Cidade
da Índia transforma montanha de lixo em dinheiro e se torna ícone da
nova realidade que pode ser criada com a reciclagem: Mysuru tenta mudar a
imagem da Índia como um país campeão do lixo e das doenças que esta
situação está causando
...
Apenas cerca de 82 por cento dos 62 milhões de toneladas de resíduos geradas por ano pelas cidades indianas de lixo é coletado e somente 28 por cento é tratado e processado. A maior parte vai parar em aterros sanitários, lixões a céu aberto ou simplesmente no chão, muitas vezes obstruindo rios e bueiros. Esta situação está parecida com a de milhares de cidades brasileiras também. A recente e rápida expansão da economia da Índia transformou sua fama de país com falta de saneamento básico e com ruas sujas em uma verdadeira crise. O aumento da riqueza e do consumo e a crescente urbanização poderiam fazer com que a quantidade de resíduos sólidos urbanos se tornem cinco vezes maiores até 2051, de acordo com um artigo de alerta publicado por pesquisadores da Universidade Jamia Millia Islamia, de Nova Déli. As cidades que conseguirem encontrar uma maneira barata de lidar com o problema poderão obter benefícios inesperados em matéria de investimento e em termos de uma comunidade mais saudável: "Nós não queremos que o lixo seja desperdiçado; queremos extrair riqueza daí”, diz D.G. Nagaraj, diretor de Saúde da Mysuru City Corporation. “Aterro zero é o nosso lema". "A separação de resíduos é muito importante, mas é apenas uma parte da história", disse Swati Sambyal, gerente de programa do Centro de Ciência e Meio Ambiente de Nova Déli. “A maioria dos municípios indianos não tem recursos humanos, veículos, infraestrutura nem receita suficientes para fazer a separação". É o mesmo filme que a gente vê por aqui e em outras tantas cidades do Brasil, apenas centenas entre mais de 5 mil processam a reciclagem, a recompostagem e o fornecimento de eletricidade a partir dos resíduos urbanos, praticando assim a economia ecológica, tornando a realidade sustentável, mais saudável e feliz para todoa a população. Assim como em Mysuru na Índia, isso poderia estar sendo feito por aqui no Brasil. Aliás, precisa ser feito para termos futuro na vida.
(Confira na seção de comentários deste blog mais informações sobre o milagre de Mysuru, bem como mensagens e opiniões)
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| O milagre em Mysuru é transformar o lixo em dinheiro |
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| Além de resgatar a ecologia e a saúde pública Mysuru atrai agora mais turistas |
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| Começou com a luta de uns poucos e hoje mobiliza muitos |
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| Mysuru leva adiante a economia ecológica |
Recebemos aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News um e-mail com a reportagem de Bibhudatta Pradhan, que foi postada na agência de noícias Bloomberg e também nestes dias no site da revista Exame da Abril:
o post enfoca a importância duma virada ecológica de cidades indianas
que hoje ainda estão entre as
maiores geradoras de lixo do mundo, produzindo cerca de 62 milhões de
toneladas de resíduos por ano. Esta preocupação está virando esperança
em Nova Délhi e em toda a Índia, a partir do exemplo positivo da cidade
de Mysuru, onde
as ruas se enchem com o som de apitos, enquanto trabalhadores com
aventais verde-oliva e luvas de borracha começam uma busca porta à
porta para coletar um dos maiores recursos inexplorados da Índia: sim, o
lixo pode mesmo virar dinheiro e luxo da vida, através de destinações ecológicas e econômicas dos resíduos, uma virada que ajuda toda a população. A população de cerca de 1 milhão de habitantes da cidade,
que fica na região sul e também é conhecida como Mysore, está na
vanguarda de uma campanha que agora está sendo bancada pelo primeiro ministro Narendra Modi para limpar
o país e reciclar o lixo para compostagem e também para fornecimento de
eletricidade. A tarefa é gigantesca, mas a abordagem em Mysuru (que
combina a disponibilidade de mão de obra barata com métodos tradicionais
e usinas modernas) mostra como um programa de desenvolvimento sustentável pode mudar radical e positivamente a realidade.
