Áreas como o Rio de Janeiro podem ser as mais afetadas: o novo alerta sendo feito agora por pesquisa da University of South Florida coincide com outro há 5 anos desde 2013 até hoje os governos não têm nenhuma gestão sobre este problema que crescerá cada vez mais também - além de medidas de prevenção - urge mudar a estrutura energética atual senão as novas gerações sofrerão cada vez maior impacto
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Nasa, ONU e Universidade da Flórida estão advertindo
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Guapimirim e parte do Rio também nessa área de grande risco
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Tina Maketa, da University of South Florida, destaca que 25 anos de dados de satélites provam que
os modelos climáticos estão corretos na previsão de que o nível do mar
aumentará a uma taxa cada vez mais acelerada nos próximos anos e décadas, caso não se modifique a estrutura da economia, da energia e de toda a nossa realidade atual que é submissa a combustíveis fósseis com cada vez mais crescentes taxas de CO2. A matéria foi postada agora também no site nacional de assuntos sociambientais EcoDebate e tem a ver com uma reportagem de 5 anos atrás divulgada pelo G1 da Globo e também à época aqui pelo nosso blog de ecologia e de cidadania Folha Verde News, já em 2013 advertindo que São Gonçalo, Guapimirim, Itaboraí e o próprio Rio de Janeiro são algumas das áreas da Terra mais ameaçadas de impactos por causa do aumento do nível do mar. O alerta de hoje está sendo reafirmado agora por este novo estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of
Sciences: os pesquisadores descobriram que, desde 1993, as águas oceânicas
subiram a costa em quase 1 milímetro por década. Isso está em cima do aumento
anual constante de 3 milímetros. Essa aceleração significa que ganhamos um
milímetro adicional por ano para cada uma das próximas décadas, o que potencialmente
dobra o alcance dos acontecimentos e dos fenômenos relacionados ao nível do mar até 2100, um nível que já está com umaa taxa de aumento constante. "A
aceleração prevista pelos modelos já foi detectada diretamente das observações e eu vejo que isso é um trocador de jogo até a discussão sobre mudanças
climáticas", disse o co-autor dos estudos Gary Mitchum, doutorado , decano e professor da
University of South Florida College of Marine Science: “Por exemplo, aqui nos States a área de
Tampa Bay foi identificada como uma das 10 áreas mais vulneráveis do mundo ao
aumento do nível do mar e a crescente taxa de aumento é uma grande
preocupação para os cientistas". Cá entre nós, nos Estados, no Brasil e em todos os países deveria estar na agenda urgente das autoridades governamentais.
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As autoridades de São Gonçalo precisam tomar medidas
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Região do Rio de Janeiro entre as áreas mais vulneráveis
Cientistas da ONU já haviam alertado mais de uma vez que o nível do mar pode subir 82 centímetros em São Gonçalo, Guapimirim, Itaboraí, Rio de Janeiro onde poderá haver grandes impactos, possivelmente desastres naturais, algo que se soma a variadas formas de poluição, degradação ambiental e falta de gestão no setor também nesta região.
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Esta é a área com maiores riscos no Rio de Janeiro
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Pesquisadores da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgaram bastante a previsão sobre as mudanças no clima e os
impactos no aumento do nível do mar. Segundo a divulgação, o nível do
mar pode subir 82 centímetros até o final deste século. Um estudo da
prefeitura do Rio de Janeiro mostrou quais seriam as áreas mais vulneráveis da
cidade e da região às mudanças climáticas, ao aumento do nível do mar também. Os impactos no Rio, São Gonçalo, Itaboraí e Guapimirim, últimas manchas da Mata Atlântica fluminense, poderão ser de grande alcance, algo que os novos estudos da University of South Florida College of Marine Science estão reafirmando agora.
