Cerca
de 3 milhões de ecologistas e ativistas de produtos orgânicos se
manifestam contra esta empresa também contra sementes e alimentos
transgênicos ou venenos na agricultura proibidos em alguns países e
liberados em outros, como por aqui...
Cerca de 3 milhões de pessoas ligadas ao movimento ecológico, científico e de cidadania
foram às ruas em 421 cidades de 48 países neste sábado contra a multinacional de
biotecnologia Monsanto, produtora de cerca de 90% das sementes
transgênicas no mundo. Foi a terceira Marcha contra a
Monsanto, que protesta contra os alimentos transgênicos ou também
chamados organismos geneticamente modificados (OGMs), que já são
consumidos por parte da população mundial, inclusive no Brasil, onde não
há informação na grande mídia e só sites ou blogs como o Folha Verde News debatem este problema. Os
estudos
científicos já provaram que os transgênicos podem causar
danos aos rins e fígado, maior predisposição ao câncer, entre outros
riscos à saúde dos consumidores. Além disso, o cultivo de sementes
geneticamente
modificadas prejudica o trabalhador rural, o solo e o meio ambiente. A
Monsanto, que fatura
anualmente cerca de 4,5 bilhões de dólares, também utiliza seu poder
econômico para pressionar universidades e institutos de pesquisa que
publicam estudos contrários aos seus interesses, bem como, para
alimentar lobbies de apoio a seus produtos junto a políticos aqui no
país e em todo o planeta.
| A Monsanto é acusada por ativistas pela saúde em Paris |
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| Manifestantes brasileiros não se omitiram mas a nossa mídia... |
Por
aqui na região de Franca e de Ribeirão Preto, nordeste do estado de São
Paulo, os manifestantes podiam ser contados em dezenas, mas em Paris,
em Londres, na Suiça, em Roma e em várias cidades européias, como também
nos Estados Unidos e no Canadá, eles saíram às ruas aos milhares. Do
tal de 3 milhões de manifestantes por esta causa ecológica em todo o
planeta, a maioria, jovens, como informaram agências de notícias como a Reuters e a AFP, a chamada grande mídia brasileira se omitiu, em nosso país só sites de jornalismo, como o Terra e o Yahoo
deram algum destaque aos protestos. Mais uma prova do lobby Monsanto e
da influência econômica e política dos transgênicos no Brasil foi a
aprovação no final
de abril na Câmara dos Deputados de Projeto de Lei que livra as empresas
do setor alimentício da obrigatoriedade de informação nos rótulos de
produtos que contêm menos de 1% de transgênicos em sua composição. O
projeto foi encaminhado ao Senado. Com isso, abre-se precedente para que
os produtos transgênicos se misturem aos outros saudáveis e naturais,
inclusive orgânicos, confundindo os consumidores. O Ministério Público precisa
agir em nosso país com urgência, se posicionando ao lado do consumidor,
do bom senso, da pesquisa científica e da saúde na alimentação e no
meio rural brasileiro. O monopólio da Monsanto na área dos alimentos
OGMs é uma realidade,
comercializa 98% da soja transgênica do mundo e 78% do milho tolerante a
herbicidas. Se não bastasse, a empresa ainda produz os pesticidas
glifosato e agente laranja. O primeiro já foi proibido em dezenas de
países do mundo como Holanda
e El Salvador. No Brasil, o Ministério Público Federal (MPF) enviou em
abril documento à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
solicitando urgência na reavaliação toxicológica do glifosato. Em
diversos outros países, pedidos de proibição da substância tramitam na
Justiça e no Poder Legislativo. A base das proibições são os diversos
estudos que ligam o uso do glifosato a doenças como câncer, diabetes,
depressão, alzheimer, entre outros problemas para a saúde humana e o
ambiente.
