2 mil
pessoas já fugiram do Rio de Janeiro e o caos do planeta está riscando regiões
inteiras do mapa alerta o Climatempo: no Japão da Olimpíada o Tufão Nepertak poderá dar em breve o primeiro dos sinais das grandes inundações que afetarão mais de 1 milhão de brasileiros até 2030 pelo cálculo dos cientistas
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| No litoral ao norte do Rio de Janeiro 2 mil pessoas já perderam suas casas |
A pequena cidade que subitamente desaparece
engolida pelo mar no premiado o filme brasileiro Bacurau é ficção mas realmente
muitos lugares estão experimentando algo semelhante, ainda existem no mapa, mas na prática estão para submergir
debaixo d’água para sempre. Essa é a realidade também do distrito
de Atafona, na cidade de São João da
Barra, norte do Rio de Janeiro, ai o Oceano Atlântico já devorou 500
edificações, forçando a migração de 2 mil habitantes que já são refugiados. E
assim como no Rio, em Pernambuco ou em Santa Catarina o Brasil já dá sinal de
uma nova tragédia ambiental que se forma sem que haja informação da população e
gestão pública.
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| As projeções são ainda um estudo mas cientistas... |
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| ... já advertem que ainda não há soluções |
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| As mudanças do clima e do meio ambiente são detectadas por satélites como nesta imagem de hoje mas são ignoradas pela maioria dos políticos do país e do planeta |
No Oriente e no Ocidente da Terra este é mais um desafio que está na pauta dos
cientistas e nosso país já entrou também em foco. Na região fluminense e brasileira
de São João da Barra o problema não é apenas o aumento do nível do mar: Atafona
está na foz do rio Paraíba do Sul, e a construção de barragens a montante levou à diminuição de seu fluxo. Isso foi o que permitiu que o mar viesse a vencer facilmente a queda de braço com o rio,
adentrando ruas e casas. O antigo balneário não tem praias próprias para banho,
já que os destroços das construções submersas são hoje um grande perigo para
banhistas. Em Santos, no litoral paulista, o bairro da Ponta da Praia é
uma das regiões costeiras do Brasil que terão que ser evacuadas e a erosão na
costa já obrigou as autoridades a declarar emergência e buscar soluções. Desde
2018, sem que a mídia tenha dado destaque, começou um projeto piloto para a
colocação, com a ajuda de mergulhadores, de pesquisas, de geobags contendo mais de 300
toneladas de areia no total. Os primeiros resultados são promissores: não
apenas o mar parou de engolir o terreno, como a areia voltou a ser acumulada, há
uma esperança de que a tecnologia possa reverter o desaparecimento da
praia. Toda esta experiência santista também traz um recado sombrio: combater
a elevação do nível do mar exige investimentos volumosos e inovação tecnológica mas
também gestão ambiental dos governos contra as mudanças climáticas. E não é só
no Brasil, a maioria das regiões do mundo já precisam hoje ser capazes de inventar uma forma
de sobreviver a todo um aumento do mar para continuarem existindo.
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| Lugares icônicos como o Rio Tâmisa em Londres... |
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| ...ou regiões já precárias como Bangladesch... |
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| ...vários países ilhas no Oceano Pacífico... |
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| ...as mudanças climáticas ficam cada vez mais iminentes |
Honduras é um dos três
países mais vulneráveis do mundo ao aquecimento global,
e no município de Cedeño, com 7 mil habitantes, a igreja já está debaixo
d’água, assim como os hotéis e a maioria das casas. As mudanças climáticas são a principal causa do
agravamento da crise migratória hondurenha, com milhares de
famílias se lançando ao mar em embarcações precárias rumo aos Estados Unidos,
onde podem ser barrados e deportados. Como
a maioria das pessoas, a comunidade internacional também continua tratando a
crise migratória decorrente da elevação do nível do mar como um problema para o
futuro, deixando as vítimas do avanço das águas a ver navios. Os moradores de Kiribati sabem
bem o que isso significa. O pequeno país formado por ilhas no Oceano Pacífico é
o primeiro país a ver o sol nascer todos os dias e tragicamente está sendo
a primeira nação a perder a
batalha para o mar. A perspectiva de deixar terra e cultura para trás
desestabilizou o país politicamente, evidenciando que a migração forçada não é
a melhor solução para os países-ilha. E isso eleva a responsabilidade dos maiores poluidores do
mundo — o Brasil é o 6º — de zerar suas emissões de gases de efeito estufa. Os países mais poluidores não falham apenas em solucionar a mudança do clima e o
caos do ambiente que eles mesmos causaram, como também silenciam as principais
vítimas. José Langa, representante do Observatório Ambiental para as Mudanças
Climáticas (ObservA), protestou contra a ausência de Moçambique na Cúpula do Clima
promovida em abril pelo presidente americano Joe Biden. O país africano de
língua portuguesa é considerado
pela ONU o mais vulnerável às mudanças climáticas.
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| Não são somente os Países Baixos... |
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| ...a fúria do mar diante das mudanças do clima e desequilíbrios do meio ambiente estão por todo planeta |
Cidades grandes como Tokyo, Nova
Orleans, São Petersburgo, Veneza e todo o território dos Países Baixos são
exemplos de lugares extremamente vulneráveis à elevação do nível do mar.
