terça-feira, 10 de julho de 2018

RETROCESSO AMBIENTAL NO BRASIL É ENFOCADO PELA REVISTA INTERNACIONAL DE CIENTISTAS NATURE CLIMATE CHANGE E REPERCUTE MUITO NO EXTERIOR


Barganhas políticas complicam a questão do meio ambiente no Brasil: a situação é criticada por pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro e por cientistas que em vários países lutam contra o aquecimento global, o desequilíbrio ambiental e o caos do clima a bem da recuperação da vida do nosso planeta



O desmatamento aumenta prejudicando o país e até o planeta



A gente recebeu esta informação através do produtor cultural Sérgio Bentes, que hoje nos enviou notícia do jornal Folha de São Paulo sobre este assunto: fomos então confirmar esta pauta e checamos fontes como o Correio Braziliense e o noticiário da agência Reuters, a seguir, resumimos aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News para você o principal deste debate de grande atualidade, repercutindo demais também no exterior. Ele é classificado como “retrocesso gradual”, sendo em suma a falta duma gestão sustentável do meio ambiente no Brasil. A crítica é baseada em pesquisas de seus estudiosos do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Os pesquisadores  analisaram a governança ambiental brasileira prometida para cumprir as metas do Acordo de Paris (tratado das Nações Unidas sobre a mudança do clima, que rege medidas para reduzir a emissão dióxido de carbono a partir de 2020, e lutar contra o aquecimento global). As conclusões estão sendo debatidas na revista internacional Nature Climate Change. Em resumo, as informações mostram que  a descontinuidade de políticas públicas prejudicam o cumprimento do tratado ambiental da própria ONU, enfim, as  “barganhas políticas” para uso do solo em nosso país causam mais prejuízos do que os que já vêm sendo sentidos aqui dentro do Brasil, sem ter uma gestão de verdade, este desgoverno ambiental já prejudica até o programa mundial de ecologia que está nas metas do Acordo do Clima, assumido por 195 países. 



Entre os aspectos apontados como fundamentais para o retrocesso estão a aprovação do novo Código Florestal, em 2012, e a pressão da bancada ruralista, desde 2016, para a aprovação de projetos, assinatura de medidas provisórias e a publicação de decretos ou mais recentemente a apresentação de projetos de lei a favor dos agrotóxicos e contra os alimentos orgânicos na Câmara dos Deputados. Intervenções governamentais diminuíram as exigências para o licenciamento ambiental, já suspenderam a demarcação de terras indígenas e facilitaram o benefício de grileiros em relação a recursos de áreas desmatadas ilegalmente. E o pior é qu, a continuar assim, as estimativas para 2025 são bem negativas e atrasam as metas do Acordo do Clima.  Até lá, caso não haja mudanças e avanços emn osso país, quem sabe com a eleição de outubro, haverá perdas anuais que chegarão até a  27 mil quilômetros quadrados de matas na Amazônia e 18 mil quilômetros quadrados no Cerrado, o que aumentará o acúmulo de gases de efeito estufa. Segundo os especialistas, isso pode comprometer a política de redução das emissões de CO2 que prescreve controle de desmatamento e promovida na última década, ou seja, o Brasil atrapalha ainda mais o cumprimento do acordo climático mundial da ONU, prejudicado pela retirada dos Estados Unidos, outro fator de preocupação, por conta dos compromissos de Donald Trump com a indústria do petróleo e os combustíveis fósseis, que financiaram a sua vitória nos States.


