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sábado, 3 de outubro de 2026

UMA PRIMAVERA DE ARTE E CULTURA COM O TEMA ÁRVORE

Evento foi no Zoobotânico que é um oásis de natureza em Franca


Essa foto de Elaíse de Melo resume o clima do evento

Terminou neste sábado esta iniciativa maravilhosa do Verdejar (grupo local do movimento Mulheres do Brasil em defesa das árvores), participaram da exposição com o tema árvore 31 artistas da cidade, com 38 pinturas, apresentações musicais, oficinas de criação com cerca de 350 crianças e adolescentes, todo este pessoal somado aos visitantes chegou hoje a cerca de mil pessoas envolvidas nesta ação ecológica que tem tudo a ver com a Primavera começando por aqui na região de divisa entre o nordeste paulista e o sudoeste mineiro. Nesta reportagem especial para o blog Folha Verde News e o portal Franca 24 Horas vamos privilegiar mais as fotos (feitas por Márcio Duarte) que resumem o evento com um texto básico de informações. Foi a segunda edição da exposição, uma iniciativa de amor e de valorização das árvores, algo fundamental em meio a esta realidade de mudanças climáticas e ambientais em todas as regiões do país (e do planeta). O grupo Verdejar nesta semana maravilhosa (também de educação ambiental) teve a inspiração e coordenação de Elaíse Maria de Melo Barbosa e de Leliana fritz Siqueira Veronez. Tudo foi muito expressivo para um avanço do movimento ecológico e de cidadania por aqui em Franca, em especial, junto às novas gerações. Um dos destaques desta semana foi a apresentação do Coral Companhia Vocal Enrico Nery, emocionante a performance de pintura ao vivo de Maria Gorete Chagas, marcou também positivamente a soltura no Zoobotânico de aves que haviam sido aprendidas em operações na região pela Polícia Ambiental, teve a criação coletiva duma árvore de mensagens de quem foi conferir a exposição, oficinas de arte e de poesia com crianças e também com idosos deram o tom do amor pela natureza. Houve parcerias e apoios, por exemplo da empresa Jussara. A criançada vibrou muito com a visitação a essa área verde e com as artes, com as oficinas culturais que tiveram todo um time de oficineiros, Celina Rosa, Gleida Dias, Gracia Carloni, Jamile Coelho, Joaquim Napoleão, Kelly Matias, Linda Saturi, Nomeia Lemos e Rosana Pinheiro, além de Maria Helena Zeoti, que participou também com sua poesia Minha Terra. Outros poemas, Canção do Exílio (Gonçalves Dias) e Trem de Ferro (Manuel Bandeira) foram objeto de um trabalho com a garotada, estimulada a curtir a literatura brasileira. No sábado, 3 de outubro, finalizando o evento ecológico e cultural, rolou uma oficina têxtil com o tema Árvore da Vida, ao vivo com o artista plástico Christian Nehemy e ainda mais um show de canto com o grupo vocal Anabelas regido por Marcos Prado. Enfim, esta Primavera segue viva em todo mundo que participou nesta semana destes momentos de paz e de natureza no oásis do Zoobotânico. Você pode e precisa ir até lá qualquer dia mesmo após este evento (que deve voltar em 2027), vá lá para se alimentar com a atmosfera deste lugar com árvores, aves, lagos, mudário de espécies nativas e muito ar puro para vivenciar o amor pela ecologia. (Reportagem de Padinha, fotos de Márcio Duarte)

Confira algumas fotos de Márcio Duarte para curtir a primavera cultural e ecológica deste evento do grupo Verdejar para você poder mesmo à distância vivenciar esta semana de valorização das árvores, essenciais para uma recuperação do equilíbrio do meio ambiente, para todas as imagens, uma só legenda, amor à natureza.







sábado, 19 de setembro de 2026

DE FRANCA PARA LAS VEGAS MATUTO CONCORRE AO GRAMMY LATINO COM RAP RAÍZ

Artista francano atinge o auge de sua trajetória musical apoiado pela Symphonic que distribui suas músicas e vai agora aos States


