Kaitkin Bennet é jovem estudante e bonita posando com fuzil em fotos de formatura e causando debate sobre liberdade e violência nos Estados Unidos e a partir de agora por aqui também: confira esta polêmica que vale no Rio, em São Paulo, por aqui também, em todo lugar hoje
A gente está recebendo aqui no blog no movimento, ecológico, científico, da cidadania e da não violência, Folha Verde News, talvez como provocação inteligente, e-mail com resumo da matéria de Anthony Zurcher, repórter da BBC,
matéria que está bombando na América do Norte e agora começa a ser
discutida por aqui também. Jovem mulher
posou para suas fotos de formatura nos States com um rifle
pendurado nas costas, gerando polêmica sobre liberdade pessoal,
privilégio branco, porte de armas, cidadania. Bennet está se formando em
Biologia, tem algumas ideias ecológicas e pacifistas, chega a se dizer
socialista mas acaba que está virando ícone na Universidade de Kent State, em Ohio do uso de armas pela juventude. A garota de 22 anos chegou ao campus da faculdade com um rifle AR-10, arma
semiautomática, para posar para fotografias, enquanto segurava o chapéu
de formatura em que podia ser lido algo como pegue nas armas. É
um retrocesso de você pensar no que diziam os garotos da filosofia hippy
dos anos 60 ou cantavam os rocks contra a Guerra do Vietnã. Era um garoto que como eu, amava os Beatles, os Rolling Stones...e as armas. Siga o debate, aqui, OK?
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Como Bennet pode defender ao mesmo tempo liberdade, pacifismo e armas? |
Kaitkin Bennet não ficou nisso, postou as fotos no Twitter, disse que estava protestando contra a política das universidades de proibir estudantes, professores e funcionários de carregar armas no campus, ao mesmo tempo em que permite que convidados portem armas nas áreas externas da instituição de ensino ou invasores entrem atirando contra tudo e contra todos. Acusada numa TV onde foi entrevista de defender a volta do faroeste, ela destacou que "aqui mesmo em Kent State em 1970 4 estudantes foram mortos a tiros pelo Governo porque participavam de manifestação contra a Guerra do Vietnã, 13 pessoas ficaram feridas. Se estivessem armadas, a história seria outra". O post foi compartilhado por mais de 4.800 pessoas e recebeu 19.000 curtidas, gerando uma onda de comentários positivos e negativos.E a polêmica continua, como uma jovem Bióloga, que curte ecologia e paz, defende o uso de armas e os privilégios da minoria branca? Um senhor chegou então a questionar se não era um caso de sexismo, se ela se sentia mais atraente com um AR-10 na mão.
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Um senhor questionou se Bennet não era caso de sexismo.... |
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Bennet personifica a cultura da violência? |
Laura
Hudson, editora de cultura do site The Verge, perguntou à sua mãe - que
estava presente no tiroteio de Kent State - o que ela achava das visões
de Bennet. "Se essa mulher visse outros seres humanos morrerem
na frente dela, talvez não fosse tão enfática na defesa do uso de
armas", falou a sobrevivente da manifestação contra a Guerra do Vietnã. "Se os estudantes da Universidade de Kent State
tivessem armas naquele dia, o massacre seria muito maior. Muitas pessoas
de ambos os lados teriam morrido. E quando você presencia alguém
morrendo na sua frente, sangrando até a morte, isso muda você para
sempre, foi o que aconteceu comigo".
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Bennet integra um movimento da juventude que é pela paz armada |
No Facebook, a jovem disse que estava promovendo o "direito dos jovens se defendeem". Ativistas
favoráveis às armas costumam defender o fim de "zonas livres de
armamentos" e legislações que permitam que cidadãos "cumpridores da lei"
possam usar armas tanto em ambientes fechados quanto em áreas externas.
Eles argumentam que isso reduziria o número de fatalidades em atentados
com armas. Quem comemora esta posição? A indústria armamentista, que
por exemplo, financiou a campanha de Donald Trump. Mas Bennet foge desta
comparação explicando que escolheu um AR-10 - versão mais
poderosa deste tipo de que foi usado nos últimos tiroteios e atentados
em escolas
americanas - por muma questão fashion. A arma combinava com seu vestido
branco e seu sapato
de salto. Oh, meu Deus!?...Está prosperando tanto assim a cultura da violência?
