O
estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em parceria
com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública revela uma situação de
grande violência
A gente recebeu por e-mail aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News matéria sobre este estudo, feita pela jornalista Rebeca Letieri para o Jornal do Brasil, edição
impressa e online, resumindo pontos chaves deste documento do maior
valor neste momento em que o Brasil precisa encontrar alternativas para
mudar e avançar a sua realidade. O primeiro passo é conhecer os
problemas brasileiros e entre eles o principal talvez seja o surto de
violência que abala o país. Pela
primeira vez na história o Brasil ultrapassou a marca de 30 assassinatos
para
cada 100 mil habitantes é um dos dados que mais nos alertam entre as
informações levantadas. Em 2016, foram registrados no país 62.517
homicídios, o que equivale
a 30,3 homicídios para cada 100 mil habitantes, um número 30 vezes maior
que ocorre na Europa, por exemplo. Antes, por aqui, a maior taxa havia
sido registrada em 2014, com
29,8 assassinatos por 100 mil brasileiros. Nos últimos 10 anos, 553 mil
pessoas perderam a vida, vítimas da onda brasileira de violência, estes
números equivalem a 153 mortes por dia: “O Brasil está entre os 14
países mais violentos do mundo. Seria o mesmo que dizer que cai um
Boieng 737
lotado todos os dias no país”, exemplificou o coordenador do Ipea,
Daniel
Cerqueira.
Vítima: jovem, negro, da periferia...- O perfil
da principal vítima de homicídio no país é majoritariamente jovem, homem, negro e de
baixa escolaridade. A taxa de jovens por 100 mil habitantes é de 65,5, com
33.590 assassinados em 2016, aumento de 7,4% em relação a 2015. Como retrato da
desigualdade racial no país, o estudo mostra que, por ano, 71,5% das pessoas
assassinadas são negras. No total, 324.967 mil jovens, entre 15 e 29 anos,
foram vítimas de homicídio em 10 anos, uma média de 90 jovens
assassinatos por dia. “Mais da metade (56,5%) da mortalidade de jovens até os
19 anos é consequência de homicídio”, comenta ainda Daniel Cerqueira: “Isso tem um custo
imensurável do ponto de vista humano - há um buraco imenso nas famílias que
perdem seus meninos - e do ponto de vista econômico representa uma perda de
2,3% do PIB a cada ano, o que gira em torno de R$ 240 bilhões".
O
estudo do Ipea, realizado com o apoio do Fórum Brasileiro de Segurança
Pública e de técnicos do Ministério da Saúde, reuniu uma equipe avançada
de técnicos especializados, além do coordenador Daniel Cerqueira,
Renato Sérgio de Lima, Samira Bueno, Luis Iván Valencia, Olaya
Hanashiro. Pedro Henrique G. Machado e Adriana dos Santos Lima, com
dados também de entidades internacionais e de pesquisas de universidades
brasileiras. Um trabalho da maior importância para dimensionar os
problemas e encontrar soluções sustentáveis para o surto atual de
violência no Brasil.
Nem crianças não escapam da onde de violência...- A garotada brasileira está entre as maiores vítimas
de estupro. O estudo revela que 50,9% dos casos registrados em 2016 foram
cometidos contra menores de 13 anos de idade. A maioria dos autores era
conhecido da vítima (30,13%) e a casa, a cena do crime (78,6%). Pais e
padrastos são 12% dos casos. Os dados
de violência contra a mulher também não aliviam. As polícias brasileiras recolheram um
total de 49.497 registros de estupros em 2016. É mais do que o dobro dos casos
atendidos no Sistema Único de Saúde (22.918) no mesmo período. Este estudo agora ressalta que não é possível identificar com precisão as vítimas de feminicídio.
O número teve um acréscimo de 15,3%, um total de 4.645 mortes em 2016. O estado
com a maior taxa de agressões é Roraima, onde há 10 mortes por 100 mil mulheres. O racismo
também engorda as estatísticas contra a mulher. A taxa de homicídios de negras
é 71% maior do que a de brancas, um aumento de 15,4% contra queda de 8%, em
dez anos.
(Confira na seção de comentários
deste nosso blog mais alguns dados extraídos do Atlas da Violência, um
roteiro fundamental para o que precisa ser mudado para o Brasil avançar)
Fontes: ipea.gov.br - jb.com.br - Agência Brasil
folhaverdenews.blogspot.com










O Atlas de Violência 2018 é um roteiro também para os debates da eleição presidencial no país, que pode (ou não) vir a ser um marco para mudar e avançar esta realidade.
ResponderExcluir"Em 2016, a taxa de homicídios de negros foi 2,5 superior à de não negros (40,2% contra 16,0%). A desigualdade se confirma ainda mais quando analisada em dez anos. De 2006 a 2016, enquanto a taxa de homicídio de negros cresceu 23,1%, a taxa entre não negros teve redução de 6,8%": comentários da jornalista Rebeca Letieri em sua matéria no JB sobre este levantamento do Atlas 2018.
ResponderExcluir"Outro dado relevante é o número de mortes provocadas por armas de fogo: em 2016, esse número correspondeu a 71,1%. Cerca de 70% desses jovens (entre 15 e 29 anos) não têm nem o ensino fundamental completo, e são moradores das periferias das grandes cidades”: comentário de Daniel Cerqueira, coordenador do Atlas 2018.
ResponderExcluir"O caso de São Paulo ganhou destaque no relatório. O estado tem a menor taxa de homicídios por 100 mil habitantes, e a maior queda. Segundo o estudo, São Paulo segue em uma trajetória consistente de diminuição de taxas de homicídios iniciada em 2000, mas as razões para a queda ainda não são inteiramente compreendidas nem comprovadas": comentário na matéria sobre o Atlas da Violência 2018 feito em notícia da Agência Brasil.
ResponderExcluirLogo mais, em nova edição desta seção, mais comentários e outras informações sobre este problema de extrema gravidade no país: você pode por aqui a sua opinião ou notícia ou se preferir mande a sua mensagem pro e-mail da redação deste nosso blog, mande para navepad@netsite.com.br
ResponderExcluirVídeos, fotos, sugestão de pauta ou outro material de informação você pode também enviar diretamente pro e-mail do nosso editor de conteúdo deste blog padinhafranca603@gmail.com
ResponderExcluir"A ilustração desta postagem aqui neste blog com charges inteligentes e expressivas valoriza a informação e atenua a tristeza disso tudo": comentário de Fernanda Garcia, de São Paulo, que fez Comunicação na Unesp de Bauru (SP): "O tráfico de drogas nessa cidade é exagerado demais".
ResponderExcluir