Na Áustria com 50,3% dos votos Van der Bellen vence extrema-direita também por ser contra a violência e xenofobia em relação aos imigrantes: ele busca uma realidade mais humanitária
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| Visto como Green e Grunen ele representa um movimento humanitário e ecológico |
Foi
uma vitória de um professor universitário, líder de cidadania, um
adepto da ecologia e da não violência, a partir de 8 de julho, Alexandre
Van der Bellen será o primeiro ecologista na história da Europa e de
todo o planeta a assumir a presidência de um país: em resumo, no seu
discurso, Van der Bellen afirmou querer dar
'bom futuro' para a população austríaca. Segundo detalham comentários do
site Opera Mundi, o resultado apertado demonstra divisão da
população e insatisfação com governos de centro. Se aqui no Brasil o
fantasma da política é a corrupção, na Áustria, a ineficiência dos seus
políticos vinha sendo o principal desafio. O nosso blog Folha Verde News,
assim que o resultado da eleição se confirmou (50,3% para Van der
Bellen, 49,7% para o ultranacionalista Norbert Hofer), a gente recebeu
uma mensagem com links de informação, por exemplo da agência de notícias
AFP, enviadas do Reino Unido pelo nosso amigo Fernando do Couto Rosa
Almeida, engenheiro formado pela Ufscar e que faz atualmente uma
especialização na Escócia, o que nos ajudou a colher mais dados e
detalhes sobre esta vitória inédita de um cidadão da área cultural
contra um homem poderoso que estava até sendo comparado a Adolf Hitler
por suas atitudes radicais de direita e racistas contra os imigrantes.
Ao contrário do seu adversário, Van der Bellen é um intelectual ligado
ao movimento humanitário e da multiculturalidade, ou seja, alguém que
renega preconceitos ou tabus e busca uma nova estrutura sustentável no
sistema governamental para tornar possível um futuro melhor para todos.
Alexander Van der Bellen chegou a ser um presidente do Partido Verde
da Áustria mas nesta eleição se lançou como independente de partidos,
venceu
as eleições presidenciais por sua postura de cidadania, ele tenta
atualizar o estado austríaco, pensa em termos de desenvolvimento
sustentável e falou: "Muitas pessoas neste país já não se sentem
suficientemente representadas,
sentem que não são ouvidas pelas autoridades. Meu objetivo é ser um
parceiro construtivo
do governo federal, do Parlamento e da população, para que em seis anos o
povo da
Áustria se sinta melhor e possa dizer, ‘meus filhos terão um bom futuro’ ou então ‘eu posso olhar para o futuro com esperança’”,
disse Van der Bellen
em resumo no discurso após sua vitória, comemorada discretamente mas com
alegria nas ruas. Parlamentarista, ele foi apoiado ao mesmo tempo pelos
eleitores mais jovens e pelos mais idosos, numa composição de forças
sociais e políticas tanto renovadoras como tradicionais, contra a
violência ou radicalismo do seu opositor Norbert Hofer. Nos bastidores,
há comentários que, em razão das características da vitória eleitoral de
Van der Bellen, ela é ao mesmo tempo Green e também Grunen, porque ele
teve um apoio amplo da população, além dos ativistas do movimento
ecológico e de cidadania, os pacifistas que recusam guerras ou soluções
violentas e em especial dos anticapitalistas, que procuram um novo
sistema mais humanitário e feliz para a Áustria. Hofer, por sua vez,
comentou a derrota em sua conta no Facebook. “É
claro que estou triste, mas, por favor, não percam a esperança, não
estou totalmente derrotado, a minha votação foi muito expressiva, vejo
que os esforços
destas eleições não foram um desperdício, mas um investimento para os
próximos anos", argumentou. Caso Hofer tivesse vencido esta eleição, ele
teria se tornado o
primeiro Chefe de Estado da extrema-direita populista da Europa desde o
fim da Segunda Guerra Mundial. Na opinião do escritor austro-israelense
Doron Rabinovici, que apoiou a
candidatura de Van der Bellen, “um resultado praticamente de 50% contra
50% não significa uma divisão do país, é uma vitória do esforço a mais
de alguns, no fundo, venceu a democracia”. Muito respeitado pelos
austríacos, Doron comentou ainda: "Nós temos sim um problema neste país:
a política vem sendo conduzida a
nível de imprensa de tabloide em vez de discutida de maneira
substancial”, disse ele ao jornal norte-americano New York Times,
criticando os governos centristas que vinham mantendo a Áustria dentro
duma realidade que ele considera como medíocre e ultrapassada: "Houve
agora um salto para o futuro".
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| Danke é também um agradecimento e uma referência ao movimento humanitário |
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| Com o apoio dos jovensVan der Bellen derrotou um candidato mais novo e ultrarradical |
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| Em toda a UE população e imigrantes comemoraram esta vitória |
O que levou o 1º ecologista a ser presidente de um país na UE e no planeta?
