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quarta-feira, 29 de setembro de 2021

NO CATAR TECNOLOGIA SOLAR E GESTÃO GOVERNAMENTAL CRIARAM VEGETAÇÃO E OÁSIS DE ÁGUA ABUNDANTE NO DESERTO DO SAARA

A tecnologia que pode tornar desertos habitáveis precisa ser considerada nesta seca monstro de meio Brasil aqui, agora

 

 O caos hídrico do Rio Grande e também do...

...Rio Pardo, até do São Francisco, na Canastra, nos...

..deve levar a buscar alternativas sustentáveis como as de Israel (veja vídeo) ou de Catar no Saara nesta matéria


Em Ribeirão Preto (SP) um técnico ambiental de Israel nestes dias adverte que as águas subterrâneas do Aquífero Guarani que abastecem a cidade podem acabar e diante da crise hídrica gigantesca na região e em grande parte do interior do Brasil, ele tem indicado como os israelitas conseguiram "fabricar" água em pleno deserto. Ele está por aqui por contatos da comunidade de descendentes de Judeus e pode vir a ser um intermediário de um novo tipo de solução sustentável para uma das regiões mais prósperas do pais voltar a ter água em abundância. O Rio Pardo, assim como o Rio Grande na divisa com Minas Gerais (onde ficam dezenas de usina hidrelétricas já ameaçada por apagões devido à carência hídrica) e os rios de Franca (Sapucaí, Canoas), bem como córregos, nascentes, tudo secando, até na Serra da Canastra (100km em linha reta do nordeste paulista), o maior rio brasileiro
 em extensão  e ícone do interior, o São Francisco, está ameaçado por uma série de fatores, como desmatamentos (até na Amazônia e no Pantanal), incêndios florestais e uma falta crônica de gestão governamental do meio ambiente. Agora a seguir, um resumo (Outras Mídias) de matéria na pauta seca do site Outras Palavras, mostrando também duas alternativas que salvaram o Catar, tecnologia piloto no Saara gerando energia solar e água suficientes para vegetar o deserto e até criar estufas para produzir alimentos. Tecnologia de ponta existe, contudo é fundamental que exista uma gestão ambiental.  Confira logo a seguir.


 Resumo visual das informações do vídeo sobre Israel



(Nesta edição do blog Folha Verde News estamos postando dois vídeos, um deles, sátira, marchinha do Carnaval de 1954 (de dia falta água, de noite falta luz) renascida nesta seca monstro de 2021: o outro vídeo, outra reportagem exemplar, sobre como Israel, país entre desertos, conseguiu se transformar num potência hídrica, criando água para abastecer também países vizinhos, como a Palestina e a Jordânia, documentário da série Conhecimento Global, superoportuno no momento brasileiro. Amanhã, mais dados na seção de comentários que serão postados posteriormente)


 O Sahara Forest Project transformou o deserto...

...em uma oásis de vegetação e água no Catar


Os desertos sempre foram considerados áreas inúteis - Eles não são regiões, digamos, hospitaleiras – é muito difícil prover comida, água ou abrigo para quem quiser habitar por tais bandas. Porém graças à tecnologia do Sahara Forest Project essa visão pode ficar para trás. A ideia do projeto é transformar as regiões áridas, acredite, em fontes de água, comida e energia, além de revegetá-las – tudo isso de uma maneira lucrativa, gerando empregos e desenvolvimento local. O Sahara Forest Project iniciou suas atividades em 2009, com o objetivo de criar uma área para cultivo de alimentos de forma sustentável, utilizando recursos abundantes que estão presentes em regiões desérticas, mas que não são normalmente utilizados. São eles: CO2 e radiação solar. A água necessária é importada de mares próximos pela via de encanamentos (portanto, a água é salgada). O projeto utiliza uma vasta quantidade de tecnologias combinadas, criadas a partir da colaboração de cientistas de diversos países. As principais técnicas empregadas nesse projeto são descritas na sequência, confira que vale a informação.


 A energia  solar foi fundamental para este milagre


Muitas plantas de usinas solares captam radiação por meio de espelhos que concentram energia do sol, gerando altas temperaturas. A partir disso, forma-se vapor a partir de reservatórios de água (no caso, da água do mar). É esse vapor super aquecido que é utilizado para mover turbinas geradoras de energia. Esse modelo consegue produzir uma grande quantidade de energia em uma pequena área. Uma área de 15km² gera aproximadamente 570 MW. Outra saída. A proposta de uma estufa é prover um ambiente controlado que promova o crescimento mais favorável para plantas (inclusive comestíveis). Em condições favoráveis, as estufas conseguem, por unidade de área, uma produção de dez a 20 vezes maior que uma plantação normal. O ar quente do deserto é captado por blocos evaporativos, que têm água do mar circulando dentro deles. O ar quente é resfriado e a evaporação produz condições de refrigeração e umidade para a estufa. Utilizando água do mar evaporada a fim de refrigerar o ambiente e umidificá-lo, o requerimento de água das plantas acaba sendo bem pequeno. Além disso, essa umidade do ar gerada é transformada em água fresca para as plantas e para ser utilizada nas instalações do empreendimento. Uma terceira alternativa. A água do mar com concentrações maiores de sal utilizada anteriormente nas estufas é movida para uma matriz de barreiras laterais (veja figura abaixo) que também evaporam a água e criam umidade. Esse espaço umidificado é utilizado para uma vegetação ao ar livre, com isso, essas plantas se beneficiam de um ambiente mais úmido, resfriado e protegido contra ventos a partir das barreiras, possibilitando uma plantação que poderia ser cultivada em condições abertas – o que não seria possível anteriormente. Além disso, essa revegetação cria condições para um processo reverso ao da desertificação, aumentando os nutrientes contidos no solo e servindo como uma reserva de carbono (removendo COda atmosfera). Com estes três conteúdos descritos acima o primeiro piloto desse projeto foi realizado no Catar e inaugurado em dezembro de 2012. Essas instalações permitiram o desenvolvimento de técnicas para garantir melhor eficiência, gerando resultados melhores do que os esperados. Esse piloto tem 15 km² de área no total e seu grande sucesso criou uma possibilidade de expansão para projetos maiores. Com esse sucesso, um acordo com a Embaixada Real Norueguesa foi realizado em julho, em Amman, capital da Jordânia, com a finalidade de construir uma instalação de lançamento para o Sahara Forest Project, em Aqaba, também na Jordânia.

 

Além de gestão governamental do meio ambiente está na hora da tecnologia para termos árvores, água, alimentos e vida também nas áreas mais secas e já quase desérticas do interior do Brasil

Fontes: Sahara Forest Project (Joakin Hauge, pelo TEDx, em Maastrich, na Holanda) - folhaverdenews.blogspot.com

Um comentário:

  1. Além de gestão governamental do meio ambiente está na hora da tecnologia para termos árvores, água, alimentos e vida também nas áreas mais secas e já quase desérticas do interior do Brasil

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