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sábado, 23 de maio de 2020

1920 GRIPE ESPANHOLA E 2020 CORONAVÍRUS: A HISTÓRIA DA CIÊNCIA NOS MOSTRA COMO SÃO AS PANDEMIAS E ALERTA QUE ELAS SEMPRE VOLTAM NUMA SEGUNDA ONDA QUANDO PARECEM TER SUMIDO


Cientista portuguesa pesquisou e escreveu livro que alerta que o ser humano repete os seus erros históricos também em relação a doenças: aqui no blog da gente um resumo da matéria do EcoDebate


Joana Freitas, escritora e arqueóloga de Portugal...


 ...fez pesquisa e escreveu livro comparando as duas pandemias alertando  também sobre a segunda onda que acontece em toda história das epidemias


A jornalista Jennifer da Silva na sua reportagem de alerta nos mostra que um dos exemplos mais recentes desta história das epidemias aconteceu no início do século 20 com a pneumônica, virose mais mais conhecida por gripe espanhola, que fez mais de  50 milhões de vítimas fatais, agora, começando o século 21, a história se repete com o Coronavírus. Ela entrevistou a arqueóloga portuguesa Joana Freitas que confirmou esta tendência destas doenças: ”O panorama de sermos alvo de novas ondas de uma mesma pandemia é algo muito real. Para exemplificar, durante a pneumônica o planeta foi atingido por três surtos separados da doença sendo que, em muitos locais, a segunda onda foi a mais letal”.

A pneumônica dizimou 50 milhões de pessoas e a memória...


 ...ficou em fotos na história das famílias e das epidemias

Apesar das lições da ciência e do tempo decorrido, a forma como a humanidade lida com as epidemias parece não se alterar subsistindo muitas vezes os mesmos erros cometidos no passado: “Infelizmente parece que aprendemos muito pouco com os erros. Há um exemplo específico que gosto de dar para compreendermos o que ocorre quando relaxamos as medidas sem estudo prévio ou sem escutar os cientistas há a possibilidade de uma segunda onda. Na época da pneumônica a Primeira Guerra estava para chegar ao fim, embora a própria doença tivesse sido também um fator contributivo. Nos Estados Unidos a cidade de São Francisco foi das primeiras a adotar medidas. No entanto, mal verificou uma diminuição de casos e de mortos passou ao outro extremo. Os cuidados foram completamente descuidados e em breve as máscaras foram atiradas aos montes para o lixo, até como símbolo de liberdade enquanto as população se juntava na rua e em cafés. Era uma comemoração em dose dupla, final da guerra e final da epidemia. Em poucas semanas as pessoas em vários países perceberam o erro que tinham cometido e viram o número de infecções e mortes aumentarem drasticamente”, explica Joana Freitas, que escreveu em Portugal um estudo com esse conteúdo.

O Coronavírus hoje 100 anos depois repete a história da...

...da Gripe Espanhola, mudaram cenários mas não a realidade


A história existe para ensinar, para alertar, para inspirar o futuro, para servir de guia quando algo semelhante ocorre. Infelizmente nem sempre é o que acontece, argumenta a autora: ”Hoje ou há cem anos ou mesmo mais atrás ainda no tempo o ser humano é resistente a mudanças e avanços. Mesmo cumprindo durante algum tempo as medidas de prevenção chega um momento em que é difícil continuar a aceitar tudo o que é proposto. As medidas de desconfinamento, quebrando a quarentena, o isolamento social, devem ser graduais e bem pensadas. Há lições que precisamos efetivamente aprender. O vírus continua a circular mesmo quando o número de casos diminui e não devemos deitar por terra todos os esforços feitos até então. Uma luz ao fundo do túnel é exatamente isso, apenas uma luz e não uma cura milagrosa que eliminará os perigos de um dia para o outro”.

A arqueóloga fez pesquisas de campo para...

 ...colher dados  locais que  comprovam sua tese e ...

...estão em seu livro destaque hoje no mundo


Segundo Joana Freitas há ainda outras possibilidades que devemos nos ligar: "além de métodos eficientes da medicina, como a criação de uma vacina, precisamos desenvolver formas mais saudáveis e sustentáveis de vida, também precisamos estar informados e preparados para a constante mutação do vírus. Uma nova onda pode ser mais agressiva e por isso mais letal. Infelizmente, a história da ciência não é muito respeitada  e assim, a população volta a sofrer até encontrarmos um tratamento e um meio de prevenção que sejam totalmente eficazes”.

Joana Freitas estabeleceu o mapa das pandemias na Terra


Para a arqueóloga portuguesa devemos esperar um período de abrandamento e observar o comportamento da Covid-19 na próxima estação: “Muitas vezes vai parecer que o Coronavírus está abrandando mas muito rapidamente pode tomar  proporções ainda maiores. No hemisfério norte temos de estar atentos até por um bom tempo, até à chegada do próximo inverno e observar desde cedo o comportamento e a evolução do número de casos. A segunda onda já não será algo inesperado se formos lúcidos e sendo, obrigatoriamente estaremos melhor preparados, sofreremos menos.  Todos, absolutamente todos numa sociedade temos o dever de ajudar a controlar este tipo de surtos, a começar pelos governos”, concluí a arqueóloga Joana Freitas, alertando sob a luz da história das pandemias na Terra. 
100 anos depois com mudanças na cena e nos figurinos...


 ...se repetem os mesmos desafios para a população e os médicos



(Confira na seção de comentários deste blog mais tarde outros dados, por exemplo, como começou a Gripe Espanhola no mundo e no Brasil, os dois vídeos postados aqui hoje mostram a história da pandemia de 1920 diante da que acontece agora em 2020, o Coronavírus que, por exemplo, em Singapura agora, quando parecia ter sido controlado, veio uma segunda onda mais intensa)


 Além da vacina mudanças de comportamento e uma nova forma de viver mais sustentável poderá livrar o ser humano deste ciclo de sofrimento


Fontes: EcoDebate - Reuters - BBC - Gazeta
                folhaverdenews.blogspot.com

5 comentários:

  1. Se o Coronavírus agora em 2020 começou na China em Wuhan, a Gripe Espanhola teve o seu começo nos Estados Unidos dois anos antes de 2019 no Kansas, espalhando o vírus nos campos de batalha da Europa na Primeira Guerra Mundial.

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  2. Outra informação sobre esta pandemia de 100 anos atrás, é que nos Brasil ela chegou em 2018, através de marinheiros que então aportaram no Rio de Janeiro, indo da guerra na Europa, logo depois, 100 marinheiros morriam pela infecção.

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  3. Confira depois mais informações e comentários em especial sobre o alerta da arqueóloga Joana Freitas (Portugal) de que as pandemias, quando parecem estar controladas, voltam com uma segunda onda mais intensa.

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  4. "A vacina é fundamental mas também essencial o ser humano mudar a sua forma de viver, para a sustentabilidade, respeitando a ecologia na sua atividade econômica, também, respeitando a história da ciência, como tão bem enfoca a cientista portuguesa em seus estudos geniais": comentário de Antônio de Pádua Silva Padinha, editor deste blog, repórter, autor e ecologista.

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  5. Você pode postar direto aqui a sua opinião, se preferir, envie o seu conteúdo pro e-mail deste blog navepad@bol.com.br e/ou texto, fotos, vídeos, notícias, pesquisas pro e-mail do nosso editor padinhafranca603@gmail.com que mais tarde, na edição desta seção, vamos divulgar todo o material.

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