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| A virada ecológica de Mysuru pode acontecer também por aqui |
Apenas cerca de 82 por cento dos 62 milhões de toneladas de resíduos geradas por ano pelas cidades indianas de lixo é coletado e somente 28 por cento é tratado e processado. A maior parte vai parar em aterros sanitários, lixões a céu aberto ou simplesmente no chão, muitas vezes obstruindo rios e bueiros. Esta situação está parecida com a de milhares de cidades brasileiras também. A recente e rápida expansão da economia da Índia transformou sua fama de país com falta de saneamento básico e com ruas sujas em uma verdadeira crise. O aumento da riqueza e do consumo e a crescente urbanização poderiam fazer com que a quantidade de resíduos sólidos urbanos se tornem cinco vezes maiores até 2051, de acordo com um artigo de alerta publicado por pesquisadores da Universidade Jamia Millia Islamia, de Nova Déli. As cidades que conseguirem encontrar uma maneira barata de lidar com o problema poderão obter benefícios inesperados em matéria de investimento e em termos de uma comunidade mais saudável: "Nós não queremos que o lixo seja desperdiçado; queremos extrair riqueza daí”, diz D.G. Nagaraj, diretor de Saúde da Mysuru City Corporation. “Aterro zero é o nosso lema". "A separação de resíduos é muito importante, mas é apenas uma parte da história", disse Swati Sambyal, gerente de programa do Centro de Ciência e Meio Ambiente de Nova Déli. “A maioria dos municípios indianos não tem recursos humanos, veículos, infraestrutura nem receita suficientes para fazer a separação". É o mesmo filme que a gente vê por aqui e em outras tantas cidades do Brasil, apenas centenas entre mais de 5 mil processam a reciclagem, a recompostagem e o fornecimento de eletricidade a partir dos resíduos urbanos, praticando assim a economia ecológica, tornando a realidade sustentável, mais saudável e feliz para todoa a população. Assim como em Mysuru na Índia, isso poderia estar sendo feito por aqui no Brasil. Aliás, precisa ser feito para termos futuro na vida.
(Confira na seção de comentários deste blog mais informações sobre o milagre de Mysuru, bem como mensagens e opiniões)
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| O milagre de Mysuru já começa acontecer por aqui no Brasil também... |
Fontes: bloomberg - exame.abril.com.br
folhaverdenews.blogspot.com
folhaverdenews.blogspot.com







Como a maioria dos novos sistemas de reciclagem que estão surgindo, o de Mysuru depende em parte do apoio do governo. O governo federal começou a oferecer no ano passado subsídios para criar usinas de compostagem e para implantar uma gestão sustentável de todo o processo.
ResponderExcluirOs incentivos ajudaram a aumentar a produção nacional de compostagem de resíduos de 0,15 milhão de toneladas em março de 2016 para 1,31 milhão de toneladas em agosto de 2017. O investimento em instalações para transformar resíduos em compostagem ou energia pode chegar a US$ 3 bilhões até 2027, de acordo com estimativas da câmara de comércio e indústria Assocham em um relatório de 2015.
ResponderExcluir"Todas ou quase todas as cidades do Brasil e da América Latina também têm uma montanha de lixo para remover e para fazer o milagre de transformar os resíduos em dinheiro, a bem da população e dum futuro sustentável": comentário de Geraldo Alves de Souza, engenheiro de Santos (SP), que nos enviou fotos, agradecemos o envio, abraços aí e paz na luta.
ResponderExcluirVocê pode colocar aqui sua mensagem ou se precisar faça o envio por e-mail para a redação deste nosso blog, mande para navepad@netsite.com.br
ResponderExcluirVídeos, fotos, material de informação, você também pode enviar direto para o editor de conteúdo deste blog de ecologia padinhafranca603@gmail.com
ResponderExcluir"Fico feliz em ver que pode acontecer esse verdadeiro milagre, transformar lixo em dinheiro pro bem de nossas cidades e nossa população": comentário também do engenheiro Geraldo Alves de Souza.
ResponderExcluir"Nos anos 90 foi implantado aqui na cidade um programa municipal de reciclagem, que veio declinando em verbas e em importância com a série de prefeitos que substituíram Maurício Sandoval, que foi inovador, mas ao invés de crescer o volume da reciclagem está cada vez mais diminuindo, assim aumentando o risco de doenças e a quantidade de lixo": comentário de Ana Laura, de Franca (SP), que é professora de Geografia.
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