Matuto na entrevista sobre o Grammy Latino


Matuto numa só palavra ele é inovador


Dentro da série de personagens positivos que temos enfocado aqui no blog Folha Verde News e simultaneamente no portal Franca 24 Horas é com alegria que entrevistamos desta vez Matuto SA, foi indicado ao Grammy Latino em meio a artistas mais conhecidos no mundo musical (rapper Emicida, Júlia Costa e Budah), foi uma surpresa maravilhosa esta indicação que revela internacionalmente este compositor, cantor e produtor cultural: em Franca (SP) ele já havia se destacado há alguns anos quando, usando como mote uma canção de Renato Teixeira, fez uma feliz fusão entre um rap e a moda de viola contemporânea, ele já vinha pesquisando há um bom tempo fundir o hip hop ou o rap com o sertanejo raiz, fizera apresentações na USP e na Unesp, bem como em São Paulo no Cine Bijou em evento em homenagem a Glauber Rocha. Aqui na sua cidade, Matuto (nome artístico de Vinícius Comparini) já tinha feito sessões em barzinhos, chegara até a montar uma banda de rock, tocou em gravações no estúdio do André Bolela, chegou a atuar no Mato Grosso (em Rondonópolis) e a morar em Florianópolis, que tem uma intensa vida cultural. Mas foi depois e a partir da sua nova linguagem (rap + música raiz) que ele vem avançando cada vez mais, depois do seu álbum com esta proposta inovadora Terra Vermelha do Interior para o Interior. Ele assumiu este novo caminho e passou a usar um chapéu de palha ilustrado com grafites que resume o seu trabalho que fica sustentável misturando viola com canções mais contemporâneas. Assim, acabou agora sendo indicado à premiação do Grammy Latino (a decisão final será em 13 de novembro, votam 100 especialistas de vários países), o músico francano foi indicado a melhor álbum em língua portuguesa, dentro da vertente música urbana entre 5 outros concorrentes deste importantíssimo festival internacional. Estamos desde já na torcida pelo Matuto e suas poesias cantadas com toda criatividade e um amor grande pela ecologia: "Estão acabando com a  natureza e assim é hora de cantar esse meu amor, temos que criticar o caos ambiental", ele disse na sua entrevista que foi produzida e fotografada pelo Márcio Duarte e que eu como repórter e ecologista tive a alegria de realizar nesta semana: "Minha luta são minhas canções", falou Matuto, inovador da música na atualidade. 


Nosso fotógrafo, Matuto, Padinha e o rap + raíz


Semana decisiva - Até mesmo Matuto foi pego de surpresa com esta indicação ao Grammy Latino e está tendo que providenciar em tempo recorde seu passaporte bem como as despesas da viagem para Las Vegas e 6 dias no badalado evento no interior dos Estados Unidos ao lado do camera man da sua equipe para documentar tudo o que acontecer por lá. Amigos e amigas iniciaram campanha via as redes sociais de financiamento coletivo para ajudar nestas despesas inesperadas e empresas (como a MacBoot e a Free Way por exemplo) vão ser consultadas para apoiar o Matuto SA com o retorno de marketing, nada está definido ainda, porém, esta é uma boa oportunidade para business através da exposição de mídia do Grammy. O artista conta que um amigo lhe falou sobre os Apaches na região de Las Vegas que são uma referência cult da natureza por lá. Com coragem, talento e know how musical, Matuto avança agora com chance de um grande destaque nacional e mundial no Grammy Latino com o seu trabalho Regional Beat Uma Antena Parabólica Fincada na Terra Vermelha. (Reportagem Padinha, fotos Márcio Duarte).  

 Matuto SA na foto do Grammy Latino sobre Terra Vermelha


sexta-feira, 28 de agosto de 2026

O MELHOR NARRADOR DE BASQUETE DO BRASIL É DE FRANCA (A CAPITAL DESTE ESPORTE)

Jovassi Corrêa Dias narra jogos de basquetebol e da sua querida Francana desde 1962 (hoje ele forma uma dupla com seu filho)


 Jovassi Corrêa Dias narra no pique da bola


É mais do que só experiência, Jovassi tem o know how de rádio, é recorde nacional de mais de 7 décadas como narrador esportivo ele se transformou na voz do basquete, viajou com o time de Franca (SP) por todo o país cobrindo também no exterior nos torneios internacionais, tem audiência total na cidade do basquetebol há 74 anos! Nas duas últimas décadas faz uma dupla sensacional com seu filho Jovassi Júnior (Juninho) que é ao mesmo tempo repórter, agente, produtor e comentarista, enfim, estes dois radialistas juntos valem por toda uma equipe. Diante deste 1º resumo do personagem Jovassi Corrêa Dias, um mito do rádio esportivo no interior do país, está explicado nosso entusiasmo nesta reportagem aqui no blog Folha Verde News (acessado em 7 países pela medição Google) simultaneamente no crescente portal de notícias da cidade Franca 24 Horas. Confira mais lances e imagens a seguir. 

