Com 20 anos de bola Marquinhos Bento voltou à sua terra natal joga um futebol raíz e projeta a Veterana subindo de novo de divisão em 2027
| Pro capitão Marquinhos não tem tempo ruim: "Eu amo o futebol seja onde for vou sempre em busca da alegria de jogar" |
Subir de divisão e voltar a ser top no mapa do interior do país da bola é o sonho dos torcedores apaixonados da centenária Francana (um dos clubes fundadores da Federação Paulista de Futebol), aliás, o clube que no passado venceu os maiores times do Brasil, tenta voltar ao futuro. Ainda no final de maio agora haverá eleição para a escolha de nova diretoria da AAF, concorrem 2 chapas, uma liderada por Rafael Diniz e outra por Fransérgio Garcia Braz. Por fora, corre a notícia que o pai do craque francano Estêvão hoje jogando num clube da Champions League, Ivo Gonçalves é um dos que gostariam que o time de Franca (SP) virasse uma SAF, como já fizeram a Ferroviária de Araraquara e o Juventus da Mooca (ambos subiram neste ano para a 1ª divisão paulista): "Olha, seja o que Deus quiser, eu me decidi de ir à luta da Francana, recebi duas propostas de equipes maiores mas com sinceridade prefiro ficar por aqui, já rodei muito, acabo de ter uma primeira filha, minha prioridade agora é ser um bom pai para ela numa cidade relativamente tranquila". Marcos Vinicius Bento nasceu em Franca, ajudou a Veterana subir da A4 para a Série A3 e projeta subir para a 1ª Divisão em 2 anos, ele tem 20 anos de profissional, já passou por times grandes (do Brasil e da Europa), está estabilizado e montou empresa na cidade junto com seu pai, o ex-jogador Marcos Antônio Bento (Marcão, quarto zagueiro nos anos 90, numa boa fase da Francana então patrocinada pela Samello), assim como filho, ele era o capítão, mas num estilo diferente. Marcão mais calado e meio tímido, Marquinhos está sempre sorridente e é muito comunicativo, o que o ajuda a levantar o ânimo dos demais jogadores nos momentos mais difíceis: "Faz parte da minha natureza, jogo por amar mesmo o esporte, agora que estamos parados, não vamos disputar a Copa Paulista e voltaremos só em 2027, com 34 anos me sinto com uns 10 menos, treino todo dia, bato umas faltas, tenho um personal, uma alimentação saudável, não bebo, não fumo, me cuido que eu sei que terei muitos jogos pela frente". Marquinhos em pouco mais de um ano de bola por aqui marcou uns 20 gols, a maior parte na cobrança de faltas: "Não, não bato tipo o Marcelinho Carioca, o meu jeito é mais como o do antigo Nelinho, do Cruzeiro, na pancada, ou como o do ex-jogador Marcos Assunção com quem pude atuar no Palmeiras, tentando no desvio da bola enganar os goleiros". Aliás, foi no Verdão, quando Felipão estava de saída e entrava o Gilson Kleina que Marquinhos jogou na SEP: "Foi o Marcos Assunção que sugeriu eu dar um passinho prá frente, eu vinha de atuar como zagueiro em BH, que nem meu pai sempre, mas ele viu que eu tinha um estilo mais de meio campo, marcando e atacando, ajudando a fechar ou abrindo o jogo, aí, eu me senti melhor ainda em campo".
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Um cara com muita história no futebol - Ele foi há 20 anos para a base do Cruzeiro de BH, depois, atuou no Uberlândia (que voltou para a elite de Minas Gerais e tem um dos melhores estádios do país, o Parque dos Sabiás, em meio uma área verde). Rodou um pouco e foi jogar no Palmeiras na campanha da Copa do Brasil, voltando a pedidos para o Uberlândia teve que parar um tempo (contusão de LCA) mas se recuperou bem e foi na sequência contratado por outro clube do Campeonato Mineiro, o Ipatinga, depois, atuou em Goiás pelo Craque de Catalão, surpreso com a estrutura desse time bancado pelo agronegócio. Na época da Pandemia, estava em outra SAF, no Futebol e Regatas Palmas, de Tocantins. "Lá teve uma tragédia que eu não me esqueço. morreram 4 jogadores e o presidente do clube num desastre de avião (inclusive meu parceiro em campo e amigão Marquinhos Molinaro), tive a sorte de não estar nesse vôo, vai então que valorizo demais a paz na vida e buscar a alegria".
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Autosustentável - Hoje empresário no setor automobilístico e um jogador líder da Francana, Marquinhos pilota tranquilo as duas frentes que enriquecem seu dia a dia: "Graças a Deus, meu pai Marcão me orientou no negócio, se associou comigo e agora vou pro campo mais tranquilo, mas confesso, tive momentos de sufoco no futebol". Ele conta que quando foi para a Europa, contratado pelo Zimbru, um clube grande de Maldávia (fica entre a Rússia e a Ucrânia, agora em guerra), ele sentiu que o clima lá já era muito tenso, até pelo tipo mais fechado do povo eslavo: "Tive um choque porque lá todo mundo anda armado, você vai tomar um suco no bar e o cara bota o revólver em cima da mesa, para eles é normal, vivem em conflito que virou uma guerra nesses anos, por aqui, mesmo com a violência das grandes cidades é mais tranquilo, mas não posso negar a alegria que tive lá, joguei bem e fui muito bem remunerado em euros e com bons jogadores dentro das partidas, em meio a tudo lá ficava ainda mais emocionante, o futebol é um oásis para eles, estou curioso para ver na Copa 2026 o time dos guerreiros do Irã, creio que o esporte é bem mais ecológico do que viver numa realidade hostil". (Reportagem Padinha/fotos Márcio Duarte)
Fontes: Google - Folha Verde News - Franca 24 Horas - Gazeta Esportiva

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