Uma engenhosidade que ainda hoje faz falta no Brasil e em parte do planeta onde existe tecnologia mas não gestão governamental dos recursos hídricos e esta cultura da vida foi o que garantiu a sobrevivência deste povo que porém não resistiu à toda violência dos homens da colonização europeia: o tema está em matéria especial da BBC que a gente atualizou e relacionou com outros dados e situações no blog da ecologia
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A ciência está resgatando a tecnologia dos Maias...
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| ...arqueólogos com mapeamento a laser resgatam a importância dos Maias, ancestrais da América Latina... |
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| ...superaram de forma sustentável a crise hídrica que o nosso país ainda não assimilou a bem da ecologia, da economia e da condição de vida humana por aqui ainda hoje |
Na antiga cidade dos Maias Tikal, na
Guatemala, os visitantes eram cercados por íngremes pirâmides de calcário
quase tão altas quanto a catedral de Notre Dame, em Paris, enquanto gritos de Macacos Bugios e Tucanos emanam da floresta tropical ao fundo. Construídas sem a ajuda de animais de
carga, ferramentas de metal ou a roda, essas grandiosas construções de pedra
serviram como sedes de poder para os reis e sacerdotes que governavam uma das
cidades-estado mais influentes do reino dos Maias que abrangia a Península de
Yucatán, no México, Guatemala, Belize, partes de Honduras e El Salvador. Tikal era o centro econômico e
cerimonial de uma civilização que, à luz de recentes tecnologias e mapeamentos aéreos a laser: eles revelaram mais de 60 mil estruturas, construções escondidas por séculos em meio a florestas e áreas áridas que podem ter abrigado de 10 a
15 milhões de habitantes no total. Na presença dos enormes palácios e
templos de pedra de Tikal, cada um posicionado levando em conta a movimentação
diária do Sol no céu, a proeza dos Maias como arquitetos e astrônomos se
avoluma. Há até especulações da oriem ou contatos extraterrestes desta civilização. Mas os Maias nunca teriam previsto
eclipses com precisão e esses monumentos nunca teriam sido erguidos em direção
ao céu sem o domínio de algo muito mais elementar para a sobrevivência em
Tikal: a água.
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| A cultura e gestão da água foi uma das conquistas... |
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| ...dos Maias um povo pré-Colombo extraordinário... |
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| ...dizimado por interesses colonialistas |
A gestão Maia dos recursos hídricos - Sem rios ou lagos por perto, os maias
tiveram que criar uma rede de enormes reservatórios para coletar e armazenar
água da chuva suficiente durante a estação chuvosa para abastecer sua
considerável população (as estimativas variam de 40 mil a 240 mil pessoas, isso só na cidade de Tikai no século 8) durante os quatro a seis meses de estação de
seca. Esses reservatórios propiciaram mais
de 1.000 anos de presença e tecnologia ou sabedoria dos Maias de aproximadamente 600 a.C. até seu
centro urbano ser abandonado pela classe dominante por volta de 900 d.C após a invasão armada de colonizadores espanhóis. No ano passado, arqueólogos
descobriram por meio de técnicas científicas modernas uma nova proeza dos
feitos hidrológicos desta civilização ancestral da América Latina. Amostras de sedimentos retiradas dos
reservatórios de Tikal revelaram que os Maias criaram o mais antigo sistema de
filtragem de água conhecido no hemisfério ocidental. O sistema de purificação de água dos Maias era tão avançado que um de seus principais materiais, a zeólita, ainda é
amplamente utilizado nos filtros de água de hoje.
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| As ruínas e mapeamento a laser estão resgatando... |
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| ....a cultura e civilização Maia tão avançada que... |
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| ...há os que especulam até se ela tinha contato com extraterrestres |
O mapeamento a laser revelou que esta civilização pré-Colombo além da gestão que pode ser vista pioneiramente como sustentável, deixaram rastros e ruínas de uma grande quantidade de obras de arte e de arquitetura. No caso da filtragem da água, as zeófitas são um tipo de mineral vulcânico composto de alumínio, silício e oxigênio que se forma quando a cinza vulcânica reage em contato com a água subterrânea alcalina. Isso gera uma propriedade física e química única que permite filtrar e água e eliminar contaminantes desde metais pesados a minúsculos micróbios. Embora os arqueólogos só tenham encontrado zeólitas em um dos reservatórios de Tikal, agora conhecido como Corriental, fragmentos de vasos de argila encontrados ali sugerem que a água purificada de era usada especificamente para beber. Os pesquisadores por trás da descoberta dizem que o uso pelos Maias das zeólitas é o mais antigo uso conhecido do mineral para purificação de água no mundo, antes de aparecer novamente em um sistema de filtragem de areia desenvolvido pelo cientista britânico Robert Bacon em 1627, cerca de 1,8 mil anos depois. E cá entre nós o sistema de despoluição das águas no Brasil, seja no saneamento básico (esgoto) ou efluentes industriais ainda hoje, 2.200 anos após os Maias, ainda não foi assimilado para uma gestão que atualmente é essencial devido aos caos hídrico do país e do planeta. Os Maias dependiam de chuvas sazonais para o abastecimento de água, que armazenavam em reservatórios. O sistema de filtragem de água por zeólitas desta civilização pré-colombiana, que os acadêmicos acreditam ter sido construído por volta de 164 a.C, é anterior ao filtro conhecido como "luva de Hipócrates", que foi desenvolvido na Grécia antiga por volta de 500 a.C, mas o método dos Maias teria sido muito mais eficaz na remoção de contaminantes invisíveis, como bactérias ou chumbo. Enfim, os governantes dos países (em especial os que sofrem com secas ou chuvas escassas, como agora tem feito o Brasil se desequilibrar na sua ecologia e na sua economia, a dano da condição de vida da população) eles deveriam estudar e analisar a gestão extraordinariamente sustentável dos Maias para melhorar, mudar e avançar nosso país.
