Estes estudos, divulgados pela Nature Climate Change, levaram a revista Exame fazer uma matéria completa sobre este problema ao mesmo tempo econômico e ecológico, como nunca havia ainda acontecido, a reportagem de Vanessa Barbosa no site exame.com repercute no Brasil e em toda a América Latina, onde a notícia repercute intensamente. "Muitos cientistas e ecologistas estamos sempre dando um alerta sobre a urgência de um desenvolvimento sustentável que seja capaz de equilibrar os interesses econômicos com os ecológicos, porém, agora, a situação é inversamente proporcional: a falta de uma sustentabilidade mínima e de medidas que controle o aquecimento global, o excesso de CO2 que tem como causa o atual sistema dos países baseado quase só no uso de combustível fóssil e apoiado pelo lobby da indústria mundial petrolífera, este caminho poderá levar ao caos do clima e do ambiente que também causará ao mesmo tempo um rombo financeiro nunca antes visto na Terra e também por aqui em nosso país, onde os recursos naturais e as energias limpas são desprezados", comenta por sua vez o editor do nosso blog Folha Verde News, o jornalista de ecologia Antônio de Pádua Silva Padinha, diante do peso desta informação de que sem controle, as mudanças climáticas podem gerar um rombo de US$ 2,5 trilhões no valor dos ativos
financeiros em todo o mundo, de acordo com este levantamento que tem toda a credibilidade, sendo a primeira grande estimativa
de modelagem econômica já realizada sobre um assunto ambiental. No caso, as perdas financeiras causadas pelo aquecimento planetário só se efetivarão dentro dum cenário da temperatura média da superfície
global alcançar 2,5° C acima do nível pré-industrial, o que está previsto para acontecer até 2100, confirme vêm alertando mais de 100 cientistas do IPCC da ONU. Este estudo agora, inspirado no alerta e na denúncia do IPCC das Nações Unidas no final do ano em Paris (França), foi feito por especialistas no Reino Unido do Instituto de Pesquisa Grantham sobre Mudanças do Clima e do Ambiente, tendo sido realizado na London School of Economics and Political Science and Vivid Economics, tendo sido muito grande o impacto no meio cientifico desta publicação do estudo britânico na revista Nature Climate Change. O alcance do rombo econômico causado pelo desastre ecológico, os números no entanto, poderão ser ainda maiores, ampliando mais ainda os seus efeitos negativos. Nos piores cenários analisados por estes pesquisadores ingleses que são os indicadores muitas
vezes usados pelos reguladores do mercado para verificar ou fiscalizar a saúde financeira das
empresas e das economias, as perdas poderiam subir de 2,5 trilhões de dólares até para US$ 24 trilhões,
ou 17% de todos os ativos do mundo, rombo que então poderá arruinar a economia global. Os autores ressaltam que essas somas são maiores do que os US$ 5
trilhões estimados para a capitalização total do mercado de ações das
empresas de combustíveis fósseis atualmente. As perdas seriam causadas pela destruição direta de ativos devido ao
aumento de eventos climáticos extremos e também por uma redução nos
lucros para os afetados por altas temperaturas e secas, além de
instabilidade geopolítica, entre outros impactos das mudanças no clima e no ambiente que já correm em menor proporção ainda, agora. Segundo o pesquisador Simon Dietz, "os resultados podem surpreender os
investidores, mas não será surpresa para muitos economistas que se
debruçam sobre os efeitos das mudanças climáticas". Somente se forem tomadas medidas objetivas para desde já combater as mudanças climáticas, o estudo adverte que só assim será possível reduzir as perdas financeiras globais, com o rombo gerando um caos planetário. "Ao longo dos últimos anos, os modelos econômicos vêm gerando
estimativas cada vez mais pessimistas sobre os impactos do aquecimento
global sobre o crescimento econômico futuro. Mas também descobrimos que
cortar os gases de efeito estufa para limitar o aquecimento global a não
mais do que 2°C objetivamente reduz de modo substancial o valor em risco frente ao
clima", argumenta Simon Dietz. Num cenário mais positivo, limitar o aquecimento a 2° C até 2100
reduziria significativamente as perdas. Nesse caso, o valor médio dos
ativos financeiros globais em risco seria de US$ 1,7 trilhão, com 1%
chance de que US$ 13,2 trilhões estejam em risco. Por mais paradozal que seja, as preocupações sobre aquecimento global já encabeçam as discussões de
economistas. Em janeiro, o próprio Fórum Econômico Mundial concluiu que o fracasso
da adaptação e mitigação das mudanças climáticas é atualmente a maior ameaça
potencial para a economia global para 2016 e para os próximos anos.
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| As mudanças do clima e no ambiente no atual rítmo causarão um caos na economia... |
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| ...tanto quanto no desequilíbrio da ecologia e da condição humana de vida... |
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| ...uma situação limite: excesso de petróleo e falta de energias limpas |
Fontes: www.exame.abril.com.br
www.folhaverdenews.com
Não se trata de previsões catastróficas feita por profetas apocalípticos mas é a conclusão de um estudo feito por economistas de ponta no planeta, alertando, num outro ponto de vista, surpreendente, sobre o resultado que pode ser previstos a continuarem como estão atualmente desequilíbrios da ecologia.
ResponderExcluirDesequilíbrios ecológicos, causados pela estrutura energética da maioria dos países, inclusive também o Brasil, que não implantam energias limpas como a Solar e a Eólica e continuam submissos aos lobbies da indústria petrolífera, que dominam o planeta.
ResponderExcluirColoque aqui nesta seção de comentários a sua opinião ou nos mande informações ou a sua mensagem para o e-mail da redação do nosso blog de ecologia e de cidadania: navepad@netsite. com.br
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ResponderExcluir"Estamos numa situação limite nesta atual civilização e creio que o último sinal de que é urgente mudar é esta pesquisa que mostra o caos sob o ponto de vista econômico, aí pode ser que os governos e as pessoas entendam a gravidade deste problema": o comentário é de Geraldo Santos Pereira, engenheiro pela Unesp, que planeja uma especialização em Energias Limpas na USP.
ResponderExcluir"Os jornais, rádios e TVs deveriam dar mais destaque a informações como estas": comentário de Humberto Teodoro, de São José dos Campos (SP), que mantém Clínica de Fisioterapia.
ResponderExcluir"Limitar o aquecimento global até por volta de a 2° C até 2100 não me parece uma tarefa tão difícil mas ela exige uma mudança estrutural no sistema, aí que está o problema": quem comenta é Daniel Santos Rezende, diretor de Academia Fitness em Formiga (MG), que conhece as condições e os perigos do petróleo por ter trabalhado numa refinaria anos atrás, como nos conta.
ResponderExcluir"Quando economistas e ecologistas falam a mesma língua é sinal que a coisa está feia mesmo": quem comenta é Tadeu Yguarra Bentes, de São Paulo (SP), que atua com exportação.
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