 Além deTrump o Brasil também visto como inimigo do ambiente e do clima


Alexandre Szklo, do Programa de Planejamento Energético da Coppe/UFRJ é um dos autores do artigo de seis pesquisadores na Nature Climate Change, explicando que o desmatamento atual não tem valor econômico, "ele tem mais justificativa política do que micro ou macro econômica, ou seja, não gera lucros, mas sim atende a outros interesses e isso complica as metas climáticas do acordo internacional"; se continuar a tendência dos últimos três anos, o Brasil não será capaz de atender todas as obrigações assumidas no Acordo do Clima. Isso não significa que o mundo não é capaz de reequilibrar o ambiente e ajudar o clima, mas que o Brasil não contribuirá com este objetivo que hoje tem importância planetária e é urgente, alerta em resumo Alenxadre Szklo. E mais, outros países teriam de assumir a parcela que o Brasil está deixando de cumprir: “Desmatar menos é mais barato do que usar tecnologias que sequer estão disponíveis no país”, pondera ainda Szklo.




(Confira a seguir na seção de comentários aqui do blog da gente outros detalhes sobre a desgovernança ambiental brasileira que prejudica a ecologia, a saúde da nossa população, o desenvolvimento sustentável e até o acordo mundial do clima e do ambiente da ONU)
 



Fontes: Nature Climate Change -  Correio Braziliense –Reuters
              folhaverdenews.blogspot.com

7 comentários:

  1. Temos mais informações nesta pauta de hoje, aguarde a nova edição desta seção de comentários, com mais detalhes e também mensagens.

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  2. Mande a sua informação ou mensagem pro e-mail da redação do nosso blog de ecologia e de cidadania que aí postamos aqui para você, mande então para navepad@netsite.com.br

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  3. Vídeos, material de informação, sugestão de pauta, noticias, você pode também enviar diretamente pro e-mail do nosso editor de conteúdo deste blog, mande para padinhafranca603@gmail.com

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  4. "Na prática, até 2025, este cenário representa a anulação dos ganhos alcançados desde 2005. Isso representa o pior cenário possível e deve ser entendido como uma desconstrução completa das políticas públicas, com impactos severos nas taxas de desmatamento, que poderiam retornar aos níveis pré-2005. O desmatamento está acima do que era esperado. A meta era chegar em 2020 com 3,8 quilômetros quadrados. No último ano, foram quase 7 mil. Em 2012, foram 4,8 mil. Os números mostram que avançamos um pouco mas depois regredimos. A situação atual é de instabilidade. Temos o vai-vem de políticas públicas, com dependência de quem será eleito e das intenções do Congresso, que continuará tendo uma alta presença ruralista”: comentário de Paulo Barreto, pesquisador do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon.

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  5. "A desgovernança ambiental brasileira, além do mais, prejudica as metas climáticas da ONU, que então os Presidenciáveis coloquem isso em pauta": comentário de Marina Gonçalves, de Santo André (SP), atriz de teatro e cinema.

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  6. "O Acordo de Paris foi aprovado em dezembro de 2015, durante a 21ª Conferência das Partes (COP21), pelos 195 países da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC). A intenção é reduzir emissões de gases de efeito estufa para manter o aumento da temperatura média global em menos de 2°C. O Brasil se comprometeu a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37% abaixo dos níveis de 2005, em 2025, com uma contribuição de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 43% abaixo dos níveis de 2005, em 2030. Para isso, o país prometeu a aumentar a participação de bioenergia sustentável na sua matriz energética para aproximadamente 18% até 2030, reflorestar 12 milhões de hectares de florestas e aumentar a participação em 45% de energias renováveis na composição da matriz energética em 2030. Isso é tudo o que não está acontecendo": comentário de Paulo Sérgio Santos, do Rio de Janeiro, que faz Direito na UFMG em Belo Horizonte.

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  7. "Não dá para explicar tanta falta de gestão e de governança ambiental, os cientistas criticam e o Governo apenas responde com uma nota oficial, a mídia não dá atenção nem às críticas e muito menos às explicações governamentais. Enfim, que a eleição de outubro seja um marco para mudar esse absurdo": comentário de Rubens Felício Ramos, de Vitória (ES), que nos manda material sobre os problemas ecológicos da sua região. A gente agradece e vamos sim divulgar, abraços e paz na luta aí.

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