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sábado, 28 de julho de 2018

A INVASÃO E A VENDA DE DADOS PESSOAIS DE INTERNAUTAS É VISTA COMO O PETRÓLEO DO SÉCULO 21 MAS A EUROPA AGORA JÁ TENTA CONTER ESTE TIPO DE CRIME

Já há novas regras para a proteção de dados destaca a Euronews em matéria com um ecologista que virou hoje um deputado pelos Verdes e pela Aliança Livre Europeia



Jan Albrecht: "Sou antes de tudo um internauta também"


 Nem todos os que entram na Internet são internautas


Jan Albrecht é o eurodeputado que antes se tornou conhecido pela luta do movimento ecológico e de cidadania por lá, onde hoje ele é também vicepresidente do Comitê Liberdade Civis, Justiça e Assuntos Internos na UE. Ele foi o primeiro parlamentar a assumir a responsabilidade de um projeto inovador a respeito da proteção de dados das pessoas que navegam na Internet. Agora em 2018 por causa desta lei já existem novas medidas para proteger os cidadãos europeus de crimes cibernéticos que estão entre os constantes na crônica policial da atualidade, mesmo porque a web ainda é um faroeste, cada um por si e todos correndo riscos de terem sua privacidade invadida ou seus dados cadastrais clonados ou comercializados a peso de ouro. Aqui no Brasil, políticos em geral estão mais ligados é na eleição nesse momento e não há a preocupação de se proteger internautas, embora só aumente a ilegalidade no mundo global das redes sociais. Então se cuide e comece a pressionar por uma nova realidade também neste setor que novo mas já foi invadido por velhos problemas como este que já explora até agora impunemente os dados pessoais no universo internáutico no webfaroeste brasileiro


Dados de empresas ou de pessoas podem ser uma fortuna ou uma fonte de riscos e até de crimes
As leis e os costumes mudam com a tecnologia


As Regras de Proteção de Dados Gerais (GDPR),  constituem a iniciativa mais importante em 20 anos na União Europeia, segundo o jornal francês Le Monde, analisando a lei criada pelo parlamentar verde Jan Albrecht. São definidas a forma como as grandes empresas recolhem, armazenam e utilizam dados pessoais. Dados pessoais como nomes, fotografias, e-mails e conteúdo publicado nas redes sociais, mailling de empresas, contratos, projetos, privacidade, buscando assim um limite a bem da liberdade de cada pessoa na realidade globalizada. Por exemplo, estão previstas multas para as empresas que não cumpram com as regras de proteção de dados. Até 4% dos lucros anuais da empresa, o que pode representar alguns milhões de euros para as grandes multinacionais, serão cobrados como pena de eventuais violações dos direitos individuais. Este tema foi debatido pela Euronews dentro do Global Conversation, questionando quais leis ou regras vão ser eficazes na proteção e benéficas no dia a dia para os cidadãos europeus que internetam. 


Um dos novos problemas da realidade virtual

 
"A prevenção é melhor do que a simples repressão": comentário sobre crimes na web feito pelo especialista Tiago Farina Matos, advogado, que fez um estudo sobre este problema, está na íntegra em ambitojuridico.com.br

 
Para um grande novo problema nova solução


A venda de dados pessoais é descrita como o petróleo do século XXI e já se paga muito dinheiro por este produto. O jovem parlamentar ecologista Jan Albrecht comentou que "não é muito correto colocar ao mesmo nível dados pessoais e o petróleo, porque há diferenças. Há alguma verdade nisso, claro. Enquanto o petróleo perde poder no nosso modelo industrial, acontece o contrário no setor da recolha de dados na Internet. Há muitas inovações baseadas na exploração de dados. Podem ser ou não dados pessoais. Caso o sejam, há um impacto sobre a vida das pessoas. E cabe a nós buscar uma proteção da liberdade e da vida do ser humano diante da tecnologia e da inteligência invasiva e criminosa de alguns poucos que entram na rede com outros objetivos, não estão a fim de informação nem de diversão e sim somente de exploração comercial de dados e de pessoas que nem se dão conta do risco que correm hoje".

A privacidade das pessoas pode ser invadida também


Jan Albrecht admite que há controvérsias nesse assunto e muitos têm opiniões diferentes da dele, havendo até quem queira menos legislação a repeito e liberdade total na web (tipo liberou geral): "Porém, por bom senso ou precaução, há quem queira mesmo mais legislação, leis protetoras dos internautas. A web é um setor superinteressante, a economia digital prospera, as tecnologias avançam, mas nem sempre os maus costumes mudam assim rapidamente e como é um universo aberto, isso pode significar vários riscos, maiores ainda para pessoas desarmadas. O que eu busquei de cara criar com a lei foi uma uniformização e regras comuns. Deixamos de ter 28 legislações diferentes sobre este tema. E criamos novas oportunidades, mais segurança para o uso de dados no futuro, isso é importante e devemos cuidar dos direitos de cada pessoa e da cidadania neste mundo em ebulição e mudanças". 

Não só no Facebook houve roubo de dados e invasões


(Confira na seção de comentários aqui no blog da ecologia e da cidadania mais informações e opiniões sobre esta pauta da hora para você que é direto usuário da Internet mesmo porque - atenção - roubo de dados pessoais bate record no Brasil segundo o site Convergência Digital e a pesquisa da  Serasian Exporian)

 A web é ainda um mundo selvagem em termos de proteção dos direitos individuais e de cidadania

Fontes: pt.euronews.com  
              folhaverdenews.blogspot.com

10 comentários:

  1. "De acordo com dados do Serasa, só em fevereiro deste ano, quase 150 mil fraudes na web foram registradas envolvendo furtos de identidade. Em caso de divulgação de dados, sem a autorização do proprietário, a lei brasileira prevê penalidades mas ainda assim está desatualizada, é preciso mudar e avançar as leis e os costumes lado a lado com a tecnologia": comentário de Rafael Mendes, advogado de São Paulo, que busca se especializar nesta área do direito contemporâneo.

