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domingo, 4 de março de 2018

AS ÚLTIMAS ESPERANÇAS DA TERRA SÃO AS TENDÊNCIAS POSITIVAS DA ATUALIDADE SEGUNDO ANÁLISE DA ENTIDADE MUNDIAL NATURE CONSERVANCY


Concepção artística da futurista cidade de Shenzhen, na China. (Foto: aoarchitect)
Shenzhen é a cidade ecológica que a China já planeja agora



As águas internacionais, que não estão dentro da fronteira de qualquer país, formam metade do nosso planeta, ou dois terços dos oceanos. Por não terem “dono”, geralmente são as mais castigadas, sofrendo com poluição e pesca predatória. No fim de 2017, porém, 140 países apoiaram uma resolução das Nações Unidas que visa regulamentar as ações antrópicas nessa água de ninguém. A ação foi costurada por cerca de uma década,e agora chegou o momento dos países trabalharem em suas versões de um acordo formal, que será discutido ao longo de quatro encontros. O primeiro acontecerá em setembro. A meta é que um tratado internacional, uma espécie de “Acordo de Paris dos oceanos”, seja assinado em 2020. As negociações prometem ser complicadas, como sempre, mas é fundamental, isso se ainda queremos que os oceanos continuem provendo comida, absorvendo carbono, regulando o clima e preservando a última biodiversidade da Terra. 


 A rapidez e a liberdade da informação digital...

...ajuda a ciência também mas no Brasil o maior corte de verbas para pesquisas contradfiz estas tendências positivas na realidade hoje


Uma mudança nas práticas de saúde pública começa a aparecer em grandes centros urbanos. Governantes e gestores de saúde começam a observar as conexões entre a saúde humana e a natureza. Cidades como Joanesburgo, na África do Sul, e Seul, na Coréia do Sul, determinaram grandes objetivos de plantio de árvores e preservação de espaços verdes como forma de combater a poluição do ar, que está associada a milhões de mortes prematuras todo ano. Nos Estados Unidos, seguradoras e planos de saúde estão investindo em em espaços verdes em áreas urbanas como forma de cuidado preventivo. Em Louisville, no Kentucky, o primeiro teste clínico controlado está em curso para avaliar o impacto das árvores na saúde. Enquanto isso, pesquisas sobre o significado das bacias hidrográficas para a saúde rural podem impulsionar a cooperação entre profissionais globais de saúde, desenvolvimento e conservação.


O despertar para as energias mais puras e sutis do ser humano...
...convive com formas tribais de violência no dia a dia agora


Investimento de impacto é um termo cunhado dez anos atrás para se referir a ações que, além de gerar lucro, deixam benefícios mensuráveis para a população ou o meio ambiente. Ao longo tempo, no entanto, apenas iniciativas de menor escala apostaram nesse tipo de negócio. O sucesso, porém, já começa a atrair a atenção de grandes fundos de investimentos, apostando em áreas como segurança alimentar e hídrica, e resiliência climática. Se a tendência se mantiver, investimentos privados podem preencher uma lacuna de US$ 300 a US$ 400 bilhões nas necessidades globais de financiamento para a conservação e a recuperação ecológica do meio ambiente.  
 

Em meio a desastres naturais e ambientais...

... e até fracassos da tecnologia, surgem tendências positivas


Líderes estão emergindo contra as mudanças climáticas, como na França. Seis países da União Europeia, incluindo Grécia e Hungria, atingiram suas metas contra o aquecimento global antes do esperado, enquanto a China, apesar de ser a maior poluidora do mundo, já atingiu um de seus objetivos, de impedir que suas emissões de CO2 cresçam, e tem planos de criar o maior mercado de carbono do mundo, além de manter o maior programa de reflorestamento da história. Seu objetivo é se tornar como um líder na luta contra o aquecimento global, como um primeiro passo para liderar o desenvolvimento sustentável. Isso vai fazer pelo menos os outros países acordarem para a necessidade duma economia mais ecológica.