Juninho (Jovassi Jr) profissional múltiplo


"Agora, apesar das polêmicas saídas de dois grandes jogadores (Georginho de Paula e Lucas Dias), nosso basquete está no caminho certo, alguns craques foram embora, vieram outros, 7 jogadores de muito talento estão chegando no Sesi Franca (Andrezão, Lucas Siwert Pipoca, Vitinho do Paulistano, Gui Deodato que vem do México, Reynan que está na Seleção Brasileira com o maravilhoso técnico Helinho Garcia e volta ao time, o armador uruguaio Nano Parodi, voltando também, virá outro pivô antes da virada do Paulista pro NBB), ficaram os queridos da torcida David Jackson e Rafael Mineiro, enfim, um elenco superbom, nele, a gente conta com ótimos atletas com futuro, a nova geração vencedora na base, Nicolini, Vitor Dorneles (filho do grande Márcio), o cestinha Vini Santos, Alê, Pedro, Antônio...o time agora está tão bom quanto vinha sendo e creio que vamos avançar mais ainda nessa temporada 2026/2027".  


Mestre Jova acredita que nova equipe fará sucesso

A Veterana vai avançar? - "Em setembro de 14 a 25 haverá uma seletiva no Lanchão com talentos da nova geração da bola da cidade, da região, de Minas, do Brasil, vão aparecer bons jogadores na Copa São Paulo que no fim do ano terá uma sede em Franca, tradicional point de futebol desde o século passado. O experiente treinador de BH Wantuil Rodrigues será o supervisor, o técnico Lucas Bahia que foi bem nessa função em 2025, esse trabalho dará base para o time que disputará a Série A3 em 2027, a proposta do novo presidente eleito pelo clube Fransérgio Garcia Braz (o atual presidente da Câmara Municipal) no lugar do Rafael Diniz, ele diz que poderá ter apoios de empresários, por exemplo do pai do jogador francano Estêvão (que está no Chelsea), seja quem for à luta pela Francana nós vamos dar apoio, meu sonho fantástico é voltar à Série A, à Copa do Brasil, um avanço que é digno da antiga Veterana que desde os anos 40, 50, 60 teve incríveis formações, nos anos 70, 80, brilhou de novo, isso pode inspirar uma virada positiva em 2027". 

 A Francana vencedora dos anos 70 e 80

Qual é a crítica que você destaca no momento? - "Eu sou um defensor do futebol da Várzea", comenta Jovassi Corrêa Dias, "e acontece que infelizmente aqui em Franca, que tem a tradição de lançar talentos da bola e propiciar lazer esportivo para a população, o futebol varzeano está abandonado pela prefeitura, lamento que uma pessoa do esporte e meu amigo (Beto Saad) não tenha uma gestão mais adequada no setor, 17 times ficaram esperando, não vierem nem as bolas nem os uniformes, a nata varzeana não terá seu campeonato agora, está só disputando torneios de futebol de chácara, que tem boa qualidade (o chacrobol é boa criação do locutor Valdes Rodrigues, é típico da cidade), mas a Várzea já chegou a ser extraordinária, a má gestão no setor é inaceitável, assim como o mau zelo do Lanchão e até do Poliesportivo, o Pedrocão, templo do basquete, olha, Franca precisa investir mais no esporte, Padinha, acho que ele faz parte da ecologia da vida, essa sua luta que é importante para todo mundo".

Cássio Freires do portal e Padinha do blog admiram muito o trabalho e o talento de comunicação do Jovassi

 Jova tem dezenas de apoiadores, milhares de amigos e amigas em Franca e em toda a região aqui na divisa SP/Minas

