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quinta-feira, 17 de maio de 2018

ANGLO AMERICAN DENUNCIADA POR PESQUISADORES DA UFMG POR VIOLAÇÕES DA MINERADORA BRITÂNICA A LEIS BRASILEIRAS NO EMPREENDIMENTO MINAS-RIO

Extinção de nascentes, poluição e assoreamento de mananciais causando escassez de água  em toda uma macrorregião estão entre as violações na extração de minério no interior de Minas e o seu transporte até um porto no Rio de Janeiro através de mineroduto de 525 quilômetros: pesquisadores e Ministério Público serão ouvidos neste que é um dos maiores empreendimentos minerários no planeta?


 Anglo American já está atuando no megaprojeto Minas Rio



A gente recebeu por e-mail, aqui no blog do movimento ecológico, científico e de cidadania Folha Verde News relatos feitos pela Agência Brasil e pelo site Exame (da Abril) sobre as violações da megaempresa Anglo American. Estas violações de direitos já motivaram ação em que Ministério Público determina que a mineradora pague 400 milhões de reais a um fundo para reparação dos danos socioambientais. Um livro produzido na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) reúne todas as informações sobre violações de direitos ocorridos no processo de implantação do megempreendimento da mineradora britânica no Brasil, conhecido como Minas-Rio. Este livro é o resultado de trabalhos de pesquisa do programa interdisciplinar Polos de Cidadania, que vem sendo desenvolvido pela Faculdade de Direito da Federal de Minas Gerais há cerca de três anos, objetivando a mediação de conflitos e a efetivação de direitos agredidos no processo de implantação da Minas-Rio pela Anglo American. O trabalho se chama Violências de Mercado e de Estado...

 Entre Minas Gerais e o Rio de Janeiro muitos recursos hídrico
s...


 ...nascentes, rios e mananciais já estão sendo agredidos pela megaobra


Este relatório de pesquisas da UFMG está reunido em um livro que vem sendo distribuído em todo o país para divulgar esta causa, que tem a ver com a ecologia, o desenvolvimento sustentável e a justiça ambiental. Os pesquisadores acompanharam situações vivenciadas pelas comunidades afetadas pelo empreendimento. São relatos orais de moradores e trechos de atas de reuniões e de documentos de órgãos de defesa ambiental.  As violações e danos (que ainda não foram devidamente reconhecidos pela mineradora e pelo Poder Público) incluem a extinção de nascentes, a poluição e o assoreamento de mananciais, que acarretam a escassez de água, além de remoções forçadas de moradores, morte de peixes e outros impactos à pesca em águas da região, prejuízos à agricultura e pecuária familiar entre outros problemas levantados está também a falta de transparência que impede o direito à informação, invasão de propriedades por máquinas na implantação do projeto Minas-Rio, um megaprojeto milionário que prejudica o equilíbrio da natureza e o direito de moradores desde o interior de Minas Gerais, entre os municípios de Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas, se estendendo ao longo de 525 quilômetros até um porto em Barra do Açu, em São João da Barra, no Rio de Janeiro. Por enquanto, a Anglo American tem destacado tão somente que o empreendimento se trata do maior investimento mundial no setor de mineração, que depois vai trazer benefícios ao Brasil também, o argumento de ônus e de bônus não resolve porém os direitos e as leis ofendidas citados pela pesquisa.

 
Minas-Rio já envolve hoje mais de 1 bilhão de investimentos

(Confira aqui no blog na seção de comentários mais detalhes sobre este novo problema no setor de mineração em nosso país, defensores da ecologia e da cidadania não podem se silenciar sobre esta questão grave como parece estar acontecendo com parte da mídia brasileira)

A Anglo American atua com mineração de ferro entre outros negócios



Fontes: Exame - Agência Brasil - UFMG
              folhaverdenews.blogspot.com



7 comentários:

  1. Este acidente com minérios da Anglo American em rio de Santo Antônio do Grama, que estamos postando no vídeo aqui em nossa página, é apenas um dos variados problemas denunciados pela pesquisa da UFMG.

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  2. O empreendimento Minas–Rio já tem sido chamado de mineroduto de problemas por parte de promotores e de ecologistas tal o volume de sequelas na implantação do megaprojeto, levantados pela pesquisa da Faculdade de Direito da UFMG.

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  3. "O projeto Minas -Rio começou a se desenhar em 2007 com a compra de ativos da mineradora MMX Mineração, do empresário Eike Batista. Embora esteja em operação, as obras do empreendimento ainda não estão totalmente concluídas. Em janeiro, a Anglo American obteve dos órgãos ambientais de Minas Gerais as licenças prévia e de instalação necessárias à etapa 3 do Minas-Rio, que diz respeito à extensão da Mina do Sapo. Violações de direitos no empreendimento Minas-Rio já motivaram uma ação civil pública em que o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pede que a mineradora seja obrigada a destinar R$ 400 milhões a um fundo especial para reparação de danos causados às populações de três municípios mineiros: Conceição do Mato Dentro, Dom Joaquim e Alvorada de Minas": comentário extraído de matéria do site da revista Exame da Abril.

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  4. "O empreendimento tem gerado uma série de problemas ambientais: em março, um mineroduto se rompeu duas vezes, levando poluição a um manancial que abastece a cidade Santo Antônio do Grama (MG), impactando uma população de 4,2 mil pessoas.Em razão de vários problemas, a Anglo American foi multada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e as atividades da mineradora chegaram já a ser paralisadas por 90 dias": comentário em matéria da Agência Brasil.

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  5. Os pesquisadores da UFMG criticam no livro o fracionamento do processo de licenciamento ambiental, que foi dividido em etapas, e também entre diferentes órgãos ambientais, entre os quais se incluem o Ibama e a Secretaria de Meio-Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad): "O licenciamento ambiental não está valorizando devidamente o contraditório. Além disso, entendem que a Anglo American tem descumprido as condicionantes definidas e que o Estado se mostra alheio às reivindicações": comentário no relatório do programa Polos de Cidadania, problemas foram constatados antes mesmo da implantação do empreendimento.

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  6. "A pesquisa reconhece “relações de causalidade entre a atividade minerária e os diversos danos vivenciados pelas pessoas e comunidades localizadas próximas à área da mina e do mineroduto”. Os territórios vêm sendo palcos de disputas institucionais entre interesses corporativos e comunidades locais e, enquanto a instalação do empreendimento avança, faltam medidas para interromper, prevenir e reparar as violações. “Ao relatarem prejuízos e obstáculos de parte da população da região, desvelam como as promessas de progresso trazidas pela mineração acabam por impor um desenvolvimento fragmentado e desigual": comentário da professora Regina Helena Alves da Silva, na abertura do livro da pesquisa.

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  7. Procurada pela Agência Brasil, a Anglo American informou em nota que "prioriza e promove os direitos humanos e condena veementemente qualquer comportamento diferente deste padrão".

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