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Kaitkin Bennet diz não querer ser vítima da 2ª emenda da Constituição... |
"Como mulher, eu me recuso a ser uma vítima e a Segunda Emenda da Constituição garante que eu não preciso ser mais uma", postou no Facebook. Críticos rebateram Kaitkin Bennet, dizendo que, ao mesmo tempo em que a Constituição garante o direito a ter armas, este direito pode e deve ser regulado. Armas automáticas, como as usadas pelo Exército, já foram proibidas para porte de cidadãos nas ruas. Mas Bennet defende que as metralhadoras deveriam permitidas para todos. Ela é ecologista, pacifista, socialista ou terrorista? Perguntou um jovem em rádio FM de Ohio.
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Bennet se entrosaria no Rio de Janeiro ou mudaria o enfoque? |
(Confira na seção de comentários aqui neste blog mais debate e polêmica das ideias e das posições desta estudante da Universidade de Kent State que um dia já foi famosa pela paz e contra a guerra do Vietnã: Bennet não defende privilégio de armas só para os brancos, também para as minorias e os negros, os States voltarão ao faroeste? Será uma guerrilha urbana? Ou de repente, é uma nova linha o pacifismo armado?)
Fontes: BBC - Washigton Post - The Verge
folhaverdenews.blogspot.com







Pacifismo armado será uma espécie de Ecocídio dos jovens nas sociedades de consumo?
ResponderExcluir"Por causa da publicidade que recebeu com as postagens no Twitter e Facebook, Bennet diz que recebeu uma proposta de emprego de um fabricante de armas baseado em Ohio chamado Blue Target Firearms. Ela afirma que continuará a defender o direito de usar armas em Kent State e em outras partes dos Estados Unidos. Virou garota propaganda do consumo de armas?": comentário extraído da matéria na BBC.
ResponderExcluir"Uma das críticas feitas à Bennet foi a de que, por ser branca, ela pode ter o "luxo" de carregar uma arma em público, enquanto minorias étnicas- que já são alvo de discriminação e suspeição- arriscariam provocar uma resposta violenta das autoridades": comentário de Anthony Zurcher, repórter da BBC na América do Norte.
ResponderExcluirFox News. Em 2016, Philando Castile, um homem negro, foi morto a tiros por um policial de Minnesota durante uma blitz de trânsito, após informar que possuía uma arma licenciada no carro. Bennet respondeu a essas críticas dizendo que curte o "privilégio branco" de poder carregar seu rifle sem medo de sofrer racismo flagrante. E eu acho que é muito ofensivo às minorias", disse ela numa entrevista à Fox News: "Eu não acho que coisas ruins deveriam acontecer com negros e minorias, todos podem usar armas para se defenderem".
ResponderExcluir"A polêmica jovem Kaitkin Bennet conta que foi escoltada durante as fotos por um segurança negro da universidade e que liderou uma manifestação no campus, em abril, pelo direito ao uso de arma que contou com a participação de alguns negros donos de AR-15. Segundo ela, não houve incidentes durante essa manifestação...pacífica": comentário no Washington Post.
ResponderExcluir"Caramba, coincidência, estava conferindo esta matéria interessante aqui no blog, após ter visto post no Facebook sobre ela, quando soube do ataque a tiros em Santa Fé, mais um nos States, mais um sinal da cultura da violência": comentário de Sueli Cardoso, Psicóloga, de São Paulo, que nos envia (agradecemos o envio) pesquisa sobre atual comportamento violento de jovens.
ResponderExcluir"Pelo menos 10 mortos, a maioria estudantes no Texas (em Santa Fé, Houston) outra vez mostra os erros e os limites da realidade americana na era Trump, uma sociedade militarizada e armada, a meio caminho dum caos da violência": comentário de Pedro Carlos Ribeiro, do Rio de Janeiro, TI, ele que é de Recife, Pernambuco.
ResponderExcluir"O caminho está aberto somente para a pessoa de bem e a benevolência é a única arma para triunfar": comentário I Ching, dentro do debate desta edição do blog da ecologia, da cidadania, da não violência.
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