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  2. "Roubo de dados pessoais bate recorde no Brasil, segundo dados divulgados pela Serasa Experian, neste mês, foram registradas 183.111 tentativas de fraude conhecida como roubo de identidade, em que dados pessoais são usados por criminosos para firmar negócios sob falsidade ideológica ou mesmo obter crédito com a intenção de não honrar os pagamentos. O número é um recorde histórico para o perído de um mês desde que o indicador foi criado, em 2010, e representa uma tentativa de fraude a cada 14,6 segundos no país. De acordo com economistas da Serasa Experian, o aumento das tentativas de fraudes mostra que os fraudadores voltaram à carga total em suas tentativas de fraudes envolvendo consumidores, buscando tirar o máximo de proveito financeiro em meio a um cenário de estagnação/recessão da economia e dos negócios": comentário no tema da nossa pauta de hoje no site Convergência Digital.

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  3. "A popularização da internet é um dos fatores que contribui para o aumento no número de tentativas de fraudes. O cadastramento em sites de e-commerce não idôneos, promoções falsas que exigem informações pessoais do usuário, além da solicitação de adesões para campanhas teoricamente sérias ou com apelo forte nas redes sociais são a porta de entrada para o fraudador conseguir os dados de suas próximas vítimas": comentário de Paulo Afonso Santos, do Rio de Janeiro, que pesquisa estas ocorrências "cada vez mais comuns hoje em dia".

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  4. "O setor de serviços – que inclui construtoras, imobiliárias, seguradoras e prestadores de serviços em geral (salões de beleza, pacotes turísticos etc.) – teve 50.366 registros, equivalente a 27,5% do total de uso ilegal de dados pessoais em 6 meses. No ano passado, este setor respondera por 32,0% das ocorrências. O setor bancário foi o terceiro do ranking com 40.092 tentativas, 21,9% do total. No mesmo mês de 2014, o setor respondeu por 19,8% dos casos. O segmento varejo teve 13.239 tentativas de fraude, registrando 7,2% das investidas contra o consumidor. O ranking de tentativas de fraude tende a invadir outros setores": Fonte - Serasa Experian




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  5. Euronews - "Pensemos então no internauta médio europeu. Utiliza o smartphone, o computador, usa e-mails, vai às redes sociais, publica conteúdo e vê páginas digitais. Até agora, como eram utilizados estes dados?" - Responde o especialista Jan Albrecht: - De forma algo caótica. Havia tantas formas diferentes de regular o uso de dados pessoais, de regular a informação dada aos clientes, e os direitos deles. Já havia regras, claro. Já havia regulamentações desde há muitos anos, mas que foram ignoradas no dia a dia, especialmente online. O passo mais importante, para os consumidores, é que tem de haver mais transparência. Por isso, se for usado um dado pessoal de consumidor, é preciso que ele saiba que está a ser usado e para quê. Se vou dá-lo a uma terceira parte. É importante porque sem transparência, a pessoa não pode exercer direitos fundamentais, como acesso aos dados ou apagar os dados. E é preciso algum trabalho para explicar o que se faz atualmente com dados pessoais recolhidos. Sabemos que o Facebook quer mudar as regras relativas aos dados pessoais. Não querem que os utilizadores fora da Europa não sejam abrangidos por estas novas regras europeias. O Facebook tem a sede europeia na Irlanda. Como se impede que as empresas tentem evitar estas novas regras?" - Jan Albrecht - "Pelo menos, na União Europeia não podem escapar as essas regras. E se o Facebook diz que não têm de obedecer às regras na Argentina porque o país não é abrangido pelas regras da União Europeia, isso significa que as novas regras são aplicáveis com consequências. Por isso, vão-se embora para outros países. Mas ficaria surpreendido se os internautas argentinos ou dos Estados Unidos ouvissem, da parte do Facebook "vamos proteger só a privacidade dos europeus". Não me parece que isso possa durar muito tempo sem ser mudado pela nova necessidade de proteção dos usuários da Internet".

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  6. Depois aqui nesta seção mais comentários, você pode participar, coloque aqui sua mensagem ou nos envie pro e-mail do blog que postaremos depois aqui para você, mande para navepad@netsite.com.br

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  7. Vídeos, fotos, material de informação, sugestão de pauta, envie diretamente pro e-mail do editor de conteúdo deste blog padinhafranca603@gmail.com

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  8. "Agora nesta época eleitoral, tenho visto muito spam e invasão da página de internautas em redes sociais por parte da campanha de políticos, isso na minha visão é também crime e precisa ser controlado para que se respeite a liberdade dos internautas": comentário de Ana Luiza Fontes, que atua como voluntária em ações e em duas associações de consumidores em Belo Horizonte (MG).

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  9. "A prevenção é melhor do que a simples repressão": comentário sobre crimes na web feito pelo especialista Tiago Farina Matos, advogado, que fez um estudo sobre isso e está em ambitojuridico.com.br

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  10. "O enfoque deste estudo está na interferência, muitas vezes negativas, que a Internet pode ter na privacidade das pessoas, principalmente no que concerne à coleta e comercialização de dados pessoais. Não será nosso objetivo traçar planos legislativos para o fim da violação à privacidade no meio virtual, muito menos com relação à normas penais que têm caráter repressivo. Advogamos a tese de que no caso da Internet a prevenção ainda é o melhor caminho": comentário que resume e introduz o estudo de Tiago Farina Matos, advogado, a íntegra está postada no site ambitojuridico.com.br

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