Esses locais só não estão total ou parcialmente submersos hoje devido a
(caríssimas) soluções tecnológicas, que ainda precisam ser incrementadas para
dar conta da expectativa de elevação ainda maior nos próximos anos. Na
América do Sul, no Brasil também, há várias regiões litorâneas no mapa das
inundações, mas o pior é que não há gestão ambiental nem tecnologia. Porém, a tecnologia não resolve tudo, e Jacarta, capital da Indonésia, é prova
disso. A metrópole de 10 milhões de habitantes e que está a apenas 8 metros
acima do nível do mar afunda
rapidamente em águas poluídas e deve sumir até metade do século. O governo
do país apresentou há dois anos um plano para mudar a capital para a parte
indonésia da ilha do Bornéu, que também abriga a Malásia e Brunei. Segundo as
autoridades, o projeto custará 40 bilhões de dólares, e os primeiros moradores
devem mudar em 2024, mas as obras estão atrasadas devido à pandemia e a
dificuldades de financiamento. Em abril, o presidente Joko Widodo postou um vídeo com imagens do projeto da
nova cidade. Cientistas já estimam que, se concretizada, a mudança terá
impactos significativos na ilha, que abriga uma das florestas tropicais mais
importantes do mundo, comparável à Amazônia em biodiversidade. Não é uma
tragédia para aa semana que vem, pode demorar anos e até décadas, mas a
providências ambientais e climáticas precisam ser tomadas com urgência para atenuar
esta próxima tragédia que os cientistas ainda não descobriram como evitar.
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| Já se projeta uma arquitetura de palafitas para a crise das inundações em regiões litorâneas |
(Mais tarde, amanhã, mais alguns dados na seção de comentários deste blog ligado ao movimento ecológico, científico, da cidadania e da cultura da vida, nesta edição do Folha Verde News vamos postar também 2 vídeos, em um deles a NASA alerta para riscos de cidades costeiras também do Brasil e num outro a Jovem Pan inicia série sobre impactos causados pelas mudanças climáticas que já ocorrerão nesta década)
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| Urgente mudar o modo de viver na Terra para evitar o pior |
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| No mapa de riscos Moçambique é o que está mais ameaçado... |
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| ...além de Veneza, Tokyo, Nova Orleans e algumas cidades litorâneas da América do Sul logo mais podem ser submersas |
Fontes:
Climatempo - ONU - IPCC - ObservA
folhaverdenews.blogspot.com
As mudanças do clima e do meio ambiente são detectadas por satélites como nesta imagem de hoje (Goes, Nasa) mas são ignoradas pela maioria dos políticos do país e do planeta.
ResponderExcluirDepois amanhã vamos postar mais dados e comentários, venha conferir.
ResponderExcluirVocê pode postar sua opinião, se puder, envie o seu conteúdo (pesquisa, notícia, texto, foto, arte, vídeo etc) pro e-mail do editor deste blog (padinhafranca503@gmail.com) - Posteriormente vamos divulgar também o material recebido.
ResponderExcluir"Estas informações, aparentemente sensacionalistas ou então precipitadas, na realidade já preocupam os cientistas e os ecologistas, a solução demanda grandes investimentos e uma tecnologia que ainda não existe, além de uma gestão do meio ambiente que na prática também esta atrasada": comentário de Antônio de Pádua Silva Padinha, editor deste blog e do Podcast da Ecologia. (Poste aqui ou envie você também a sua visão destes fatos).
ResponderExcluir"Parece ficção de terror mas o pior é que é fato": comentário de Isabela de Morais Ribeiro, oceanógrafa, de Santos (SP) que tem acompanhado a situação da Ponta da Praia, citada nesta matéria, com base em informações do Climatempo.
ResponderExcluir"O frio extremo atinge o sul do Brasil enquanto, no Hemisfério Norte, vários países registram recordes de calor e de volume de chuvas. No Canadá, os termômetros na cidade de Lytton mediram 49,6ºC no fim de junho — marca que superou em 4,6ºC a temperatura mais alta registrada no país até então.
ResponderExcluirPoucas semanas depois, chuvas acima dos padrões inundaram cidades na Alemanha e na China. Os eventos extremos nos três países provocaram centenas de mortes. É mais fácil entender como as mudanças climáticas favorecem recordes de calor e de chuva. Intensificados nas últimas décadas, a queima de combustíveis fósseis (como o petróleo e o carvão) e o desmatamento ampliam a quantidade na atmosfera de gases causadores do chamado efeito estufa. Esses gases dificultam a dispersão do calor dos raios solares que atingem o planeta, o que tende a aumentar a temperatura no globo como um todo. As
temperaturas mais altas, por sua vez, aceleram a evaporação da água, o que facilita a ocorrência de temporais. Na Terra a temperatura já subiu cerca de 1,2ºC desde o início da era industrial, e as temperaturas devem continuar aumentando a menos que os governos ao redor do mundo tomem medidas para reduzir as emissões. Porém, o aumento das temperaturas médias não quer dizer que ondas de frio não continuarão a ocorrer — nem mesmo que elas não possam se intensificar em situações específicas. É o caso da massa polar que chega ao Brasil nesta semana": comentário na BBC News do geógrafo e climatologista Francisco Eliseu Aquino, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS).