Consumismo ou excesso e uso até abusivo de Smartphones questiona o bem estar digital: pode
ser mais uma razão para um desequilíbrio humano e socioambiental de
acordo com livro de médico neurocirurgião no Japão (confira em comentários)
"Acho
que já sei a resposta, é um vício, simples
assim. Além de um consumismo extremo, às avessas, indiferente à crise
econômica ou ao desemprego e à falta de perspectiva. O excesso de apego
ao Smartphone me deixa claro o quadro não um julgamento e sim uma
possibilidade de se pensar melhor sobre a nossa realidade agora",
comentou a jornalista Amelia Gonzales, colunista histórica do jornal O Globo no site G1.Ela mesmo nos informa que no The Guardian o vício dos celulares e similares já foi detectado até pelo Google,
que agora está se propondo a criar uma alternativa para ir na contramão
desta tendência que pode vir a ser um comportamento com alguns pontos
negativos para os consumidores e para a pessoa, como ser humano. Com o
objetivo de melhorar o que chama de nosso bem estar digital, o
site de pesquisa está lançando uma série de recursos, entre eles também
um aplicativo que
funcionará como uma espécie de painel, informando rapidamente como e com
que
frequência a pessoa tem usado o telefone celular no dia a dia: "Este
dispositivo permitirá que qualquer pessoa possa definir limites de tempo
por meio de um cronômetro de
aplicativos e avise iu seja avisada quando estiver usando um Smartphone
por um tempo que seja excessivo ou prejudicial", argumenta por sua vez o
jornalista Matt Haig em matéria no jornal britânico The Guardian. Na Europa como por aqui no
Brasil, em todo o lugar do mundo praticamente, a overdose digital já
começa a ser questionada entre os psicólogos e os sociólogos, levando
especialistas em qualidade de vida a criticarem a realidade atual,
carente de mudanças no dia a dia, para reduzir a violência ou a solidão e
para ampliar o potencial de felicidade das pessoas hoje em dia, através
da comunicação pessoal e não somente virtual, online.
Essa questão parece ser uma antecipação dum problema do futuro, porém,
até nas pequenas cidades do interior e até no meio rural a tecnologia já
prevalece sobre as relações humanas.
O jornalista Matt Haig (The Guardian) questiona até que ponto se pode apostar na eficácia de uma medida que acaba por usar
mais tecnologia para combater o abuso tecnológico. E completa seu raciocínio crítico da realidade: "É
irônico uma empresa que alimenta nosso vício em tecnologia nos dizer que ela é
a chave para nos livrar desta escravidão, me parece que Isso funciona como um bom programa de
marketing e
antecipa qualquer crítica futura à
irresponsabilidade corporativa". É mais um lado desta questão
contemporânea. De
toda e qualquer forma,muita gente por aqui em nosso país critica que
consumidores estejam hoje em dia gastando mais com tecnologia do que com
alimentação ou investimentos em saúde.
Um estudo publicado há dois anos pelo Centro de Pesquisas Pew pode
explicar bem a complexidade dessa era da
interconexão à custa da tecnologia. Não é a última informação, mas vale a
pena ser considerada, todo mundo precisa começar a refletir sobre a
tendência deste comportamento atual. O estudo,
conduzido em 40 países, entrevistou exatas 45.435 pessoas e concluiu
que houve um
aumento, considerado notável pelos pesquisadores, na porcentagem de
pessoas
em países emergentes que dizem estar conectadas e ter um Smartphone e
dedicar cada vez mais horas e recursos à comunicação online. A cultura
virtual já está concorrendo com a realidade da vida?
Em
2013,
uma média de 45% de pessoas de 21 países emergentes e em desenvolvimento
relataram usar a Internet pelo menos ocasionalmente, ou de possuir um
smartphone.
Em 2015, esse número subiu para 54%, com grande parte desse aumento
detectando
grandes mudanças no dia a dia da população em economias emergentes, como
na Malásia ou no Brasil e na China. Uma
média de 87% agora hoje em dia usam a Internet em 11 economias
avançadas,
incluindo Estados Unidos e Canadá, maioria nas grandes nações da Europa
Ocidental e nos países do Pacífico
desenvolvidos (Austrália, Japão e Coreia do Sul) e também em Israel.
Isto é, a tendência é a de aumentar a overdose digital por aqui também
já que o que acontece no 1º Mundo acaba por rolar também por aqui,
dentro da sociedade globalizada de consumo.
Uma outra conclusão deste estudo do Centro de Pesquisas Pew é bastante expressivo da nossa realidade por aqui também no Brasil agora: se refere ao
uso que as pessoas fazem dos dispositivos e a conclusão é direta: usuários da Internet em
países emergentes estão mais frequentemente usando as redes sociais em comparação
com os o que acontece hoje nos States e na Europa, Os maiores seguidores de redes sociais atualmente estão no
Oriente Médio (86%), na América Latina (82%) e na África (76%). Nos Estados
Unidos este percentual é de 71% e em seis países europeus gira em torno de 65%.
