberto por florestas, hoje essa proporção é de 56%. Para confrontar estes números, Veríssimo cita outros: "O exemplo mais contundente talvez seja a China, que com um amplo programa oficial superou a fase de devastação intensa e já conseguiu recuperar suas florestas, apesar de ainda serem limitadas. Segundo dados da FAO, a cobertura florestal do país em 1950 não chegava nem a 10% do território, enquanto hoje ocupa 22%".

Dados sobre desmatamento dos países do Brics influenciam Senado no Código Florestal?

Estas informações de fontes muito credenciadas podem motivar mais parlamentares a apoiarem as teses dos ambientalistas ou pelo menos, as propostas de mudanças feitas pelo relator da Comissão de Meio Ambiente, senador Jorge Vianna, do PT do Acre: ele atenuou o radicalismo do projeto ruralista para o Código Florestal, que havia sido pré-aprovado em maio na Câmara dos Deputados. E busca uma terceira posição de consenso, que não satisfaz até agora os ambientalistas e desagrada muito os ruralistas. O Governo quer que após uma avaliação hoje do relator Vianna, o novo Código Florestal seja colocado em votação no plenário, decidindo esta polêmica pelo menos até o fim do ano legislativo. Porém, líder dos ruralistas, a senadora Kátia Abreu, do PSD de Tocantins, pretende obstruir a votação. É que ela considera "inegociáveis" três das mudanças propostas agora pelo relator Jorge Vianna, como as multas a desmatadores e a produção agropecuária nos topos de morros. Inclusive, ela usa demagogicamente a situação especial de Minas Gerais, a produção de leite está ligada à pecuária no topo de morros pela topografia do estado, para generalizar uma medida de desmatamento destas áreas que formam últimas reservas nativas em várias regiões do país. De toda forma, as três posições, ambientalistas, ruralistas e partidários de um consenso debatem estas questões a partir de hoje e a bem da Nação, a expectativa é que prevaleçam o bom senso, a visão sustentável da economia rural (que não sobrevive sem a defesa da ecologia) e os interesses do país e não somente da minoria das grandes empresas agropecuárias e os seus lobbies no Congresso. Este conteúdo está cada vez mais claro para a opinião pública,  o que pega é a ...(para não falar outra coisas pior)...a confusão politica dos parlamentares em Brasília, distantes demais do Brasil de verdade. (Padinha)


O  Brics é um agrupamento de Brasil, Índia, Rússia, China e África do Sul




A idéia dos BRICS foi formulada pelo economista-chefe da Goldman Sachs, Jim O´Neil, em estudo de 2001, intitulado “Building Better Global Economic BRICs”. Fixou-se como categoria da análise nos meios econômico-financeiros, empresariais, acadêmicos e de comunicação. Em 2006, o conceito deu origem a um agrupamento, propriamente dito, incorporado à política externa de Brasil, Rússia, Índia e China. Em 2011, por ocasião da III Cúpula, a África do Sul passou a fazer parte do agrupamento, que adotou a sigla BRICS.


O peso econômico dos BRICS é certamente considerável. Entre 2003 e 2007, o crescimento dos quatro países representou 65% da expansão do PIB mundial. Em paridade de poder de compra, o PIB dos BRICS já supera hoje o dos EUA ou o da União Européia. Para dar uma idéia do ritmo de crescimento desses países, em 2003 os BRICs respondiam por 9% do PIB mundial, e, em 2009, esse valor aumentou para 14%. Em 2010, o PIB conjunto dos cinco países (incluindo a África do Sul), totalizou US$ 11 trilhões, ou 18% da economia mundial. Considerando o PIB pela paridade de poder de compra, esse índice é ainda maior: US$ 19 trilhões, ou 25%. Enfim, o Brics em hoje um peso econômico e ético de muito valor em termos internacionais e até planetário. Isso se transfere ao estudo da Imazon e Proforest? Há que se esperar pela reação dos senadores nas dicussões e decisão destes dias no Congresso Nacional.