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| Mapas antigos e contemporâneos a laser... |
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| ...documentam e reconstituem uma gestão pioneiramente... |
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| ...sustentável que a maioria dos países (o Brasil também) ainda não praticam por erros e limites dos políticos e dos governos |
Fontes: BBC - Universidade de Illinois (USA) - Museu de Miraflores - folhaverdenews,blogspot.com
Resumo desta matéria - Mais detinham uma gestão de água pioneira, eficaz e até sustentável, algo que oo Brasil 2.200 anos depois ainda não tem.
ResponderExcluirJá temos mais alguns dados e recebemos algumas mensagens, postaremos depois, venha conferir mais tarde nesta seção.
ResponderExcluir"precisamos conghecer melhor os povos ancestrais e originários, como no caso, Mais, Incas, Aztecaas, cada cultura tem pontos de genialidade que podem nos ajudar agora e a partir do passado promover soluções que nos levem a um futuro, hoje ainda não garantido": comentário que recebemos por -mail de Cristóvão Mendes, de Belo Horizonte (MG), que é especializado em IA (Inteligência Artificial) e nos mandou notícias relacionadas, agradecemos e postaremos depois.
ResponderExcluirColoque direto aqui sua opinião ou faça como Cristóvão Mendes, de BH, que nos enviou conteúdo por e-mail, mande para o nosso editor padinhafranca603@gmail.com
ResponderExcluir"Além da matéria (com dados da BBC e de pesquisadores) já postada no blog da ecologia, os 2 vídeos podem surpreender muita gente, há mais de 2 mil anos atrás este povo ancestral da América Latina fazia gestão ambiental da água, desenvolvendo arquitetura e arte de forma tão surpreendente que já se especulou até que teriam contato com Extraterrestres: com os mapas a laser foi achada uma cidade perdida em floresta da Guatemala avançada para os padrões de 2 mil anos atrás: texto, fotos e logo + os vídeos mostram os Maias em contraste com o desgoverno ambiental do país e do planeta hoje. De repente no passado lições e rumo para a luta pela criação do futuro": comentário postado no Facebook.
ResponderExcluir"Acabo se saber que a Organização Meteorológica Mundial informa sobre o perigo da crise hídrica virar caos nos próximos 20 anos afetando 5 bilhões de pessoas no planeta, a escassez de água aumentou 134% nos últimos 20 anos e o Brasil, também devido ao desmatamento na Amazônia, está entre os países mais atingidos pela escassez de água, com secas ou mesmo enchentes desequilibrando os recursos naturais": comentário de Haroldo Silva Santos, engenheiro pela USP e que atua na região do Mato Grosso, Cuiabá.
ResponderExcluirLiwy Grazioso, diretora do Museu Miraflores da Guatemala e coautora do estudo que descobriu a contaminação dos reservatórios de água do Palácio e do Templo, espera que esta descoberta incentive mais pesquisas sobre os reservatórios Maias."Não creio que Tikal fosse o único local com esta tecnologia avançada para a época. Os reservatórios estavam por toda parte no mundo maia e apenas alguns foram estudados, mas se não os estudarmos, nunca saberemos".
ResponderExcluirPara antropólogos, as recentes descobertas revelam as riquezas que podem ser encontradas quando os pesquisadores olham além dos artefatos brilhantes feitos de ouro ou jade.
ResponderExcluirEle sugere que os visitantes de Tikal não devem se maravilhar apenas com as estruturas, mas também contemplar as pessoas que as construíram há 1.000 ou até 2 mil anos atrás, sem máquinas ou animais de carga, usando inspiração e uma forma de inteligência surpreendente.
"Pense sobre quais foram suas realizações", diz ele, "e lembre-se de que este não é um povo extinto, essas realizações são herança da moderna população indígena da América Central."
"A existência de uma cultura tão impressionante e diversa abriu espaço para variadas interpretações. Uma das mais intrigantes é a que tenta associar os maias a origens extraterrestres. A ideia nunca foi comprovada, mas uma figura encontrada na tumba do rei Pakal, em Palenque, dá asas à imaginação de muita gente. Ela mostra um homem de traços indígenas, mas considerado alto para a estatura média dos maias, e dentro do que poderia parecer uma nave espacial, com controles e alavancas": comentário em matéria especial do site Terra sobre a cultura e a sabedoria do povo Maia.
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