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Guapimirim abriga úiltimos Botos duma espécie rara no Rio de Janeiro
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Entre os municípios que devem sofrer um impacto maior estão o Rio de Janeiro,
Guapimirim, São Gonçalo e Itaboraí. De acordo com a pesquisa da
prefeitura, a Região Metropolitana do Rio, uma das maiores
metrópoles litorâneas do hemisfério sul, apresenta vulnerabilidade
especial relacionada aos efeitos das mudanças climáticas na superfície
terrestre. Rieter Muhe, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro,
explicou que nessas áreas mais vulneráveis deve haver um cuidado
especial para inibir as também as ocupações irregulares. Os especialistas dizem ainda que pode ser necessário reforçar a faixa de areia nas praias, como primeira medida de prevenção.
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Guapimirim tem como todo Rio e país também a poluição crescente
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Os impactos na região do Rio serão cada vez maiores nos próximos anos e décadas cabendo ao
poder público, à ciência, à tecnologia, à sociedade civil organizada a realização de
mais pesquisas com o intuito de prever possíveis tragédias ambientais a dano de toda a população.
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Uma região que contém últimas manchas da Mata Atlântica original
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(Confira na seção de comentários aqui no blog da gente mais informações, também mensagens e opiniões sobre esta pauta que precisa ser discutida e não é)
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Já há mudanças e impactos na natureza regional
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Guapimirim está numa região paradisíaca do Rio
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Fontes: www.pnas.org/content/early
EcoDebate - G1 da Globo - Reuters
folhaverdenews.blogspot.com
"Co-autor destes estudos é o Gary Mitchum, doutorado, decano e professor da University of South Florida College of Marine Science. O Dr. Mitchum é parte de uma equipe liderada pelo professor de Boulder da Universidade do Colorado Steve Nerem, PhD, que usou análises estatísticas para aprimorar estudos anteriores com base em dados de marés, o que também sugeriu aceleração ao longo do século passado": comentário na matéria feita pelo site EcoDebate.
ResponderExcluir"Agora os satélites dão uma visão melhor do aumento do nível do mar, porque as amostras são coletadas ao longo do oceano aberto, ao invés de apenas ao longo do litoral": comentário de Tina Maketa, da University of South Florida.
ResponderExcluirComo o problema continua, continuando as mudanças climáticas e a falta de prevenção em áreas de risco, a próxima geração experimentará uma paisagem muito diferente do que hoje, além de outras sequelas do aumento do nível das águas. Para mais informações, aqui estão referências citadas no estudo:
ResponderExcluirR. S. Nerem, B. D. Beckley, J. T. Fasullo, B. D. Hamlington, D. Masters and G. T. Mitchum. Climate-change–driven accelerated sea-level rise detected in the altimeter era. PNAS, 2018 DOI: 10.1073/pnas.1717312115
http://www.pnas.org/content/early/2018/02/06/1717312115
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ResponderExcluir"Vamos ver se a população e mais ainda, as autoridades governamentais, acordem da letargia ou da loucura do carnaval para os risco da atual realidade do Rio e do país": comentário de Josué Alexandre, que é de Ipanema, no Rio de Janeiro e acrescenta ainda: "Também sou carnavalesco mas as pessoas e governos deveriam saber que com as respostas da natureza não podemos mais brincar".
ResponderExcluir"As áreas em regiões como estas no Rio de Janeiro estão sujeitas a eventos extremos como chuvas intensas, ventos fortes e aumento da temperatura mínima. Entre os desastres naturais, os pesquisadores elencam inundações e deslizamentos de terra. E sufoco (ou até doenças) para a população, além de prejuízos bilionários": comentário em matéria de 5 anos atrás do G1 da Globo.
ResponderExcluir"O alerta é que em meados do século, a elevação de 0,2 metro do nível do mar pode provocar prejuízos econômicos anuais de US$ 940 milhões em 22 das maiores cidades costeiras da América Latina. Se o avanço fosse de 0,4 metro, os danos alcançariam o patamar de US$ 1,2 bilhão": comentário técnico em um estudo sobre este problema feito pelo Banco Mundial.
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