 Aqui selfie da gente e do amigão fotógrafo Márcio Duarte

Muitas empresas, empresários e esportistas já apoiaram e agora deveriam ampliar o apoio ao Jovassi e ao Juninho nas suas transmissões de basquete e de futebol atualmente pela Difusora, ele que vem desde a histórica Hertz (pioneira no interior do Brasil), Jova tem um jargão, "onde tem rádio, não existe solidão", expressa a sua visão ampla da comunicação esportiva nessa realidade atual de tecnologia mas de violência, de problemas socioambientais, até de tristeza, de luta pela sobrevivência da maior parte das pessoas: "Veja, a lista é grande e poderia ser maior hoje, Café Terreiro, Rossato, Onmi Financeira, gente como Spirandelli, João Carlos Salomão, Carraro, Fernando Rossato, Marcão e Marquinhos Bento, ex-craques de futebol como Bertinho de Batatais, Mário Mota Filho, o craque de bola Marinho, meia da grande Francana, olha, é muita gente mas concordo com você, Juninho e eu merecemos um apoio maior de empresas pelo valor da comunicação esportiva, é o que há de mais lindo no marketing, temos o clima de futebol raiz nesse tempo de business e só interesse sem conteúdo de desenvolvimento social e humano da população". Vai, Jovassi que nossa fé te empurra para você seguir sendo a voz de Franca. Reportagem de Padinha, produção de fotos Márcio Duarte

Assim como nosso basquete, Jovassi tem como líder Pedro Morilla Fuentes, o  mestre esportivo, o mito vivo Pedroca


quinta-feira, 20 de agosto de 2026

SENHORA DAS ÁRVORES AVANÇA A ECOLOGIA URBANA POR AQUI

Elaíse de Mello Barbosa está verdejando Franca com o apoio do grupo Mulheres do Brasil e da população pelo valor das árvores e o amor à natureza


Elaíse à sombra dum velho Ipê típico de Franca (SP)


O grupo Verdejar nasceu dentro do movimento Mulheres do Brasil que ainda em 2016 criou em Franca o 1º núcleo de ação social fora da capital São Paulo, por inciativa da líder e empresária Luíza Helena Trajano, Magalu. Elaíse e Maria Lídia Borges Machado de cara assumiram coordenar este segmento, a missão socioambiental, e foi assim que nasceu e vem crescente este projeto de arborização, cada vez mais essencial no meio urbano, ainda mais nesse tempo de mudanças do clima e do meio ambiente: "Minha mãe sempre buscou defender as plantas e os animais, esta tem sido a minha luta, sou engenheira de alimentos, especializada em arborização urbana, atuei em grandes empresas como a Coca Cola, depois Laticínios Jussara, agora aposentada posso me dedicar total a esta paixão de toda a minha vida", declarou Elaíse de Mello em uma das entrevistas que ela fez dentro de seu ativismo no movimento ecológico e de cidadania. Ainda em 2019, junto com a equipe ecológica da empresa MacBoot do empresário e esportista Marquinhos Machado (que veio com sua família da Serra da Canastra), o projeto Verdejar conseguiu um apoio de 1.500 voluntários e voluntárias fazendo um plantio de espécies nativas e frutíferas de 3.500 mudas em apenas 1 hora. Foi um grandíssimo lançamento do projeto, cada vez mais virando realidade, plantando em bairros, na beira de córregos ou nascentes, nas calçadas de casas, em quintais, defendendo do corte ou de agressões a velhas árvores importantes para a ecologia da cidade. Logo Elaíse e sua galera chegarão ao marco de 1 milhão de árvores plantadas em Franca e região agora quando chegamos no meio de 2026: este plantio ajuda demais a recuperar a ecologia urbana, antes que ocorra por aqui também casos de caos climático e ambiental acontecendo em várias regiões do país e do planeta como nestes dias no sudoeste dos Estados Unidos nas barrancas do Rio Colorado, cada vez mais seco e escasso em suas águas. Por sinal, agora em agosto, o inverno está com calor de 33 graus e baixa umidade relativa do ar menos de 20%, clima desértico:  "Cada árvore que plantamos ou salvamos pode fazer a diferença", ela nos diz nesta entrevista para o blog Folha Verde News (acessado em 7 países pela medição Google) e simultaneamente para o portal Franca 24 Horas, que tem direto um espaço para a ecologia e a não violência. Perguntamos à Elaíse de Mello sobre o tema violência atual (também feminicídio, desmatamentos, guerras etc) e ela não hesitou em responder: "Falta visão ecológica, quem gosta da natureza, de planta, de animais, ama também as pessoas, isso aumenta a condição humana de vida". 


