PODCAST

domingo, 10 de junho de 2018

BRASIL É UMA PIADA SEGUNDO O MOVIMENTO DOS HUMORISTAS QUE PEDEM LIBERDADE DE EXPRESSÃO TAMBÉM AGORA NA ÉPOCA DE ELEIÇÕES E SEMPRE (ESTADO DE DIREITO)


Na próxima semana uma sessão plenária do Supremo Tribunal Federal decidirá, definitivamente sobre proibição e limites da lei eleitoral a críticas e sátiras dos humoristas que prometem chumbo grosso na visita feita agora nesta semana ao STF em Brasília (já houve até uma manifestação de cidadania pela liberação) e Fábio Porchat foi ao ponto: "Não há humor sem liberdade"


Fábio Porchat, Bruno Mazzeo e Marcius Melhem indo à luta pela liberdade do humor 



Os humoristas Fábio Porchat, Bruno Mazzeo e Marcius Melhem se reuniram no STF (Supremo Tribunal Federal) com o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo sobre dispositivo da lei eleitoral que proibiu sátiras políticas a três meses das eleições. Esse trecho da lei chegou a ser suspenso em 2010 por decisão liminar (provisória) do STF depois também duma manifestação no Rio de Janeiro, reunindo mais de 300 cidadãos e cidadãs com uma reivindicação diferente: Humor Sem Censura.  Agora este caso voltará à pauta de julgamentos na próxima 4ª feira, 13, para ser analisado definitivamente. O dispositivo da lei em análise proíbe por exemplo as emissoras de TV de "usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação, ou produzir ou veicular programa com esse efeito", reza o artigo. Esta proibição teria sido um prato cheio para o jornal humorístico O Pasquim que na época ditatorial lutava com piadas, charges e matérias críticas a situação do país e também da falta de liberdade de expressão. Esta decisão do Supremo está sendo noticiada até pela Agência Brasil (EBC) que faz divulgação governamental, o que mostra que há uma tendência de liberação. O jornal O Povo do Ceará fez toda uma edição a favor da sátira política, entrevistando humoristas regionais ou conhecidos nacionalmente por sua atuação na grande mídia. Os sites Terra e o Infosaj também debatem esta questão, no mínimo, engraçada, ainda que dramática em pleno Século 21 e na vigência no Brasil de um eventual estado de direito. 


Direito de fazer humor político será decidido 4ª feira no STF




Esse ponto da lei abre brecha para levar à censura programas humorísticos de TV e críticas a candidatos como charges na imprensa ou em shows de teatro: "Acima de tudo, a grande batalha é pela liberdade de expressão. E depois também ressaltar a função crítica do humor de participar do debate público. A eleição é o assunto que a sociedade precisa receber informações e o humor também tem a função de levantar o debate público sobre aquelas pessoas e aquele momento político", argumentou Marcius Melhem, que foi protestar direto no STF lado a lado com Fábio Porchat e Bruno Mazzeo. Em tom de brincadeira, eles tomaram uma posição muito séria e coerente, a bem da própria liberdade de informação em nosso país, seja antes, durante ou depois das eleições e em todas as épocas do ano. "Afinal, sem humorismo a vida fica sem graça". comentou por aqui no blog do movimento ecológico, científico e de cidadania Folha Verde News, nosso editor, o ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha, também apoiando o "direito de rir".












"Ironizar não é ofender, é só questionar", fala o presidente da Associação Cearense Humor, Lailton Melo, o popular no nordeste Lailtinho Brega. Segundo o movimento dos humoristas, a união de todos agora é necessária já que, a ação a ser decidida nestes dias fere os princípios constitucionais da liberdade de expressão e do direito à informação. Ainda para o Lailtinho Brega, entrevistado pelo O Povo do Ceará, "quando se proíbe o humor em sátira política está se proibindo o desenvolvimento de uma cultura reflexiva e crítica".








(Confira mais detalhes e informações na seção de comentários do blog da gente, OK?)








Fontes: Agência Brasil - Terra - Infosaj - O Povo do Ceará
              folhaverdenews.blogspot.com 

8 comentários:

  1. "Tenho 30 anos de Humor no Ceará e nunca vi políticos em shows de humor, a maioria deles temem brincadeiras mais pesadas que possam causar a reflexão do povo. E quem não deve, não deveria temer", comentário de Lailtinho Brega, humorista muito popular no nordeste ao jornal O Povo do Ceará. Bem oportuno.



    ResponderExcluir
  2. "Para nós, o papel dos humoristas nessas eleições é o de levar informação e crítica à sociedade, sem poupar nenhum dos candidatos ou partidos. Chumbo grosso pra todo mundo": comentário de Fábio Porchat, em tom de brincadeira, na visita ao STF e diante do Ministro Alexandre de Moraes.

    ResponderExcluir
  3. "O processo está acirrado, tem um monte de candidatos e obviamente a gente vai brincar com todos eles. Mas os motivos são eles que dão": comentário de Marcius Melhem, um dos líderes do movimento pela liberdade do humor político e crítico no Brasil.


    ResponderExcluir
  4. "O humor tem o dever de "jogar luz" sobre o processo eleitoral. A gente sabe que a gente não tem poder algum de mudar nada, mas a gente tem um dever que é justamente, denunciar, chamar atenção, alertar, botar uma lente de aumento. O humor tem uma comunicação muito direta com o público, talvez das artes seja a que comunica mais diretamente": comentário de Bruno Mazzeo, outro líder dos humoristas, alertando sobre a decisão do STF nesta semana.


    ResponderExcluir
  5. "Em favor da sátira, humoristas cearenses criticam possível veto à piada contra políticos e todos eles em todo país se unem a coro por liberdade de manifestação. Humoristas foram ao STF conversar com o relator da proposta, ministro Alexandre de Moraes e riram bastante da saia justa": comentário sobre o movimento no jornal O Povo do Ceará.

    ResponderExcluir
  6. "Este pessoal do STF é definitivamente sem graça": comentário de Ivan Simões, comunicador e expert em informática, também se dedica a humor no Facebook.

    ResponderExcluir
  7. "Oi, quero recordar que em agosto de 2010 já havia um embrião desse movimento. Os organizadores pretendiam encaminhar ao Ministério da Cultura e ao Tribunal Superior Eleitoral um manifesto pedindo o fim da censura às piadas satíricas.
    Cerca de 300 pessoas participaram naquela tarde de domingo na orla de Copacabana, na zona sul carioca, da passeata Humor Sem Censura": comentário do jornalista Paulo Virgílio que estava então no Rio de Janeiro e testemunhou o que ele chama de "uma farra cabeça para mudar o país".

    ResponderExcluir
  8. "Vejo o humor como uma das formas mais inteligentes de comunicação e no caso do Brasil com liberdade os humoristas podem ser uma ferramenta em defesa da cidadania, da ética, creio que é muito melhor do que qualquer tipo de censura o bom senso": comentário de Fátima Juliani, de São Paulo, redatora de publicidade.

    ResponderExcluir

Translation

translation