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| Os índices de desmatamento estão ainda altos demais em especial em áreas de propriedade privada no Pará |
A reportagem de Duda Menagassi, do site OEco, revla que agora em 2020 o desmatamento amazônico foi de 649 quilômetros quadrados pelos dados do Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD), sendo que o monitoramento da situação coube ao Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Algo que torna esta fato mais agravante é que as queimadas somadas ao Coronavírus podem aumentar as chances de contaminação pela Covid-19 numa macrorregião já bastante afetada pela pandemia. Ao contrário do que anunciaram técnicos ambientais do Governo Federal, o desmatamento na Amazônia em maio não apenas não caiu como já é o segundo maior dos últimos 10 anos. Apenas neste mês, a Amazônia perdeu 649 km² de florestas. As informações estão em boletim oficial do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) e se referem a um monitoramento realizado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).
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| Arte do boletim do Imazon sobre os números do desmatamento no bioma ao longo desta década |
O desmatamento acumulado nos últimos dez meses é de 4.567 km², um aumento de 54% em relação ao período anterior. Fontes governamentais haviam divulgado no dia 9 de junho, que o desmatamento no mês de maio caiu ao mínimo comparado com anos anteriores e que isso seria um resultado da Operação Verde Brasil 2, coordenada pelas Forças Armadas, que atuou no mês de maio no combate ao desmatamento na Amazônia. A informação se referia a dados de que houve uma queda de 19% no desmatamento em geral quando comparado com o mês de maio de 2019, que registrou o infeliz recorde de 797 km² desmatados. Porém, para cientistas ambientais analisando a série histórica da última década concluíram que esse recuo de 19% não é um resultado para se comemorar porque Os 649 km² desmatados em maio deste ano só perdem, de fato, para os índices de 2019 mas ocupam o segundo lugar no ranking de maior desmatamento em 10 anos neste mês de maio, nesta década.
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| O desmatamento precisa ser contido no Pará, Amazonas, Mato Grosso e Rondônia onde ainda estão os maiores focos |
Entre os
estados da Amazônia, o Pará segue na liderança do desmatamento, sendo responsável por 40%
do total desmatado no período, com 257 km² de florestas derrubadas. Amazonas,
com 164 km² (25%), Mato Grosso com 123 km² (19%), Rondônia com 68 km² (10%),
Acre com 23 km² (4%) e Roraima com 13 km² (2%), completam o ranking. No estado
paraense, os dois municípios que mais desmataram são Altamira (97 km²) e São
Félix do Xingu (57 km²). Exatamente no território destes dois municípios é que estão também as áreas protegidas mais desmatadas: na Área de Proteção
Ambiental Triunfo do Xingu, onde foram desmatados 65 km² e na Terra Indígena Kayapó (na região habitada por Índios Isolados do Rio Fresco, Mebêngôkre
Kayapó, Mebêngôkre Kayapó Gorotire, Mebêngôkre Kayapó Kôkraimôrô e Mebêngôkre
Kayapó Kuben Kran Krên), onde foram desmatados 1,3 km². As duas áreas vítimas de maior desmate são pela lei pontos de preservação ambiental estão localizadas no sul do Pará e foram vítimas do desmatamento ilegal. Outros dados do SAD mostram que 60% do desmatamento
registrado no mês passado agora ocorreram em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse, 22% em
unidades de conservação, 17% em assentamentos e 1% em Terras Indígenas. O Ministério do Meio Ambiente foi procurado para se posicionar sobre esta situação contudo até hoje ainda não se manifestou.
(Confira depois mais detalhes ou análises na seção de comentários deste blog da ecologia e da cidadania, vamos postar hoje nesta webpágina dois vídeos que dimensionam este problema, um feito pela equipe de reportagem do SBT na região e outro pela TV Cultura, estimulando o debate e a solução do problema crônico que se relaciona agora também com a saúde da população que enfrenta lá um dos epicentros do Coronavírus)
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| Grilagem de terras, pecuária e soja são negócios que com desmates ilegais não se adequam à lei ambiental, contradizem o bom senso, desrespeitam a fiscalização e complicam também a questão sanitária |
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| O efeito das queimadas pode complicar mais a situação já muito grave da virose respiratória pela pandemia na Amazônia |
Fontes: OECO - SAD - IMAZON
folhaverdenews.blogspot.com





Depois mais tarde vamos postar aqui nesta seção debates e desdobramentos desta situação, aguarde e venha conferir depois mais informações neste tema de hoje aqui no blog da ecologia, baseado basicamente em publicação do site ambiental O Eco.
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