 Entrevistada pelo blog e portal a líder Elaíse das árvores

Fernando, Padinha, Elaíse, Roberta Sene e Maitê em foto de Márcio Duarte na panificadora Rossato

Educação e arte ambiental - Dentro do programa de ação do núcleo em Franca do grupo Mulheres do Brasil (atua contra a violência à mulher, pela educação e cultura da vida, também igualdade racial), pelo 2º ano seguido Elaíse e equipe estão promovendo para a Primavera por volta de 27 de setembro uma exposição de arte sobre árvores, inscrições gratuitas pelo telefone 16.99228.8251. Já há dezenas de jovens e crianças que estão se inscrevendo com pinturas, colagens, desenhos, que serão até  3 de outubro exibidos em meio à mata do Zoobotânico de Franca (a entrada é de graça, a reserva, horto e mudário ficam na região de Miramontes (onde nasceu a cidade) um pouco à frente da rotatória do City Petrópolis. Vale à pena curtir o ar puro do local e o talento da nova geração de artistas, haverá também oficinas de arte da natureza, coral de Enrico Nery, canções da Anabela (da dupla Marcos e Leninha), além da pintura show ao vivo de Maria Goret (premiada nacionalmente), ela supera limitações físicas e pinta com genialidade, aliás, arte e música são tradição nessa cidade de imigrantes, indígenas e afrobrasileiros, um povo da natureza, árvores, últimas matas, águas, a ecologia da vida não pode acabar para termos futuro.  (Reportagem de Padinha, fotos de Márcio Duarte) 


A senhora das árvores no seu habitat

"Vamos nos conectar! Com as pessoas, com os animais e com as árvores! Quem ama a natureza entendeu o que é a vida", esta é em resumo a mensagem final de Elaíse de Mello Barbosa, do núcleo Verdejar Franca, grupo Mulheres do Brasil. 


Fontes: MacBoot - Folha Verde News - Franca 24 Horas 


sábado, 11 de julho de 2026

DIEGO FIGUEIREDO DE FRANCA É ÍCONE NO MUNDO DO JAZZ E DA MÚSICA INSTRUMENTAL

De passagem pela cidade ele logo estará de volta aos shows a seguir agora nos Estados Unidos e no Canadá


Padinha ouvindo Diego Figueiredo em Franca


O que explica o fato deste músico daqui do interior do país ter virado um ícone musical? Diego, que eu havia conhecido ainda garoto, tem uma explicação: "Olha, eu estudava diariamente 8 horas todos os dias e isso durante 12 anos seguidos, não é só talento, é luta", ele diz com humildade. Seu pai (geólogo Ênio Figueiredo) lhe deu um bandolim quando ele tinha só 6 anos, sua mãe (Rachel Ribeiro Figueiredo) é uma exímia pianista, isso também explica o fenômeno do jazz e da música instrumental (em especial guitarra e violão, ele toca também outros instrumentos), esse artista de Franca e do Brasil se transformou aos 45 anos numa lenda internacional, tem se apresentado em vários lugares do mundo. Com um detalhe: sem cantar. "O som instrumental é uma linguagem universal, até lá na China o público vibrou muito sem eu cantar nem uma só palavra". Ele não canta por opção, embora seja afinado, no dia a dia canta letras de que gosta, como as de Belchior, do Chico Buarque, do pessoal da Bossa Nova, do Renato Teixeira, no palco, só puro som, uma espécie mais romântica de Jimmy Hendrix. E foi assim que recentemente, há um ano, ele se apresentou no Carnegie Hall, o maior templo mundial da música nos States, onde também ali se consagraram nos anos 60 e 70 Tom Jobim, João Gilberto, Elis Regina. Assim também por 2 vezes foi premiado no Festival de Montreaux na Suíça, indicado também para o Grammy mais de uma vez. Já está chegando à gravação do seu 30º disco no exterior e cita parceiros de palco ou de gravações como Jorge Benson, Stanley Jordan, Cirile Aymée, John Clayton, Roberto Menescal, Bôscoli, dezenas de instrumentistas, em cada lugar do planeta em que se apresenta forma trios jazzísticos, sempre divulgando músicas brasileiras: "Nas apresentações seja na Islândia ou onde for a plateia me pede sempre para eu interpretar canções do Brasil, foi assim no Japão, me pediram, toca Raul, toca Raul!". Ele diz amar o rock e o country do Raul Seixas, as canções da Rita Lee. Agora, por uma sugestão, ele está tirando "Saudade do Brasil", uma das últimas composições de Tom Jobim, meio desconhecida, só instrumental, "curto também clássicos de Beethoven, Bach, Villa Lobos".  Algo emocionante para Diego é que no seu 30º disco o seu irmão, também guitarrista vai fazer o contrabaixo. Tácio Figueiredo é outro talento musical de sua família (guitarrista da banda Rock Paradise), só agora surgiu a chance dos dois tocarem juntos. Diego Figueiredo tem também 2 irmãs, a advogada Isabela e Graziela, que vive hoje na Suécia. Ele mesmo passa só de vez em quando por Franca (SP), sua cidade, para facilitar a agenda de shows atualmente reside em Sarasota, na Flórida, perto de Tampa: "Por lá cuidam bem da natureza, nos States há parques maravilhosos como Grand Cannyon, abertos, não exploram o turismo ecológico, eu também fiquei encantado com a condição de vida na Suécia, na Noruega, desenvolvimento humano". 


 2 horas de uma boa conversa e...

...contato com Gabriel da Massa Pura...

...com o fotógrafo desta matéria Marcio Duarte

Aqui, Diego Figueiredo no Carnegie Hall


Fazer música é mais que um trabalho - Para Diego Figueiredo o que ele faz é uma missão, impactar as pessoas com a música num tempo de violências, guerras, problemas ambientais, sofrimentos, "fazer as pessoas vivenciarem a emoção da música é uma alegria, creio que é uma bênção divina levar esta arte". Ele cuida muito dos seus instrumentos e dos seu dedos também, "desenvolvi uma técnica pessoal de acordo com a anatomia dos meus dedos para que eu consiga fazer alguns sons, como a técnica do polegar". Em setembro, pode ser que Diego venha se apresentar no Sesc Franca e também em Patrocínio Paulista, nesse caso, ao lado de Renato Teixeira e de Luciana Mello (black music). Projeta fazer parte dum documentário dentro do esquema Proac, quem sabe crie um tema de 30" para a série "SOS Ecologia", ele que adora fazer de vez em quando coisas que não são business, apresentações para crianças e adolescentes, "o poder socializante do violão é maior ainda para essa geração da Internet". Já está se preparando agora para mais uma viagem à América do Norte, "meu destino é tocar por aí em todo o mundo e com o som emociono e ajudo as pessoas a irem em frente nas suas vidas e desafios da realidade que hoje em dia são muito grandes". (Reportagem de Padinha, fotos de Márcio Duarte) 


A foto oficial de Diego na web e cartazes de shows

domingo, 21 de junho de 2026

A AUDIÊNCIA PÚBLICA DO RIO CANOAS É TIPO UMA COPA PELO FUTURO DE FRANCA

Superimportante este evento de cidadania (em jogo a natureza e um avanço sustentável da cidade)


Rio Canoas ainda sobrevive por enquanto 


Foi intensa a participação na Câmara Municipal


O vereador Gilson Pelizaro foi quem teve a iniciativa de realizar a audiência pública semana passada para a população debater um projeto de um eventual loteamento em área de preservação ambiental junto ao Rio Canoas, que se localiza na região leste de Franca, ele  também considerou que toda esta macrorregião já tem problemas ambientais, como poluição de curtume na divisa ali e aqui entre os estados de São Paulo e Minas Gerais, local de importância na história do povo de toda macrorregião e também vital para o futuro de nossa gente. Ele será sustentável? Pelizaro foi direto ao assunto: "O futuro de Franca está ligado diretamente ao Canoas, as águas que abastecem a população, depois desta audiência pública que lotou o auditório da Câmara Municipal com vários setores da cidade presentes, poderão surgir emendas ao projeto da Prefeitura e talvez até novas audiências antes da votação final sim ou não dos vereadores, é algo regimental, a questão envolve as águas e o futuro da cidade". E nesse sentido, a gente faz um resumo das opiniões colocadas nesta 1ª audiência que lá foi tema de oportuno vídeo do repórter Tiago Vieira aqui no Franca 24 Horas. Agora, no portal e no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News, uma síntese de tudo para aí também estimular a melhor solução. Franca terá futuro sustentável e feliz para toda a população? 

  A divisa histórica entre SP e Minas...