Fontes: BBC
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terça-feira, 22 de novembro de 2011

AMANHÃ SERÁ O DIA D PARA O CÓDIGO FLORESTAL EM BRASÍLIA

Texto com retrocessos e será votado às pressas em comissão

Inovações positivas inseridas pelo relator Jorge Viana,do Acre (amigo de Marina Silva) que tem conhecimento e vivência em temas ligados à ecologia,  segundo avaliação de especialista da WWF, não resolvem problemas estruturais do projeto  pré-aprovado na Câmara dos Deputados e nas comissões de Constituição e Justiça, Agricultura e Reforma Agrária e Ciência e Tecnologia: agora resta a posição da Comissão de Meio Ambiente do Senado, que tem pouco tempo para se posicionar e poucas brechas para fazer alterações que possam eventualmente avançar o conteúdo do Código Florestal.

O texto que propõe mudanças ao Código Florestal, lido nesta segunda na Comissão de Meio Ambiente pelo senador Jorge Viana (PT-AC), não modificou os aspectos essenciais para garantir a conservação das florestas e evitar novos desmatamentos. Além disso, a Comissão de Meio Ambiente terá apenas 48 horas para apreciar a matéria – a votação está marcada já para quarta-feira (23/11) – o que praticamente elimina possibilidades de melhorias. O senador acreano criticou a pressa ou o pouco prazo para analisar e propor mudanças no texto do Código Florestal, o que faz parte da pressão dos ruralistas, apoiado pelos lobbies dos agrotóxicos e das grandes empresas de agronegócio, conforme alerta o ecologista Padinha, editor de conteúdo do blog Folha Verde News, há mais de um ano fazendo campanha por bom senso e proteção à ecologia no Código Florestal, tendo neste perído distribuído milhares de adesivos (veja na ilustração), criticando a violência contra a natureza: "Centenas de entidades, variadas lideranças da ecologia e da cidadania, cientistas e até integrantes de organismos governamentais têm feito alertas sobre a importância da preservação da ecologia para que a economia rural possa realmente evoluir, dentro de um conceito mais atual, contemporâneo, de desenvolvimento sustentável, que o Brasil precisa adotar, mas parece que não será ainda desta vez, a população poderá outra vez não ser ouvida, os interesses da minoria ruralista poderão predominar sobre os da Nação, o que é um grande erro e um absurdo", concluiu Padinha.
Embora contenha alguns avanços em relação ao substitutivo pré-aprovado na Câmara dos Deputados sob a relatoria do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), o documento mantém retrocessos estruturais. Dentre eles, podem ser citados a anistia a desmatamentos acontecidos até junho de 2008, isenção de reserva legal para imóveis rurais de até quatro módulos fiscais (áreas que podem ultrapassar os 400 hectares em algumas regiões do país) e a desobrigatoriedade de recomposição integral de áreas de preservação permanente, entre outros pontos. De acordo com Kenzo Jucá, analista de políticas públicas do WWF-Brasil, é inaceitável que a mais importante comissão para a análise de um Código Florestal tenha apenas 48 horas para apreciar e apresentar emendas a uma matéria de tamanha importância. “O cronograma acordado é tão inadequado que, mesmo com a relatoria de um senador com reconhecida trajetória na área ambiental, os avanços produzidos não geraram um texto capaz de proteger as florestas, promover o desenvolvimento sustentável e dar segurança jurídica aos produtores”, analisou Jucá.
Após votação na Comissão de Meio Ambiente do Senado, a matéria será votada pelo plenário do Senado. Posteriormente, volta para análise da Câmara Federal e, se então aprovada pelo Congresso Nacional, será submetida à Presidência da República. Resta uma última chance (e esperança), como comentou Marina Silva, líder do movimento socioambiental brasileiro  - com cerca de duzentas entidades participantes - de que a Presidente da República vote os pontos mais negativos do novo Código Florestal: em resumo ela argumenta que Dilma Rousseff prometeu à Nação exercer este seu direito, cumprir esta promessa poderá ser vital para o país, para os recursos da natureza, para a maioria da população e até para o futuro da vida.
 
O objetivo de lucro imediato ao custo dos recursos naturais...

...Senador Jorge Viana reclama de pouco tempo e poucas brechas para melhorar Código Florestal

Com arte de Lazarini, milhares deste adesivo de alerta têm sido distribuídos por todo o país

Fontes: www.wwf.org.br

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

MULTI RESPONSABILIZADA PELO DESASTRE AMBIENTAL NA BACIA DE CAMPOS

Chevron é multada em R$ 50 milhões pelo Ibama 

Tábita Martins, do jornal Estado de Minas, nos informa nesta tarde de 2ª feira que o presidente do Ibama, Curt Trennepohl, e o secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, decidiram ainda hoje que a multinacional petroleira Chevron foi a principal responsável pelo vazamento e poluição da Bacia de Campos, tendo recebido do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multa estimada em 50 milhões, a multa máxima, pela gravidade do derramamento de óleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos. De acordo com a assessoria do órgão este é valor máximo previsto pela Lei de Crimes Ambientais.
Análises no local comprovam a gravidade do vazamento e da poluição na costa atlântica do Rio
O vazamento que começou no último dia 8, ainda não foi contido até hoje, 21 de novembro. A empresa responde por menos de 4% da produção nacional de petróleo, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo. Os detalhes da punição ainda não foram divulgados pelo Ibama. O presidente do Ibama, Curt Trennepohl e o secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc se encontraram na tarde desta segunda-feira na sede do instituto onde se decidiram pela punição após ouvir especialistas.



A Chevron Corp tenta diminuir sua responsabilidade criminal

O presidente da unidade brasileira da petroleira Chevron Corp., George Buck, disse que  a companhia tampou o poço de avaliação, que foi a fonte primária do vazamento. O óleo chegou à superfície através de um buraco, após a parede de rocha do poço ter se rompido. O presidente da companhia norte-americana no Brasil disse ainda que a Chevron não utilizou dispersantes químicos na superfície do Oceano Atlântico, mas apenas métodos de dispersão e coleta mecânica do óleo vazado. Ele negou que a empresa tenha usado jatos de areia para limpar o óleo.E também se negou a comentar que a Chevron tenha ofendido a soberania nacional com suas ações na Bacia de Campos, que acabaram resultando nesta tragédia ambiental.


DIEGO FIGUEIREDO PASSA POR FRANCA A CAMINHO DO FUTURO

Existe também novos tipos de trabalho cultural no caminho do músico francano

Multinstrumentista premiado no Brasil e na Suiça, o músico de Franca está de passagem pela cidade e já nesta terça-feira viaja com uma agenda com vários compromissos, que incluem um contato em São Paulo com a direção do Magazine Luíza, um show em Gramado no Rio Grande do Sul, outro em Minas Gerais, ao lado de Milton Nascimento e na terra natal dele, em Três Pontas. Isso, sem contar mais uma viagem para nova apresentação na Europa e a preparação de dois novos projetos culturais, ainda sigilosos, um para o ano que vem, que envolve multimeios de comunicação (em parceria com o ecologista Padinha, daqui do blog Folha Verde News) e outro, que será uma série de show por várias cidades do país, a começar e a terminar por Franca: "Quero ajudar também minha cidade e minha região, prestigiar os músicos do interior, faz parte da minha luta buscar novos caminhos na realidade da música, da luta cultural", explicou Diego Figueiredo, que ainda não descarta a possibilidade de comandar um show em homenagem ao centenário da Francana, além de ajudar o movimento ecológico e de cidadania, a que também está ligado, como explica dizendo que "sou verde no futebol e na vida".


Diego Figueiredo está de passagem por sua cidade natal, Franca

Ele que vem de shows em Belém do Pará e apresentações na Europa


Fonte: http://folhaverdenews.blogspot.com/

domingo, 20 de novembro de 2011

VAZAMENTO DE PETRÓLEO: CRIME AMBIENTAL NA BACIA DE CAMPOS

Brasil ainda não tem plano de reação para grandes vazamentos de petróleo como esse


Navios tentam conter vazamento de óleo na Bacia de Campos, em foto do dia 13 de novembro (Reuters)
Para especialista, governo precisa ter logística preparada para casos de emergências

