Estas áreas serão a pauta principal dos
novos encontros internacionais do clima do IPCC da ONU e o site do Fundo Mundial da
Natureza (WWF) já fez um Atlas destes biomas que representam a metade da
superfície da Terra em risco (Estamos antecipando hoje nesta edição os assuntos dos próximos encontros internacionais do Clima)
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| As tundras estão também entre os biomas não florestais |
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| O Atlas ajuda também trabalhos pioneiros sobre radiação solar |
Os novos dados do Atlas agora felizmente elaborado podem ajudar os formuladores de políticas públicas a gerenciar bem melhor esses biomas, com grandes benefícios para as pessoas, a natureza. o clima e até a recuperação da ecologia da vida. Estes novo Atlas mostra que 54% da superfície terrestre do mundo consiste em biomas diferentes das florestas. Mas são áreas que abrigam habitats terrestres dos mais preciosos, isso porque sustentam centenas de milhões de pessoas. É o caso por exemplo do Cerrado brasileiro, dos Pampas, da Caatinga. Mas, até agora, todos esses biomas não florestais raramente vinham figurando nas agendas internacionais: atualmente apenas só 10% dos planos climáticos nacionais (que integram nos vários países o Acordo Climático de Paris) incluem alguma pouca referência a essas áreas, ao passo que 70% incluem referências sobre as florestas, casos mais explícitos de devastação. E muito embora estes biomas esquecidos sejam conhecidos por desempenhar todo um papel fundamental no armazenamento de carbono, também como habitat para os animais selvagens mais variados, dando origem para alguns dos maiores rios e pântanos do mundo, são esquecidos, subvalorizados e com falta de dados consolidados sobre sua extensão e valor. A seguir um resumo desta situação que já é dramática.
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| Atlas importante para as savanas da África ou também... |
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| ...para os manguezais no litoral brasileiro |
● 54% da superfície terrestre do mundo consiste em áreas sem
florestas, mas apenas 10% dos planos climáticos nacionais (como parte do Acordo
Climático de Paris) incluem referências a esses biomas.
● Apesar de sua importância para o clima, a natureza e as pessoas,
os biomas não florestais estão ameaçados pela conversão crescente e pelos
efeitos drásticos da mudança climática.
● Um novo atlas dessas paisagens pode orientar os negociadores do
clima e da biodiversidade que se preparam para as cúpulas da ONU (Organização
das Nações Unidas)
O Rangelands Atlas preenche parte dessa lacuna. Biomas não
florestais (rangelands, em inglês) consistem em sete biomas, incluindo
pastagens, savanas, desertos, arbustos e tundra. O Atlas, que engloba 16 mapas
e será continuamente atualizado, foi publicado em conjunto pela Coalizão Internacional de Terras- International Livestock Research Institure - União Internacional para a Conservação da Natureza e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura.
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| O Cerrado é também rico em plantas e ervas medicinais |
O Cerrado brasileiro é um bom exemplo da importância dos biomas não florestais.
Uma das regiões de maior biodiversidade do mundo, possui quase 5%
de todas as espécies no mundo e 30% da biodiversidade do país. Ele também
detém vastos estoques de carbono, principalmente no subsolo: aproximadamente
13,7 bilhões de toneladas. O processo de conversão do bioma impediria, por
exemplo, o cumprimento dos compromissos internacionais do Brasil nas Convenções
do Clima e de Biodiversidade. Porém sofrendo com a degradação, o Cerrado também
abriga um dos seis locais em processo de
desertificação.
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| Seja na caatinga do agreste ou no universo do... |
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| ...Pantanal do Mato Grosso é preciso proteção da flora, da fauna, da água, da ecologia da vida |
“Até o momento, os esforços de conservação e desenvolvimento têm se concentrado
nas florestas, deixando de lado outros ecossistemas valiosos. Este atlas nos
mostra, pela primeira vez, a extensão dessas áreas e destaca que devemos parar
de negligenciá-las se quisermos enfrentar as crises climáticas e naturais do
mundo e atendendo de forma sustentável à demanda global de
alimentos. A proteção, gestão e restauração dos mais ricos e variados ecossistemas
que compõem os biomas não florestais são fundamentais e sua relevância deve ser
refletida nas agendas de conservação global”, declarou Karina Berg, líder da
iniciativa global Grasslands and Savannahs, do WWF. O exemplo mais recente de esforços de conservação dos biomas não florestais é o
projeto CERES, iniciativa da União Europeia com as organizações WWF-Brasil,
WWF-Paraguai, WWF-Holanda e ISPN (Instituto Sociedade, População e Natureza, do Brasil).
Com quatro anos de duração e 5,5 milhões de euros de investimentos, ele visa
encontrar, testar e alavancar soluções inclusivas de conservação da paisagem no
Cerrado brasileiro que possam ser replicadas em outras savanas ao redor do
mundo.
