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quarta-feira, 9 de maio de 2018

DIANTE DOS PROBLEMAS CRESCENTES DO DIESEL E DOS COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS HÁ UM AVANÇO DOS BIOS EM TODOS OS LUGARES DO MUNDO


Pesquisadores na Europa criam biocombustível a partir de palha como uma nova opção nos informa matéria da Euronews que descreve todo o processo de fabricação



Biocombustíveis para diminuir a poluição pesquisados ao mesmo tempo...



A notícia vem de Portugal, através de reportagem de Elza Gonçalves, enviada aqui para o blog da gente: cientistas europeus estão tentando produzir biobutanol a partir da palha. Os biocombustíveis que são produzidos a partir da beterraba ou do milho têm a desvantagem de desperdiçar plantas que poderiam ser usadas para a alimentação humana, o que não é o caso desra matéria prima pesquisada agora. O projeto Butanext usa pesquisadores de dois países da Unidade Européia, parte dos estudos acontecem na Espanha, onde Inês de Campo,  engenheira química, explicou para a Euronews as vantagens do butanol: "O uso do butanol como biocombustível tem vantagens porque é um alcóol mais pesado e menos volátil, isso permite reduzir os problemas das emissões e volatilidade que podem ocorrer nas estações de serviço ou industriais", afirmou esta cientista espanhola que atua no Centro Nacional de Pesquisas Renováveis, na Espanha. Do ponto de vista mecânico, químico e molecular, a transformação da matéria-prima em butanol se trata dum processo complexos, as pesquisas têm de testar centenas de variações possíveis para chegar à melhor solução. Por sua vez, em outro país e ao mesmo tempo, no Reino Unido, a bióloga molecular Holly Smith, do laboratório britânico Green Biologics conta que desenvolveu ali estirpes de bactérias que toleram melhor o processo químico. 


...em dois países da Europa por duas equipes de pesquisadores


"Aqui na Espanha, moemos a palha para obter pequenas partículas. Depois aquecemos o material a 175°C durante cinco minutos com um pouco de ácido. Isto gera um substrato que é ótimo para as enzimas, para reduzir essas longas cadeias químicas em moléculas chamadas monómeros. Depois adicionamos micro-organismos que se alimentam dessas moléculas e as transformam em butanol de forma ótima", explicou a bióloga espanhola Irantzu Alegría, também atuando para concretizar o biocombustível a partir da palha. Já no Reino Unido, alguns cientistas desenvolvem a bactéria a ponto de transformar a palha em combustível de forma rápida: "O maior desafio foi trabalhar com  todas as matérias-primas fornecidas pelo projeto. Porque elas contém químicos inibidores que podem estressar as bactérias durante a fermentação. Por isso desenvolvemos bactérias que toleram melhor esses componentes químicos", comentou a bióloga molecular Holly Smith, uma das coordenadoras dos trabalhos no laboratório britânico Green Biologics. A exemplo do que acontece com os carros elétricos, um dos principais desafios é baixar os custos de produção do butanol para assim o produto ser mais acessível aos consumidores finais, um detalhe da maior importância, os combustíveis à base de petróleo são poluentes mas se mantém no mercado por serem relativamente baratos, argumenta a pesquisadora.

Entre 5 ou 10 anos os biocombustíveis de palha estarão no mercado



(Confira depois na seção de comentários mais algumas informações dos Bios, um avanço para a qualidade do ar e da vida nos espaço urbanos)

A pesquisa de biocombustíveis de macaúba no Brasil é como do butanol


"A tecnologia existe e a questão chave é reduzir os custos de produção, para tanto vão ser necessários uns 5 ou até 10 anos para iniciar a comercialização e depois também é preciso que haja boa vontade de fazer uma legislação nova no setor, os políticos e técnicos farão isso, porém só quando além dos alertas de médicos e de ecologistas, houver uma pressão comercial", comentou Edward Timothy Davies, engenheiro bioquímico, coordenador geral do projeto Butanext na Europa. 


Assim como no elétricos os custos de produção são um desafio dos bios

Fontes: euronews.com
             folhaverdenews.blogspot.com

7 comentários:

  1. A seguir apresentamos alguns comentários que exemplificam o desafio dos biocombustíveis, postados no site scielo.br

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  2. "A demanda crescente por combustíveis verdes para a substituição dos combustíveis fósseis levou, em todo o mundo, ao lançamento de programas para a produção de biocombustíveis. O governo brasileiro, ao lançar primeiro o programa do álcool e depois o do biodiesel, saiu na frente nessa corrida. Hoje, no Brasil, é obrigatória a adição de álcool à gasolina (em teor que varia de 20 a 25% de acordo com a oferta de etanol anidro no mercado) e de biodiesel ao diesel (com teor fixo de 5%).1 Para atender a demanda anual por mais de 40 bilhões de litros da mistura diesel/biodiesel, a produção desse biocombustível no Brasil já passou de 2 bilhões de litros ao ano, com uma forte tendência de aumento para conseguir acompanhar o crescente consumo da mistura diesel/biodiesel, que hoje cresce a uma taxa de quase 1% ao mês".