(Confira na seção de comentários deste
nosso blog da ecologia e da cidadania mais alguns detalhes desta
discussão, que envolve consumo e comportamento no dia a dia da gente)
Fontes: The
Guardian – G1 – Jornal O Globo - portalmie.com - DW
folhaverdenews.blogspot.com






Japão: aumento da ‘demência do smartphone’ é tema do livro que vamos detalhar depois aqui nesta seção de comentários, livro foi escrito, relatando experiências do médico neurocirurgião Ayumi Kumura.
ResponderExcluir“O vício em smartphones está criando uma geração de crianças doentes e infelizes”, resume matéria no site da Alemanha DW e no mesmo tema, outra matéria no Diario do Centro do Mundo, de Portugal. Em pauta no posta de hoje neste blog da gente e aqui também na seção de comentários. Aguarde nossa edição das mensagens e comentários, venha conferir depois, aqui.
ResponderExcluir“O vício em smartphones está criando uma geração de crianças doentes e infelizes”: comentário de Alexander Markowetz, autor do livro Digitaler Burnout (“Burnout digital”) e professor assistente no Departamento de Ciências da Computação na Universidade de Bonn.
ResponderExcluir"O Diário do Centro do Mundo fez uma matéria especial neste tema que vocês estão enfocando neste blog. Voc~es ´podfem, conferir em:
ResponderExcluirhttps://www.diariodocentrodomundo.com.br/wp-content/themes/worldwide-v1-01/images/icon_facebook_compartilhar.png
A reportagem foi também publiocada nop site alemão DW": comentário de Alberto José Dinis, de Lisboa (Portugal). Uma honra para nossa luta aqui na web.
"De manhã à noite, muitos passam o dia acompanhados por seus smartphones. Isso pode ser prejudicial? Sim, diz Alexander Markowetz, autor do livro Digitaler Burnout (“Burnout digital”) e professor assistente no Departamento de Ciências da Computação na Universidade de Bonn. Ele apela para que a sociedade adote uma nova relação com o telefone celular para proteger as gerações futuras. A começar da escola, passando pela família e amigos, e indo até as grandes empresas": este é um resumo da matéria que nos enviou por um link desde Portugal Alberto José Diniz, a quem agradecemos, paz aí.
ResponderExcluir"Parece haver uma simbiose, uma relação quase romântica entre os usuários e o telefone celular. Ele os acompanha durante todo o dia, lembra de datas importantes, cuida da alimentação e do exercício. Na cama, à noite, o último clique do dia é no celular. Quão prejudicial pode ser esse comportamento? - O smartphone possui muitas funções que tornam nossa vida melhor. Sem minha agenda eletrônica pessoal, eu estaria totalmente perdido. Só precisamos aprender a lidar com o aparelho. Passamos sete minutos por dia telefonando e duas horas e meia interagindo com o celular. Isso dá uma média de 55 inicializações diárias, ou seja: ligar, logar e digitar. Cerca de 10% das pessoas fazem isso mais de 90 vezes por dia. Mas o nosso dia não pode ter tantas grandes escolhas assim, envolvendo esse longo processo racional. Portanto trata-se de pequenos automatismos inconscientes. É provável que só controlemos conscientemente 10% do nosso comportamento com o celular. Portanto, de oito horas ativas por dia, ele ocupa um terço. É ruim gastar duas horas e meia com esse tipo de diversão, jogando tempo fora. O problema não são as duas horas e meia, mas o número de interrupções: a cada 18 minutos faço alguma coisa no celular. Interrupções podem vir também de outros meios de comunicação, como chamadas telefônicas, mensagem de texto ou a TV. Em suma, nós nos interrompemos constantemente com um sistema multitarefa autoimposto, vivenciamos uma fragmentação do nosso dia. Nós, seres humanos, ainda não fomos criados para a multitarefa, e dirigimos alternadamente a nossa consciência a diferentes atividades. Quando surge o tédio, mudamos de ocupação. Com o tempo, isso causa estresse. Nós perdemos produtividade e sentimento de satisfação, pois não conseguimos entrar num fluxo de trabalho. E muitos de nós se afastam da natureza e até da realidade da vida": comentário da matéria nesta pauta no site DW (Deutsche Welle).
ResponderExcluir"Uso o Smart mas também jogo bola, procuro andar em matas que ainda existem (poucas) na minha região, namoro e tento conversar com as pessoas, que quase sempre estão ao celular o tempo todo": comentário de Rafael Mattos, de Belo Horizonte (BH, Minas Gerais), produtor cultural.
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