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| As savanas estão entre as áreas não florestais mapeadas |
No segundo semestre de 2021, líderes governamentais participarão de conferências
anuais da ONU. Esta publicação vem a público no início agora da
Década das Nações Unidas para a Restauração de Ecossistemas, podendo ajudar a
orientar governos e organizações internacionais, ONGs e doadores na restauração,
proteção e melhor gestão dessas áreas, como um fator de desenvolvimento sustentável, criação do futuro da vida.  |
| Os Pampas gaúchos no sul da América do Sul estão entre as áreas não florestais destacadas no Atlas |
(Depois em seguida vamos postar mais alguma informação aqui na seção de comentários deste blog do movimento ecológico, científico e de cidadania, nesta edição do Folha Verde News, já estão postados dois vídeos, um deles, do WWF, sobre o valor do Cerrado (uma das áreas que estão entre as 54% sem proteção na Terra) um outro, do Greenpeace e Apib, dentro dos 12% de florestas que sobrevivem no planeta, a luta dos índios brasileiros para demarcar suas terras e garantir os seus direitos de cidadania e de vida)
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| A natureza dos Andes estão também neste mapa da vida |
Fontes: WWF - ONU - Coalizão Internacional de Terras- International Livestock Research Institure - União Internacional para a Conservação da Natureza - folhaverdenews.blogspot.com
"Atual demais ests postagem, antecipando informações que serão discutidas ao longo de 2021 e 2022, basta ver as fontes desta matéria, WWF - ONU - Coalizão Internacional de Terras, International Livestock Research Institure, União Internacional para a Conservação da Natureza, enfim um avanço deste blog Folha Verde News': comentário de Isabelle Fourton, francesa de nascimento e que vive no Tio de Janeiro, onde se dedica à arquitetura e artesanato com pedras. Agradecemos a sintonia e o apoio ao nosso movimento.
ResponderExcluirFaça como Isabelle Fourton, envie o seu conteúdo (texto, foto, vídeo, notícia, comentário, arte, pesquisa etc) para o e-mail do nosso editor - padinhafranca603@gmail.com - que mais tarde tam,bém nesta seção vamos divulgar seu material ou sua mensagem.
ResponderExcluirNo site do WWF Brasil você pode baixar na íntegra dados e mapas do atlas completo (conteúdo em inglês).
ResponderExcluir(O WWF é uma organização conservacionista independente, com mais de 35 milhões de apoiadores e uma rede global ativa por meio de lideranças locais em quase 100 países. Nossa missão é deter a degradação do meio ambiente natural do planeta e construir um futuro no qual as pessoas vivam em harmonia com a natureza, conservando a diversidade biológica mundial, garantindo que o uso de recursos naturais renováveis seja sustentável e promovendo a redução da poluição e consumo desnecessário. Visite www.panda.org/news para obter as últimas notícias e recursos de mídia e siga @WWF_media no Twitter).
"Boa parte das áreas não florestais estão ameaçadas pela escalada da conversão, especialmente para agropecuária. Mais uma vez, o Cerrado brasileiro é um exemplo: entre 1 e 27 de maio deste ano foram desmatadas 870 km² de vegetação nativa, um aumento de 142% em comparação aos 360 km² registrados no mesmo período em 2020. No acumulado do ano, foram destruídos 2.065km² entre 1 de janeiro e 27 de maio deste ano, contra 1.685km² no mesmo período do ano passado - um aumento de 22%. A aceleração da devastação também é evidente quando se considera o acumulado desde agosto - quando começa a contagem oficial da temporada de desmatamento no Brasil. De agosto até o fim de maio, o Cerrado teve 3.868 km² destruídos, um aumento de 30% em comparação ao mesmo período em 2020, quando foram desmatados 2.981km². Entre agosto de 2019 e julho de 2020 a destruição foi de cerca de 7,3 mil km², um aumento de 12,3% em relação ao mesmo período do ano anterior": comentário traduzido dos dados do Rangelands Atlas.
ResponderExcluir"Este Atlas mostra que nos últimos três séculos mais de 60% da vegetação nativa e florestas foram convertidas - uma área maior que a América do Norte - e uma área aproximadamente do tamanho da Austrália (7,45 milhões de km²) agora é usada para plantações. Essa mudança no uso da terra contribui para a crise climática e o atlas mostra que as áreas não florestais também sofrerão com o aquecimento global. Os efeitos drásticos ocorrem em uma área com o dobro do tamanho da Europa, com a natureza sendo perigosamente desestabilizada e a capacidade de produzir alimentos, combustível e fibras sendo reduzida. Os novos dados do Atlas podem ajudar os formuladores de políticas a gerenciar melhor esses biomas, com grandes benefícios para as pessoas, a natureza e o clima": comentário no texto do do Rangelands Atlas.
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