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| Manifestante exibe o herbicida Round Up produzido pela Monsanto |
DESAFIO MONSTRO - Mais
de 1,5 mil pessoas manifestaram-se neste sábado em Paris contra a
agroquímica Monsanto, multinacional americana, para exigir a proibição
dos
pesticidas e das sementes transgênicas, segundo estimativas da
polícia.Outros protestos deste tipo rolaram em outras
cidades francesas, européias e do mundo, principalmente na Suíça e no
Canadá. Segundo o
Greenpeace, 1,2 mil pessoas se reuniram em Morges, perto da cidade
suíça de Lausanne. Entre os cartazes exibidos na manifestação parisiense,
lia-se Monsanto, empresa criminosa. "A
Monsanto é o retrato das multinacionais depredadoras", comentou
Benjamin Sourice, porta-voz do coletivo Engraineurs, um dos que
organizaram a manifestação na capital francesa. Sob
uma discreta vigilância policial, a manifestação aconteceu de forma
pacífica. Os
protestos acontecem dias depois que a União Europeia
adiou sua decisão sobre a renovação da autorização do glifosato,
substância ativa usada em herbicidas e cujas consequências sobre a saúde
humana são alvo de debate. O herbicida Round Up, produzido pela
Monsanto, tem sido comercializado livremente em nosso país, também aqui na região, mesmo contendo esta substância que além de proibida é adominável, segundo médicos especializados. Com cartazes com mensagens como bioterrorismo,
música e dança,
cerca de 250 manifestantes protestaram neste sábado no Rio de Janeiro
contra o grupo norte-americano de biotecnologia agrícola. Enquanto em
outros lugares do mundo os protestos reuniram milhares e até milhões de
pessoas, no Rio, Recife, Salvador, Porto Alegre e por aqui no interior
paulista e na capital de São Paulo, os manifestantes podem ser contados
em dezenas ou em centenas, devido à desinformação e desmobilização da
maioria das pessoas. Em meio a esta onda de protestos, porém, o grupo
alemão Bayer fez agora uma oferta de 62 bilhões de dólares (55 bilhões
de euros) para assumir o controle da Monsanto. A fusão Bayer-Monsanto confirmaria a
consolidação do movimento no setor, com a união em curso entre as
americanas Dow Chemical e DuPont, assim como a do grupo suíço Syngenta
com a chinesa ChemChina. O Greenpeace, o movimento ecológico, científico e de cidadania, pelo visto, têm um desafio monstro.
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| No coração dos States, em Los Angeles, o protesto foi muito grande |
Fontes: AFP - Yahoo - Terra - Reuters
www.folhaverdenews.com




Nosso webespaço apoia esta manifestações, mesmo porque elas têm base: o que fundamenta as proibições são os diversos estudos que por exemplo ligam o uso do glifosato a doenças como câncer, diabetes, depressão, alzheimer, entre outros problemas para a saúde humana e o ambiente.
ResponderExcluirUma informação histórica, interessante e ligada à contracultura: cerca de 83 milhões de litros de agente laranja foram usados pelas tropas americanas na Guerra do Vietnã entre 1964 e 1975, no Vietnã, Laos e Camboja. O herbicida tem a propriedade de desfolhar as plantas e árvores. Com isso, 25% das florestas da região foram devastadas. A dioxina contida no agente laranja causou doenças em dois milhões de vietnamitas e milhares de soldados norte-americanos.
ResponderExcluirA dioxina do agente laranja chegou a ser detectada em produtos da Monsanto comercializados no Brasil.
ResponderExcluirMais informações nesta seção de comentários a seguir numa próxima edição, confira. E você pode desde já participar, colocando aqui a sua mensagem.
ResponderExcluirVocê pode se preferir mandar a sua mensagem pro e-mail da redação do nosso blog de ecologia e de cidadania: navepad@netsite.com.br e/ou mandar sua mensagem direto ao nosso editor de conteúdo, por exemplo, enviando fotos ou sugerindo pautas: padinhafranca@gmail.com
ResponderExcluir"Na verdade são dois absurdos, este produto que é prejudicial à saúde humana e ao ambiente, além da omissão de parte da mídia e de autoridades políticas do Brasil": o comentário é de Fabiano de Souza Fernandes, de São Paulo e que hoje está trabalhando e estudando em Salvador (Bahia): "Aqui infelizmente as manifestações foram pequenas, de toda forma marcaram o protesto".
ResponderExcluir"O fato da Bayer oferecer 55 bilhões de euros pelo controle da Monsanto mostra o tamanho dessa empresa e o perigo desse negócio se a gente pensar em termos de lobby no Congresso": comentário de Lúcia Helena Ramos, de Niterói (RJ), formada pela UFRJ em Administração.
ResponderExcluir"Vi numa palestra que a Monsanto comercializa 98% da soja transgênica do mundo e 78% do milho tolerante a herbicidas, quer dizer, é a empresa nº 1 do setor que no Brasil está sob um controle muito menor do que deveria ser": comentário de Ítalo Neves, advogado em Nova Friburgo (Santa Catarina).
ResponderExcluir"Que sufoco o Brasil, tanto por causa da corrupção como pelo drama da saúde do povo e do ambiente, como mostra bem essa situação da Monsanto": quem comenta é Geraldo Alves Martins, Tecnológo da Informação, em Mogi das Cruzes (SP).
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