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segunda-feira, 30 de abril de 2018

AQUI NA REGIÃO EM TODO INTERIOR E NAS GRANDES CIDADES DO PAÍS DIMINUI A POPULAÇÃO DE ÁRVORES URBANAS ALÉM DO DESMATAMENTO NO MEIO RURAL

OMS da ONU prescreve uma árvore para cada habitante no mínimo algo em torno de 12 metros quadrados de natureza por cada morador de cada cidade: este padrão não existe aqui nem mesmo em Curitiba, confira dados e informações dos especialistas



Exceção: João Pessoa (Paraíba) tem cerca de duas árvores por cada morador




Para exemplificar a situação geral, em Franca (SP), trabalho de pioneiros como o geógrafo Ivan Vieira, Drª Olga de Toledo (pesquisa de Voçoroca na Unesp e arborização na cidade) ou do engenheiro ecologista Célio Bertelli (parceria com empresas, Zoobotânico) e de na verdade heroicos funcionários hoje do Meio Ambiente, áreas verdes por habitante no espaço urbano estão abaixo do padrão da Organização Mundial de Saúde da ONU, a cidade deveria ter hoje pelo menos 400 mil árvores, os investimentos da prefeitura em meio ambiente são os menores de todo o orçamento municipal, isso é o caso geral em quase rodas as cidades brasileiras. E as autoridades não relacionam árvores com saúde pública, a população sem educação ambiental deposita lixo de todo tipo na natureza urbana. Do local para o nacional e o mundial, nosso blog Folha Verde News mostra a importância da arborização e os seus problemas na vida de toda cidade atualmente. Confira a seguir.


Cidades no país não têm nem o mínimo de 12 m² de vegetação por habitante

 

"Chegará um tempo em que falar de árvores será um crime"
(Bertold Brecht, poeta à épca do Nazismo na Alemanha)



João Pessoa (Paraiba) é um caso exceção mas em geral as cidades, também por aqui e em todo o país estão abaixo da necessidade de arborização prescrita pela Organização Mundial de Saúde, da ONU, para a saúde humana e o equilíbrio socioambiental. Diante desta realidade, Campina Grande, na Paraíba, está  ainda tentando a meta de chegar à proporção de duas árvores por habitante, inclusive, para melhorar o clima e o ciclo das chuvas, informa o site Correio do Povo, com informações de Fabiane Ziolla Menezes, Katia Brembatti e Guilherme Stork, material que nos foi enviado aqui para o e-mail do nosso blog do movimento ecológico, científico e de cidadania Folha Verde News. Nova Iorque é uma das metrópoles dos Estados Unidos que está perdendo ao invés de ganhar mais árvores, segundo avalia relatório da OMS, da Organização das Nações Unidas. Pesquisadores médicos  e especialistas em meio ambiente defendem hoje que as cidades devem pensar em árvores como uma forma de infraestrutura de saúde pública. Respirar ar puro é o sonho de qualquer morador de uma grande cidade, ainda que ele goste muito do meio urbano. E as ruas arborizadas, além de bonitas e agradáveis, são comprovadamente benéficas para a saúde física e mental. Então, porque não incluí-las nas verbas de financiamento da saúde? É isso que questiona a organização The Nature Conservancy, que criou um documento onde explica e demonstra em números as razões pelas quais isso deve ser feito: o White Paper é uma espécie de guia, um documento oficial, que detalha um determinado problema, indicando causas, conceitos e, principalmente, soluções para enfrentá-lo. O documento tem com base os Estados Unidos, onde se gasta menos de um terço de 1% dos orçamentos municipais em plantio e manutenção de árvores e, como resultado, as cidades norte-americanas perdem quatro milhões de árvores por ano. Imagine por aqui. 

Urge planejar onde, como, o que se planta e como se cuida e mantém...



Já reparou quantas árvores há na sua rua ou bairro? Esse fator é importante para a qualidade de vida nos centros urbanos. A quantidade mínima preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 12 m² de área verde por habitante, a ideal é de 36 m², cerca de três árvores, por morador. No mundo, a referência é Estocolmo, lá tem 86 metros quadrados de área verde por habitante. Em teoria, quanto mais verde a cidade, melhor a qualidade do ar que se respira e mais agradáveis são a paisagem e o clima, as sombras criadas pelas copas, a umidade gerada pela vegetação em geral e a quantidade maior de área permeável são características que ajudam, entre outras vantagens como a oxigenação em ambiente poluído. Mas não basta ter quantidade. É preciso planejar muito bem onde, o que, como se planta e de que forma de cuida e se mantém a arborização.



Imagem comum na maioria de nossas cidades hoje


Talvez a cidade brasileira com a meta mais ousada hoje seja hoje Campina Grande, no nordeste. Ela tem como objetivo fazer com que seu espaço urbano atinja a marca de duas árvores por habitante. Por ora, Campina Grande tem 0,08 árvore por morador, ou um déficit de 671 mil árvores em relação ao mínimo da OMS. Ainda nesta semana, cerca de 100 mudas de plantas típicas da região nordestina foram distribuídas para esse fim. As ações têm participação e orientação da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Tamanho não é necessariamente um impeditivo para uma cidade atingir metas de arborização. A megalópole Nova York, com seus mais de oito milhões de habitantes, conseguiu cumprir a meta de plantar 1 milhão de árvores há alguns anos, batendo um recorde e colocando em prática o plano previsto há 10 anos pelo projeto MillionTreeNYC, lançado pelo ex-prefeito Michael Bloomberg.

