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terça-feira, 31 de julho de 2018

ESTUDO APOIADO PELA FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ SE DESTACA EM "PLOS NEGLECTED TROPICAL DISEASES" QUESTIONANDO A TRADICIONAL DIVISÃO DOS PAÍSES APENAS PELO CRITÉRIO ECONÔMICO


Países desenvolvidos ou em desenvolvimento é hoje uma classificação já ultrapassada? Quais as nações que hoje se destacam em termos de desenvolvimento sustentável? Está na hora de mudar conceitos pelo menos quando se trata de saúde, ambiente, vida?

O conceito hoje é país inovador ou não


Levantamento do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), virou um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), sendo agora destaque na revista PLOS Neglected Tropical Diseases, uma das mais respeitadas publicações do mundo, também na área de doenças negligenciadas, apresentando um questionamento da divisão de países entre industrializados e em desenvolvimento ou subdesenvolvidos. E segundo esta pesquisa, o conceito de Países em Desenvolvimento Inovadores (IDCs), define melhor o grupo de nações com programas científicos de impacto, sendo uma alternativa à tradicional classificação de economistas e da mídia. Confira a seguir, que a informação que envolve os critérios de saúde, pesquisa científica e desenvolvimento sustentável, que se baseia num equilíbrio entre os fatores econômicos e os ecológicos, essenciais para que haja vida em nosso futuro.

Data limite da ONU para estas mudanças

A discussão acerca do papel dos IDCs no controle e prevenção de epidemias foi realizada com base nas redes de colaboração em pesquisa sobre zika e ebola. O papel central do Brasil, qualificado no estudo dentro do conceito de IDC, na rede de pesquisa em zika, se refletiu na liderança de instituições brasileiras nos trabalhos sobre a epidemia e na capacidade de controle do surto. Em contraste, os países africanos que não são definidos como inovadores e também afetados pela epidemia de ebola, participaram de maneira menos expressiva na rede de pesquisa sobre a doença e contaram predominantemente com especialistas estrangeiros para controlar a epidemia. Proposto pela primeira vez em 2005, o termo IDC desafia desde então o senso comum de que os países em desenvolvimento não têm capacidade de inovação. Originalmente, o conceito era definido a partir de uma classificação global dos países com maior número de patentes depositadas nos Estados Unidos. E neste novo trabalho, a proposta foi incluir o número de patentes depositadas internacionalmente. Desta forma, segundo os resultados da pesquisa, a lista atualizada de IDCs tem como primeiro lugar a China, ultrapassando hoje os Estados Unidos, Índia e Japão. O Brasil perdeu três posições no ranking e passa a ocupar agora só o 15º lugar.




Hora de mudar

A pesquisa examina, ainda, a contribuição dos IDCs em temas de interesse nacional. Para isso, os pesquisadores analisaram publicações científicas de autores afiliados a IDCs para mostrar que esses países investem acima da média mundial em pesquisa e desenvolvimento em Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs). “A capacidade de pesquisa e inovação que os IDCs já dispõem e suas significativas participações nas redes de produção de conhecimento poderão contribuir expressivamente para que a humanidade alcance mais rapidamente os objetivos do desenvolvimento sustentável”, afirma Carlos Morel um dos pesquisadores da Fiocruz que participou do estudo, também inovador. 

 Mudar pela saúde, pela ecologia, pela vida

“Nossa pesquisa mostra claramente um papel proeminente dos IDCs na inovação em saúde, pesquisa e desenvolvimento especialmente em doenças tropicais negligenciadas (DTNs) e em preparação, prevenção e controle de epidemias”, ressalta o pesquisador Carlos Morel. Ele explica que o conceito de IDCs, desde a sua criação, tem impacto positivo na análise de inovação dos países. Além disso, argumenta o pesquisador, ao levar em consideração a resposta das nações às epidemias de zika e ebola, mostra a importância de haver uma infraestrutura sólida na área de saúde pública e redes de colaboração em pesquisa para que haja uma resposta rápida e efetiva nos casos de crises, por exemplo, em casos de doenças. 

Este deveria ser o momento da virada para um desenvolvimento de verdade dos países

Em uma comparação entre três índices de inovação, os resultados se mostram diversos. Quando o índice considerado é o Bloomberg – um dos principais provedores mundiais de informação para o mercado financeiro – os três primeiros países do ranking são Coreia do Sul, Suécia e Alemanha. Já o índice global de inovação mostra nas primeiras colocações Suíça, Suécia e Holanda. De acordo com o índice desenvolvido pelos pesquisadores do INPI e Fiocruz, China, Japão e Estados Unidos são os líderes de inovação mundial.



Fontes: ecodebate.com.br - FioCruz - ONU
              folhaverdenews,blogspot.com


7 comentários:

  1. A pesquisa completa da FioCruz está disponível no link: http://journals.plos.org/plosntds/article?id=10.1371/journal.pntd.0006469.


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  2. Desenvolvimento Sustentável Amanhã - “Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades”. “Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos”. “Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos”. “Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis”. “Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles”. São desafiadores os objetivos que compõem a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU).

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  3. Para discutir o papel do Brasil e do setor Saúde no cumprimento deste compromisso global e avaliar as perspectivas nacionais e setoriais até 2030, a rede Brasil Saúde Amanhã já promoveu o seminário “Saúde, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável”.




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  4. Seminário Saúde, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável Agenda 2030 e o olhar estratégico para o futuro - O Brasil caminha a passos lentos para o cumprimento da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Ainda assim, o compromisso global representa oportunidade ímpar para discutir – e defender – a universalidade e a equidade de políticas sociais, dentre elas, o SUS. Essas são algumas das conclusões do seminário “Saúde, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável”, que reuniu pesquisadores da UFRJ, do INCRA e de diversas unidades e áreas estratégicas da Fiocruz, dentre eles três ex-presidentes da Fundação, em torno de quatro painéis temáticos: Desenvolvimento e Sustentabilidade; Saúde, Ambiente e Sustentabilidade; Desenvolvimento, Saúde e Proteção Social; e Perspectivas e Desafios da Agenda 2030.

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  5. Desenvolvimento sustentável: global e local, urbano e rural - Emprego pleno e trabalho decente para todos, como reflexo de um modelo de industrialização inclusivo e sustentável. Essas são apenas algumas das metas propostas pelos ODS, da ONU, para 2030. Elas foram abordadas durante o painel “Desenvolvimento e Sustentabilidade”, do seminário “Saúde, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável”, promovido pela rede Brasil Saúde Amanhã, na Fiocruz. As metas da ONU já completaram dois anos, lançando sobre o mundo o desafio de integrar os três pilares do desenvolvimento: social, econômico e ambiental.

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  6. "Vejo aqui na revista Exame que a Coreia do Sul é hoje o nº 1 no ranking de ideias. Alemanha, Suécia, Japão e Suíça completam a lista dos cinco países que encabeçam o Bloomberg Innovation Index de 2016, que classificou as economias usando fatores como os investimentos em pesquisa e desenvolvimento e a concentração de empresas de alta tecnologia": comentário de Geraldo de Castro, economista, que faz especialização na FGV em Sustentabilidade.



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  7. “Se um país é realmente inovador, mantendo-se todos os outros fatores, haverá uma tendência de maior aumento da produtividade, e isso caminha de mãos dadas com a elevação do padrão de vida com o tempo”: comentário de Jay Bryson, economista mundial da Wells Fargo Securities em Charlotte, na Carolina do Norte. “O bolo cresce para todos”.

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