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quarta-feira, 16 de maio de 2018

UMA OVERDOSE DE SMARTPHONES GERA INICIATIVA DO GOOGLE EM BUSCA DE MUDANÇAS DE COMPORTAMENTO NA ATUALIDADE DAQUI E DE TODO LUGAR

Consumismo ou excesso e uso até abusivo de Smartphones questiona o bem estar digital: pode ser mais uma razão para um desequilíbrio humano e socioambiental de acordo com livro de médico neurocirurgião no Japão (confira em comentários)
 

O excesso de tecnologia está nos afastando da natureza?



"Acho que já sei a resposta, é um vício, simples assim. Além de um consumismo extremo, às avessas, indiferente à crise econômica ou ao desemprego e à falta de perspectiva. O excesso de apego ao Smartphone me deixa claro o quadro não um julgamento e sim uma possibilidade de se pensar melhor sobre a nossa realidade agora", comentou a jornalista Amelia Gonzales, colunista histórica do jornal O Globo no site G1.Ela mesmo nos informa que no The Guardian o vício dos celulares e similares já foi detectado até pelo Google, que agora está se propondo a criar uma alternativa para ir na contramão desta tendência que pode vir a ser um comportamento com alguns pontos negativos para os consumidores e para a pessoa, como ser humano. Com o objetivo de melhorar  o que chama de nosso bem estar digital, o site de pesquisa está lançando uma série de recursos, entre eles também um aplicativo que funcionará como uma espécie de painel, informando rapidamente como e com que frequência a pessoa tem usado o telefone celular no dia a dia: "Este dispositivo permitirá que qualquer pessoa possa definir limites de tempo por meio de um cronômetro de aplicativos e avise iu seja avisada quando estiver usando um Smartphone por um tempo que seja excessivo ou prejudicial", argumenta por sua vez o jornalista Matt Haig em matéria no jornal britânico The Guardian. Na Europa como por aqui no Brasil, em todo o lugar do mundo praticamente, a overdose digital já começa a ser questionada entre os psicólogos e os sociólogos, levando especialistas em qualidade de vida a criticarem a realidade atual, carente de mudanças no dia a dia, para reduzir a violência ou a solidão e para ampliar o potencial de felicidade das pessoas hoje em dia, através da comunicação pessoal e não somente virtual, online. Essa questão parece ser uma antecipação dum problema do futuro, porém, até nas pequenas cidades do interior e até no meio rural a tecnologia já prevalece sobre as relações humanas.



No Japão médico Ayumi Okumura escreve livro sobre este problema

 
 
O jornalista Matt Haig (The Guardian) questiona até que ponto se pode apostar na eficácia de uma medida que acaba por usar mais tecnologia para combater o abuso tecnológico. E completa seu raciocínio crítico da realidade:  "É irônico uma empresa que alimenta nosso vício em tecnologia nos dizer que ela é a chave para nos livrar desta escravidão, me parece que Isso funciona como um bom programa de marketing  e antecipa qualquer crítica futura à irresponsabilidade corporativa". É mais um lado desta questão contemporânea. De toda e qualquer forma,muita gente por aqui em nosso país critica que consumidores estejam hoje em dia gastando mais com tecnologia do que com alimentação ou investimentos em saúde.
Um estudo publicado há dois anos pelo Centro de Pesquisas Pew pode explicar bem a complexidade dessa era da interconexão à custa da tecnologia. Não é a última informação, mas vale a pena ser considerada, todo mundo precisa começar a refletir sobre a tendência deste comportamento atual. O estudo, conduzido em 40 países, entrevistou  exatas 45.435 pessoas e concluiu que houve um aumento, considerado notável pelos pesquisadores, na porcentagem de pessoas em países emergentes que dizem estar conectadas e ter um Smartphone e dedicar cada vez mais horas e recursos à comunicação online. A cultura virtual já está concorrendo com a realidade da vida? 
 
Smartphones mudam cenário e hábitos no dia a dia da massa

Em 2013, uma média de 45% de pessoas de 21 países emergentes e em desenvolvimento relataram usar a Internet pelo menos ocasionalmente, ou de possuir um smartphone. Em 2015, esse número subiu para 54%, com grande parte desse aumento detectando grandes mudanças no dia a dia da população em economias emergentes, como na Malásia ou no Brasil e na China. Uma média de 87% agora hoje em dia usam a Internet em 11 economias avançadas, incluindo Estados Unidos e Canadá, maioria nas grandes nações da Europa Ocidental e nos países do Pacífico desenvolvidos (Austrália, Japão e Coreia do Sul) e também em Israel. Isto é, a tendência é a de aumentar a overdose digital por aqui também já que o que acontece no 1º Mundo acaba por rolar também por aqui, dentro da sociedade globalizada de consumo. 
 