É também um salto de futuro para os Verdes de várias tendências em todo o planeta. Na história destes ativistas o letão Raimonds Vegonis se aproximou muito duma vitória eleitoral, Joscka Fisher, o ex-primeiro ministro da Alemanha também, o mesmo de seu com o deputado franco-alemão Daniel Cohn Bendit na França (ele que foi um líder do movimento da juventude dos anos 60 e esteve no Brasil dando palestras nestes últimos 10 anos), apoiando a ambientalista Marina Silva, que era do PV e agora articulou a fundação da Rede da Sustentabilidade. A gente tem que citar ainda nesta trajetória internacional dos Verdes o norteamericano Ralph Nader que se destaca entre os partidos minoritários há várias eleições, bem como Al Gore, que se aproximou muito, mas foi mesmo Alexandre Van der Bellen que agora na Áustria se torna o primeiro ecologista a presidir um país na Europa e na Terra. Com certeza, um sinal positivo para a humanidade, carente de mudanças e avanços, que são verdes mas de vários tonalidades (green e grunen, como dizem os austríacos), mais do que um partido político, se trata de um movimento transformador da atual realidade. Até a democrata cristã Angela Merkel ao abandonar o Nuclear e investir nas energias limpas como a Solar e a Eólica toma uma posição Verde na Alemanha e na UE. A eleição de um ecologista a Presidente é inédita mas também uma tendência da evolução da história. Na atualidade, se todos nós, seja aqui no Brasil, na Áustria, no terceiro ou no primeiro mundo, seja onde for, se nós seres humanos não criarmos um novo sistema de vida, equilibrando os interesses econômicos com os ecológicos, nos libertando da indústria do petróleo e da cultura da violência, enfim, se nós não criarmos o futuro, do jeito como tudo está hoje em dia, não existirá futuro para a natureza e para todos nós. (Antônio de Pádua Silva Padinha)
Fontes: AFP - BBC - Reuters - Opera Mundi
www.folhaverdenews.com
É também um salto de futuro para os Verdes de várias tendências em todo o planeta. Na história destes ativistas o letão Raimonds Vegonis se aproximou muito duma vitória eleitoral, Joscka Fisher, o ex-primeiro ministro da Alemanha também, o mesmo de seu com o deputado franco-alemão Daniel Cohn Bendit na França (ele que foi um líder do movimento da juventude dos anos 60 e esteve no Brasil dando palestras nestes últimos 10 anos), apoiando a ambientalista Marina Silva, que era do PV e agora articulou a fundação da Rede da Sustentabilidade. A gente tem que citar ainda nesta trajetória internacional dos Verdes o norteamericano Ralph Nader que se destaca entre os partidos minoritários há várias eleições, bem como Al Gore, que se aproximou muito, mas foi mesmo Alexandre Van der Bellen que agora na Áustria se torna o primeiro ecologista a presidir um país na Europa e na Terra. Com certeza, um sinal positivo para a humanidade, carente de mudanças e avanços, que são verdes mas de vários tonalidades (green e grunen, como dizem os austríacos), mais do que um partido político, se trata de um movimento transformador da atual realidade. Até a democrata cristã Angela Merkel ao abandonar o Nuclear e investir nas energias limpas como a Solar e a Eólica toma uma posição Verde na Alemanha e na UE. A eleição de um ecologista a Presidente é inédita mas também uma tendência da evolução da história. Na atualidade, se todos nós, seja aqui no Brasil, na Áustria, no terceiro ou no primeiro mundo, seja onde for, se nós seres humanos não criarmos um novo sistema de vida, equilibrando os interesses econômicos com os ecológicos, nos libertando da indústria do petróleo e da cultura da violência, enfim, se nós não criarmos o futuro, do jeito como tudo está hoje em dia, não existirá futuro para a natureza e para todos nós. (Antônio de Pádua Silva Padinha)
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| Chegamos nesse assunto a postar aqui um clip made in Austria mas ele foi bloqueado |
Fontes: AFP - BBC - Reuters - Opera Mundi
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ResponderExcluir"Observando o noticiário da mídia em geral fiquei sabendo da vitória de Van der Bellen mas foi acessando este blog, que eu descobri numa pesquisa no Google, em busca de mais informações sobre este fato, que agora estou realmente sabendo o que significa a eleição dum ecologista na Europa atual": o comentário é de Darci Pereira Guimarães, de São Paulo (SP), que atua na área de Comunicação, assessorando empresas e projetos culturais.
ResponderExcluir"Não tenho certeza mas creio que no alemão que se fala nas ruas, quando se diz que Van der Bellen é ao mesmo tempo green e grunen, significa que ele é verde mas também vermelho ou humanista ou tradicional, que ele é futurista mas também com base nas tradições da Áustria": o comentário que a gente aqui agradece é de Herman Vieira, que é de São Paulo (SP) e vive hoje em Vila Velha (ES), tendo viajado muito para o norte da Europa por razões comerciais, como ele explica.
ResponderExcluir"Tem engenheiro que vira suco e ecologista que virou presidente, mas brincadeira à parte, essa eleição na Áustria é inédita, é histórica e mostra a tendência de um maior valor da cidadania do que da política": comentário de Rodrigo Silveira, de Santos (SP), corretor de imóveis.
ResponderExcluir"Às vezes acontece essa união entre os jovens com pessoas mais maduras porém com idéias jovens, quase sempre dá um bom resultado": comentário de Helena Durst, fisioterapeuta em Florianópolis (SC).
ResponderExcluir"É preciso começar uma série de mudanças na vida política dos países, acho que é isso que a eleição na Áustria está mostrando": Mariana Ferreira, de Campo Grande (MS), ela diz que é gaúcha e que veio para o Mato Grosso para se casar com um criador de gado, "me adptaei bem aqui perto do Pantanal, mudança é sempre positivo".
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