 Alguns plantam e cuidam, muitos destroem e não sabem o valor



Aqui no Brasil quando prefeito da Londrina, no norte do Paraná, Alexandre Kireeff, assinou um decreto regulamentando a lei de arborização da cidade, advinda do Plano Diretor do município. O decreto impõe que a cada carro vendido, as concessionárias do município plantem uma árvore, como forma de compensação da emissão de carbono. Em um ano, a frota de Londrina cresce pelo menos mais de 10 mil carros. Teoricamente, o mesmo número de árvores deveria ser plantado. Mas o município encontrou dificuldade na adesão das concessionárias. E Londrina vem perdendo árvores, qualidade de vida e ganhando mais problemas na saúde pública neste momento agora. 


Grande parte das árvores urbanas estão doentes, mortas ou mal cuidadas...



Por estas e outras, para que as pessoas em geral descubram e interajam com as áreas verdes das cidades foi idealizado, em Nova Iorque (USA), o projeto Green Map. Curitiba faz parte da iniciativa, espalhada por 850 cidades no mundo, bem poucas do Brasil. Onde se implanta este mapeamento, cada morador pode comunicar a existência ou de de espaços verdes, destruição ou má conservação de árvores, participando e ajudando ou pressionando a gestão ambiental pública a tomar providências. Por aqui e em geral em quase toda cidade brasileira não tem nada disso não, a dano da saúde pública, do bem estar da população, do clima, da regularidade das chuvas e do prazer de viver.



 Estes artistas fazem arte de árvores mortas



(Confira na seção de comentários do blog da gente mais informações, participe e divulgue esta pauta de saúde e ecologia aí na sua cidade)


Nem Curitiba tem 12 m² de verde por habitante (padrão mínimo da OMS)



Fontes: institutodeengenharia.org.br  -  gazetadopovo.com.br
             folhaverdenews.blogspot.com
 

7 comentários:

  1. Por falar em árvores e em autoridades...A fotografia foi divulgada em todo o mundo os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da França, Emmanuel Macron, plantando uma árvore nos jardins da Casa Branca.Os dois presidentes plantaram um carvalho diante dos olhares das respectivas primeiras-damas.O gesto foi simbólico: a árvore é procedente de uma floresta do norte da França na qual 2.000 marines americanos morreram durante a I Guerra Mundial. Mas poucos dias depois, a árvore havia desaparecido. Em meio a especulações, o governo da França apresentou uma explicação no domingo: a árvore, que agora não é apenas uma planta mas um símbolo das relações entre Estados Unidos e França, foi colocada em quarentena. "É uma quarentena obrigatória para qualquer organismo vivo importado aos Estados Unidos", escreveu no Twitter o embaixador francês em Washington, Gerard Araud.Quado uma pessoa comentou a medida de prevenção parecia um pouco tardia, porque a árvore já havia sido plantada, o diplomata explicou que as raízes estavam envolvidas em plástico, mas os repórteres acreditam que ela nunca brotará na Casa Branca. Plantam só para sair bem na foto...




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  2. "Um projeto nova-iorquino focou principalmente áreas públicas e de convivência, como parques, calçadas e jardins, e contou com orientação para que as espécies plantadas fossem as corretas. Daqui para frente, porém, o desafio é cuidar do que foi plantado. Atualmente, a manutenção das árvores custa US$ 6,1 milhões anuais à prefeitura de Nova York. Para amenizar os custos, a cidade planeja uma nova campanha, batizada de “Ame uma árvore”, para incentivar a população “a cuidar do que plantou” (Gazeta do Povo).



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  3. "Para que as pessoas descubram e interajam com as áreas verdes das cidades foi idealizado, em Nova Iorque, o projeto Green Map. Curitiba faz parte da iniciativa, espalhada por 850 cidades no mundo. No Paraná, o projeto é tocado pelo departamento de Ciência e Gestão da Informação da UFPR, desde 2009. Cada morador pode comunicar a existência de espaços verdes e uma equipe confere a informação e acrescenta no mapa: http://www.opengreenmap.org/es/greenmap/mapa-verde-curitiba": comentário no site Instituto de Engenharia.

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  4. "Em Curitiba, a 5.ª grande cidade do país mais arborizada, segundo o Censo do IBGE, 23 dos 75 bairros têm menos do que o mínimo recomendado pela OMS. Entre eles estão Batel e Água Verde, por exemplo. Já os bairros mais verdes da capital paranaense são aqueles que ficam no extremo Oeste da cidade, como São João, Lamenha Pequena, Augusta e Riviera": comentário no jornal e site Estado do Paraná.

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  5. Logo mais, mais informações e comentários, em mnova edição desta seção: você pode por aqui a sua mensagem ou então enviar pro e-mail da redação do nosso blog: navepad@netsite.com.br

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  6. Vídeos, material de informação, notícias ecológicas da sua região ou sugestão de matéria, envie direto pro editor de conteúdo deste nosso blog, mande para padinhafranca603@gmail.com

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  7. "Realmente, em todo o Brasil, as prefeituras precisam investir mais em meio ambiente, por exemplo, investir tempo e esforço na educação da população sobre os benefícios tangíveis da saúde pública, o impacto econômico e ecológico das árvores, que influem mesmo até na saúde das pessoas, causando bem estar": comentário de Raul Moreira, do Rio de Janeiro, profissional de saúde na rede estadual.

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