O derramamento de petróleo em curso na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, pôs em evidência a ausência de um plano nacional para conter vazamentos de grandes proporções, informa Paulo Adano Idoeta, da BBC. Em 2010, após o derramamento de óleo no Golfo do México – o maior do tipo já ocorrido na costa dos Estados Unidos –, o governo brasileiro prometeu avançar na criação do Plano Nacional de Contingência para Derramamento de Óleo, que preparasse a resposta emergencial do país a casos de vazamentos. À época, representantes do Ministério do Meio Ambiente disseram, segundo a Agência Câmara, que pretendiam entregar um projeto ao Congresso Nacional ainda em meados de 2010. Mais de um ano depois, porém, não há nenhum plano nacional em vigor para guiar a resposta ao vazamento em curso desde a semana passada no Campo de Frade, explorado pela multinacional Chevron. Aqui cabem um adendo e um alerta, segundo o repórter e ecologista Padinha, editor do blog Folha Verde News: a petroleira norteamericana Chevron, responsável pelo derramamento de petróleo que já entra no 12º dia, é suspeita de tentar alcançar a camada de pré-sal no Campo de Frade. Além do crime ambiental do vazamento de grandes danos e proporções, isso poderá se configurar como agressão à soberania nacional por uma empresa dos Estados Unidos, estrangeira, multinacional, algo sob investigação da Agência Nacional de Petróleo, segundo os sites de notícia Estadão e Vermelho. Quem pagará pelos prejuízos dos pescadores, da natureza do Brasil, da saúde pública e da ecologia do Oceano Atlântico?...

Crime ambiental e agressão também à soberania nacional

O Brasil precisa é investir em energias limpas como a Eólica e a Solar

Agora na Bacia de Campos a mancha é maior do que a Baia Guanabara

Há anos o movimento sociembientalista vem alertando...
















Segundo a assessoria do Ministério do Meio Ambiente, o projeto de um plano de prevenção ou de recuperação ambiental como agora na Bacia de Campos (algo de extrema urgência) ainda está "quase concluído" e dependendo apenas de ajustes técnicos, no momento analisados pelo Ministério de Minas e Energia. Até o final de novembro deverá ser encaminhado para a Casa Civil. Só depois começaria a tramitar no Congresso. O teor do projeto também não foi informado. A Petrobrás, sócia da multi Chevron, apenas...desinforma e tenta se eximir de culpa.
"Quando houve o vazamento no Golfo do México, o governo brasileiro se preocupou bastante, por causa (da exploração) do pré-sal. O ministério disse que (o derramamento) era algo raro, mas vemos que não é", disse Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de clima e energia da ONG ambientalista Greenpeace.  "Sabemos que foi feito um grupo de trabalho entre cinco ministérios (para a elaboração do Plano de Contingência), mas nada mais foi tornado público. A ideia ficou só pairando no ar."
Para Alessandra Magrini, professora de planejamento energético da Coppe-UFRJ, "é claro que o vazamento é de responsabilidade da empresa, mas o Estado tem que estar preparado para intervir imediatamente em caso de emergências, do ponto de vista logístico e de gestão".
Daí a importância, segundo ela, do Plano de Contingência, que, em sua opinião, deveria levar em conta, por exemplo, o tipo de barreira a ser usado para conter o óleo, o uso ou não de produtos dispersantes e a logística para chegar ao local do vazamento.
O Plano Nacional de Contingência é previsto pela lei 9.966, de 2000, que também prevê a criação de planos individuais emergenciais a serem feitos por entidades exploradoras de portos e operadores de plataformas. Em nota, a Chevron afirmou que conta com um plano aprovado pelo governo brasileiro e que está "mantendo os órgãos governamentais informados sobre todos os (...) passos na operação (de contenção do vazamento) e trabalhando em conjunto com todos (Agência Nacional de Petróleo, Ibama, Marinha)".

Protesto do Greenpeace contra a Chevron, no Rio, nesta sexta
'Vemos que derramamentos não são algo raro', diz analista do Greenpeace

Segundo a empresa, "o poço já foi selado e o óleo no fundo do oceano reduziu-se a um gotejamento ocasional".
"Continuamos monitorando a mancha de óleo, que dissipou-se significativamente", diz a nota.
O total vazado até agora seria de cerca de 650 barris. A empresa estima que o volume de óleo na superfície do oceano seja inferior a 65 barris, número que foi questionado, segundo o jornal O Globo, por especialistas e pela própria ANP. O jornal levantou temores de que o volume vazado possa ser até 23 vezes superior a isso.
Para Leandra Gonçalves, do Greenpeace, o derramamento já pode ser considerado "de altas proporções", ainda que não seja tão grande quanto o que afetou a Baía de Guanabara, em 2000, ou o do Golfo do México, em 2010.

Leia mais sobre essecrime ambiental no Brasil

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