A tecnologia que pode tornar desertos habitáveis precisa ser considerada
nesta seca monstro de meio Brasil aqui, agora
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| O caos hídrico do Rio Grande e também do... |
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| ...Rio Pardo, até do São Francisco, na Canastra, nos... |
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| ..deve levar a buscar alternativas sustentáveis como as de Israel (veja vídeo) ou de Catar no Saara nesta matéria |
Em Ribeirão Preto (SP) um técnico ambiental de Israel nestes dias
adverte que as águas subterrâneas do Aquífero Guarani que abastecem a cidade podem
acabar e diante da crise hídrica gigantesca na região e em grande parte do
interior do Brasil, ele tem indicado como os israelitas conseguiram
"fabricar" água em pleno deserto. Ele está por aqui por contatos da
comunidade de descendentes de Judeus e pode vir a ser um intermediário de um
novo tipo de solução sustentável para uma das regiões mais prósperas do pais
voltar a ter água em abundância. O Rio Pardo, assim como o Rio Grande na divisa
com Minas Gerais (onde ficam dezenas de usina hidrelétricas já ameaçada por
apagões devido à carência hídrica) e os rios de Franca (Sapucaí, Canoas), bem
como córregos, nascentes, tudo secando, até na Serra da Canastra (100km em
linha reta do nordeste paulista), o maior rio brasileiro em extensão e ícone do interior, o São Francisco, está
ameaçado por uma série de fatores, como desmatamentos (até na Amazônia e no
Pantanal), incêndios florestais e uma falta crônica de gestão governamental do
meio ambiente. Agora a seguir, um resumo (Outras Mídias) de matéria na pauta
seca do site Outras Palavras, mostrando também duas alternativas que salvaram o
Catar, tecnologia piloto no Saara gerando energia solar e água suficientes para
vegetar o deserto e até criar estufas para produzir alimentos. Tecnologia de
ponta existe, contudo é fundamental que exista uma gestão ambiental. Confira logo a seguir.
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| Resumo visual das informações do vídeo sobre Israel |
(Nesta edição do blog Folha Verde News estamos postando dois
vídeos, um deles, sátira, marchinha do Carnaval de 1954 (de dia falta
água, de noite falta luz) renascida nesta seca monstro de 2021: o outro vídeo,
outra reportagem exemplar, sobre como Israel, país entre desertos,
conseguiu se transformar num potência hídrica, criando água para abastecer
também países vizinhos, como a Palestina e a Jordânia, documentário da série Conhecimento
Global, superoportuno no momento brasileiro. Amanhã, mais dados na seção de comentários que serão postados posteriormente)
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| O Sahara Forest Project transformou o deserto... |
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| ...em uma oásis de vegetação e água no Catar |
Os desertos sempre foram considerados
áreas inúteis - Eles não são regiões, digamos, hospitaleiras – é muito difícil prover
comida, água ou abrigo para quem quiser habitar por tais bandas. Porém graças à
tecnologia do Sahara Forest Project essa visão pode ficar para trás. A ideia do
projeto é transformar as regiões áridas, acredite, em fontes de água, comida e
energia, além de revegetá-las – tudo isso de uma maneira lucrativa, gerando
empregos e desenvolvimento local. O Sahara Forest Project iniciou suas atividades
em 2009, com o objetivo de criar uma área para cultivo de alimentos de forma
sustentável, utilizando recursos abundantes que estão presentes em regiões
desérticas, mas que não são normalmente utilizados. São eles: CO2 e
radiação solar. A água necessária é importada de mares próximos pela via de
encanamentos (portanto, a água é salgada). O projeto utiliza uma vasta
quantidade de tecnologias combinadas, criadas a partir da colaboração de
cientistas de diversos países. As principais técnicas empregadas nesse projeto
são descritas na sequência, confira que vale a informação.
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| A energia solar foi fundamental para este milagre |
Muitas plantas de
usinas solares captam radiação por meio de espelhos que concentram energia do
sol, gerando altas temperaturas. A partir disso, forma-se vapor a partir de
reservatórios de água (no caso, da água do mar). É esse vapor super aquecido
que é utilizado para mover turbinas geradoras de energia. Esse modelo consegue
produzir uma grande quantidade de energia em uma pequena área. Uma área de
15km² gera aproximadamente 570 MW. Outra
saída. A proposta de uma estufa é prover um ambiente controlado que promova
o crescimento mais favorável para plantas (inclusive comestíveis). Em condições
favoráveis, as estufas conseguem, por unidade de área, uma produção de dez a 20
vezes maior que uma plantação normal. O ar quente do deserto é captado por
blocos evaporativos, que têm água do mar circulando dentro deles. O ar quente é
resfriado e a evaporação produz condições de refrigeração e umidade para a
estufa. Utilizando água do mar evaporada a fim de refrigerar o ambiente e
umidificá-lo, o requerimento de água das plantas acaba sendo bem pequeno. Além
disso, essa umidade do ar gerada é transformada em água fresca para as plantas
e para ser utilizada nas instalações do empreendimento. Uma terceira alternativa. A água do mar com concentrações maiores
de sal utilizada anteriormente nas estufas é movida para uma matriz de
barreiras laterais (veja figura abaixo) que também evaporam a água e criam
umidade. Esse espaço umidificado é utilizado para uma vegetação ao ar livre,
com isso, essas plantas se beneficiam de um ambiente mais úmido, resfriado e
protegido contra ventos a partir das barreiras, possibilitando uma plantação
que poderia ser cultivada em condições abertas – o que não seria possível
anteriormente. Além disso, essa revegetação cria condições para um processo
reverso ao da desertificação, aumentando os nutrientes contidos no solo e
servindo como uma reserva de carbono (removendo CO2 da
atmosfera). Com estes três conteúdos
descritos acima o primeiro piloto desse projeto foi realizado no Catar e
inaugurado em dezembro de 2012. Essas instalações permitiram o desenvolvimento
de técnicas para garantir melhor eficiência, gerando resultados melhores do que
os esperados. Esse piloto tem 15 km² de área no total e seu grande sucesso
criou uma possibilidade de expansão para projetos maiores. Com esse sucesso, um
acordo com a Embaixada Real Norueguesa foi realizado em julho, em Amman,
capital da Jordânia, com a finalidade de construir uma instalação de lançamento
para o Sahara Forest Project, em Aqaba, também na Jordânia.
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| Além de gestão governamental do meio ambiente está na hora da tecnologia para termos árvores, água, alimentos e vida também nas áreas mais secas e já quase desérticas do interior do Brasil |
Fontes: Sahara Forest Project (Joakin Hauge, pelo TEDx, em Maastrich, na
Holanda) - folhaverdenews.blogspot.com
Além de gestão governamental do meio ambiente está na hora da tecnologia para termos árvores, água, alimentos e vida também nas áreas mais secas e já quase desérticas do interior do Brasil
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