 

No 1º Mundo e por aqui também overdose digital

Uma outra conclusão deste estudo do Centro de Pesquisas Pew é bastante expressivo da nossa realidade por aqui também no Brasil agora: se refere ao uso que as pessoas fazem dos dispositivos e a conclusão é direta: usuários da Internet em países emergentes estão mais frequentemente usando as redes sociais em comparação com os o que acontece hoje nos States e na Europa, Os maiores seguidores de redes sociais atualmente estão no Oriente Médio (86%), na América Latina (82%) e na África (76%). Nos Estados Unidos este percentual é de 71% e em seis países europeus gira em torno de 65%.
 

Na China overdose digital vira arte

(Confira na seção de comentários deste nosso blog da ecologia e da cidadania mais alguns detalhes desta discussão, que envolve consumo e comportamento no dia a dia da gente)

Site DW na Alemanha também questiona overdose de tecnologia

Fontes: The Guardian – G1 – Jornal O Globo - portalmie.com - DW
               folhaverdenews.blogspot.com

7 comentários:

  1. Japão: aumento da ‘demência do smartphone’ é tema do livro que vamos detalhar depois aqui nesta seção de comentários, livro foi escrito, relatando experiências do médico neurocirurgião Ayumi Kumura.


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  2. “O vício em smartphones está criando uma geração de crianças doentes e infelizes”, resume matéria no site da Alemanha DW e no mesmo tema, outra matéria no Diario do Centro do Mundo, de Portugal. Em pauta no posta de hoje neste blog da gente e aqui também na seção de comentários. Aguarde nossa edição das mensagens e comentários, venha conferir depois, aqui.

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  3. “O vício em smartphones está criando uma geração de crianças doentes e infelizes”: comentário de Alexander Markowetz, autor do livro Digitaler Burnout (“Burnout digital”) e professor assistente no Departamento de Ciências da Computação na Universidade de Bonn.



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  4. "O Diário do Centro do Mundo fez uma matéria especial neste tema que vocês estão enfocando neste blog. Voc~es ´podfem, conferir em:
    https://www.diariodocentrodomundo.com.br/wp-content/themes/worldwide-v1-01/images/icon_facebook_compartilhar.png
    A reportagem foi também publiocada nop site alemão DW": comentário de Alberto José Dinis, de Lisboa (Portugal). Uma honra para nossa luta aqui na web.

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  5. "De manhã à noite, muitos passam o dia acompanhados por seus smartphones. Isso pode ser prejudicial? Sim, diz Alexander Markowetz, autor do livro Digitaler Burnout (“Burnout digital”) e professor assistente no Departamento de Ciências da Computação na Universidade de Bonn. Ele apela para que a sociedade adote uma nova relação com o telefone celular para proteger as gerações futuras. A começar da escola, passando pela família e amigos, e indo até as grandes empresas": este é um resumo da matéria que nos enviou por um link desde Portugal Alberto José Diniz, a quem agradecemos, paz aí.

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  6. "Parece haver uma simbiose, uma relação quase romântica entre os usuários e o telefone celular. Ele os acompanha durante todo o dia, lembra de datas importantes, cuida da alimentação e do exercício. Na cama, à noite, o último clique do dia é no celular. Quão prejudicial pode ser esse comportamento? - O smartphone possui muitas funções que tornam nossa vida melhor. Sem minha agenda eletrônica pessoal, eu estaria totalmente perdido. Só precisamos aprender a lidar com o aparelho. Passamos sete minutos por dia telefonando e duas horas e meia interagindo com o celular. Isso dá uma média de 55 inicializações diárias, ou seja: ligar, logar e digitar. Cerca de 10% das pessoas fazem isso mais de 90 vezes por dia. Mas o nosso dia não pode ter tantas grandes escolhas assim, envolvendo esse longo processo racional. Portanto trata-se de pequenos automatismos inconscientes. É provável que só controlemos conscientemente 10% do nosso comportamento com o celular. Portanto, de oito horas ativas por dia, ele ocupa um terço. É ruim gastar duas horas e meia com esse tipo de diversão, jogando tempo fora. O problema não são as duas horas e meia, mas o número de interrupções: a cada 18 minutos faço alguma coisa no celular. Interrupções podem vir também de outros meios de comunicação, como chamadas telefônicas, mensagem de texto ou a TV. Em suma, nós nos interrompemos constantemente com um sistema multitarefa autoimposto, vivenciamos uma fragmentação do nosso dia. Nós, seres humanos, ainda não fomos criados para a multitarefa, e dirigimos alternadamente a nossa consciência a diferentes atividades. Quando surge o tédio, mudamos de ocupação. Com o tempo, isso causa estresse. Nós perdemos produtividade e sentimento de satisfação, pois não conseguimos entrar num fluxo de trabalho. E muitos de nós se afastam da natureza e até da realidade da vida": comentário da matéria nesta pauta no site DW (Deutsche Welle).

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  7. "Uso o Smart mas também jogo bola, procuro andar em matas que ainda existem (poucas) na minha região, namoro e tento conversar com as pessoas, que quase sempre estão ao celular o tempo todo": comentário de Rafael Mattos, de Belo Horizonte (BH, Minas Gerais), produtor cultural.

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