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  3. Ainda sobre a questão dos biocombuustíveis no Brasil: "A vantagem dos biocombustíveis em relação aos combustíveis fósseis é a diminuição de emissão de CO2, SOx, fuligem e hidrocarbonetos. No entanto, se por um lado os biocombustíveis são menos poluidores, por outro a sua produção exige grandes áreas de terras agricultáveis. Como a demanda por combustíveis para transporte aumenta anualmente, a produção de biocombustíveis exigirá cada vez mais terras aráveis, e isso começa a ameaçar a segurança alimentar, porque produzir mais álcool significa produzir menos açúcar, e também porque, no Brasil, a maior parte do biodiesel é feita a partir do óleo de soja. Para que este problema não se agrave, será necessário desenvolver novas tecnologias e, principalmente, passar a usar resíduos urbanos, industriais e agrícolas, além de novas fontes de biomassa como matéria-prima para a produção de biocombustíveis": comentário extraído de debate neste tema no site Scielo.

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  4. Entre as muitas alternativas de produção de biocombustíveis, o cultivo intensivo de algas e fungos vem recebendo especial atenção devido à possibilidade de se produzir até 200 vezes mais óleo ou açúcar por hectare, sem a necessidade do uso de terras férteis. (Essa é também a perspectiva dos pesquisadores da Espanha e Reino Unido mostrados hoje no blog da gente).

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  5. "Além de poupar terras e florestas, tanto as algas como os fungos podem ser colhidos em poucos dias, o que não exige infraestrutura para armazenamento.
    Este fato levou pequenas e grandes empresas e muitos pesquisadores, em todo o mundo, a investirem recursos e muito tempo a estudos em laboratório com algas como fonte de óleo e açúcar.
    Os resultados alcançados, em pequena escala de laboratório, são animadores. Entretanto, todas as experiências com algas, em grande escala, para a produção de óleo visando biocombustíveis no entanto falharam": veja a seguir sequência desta informação no próximo comentário.

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  6. "Algas para produção de biocombustíveis. As principais razões das falhas no processo foram:
    1 - ataque de cepas selvagens não produtoras de óleo;
    2 - preço alto dos nutrientes;
    3 - o óleo obtido geralmente tem alto teor de ácidos graxos livres e elevado índice de iodo;
    4 - dificuldades em se desidratar a alga para extração do óleo;
    5 - controle difícil dos parâmetros acidez, temperatura e nutrientes para evitar quedas bruscas na produção e até mesmo a extinção dos cultivares das algas.
    Como a tecnologia para a produção de biodiesel foi toda desenvolvida com base em catalisadores básicos o alto teor de ácidos graxos no óleo obtido de algas encarece o seu processo de produção, pois são necessárias onerosas etapas prévias de purificação. Esse problema é agravado pelo alto grau de insaturação do óleo que, por isso, é muito sensível à oxidação, sendo necessária a modificação do óleo antes de seu processamento ou o uso de aditivos antioxidantes. Em consequência, o custo de produção de óleo a partir de algas é hoje cerca de 20 vezes superior, por exemplo, ao do óleo de soja. Mesmo assim, as algas têm grande potencial como futura fonte de matéria-prima para a produção de biodiesel. Entretanto, para que este futuro se torne realidade, é necessário que se encontre condições adequadas para seu crescimento em grande escala, para que a produção de óleo seja viável economicamente. Até que isso aconteça, a produção de biodiesel a partir de algas deve ser encarada como uma solução de longo prazo. É por essas e outras razões que algumas grandes empresas anunciaram recentemente que vão interromper suas pesquisas neste campo, infelizmente": comentário de José Rubens Pereira, engenheiro, elogiando por outro lado as pesquisas na Espanha e no Reino Unido divulgadas aqui no blog da gente.

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  7. "Hoje, a produção de biodiesel a partir de algas depende fortemente da pesquisa fundamental e de desenvolvimento tecnológico. Se as agências de fomento tiverem linhas de financiamento para estudos com algas para a produção de óleo, o Brasil poderá ganhar mais esta corrida dos biocombustíveis e começar, talvez, o que se pode chamar de uma segunda "revolução verde". Os programas do álcool e do biodiesel, além dos dividendos econômicos que renderam ao Brasil, serviram para mostrar que sempre que há financiamento, os pesquisadores brasileiros se destacam no cenário internacional. O melhor exemplo é a liderança brasileira no ranking mundial das publicações científicas envolvendo estudos sobre biodiesel": comentário também no site scielo.br

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