De volta à natureza para buscar o futuro da vida


Combater as mudanças climáticas envolve dois desafios. O primeiro é remover o dióxido de carbono já presente na atmosfera, o segundo é evitar novas emissões. A boa notícia é que a tecnologia para atingir o objetivo já existe, é barata e todo mundo conhece: a própria natureza. Um estudo que contou com a participação de cientistas de 16 instituições de pesquisa indicou que soluções climáticas naturais poderiam representar 37% da mitigação de dióxido de carbono de forma custo-efetiva até 2030, aumentando em 66% as chances de conter o aquecimento global abaixo dos 2ºC nesse século. Maximizar essas soluções, que envolvem a restauração e gerenciamento de florestas, campos, terras agricultáveis e pântanos para armazenar e evitar as emissões de gases do efeito estufa, seria o equivalente a parar de queimar todo o petróleo consumido no mundo. Com sustentação científica, crescem as iniciativas para financiar essas soluções naturais, que são mais econômicas e ecológicas ou numa só palavra, sustentáveis. 


No caos urbano de agora está se revalorizando...

...o equilíbrio perdido da nossa natureza

(Confira na seção de comentários aqui do nosso blog outras notícias positivas deste tipo, ligadas à importância do solo, a convivência com a natureza,  novos dados e tecnologia, as corporações verdes como a BlackRock, as formas limpas de energia, o novo design ecológico que é o que mais avança e o avanço das pesquisas científicas)
 
A esperança da Terra está na restauração da ecologia das águas


Fontes: revistagalileu.globo.com
             folhaverdenews.blogspot.com

11 comentários:

  1. A importância do solo é um outro conteúdo das tendências positivas da atualidade, segundo um levantamento da entidade Nature Conservancy: os
    solos saudáveis são responsáveis, além de nos fornecer comidas nutritivas, por limpar a água e aprisionar carbono da atmosfera. Melhorar o solo contribui para o sucesso de iniciativas para a segurança hídrica e alimentar, saúde humana, além de estar intrinsicamente ligados às “soluções climáticas naturais”. Muitos cientistas apostam que um entendimento melhor do papel do solo na estabilidade do clima e na resiliência da agricultura vai promover uma mudança de paradigma na forma como alimentamos o mundo.


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  2. A convivência com a natureza, a revalorização da ecologia, outro fator positivo analisado pelo mesmo relatório de 2018. Enquanto países como a Holanda estão acostumados trabalhar com a água e a natureza, as mudanças climáticas estão mobilizando comunidades ao redor do mundo a seguir o exemplo. Filadélfia e em Seattle, nos Estados Unidos, e em Shenzhen, na China, estão criando valas de infiltração de água, jardins de chuva, restaurando pântanos e outros espaços verdes para gerir as águas da chuva, recarregar aquíferos, e reduzir enchentes e a poluição. Outras cidades estão criando fundos para investir em ações que preservam os mananciais de água enquanto melhoram a saúde e bem-estar das comunidades locais. Enquanto isso, em cidades costeiras, cresce a aposta na preservação de mangues, dunas e recifes para se protegerem de enchentes, erosão, e tormentas marítimas. Investir em sistemas naturais poderá trazer benefícios significativos para a conservação e a vida futura, concluem cientistas.


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  3. "Se muitos ainda se assustam com as novas tecnologias, tudo depende da forma como são utilizadas. Drones e o mapeamento genético, por exemplo, estão proporcionando a possibilidade de recolher mais informações sobre a conservação da natureza que nunca antes. A inteligência artificial também está tendo um impacto radical na sustentabilidade, como com a agricultura de precisão": comentário extraído do relatório da Nature Conservancy.



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  4. "O alinhamento do setor privado com eventos globais, como o Acordo de Paris, é um sinal importante do comprometimento com os desafios ambientais mais urgentes. Um exemplo, a maior gestora de ativos financeiros no mundo, mandou uma carta aberta em que convida mil CEOs em todo o mundo a fazer maiores contribuições para o avanço da sociedade": comentário de Laurence Fink, CEO da BlackRock, uma corporação verde.



