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quarta-feira, 6 de junho de 2018

ATLAS DA VIOLÊNCIA 2018 CONSTATA QUE PELA 1ª VEZ NA HISTÓRIA O BRASIL PASSA A MARCA DE 30 ASSASSINATOS POR CADA 100 MIL HABITANTES


O estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública revela uma situação de grande violência





A gente recebeu por e-mail aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News matéria sobre este estudo, feita pela jornalista Rebeca Letieri para o Jornal do Brasil, edição impressa e online, resumindo pontos chaves deste documento do maior valor neste momento em que o Brasil precisa encontrar alternativas para mudar e avançar a sua realidade. O primeiro passo é conhecer os problemas brasileiros e entre eles o principal talvez seja o surto de violência que abala o país. Pela primeira vez na história o Brasil ultrapassou a marca de 30 assassinatos para cada 100 mil habitantes é um dos dados que mais nos alertam entre as informações levantadas. Em 2016, foram registrados no país 62.517 homicídios, o que equivale a 30,3 homicídios para cada 100 mil habitantes, um número 30 vezes maior que ocorre na Europa, por exemplo. Antes, por aqui, a maior taxa havia sido registrada em 2014, com 29,8 assassinatos por 100 mil brasileiros. Nos últimos 10 anos, 553 mil pessoas perderam a vida, vítimas da onda brasileira de violência, estes números equivalem a 153 mortes por dia: “O Brasil está entre os 14 países mais violentos do mundo. Seria o mesmo que dizer que cai um Boieng 737 lotado todos os dias no país”, exemplificou o coordenador do Ipea, Daniel Cerqueira. 




Vítima: jovem, negro, da periferia...- O perfil da principal vítima de homicídio no país é majoritariamente jovem, homem, negro e de baixa escolaridade. A taxa de jovens por 100 mil habitantes é de 65,5, com 33.590 assassinados em 2016, aumento de 7,4% em relação a 2015. Como retrato da desigualdade racial no país, o estudo mostra que, por ano, 71,5% das pessoas assassinadas são negras. No total, 324.967 mil jovens, entre 15 e 29 anos, foram vítimas de homicídio em 10 anos, uma média de 90 jovens assassinatos por dia. “Mais da metade (56,5%) da mortalidade de jovens até os 19 anos é consequência de homicídio”, comenta ainda Daniel Cerqueira: “Isso tem um custo imensurável do ponto de vista humano - há um buraco imenso nas famílias que perdem seus meninos - e do ponto de vista econômico representa uma perda de 2,3% do PIB a cada ano, o que gira em torno de R$ 240 bilhões". 



O estudo do Ipea, realizado com o apoio do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e de técnicos do Ministério da Saúde, reuniu uma equipe avançada de técnicos especializados, além do coordenador Daniel Cerqueira, Renato Sérgio de Lima, Samira Bueno, Luis Iván Valencia, Olaya Hanashiro. Pedro Henrique G. Machado e Adriana dos Santos Lima, com dados também de entidades internacionais e de pesquisas de universidades brasileiras. Um trabalho da maior importância para dimensionar os problemas e encontrar soluções sustentáveis para o surto atual de violência no Brasil. 





Nem crianças não escapam da onde de violência...- A garotada brasileira está entre as maiores vítimas de estupro. O estudo revela que 50,9% dos casos registrados em 2016 foram cometidos contra menores de 13 anos de idade. A maioria dos autores era conhecido da vítima (30,13%) e a casa, a cena do crime (78,6%). Pais e padrastos são 12% dos casos. Os dados de violência contra a mulher também não aliviam. As polícias brasileiras recolheram um total de 49.497 registros de estupros em 2016. É mais do que o dobro dos casos atendidos no Sistema Único de Saúde (22.918) no mesmo período. Este estudo agora ressalta que não é possível identificar com precisão as vítimas de feminicídio. O número teve um acréscimo de 15,3%, um total de 4.645 mortes em 2016. O estado com a maior taxa de agressões é Roraima, onde há 10 mortes por 100 mil mulheres. O racismo também engorda as estatísticas contra a mulher. A taxa de homicídios de negras é 71% maior do que a de brancas, um aumento de 15,4% contra queda de 8%, em dez anos. 


(Confira na seção de comentários deste nosso blog mais alguns dados extraídos do Atlas da Violência, um roteiro fundamental para o que precisa ser mudado para o Brasil avançar)





Fontes: ipea.gov.br - jb.com.br - Agência Brasil
              folhaverdenews.blogspot.com 

7 comentários:

  1. O Atlas de Violência 2018 é um roteiro também para os debates da eleição presidencial no país, que pode (ou não) vir a ser um marco para mudar e avançar esta realidade.

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  2. "Em 2016, a taxa de homicídios de negros foi 2,5 superior à de não negros (40,2% contra 16,0%). A desigualdade se confirma ainda mais quando analisada em dez anos. De 2006 a 2016, enquanto a taxa de homicídio de negros cresceu 23,1%, a taxa entre não negros teve redução de 6,8%": comentários da jornalista Rebeca Letieri em sua matéria no JB sobre este levantamento do Atlas 2018.

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  3. "Outro dado relevante é o número de mortes provocadas por armas de fogo: em 2016, esse número correspondeu a 71,1%. Cerca de 70% desses jovens (entre 15 e 29 anos) não têm nem o ensino fundamental completo, e são moradores das periferias das grandes cidades”: comentário de Daniel Cerqueira, coordenador do Atlas 2018.

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  4. "O caso de São Paulo ganhou destaque no relatório. O estado tem a menor taxa de homicídios por 100 mil habitantes, e a maior queda. Segundo o estudo, São Paulo segue em uma trajetória consistente de diminuição de taxas de homicídios iniciada em 2000, mas as razões para a queda ainda não são inteiramente compreendidas nem comprovadas": comentário na matéria sobre o Atlas da Violência 2018 feito em notícia da Agência Brasil.

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  5. Logo mais, em nova edição desta seção, mais comentários e outras informações sobre este problema de extrema gravidade no país: você pode por aqui a sua opinião ou notícia ou se preferir mande a sua mensagem pro e-mail da redação deste nosso blog, mande para navepad@netsite.com.br

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  6. Vídeos, fotos, sugestão de pauta ou outro material de informação você pode também enviar diretamente pro e-mail do nosso editor de conteúdo deste blog padinhafranca603@gmail.com

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  7. "A ilustração desta postagem aqui neste blog com charges inteligentes e expressivas valoriza a informação e atenua a tristeza disso tudo": comentário de Fernanda Garcia, de São Paulo, que fez Comunicação na Unesp de Bauru (SP): "O tráfico de drogas nessa cidade é exagerado demais".

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