 A gente foi verificar in loco a situação

Jogo de opiniões - Otávio Henrique da Silva, em nome da juventude com visão ecológica da realidade, acredita que "antes de mais nada já é preciso restaurar áreas degradadas junto ao Canoas". Por sua vez assegura Jorjito Donadelli, da empresa Aelo, "que o loteamento é uma chance de iniciar uma ocupação ordenada da região". Carlos Henrique de Barros, da Alpha, acrescenta que "isso será uma modernização das leis e da situação do local". O advogado Eduardo Campanaro, a pedido da Prefeitura, consultou a Ufscar, dentro de pontos como atualização da legislação, melhoria da fiscalização municipal e concluiu com um alerta, "é necessário um equilíbrio entre investimento e perservação na Bacia do Rio Canoas". Já o Promotor de Justiça, Dr. Paulo Borges, curador de meio ambiente, fez um resumo do que vem ocorrendo ali na região e considera que "hoje é fundamental uma atualização, tirar do papel a proteção desta área de preservação, o interesse não é só político ou econômico mas também socioambiental, é preciso cautela, a questão envolve a segurança hídrica da população, o Rio Canoas  é o maior responsável pelo abastecimento de água na cidade". O ecólogo Mário Vinicius de Oliveira que se formou pela Unesp de Rio Claro e por aqui atuou no Sesi e mantém com sua esposa Eliane Rosseto a escola Luz Montessor, com destaque para a educação ambiental das novas gerações, opina que "a situação na Bacia do Rio Canoas já está bem problemática, é difícil mas não impossível uma ocupação sustentável desta área, mas para isso a Prefeitura, os loteadores, a população todos precisam usar regras adequadas, tecnologia, conhecimento e boa vontade para haver uma sintropia urbana, um equilíbrio entre o meio urbano e a natureza, as águas do rio, temos que considerar que hoje 87% da população francana não vive mais no meio rural". Célio Bertelli é ambientalista, tentará participar de eventuais próximas audiências públicas. Waltemir Dantes e sua esposa Ivani, que moram na região em foco, se preocupam com a situação das áreas já ocupadas e pedem investimentos na proteção ecológica do lugar. Por sua vez o advogado Osmar Henrique Costa fala sobre os ângulos mais importantes desta questão, "o foco principal tem que ser a água, a preservação da natureza, a recuperação ambiental, a regularização das áreas já ocupadas e afetadas, a mudança na fiscalização que tem sido deficiente, é urgente considerar o nível do impacto de qualquer empreendimento nesta área estratégica, que tem vocação agropastoril e de agrofloresta, não havendo a proteção necessária da Bacia do Rio Canoas e as águas do abastecimento, cabe uma ação judicial ou uma liminar para embargar um ou outro empreendimento". O agricultor e ecologista Cristiano Rodrigues diz que "tenho investido direto na proteção da natureza daqui e o poder público precisa fazer o mesmo antes que haja maior degradação". A audiência pública enfim teve a participação de variados setores da população e a maioria se colocou numa posição crítica a um loteamento nesta área. O arquiteto Mauro Ferreira, que ajudou muito ao Código do Meio Ambiente de Franca, comentou que "esta região vital para as águas já tem um passivo ambiental grande, a terraplagem ali vai gerar mais resíduos, aumentar o asseoramento vicinal, a redução ou a poluição hídrica, na cidade já existem 40 mil terrenos vazios e com infraestrutura para ocupação, já tem segundo o IBGE 23 mil imóveis vazios, um potencial para acolher 180 mil pessoas, existem glebas enormes apropriadas para serem loteadas em outras regiões, como ao lado do Piratininga, com bom senso, diante da questão da água do Canoas que abastece a população e em todo este contexto não há justificativa urbanística para um empreendimento de alto risco nesta área de preservação".  E o pessoal da Sabesp com certeza se lembra nesta polêmica de um outro tipo de projeto mais adequado a esta região, uma represa para conservar as águas do Canoas, também se tornando uma área de lazer para o povo e um centro de educação ambiental. Em meio às mudanças climáticas e ambientais do momento, todo cuidado é pouco nessa hora, cientistas alertam que o mapa da desertificação inclui também o nordeste paulista e o sudoeste mineiro, o médico e ambientalista Dr. Wagner Deocleciano Ribeiro mostrou um outro lado problemático, "já venho estudando focos de doenças e mortes que incidem nesta bacia e em todo o município devido ao uso de agrotóxicos e a destruição do equilíbrio ecológico, é urgente agora a recuperação da ecologia antes de tudo". (Reportagem de Padinha, fotos de Márcio Duarte). 


 Há asseoramento, poluição das águas, problemas...


Primeiro passo é recuperar a ecologia do Canoas



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