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  5. Logo mais, aqui nesta seção mais comentários, dentro desta pauta (a última esperança da Terra, tendências positivas hoje) outras informações: e você pode por aqui sua opinião ou mandar sua mensagem pro e-mail da redação do nosso blog de ecologia e de cidadania, mande para navepad@netsite.com.br


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  6. Material de informação, vídeos, fotos, conteúdos, envie direto pro e-mail do editor deste nosso blog, envie para padinhafranca603@gmail.com


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  7. "Previsões globais garantem que 80% dos novos investimentos em geração de energia irão para as renováveis ​​à medida que se tornem economicamente viáveis. Mas os especialistas alertam que, se essas instalações de energia tipo solar ou eólica não forem localizadas com cuidado, os benefícios ambientais da baixa emissão de carbono podem ser dificultados pela perda e perturbação do habitat em serviços críticos do ecossistema. Por exemplo, as represas hidrelétricas planejadas poderiam fragmentar 300 mil quilômetros de rio e o desenvolvimento de terrenos para energia solar e eólica faz com que a produção de energia seja o maior fonte de mudança no uso da terra nos Estados Unidos. A boa notícia: através de esforços de planejamento em larga escala e mudanças nas práticas de desenvolvimento da implantação e da rede, podemos minimizar o impacto nos habitats, potencializando a aceitação de fontes de energia limpas. E a mudança pode estar em andamento. Nações como a Colômbia e Mianmar estão adaptando as abordagens da escala de sistema para a gestão de energia hidrelétrica e de água que equilibram a geração de energia e a saúde do rio. Muitas regiões dos Estados Unidos estão mudando as práticas de implantação eólica e solar para evitar a interrupção dos habitats vitais": comentário que está no conteúdo do relatório 2018 da entidade Nature Conservancy.


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  8. "Hoje em dia, planejadores urbanos e arquitetos implantam o conceito de "cidade sustentável", ampliando a definição de eficiência energética e pegada de carbono para incluir o foco na funcionalidade e habitabilidade das cidades para as pessoas e, em maior medida, outras espécies. A rede de 100 cidades resistentes da Fundação Rockefeller , está na vanguarda de uma abordagem de futuro que visa proteger os moradores de ameaças como mudanças climáticas. Tais esforços podem ser vistos como um movimento em direção às "cidades de escala humana", mas não deve excluir o papel que os ecossistemas naturais para atingir esses objetivos. Um crescente movimento de "cidades biofílicas", por exemplo, enfatiza a importância de incorporar a natureza para uma variedade de propósitos, desde a proteção da biodiversidade, a estética, até a saúde e a infraestrutura": comentário de Steven Robin, urbanista que foi entrevistado pela BBC sobre o novo design das cidades do futuro.


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  9. "Enquanto observamos tendências positivas, ainda temos um longo caminho a percorrer em objetivos globais ou regionais e locais. O Acordo de Paris é o piso, não o teto, para a ação climática global, e devemos nos esforçar coletivamente para fazer mais se quisermos evitar o caos do clima e do ambiente. Muitos países e corporações ainda estão atrasados ​​em compromissos já assumidos. Nas metas globais para as florestas: a perda de cobertura de árvores atingiu um recorde de 29,7 milhões de hectares em 2016, uma área do tamanho da Nova Zelândia - e 51% superior ao ano anterior. Este deve ser um ano em que aceleramos os esforços em todos os setores para transformar a maré e começar a cumprir metas globais, ao mesmo tempo em que aumentamos o investimento em responsabilidade, pesquisa científica, inovação e soluções do mundo real em todos esses campos": comentário editorial da revista e site Galileu sobre o levantamento positivo de tendências em 2018 feito pela entidade Nature Conservancy.


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  10. "Vejo esta postagem de hoje aqui neste blog como um documento da maior importância prá gente avaliar criativamente os avanços e os retrocessos, no sentido da criação duma realidade sustentável de economia mais ecológica, aqui ou em todo o planeta, mas tem que ser urgente": comentário de Marlene Mariani, engenheira civil, de São Paulo, formada pela USP e doutorada no Reino Unido.

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  11. "A gente vive uma situação limite entre a destruição da última ecologia ou a criação do futuro ou mesmo a reconstrução da vida": comentário de Isabel Moretti, geógrafa, que atua na região de Vitória, no Espírito Santo, e integra o movimento ecológico.

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