Um casal de ambientalistas foi vítima de agressão por um caçador
em Atalanta (SC) no domingo e a notícia está se espalhando só agora, depois que caíram na Internet as fotos que eles fizeram no momento em que estavam sendo agredidos. Segundo os dois, eles passeavam na mata
próxima de sua casa com a filha, quando um homem saiu dos arbustos
apontando uma arma para um deles: Wigold Schaffer e Miriam Prochnow são conselheiros da
Apremavi
(Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida), ambos haviam voltado para Santa Catarina após 14 anos de atuação em Brasília, ele no
Ministério do Meio Ambiente e ela dentro de entidades do movimento ecológico em lutas de âmbito
nacional. Estavam há um tempo tranquilos, buscando ali mais proximidade com a natureza, quase anônimos em Atalanta. "Este fato os recoloca na mídia, ainda bem que não em mais mortes de ambientalistas, que têm virado quase uma rotina em especial no norte do Brasil: desta vez foi no sul e felizmente, Wigold e Miriam escaparam vivos da agressão de um caçador", comenta aqui no
Folha Verde News o repórter e ecologista Padinha ao editar esta ocorrência, que é destaque também em sites como o
Ambiente Brasil e
Terra. Em resumo, no domingo, eles passeavam com a filha na mata próxima de sua
casa quando do nada o agressor apareceu. “Ao perceber algo se movimentando atrás de
uns palmiteiros inicialmente pensei se tratar de algum animal e
comecei a fotografar, segundos depois surge o caçador vindo em minha
direção já com o dedo no gatilho e a arma apontada diretamente para mim”,
relata Wigold. A mulher e a filha estavam a cerca de 50 metros. O ambientalista afirma que continuou fotografando e gritou por
socorro. “O agressor não parou, veio direto em minha direção com a arma
apontada, até quase encostar o cano em meu rosto, aí ao mesmo tempo que tentava arrancar
a câmera fotográfica de minhas mãos, nesse momento ele vacilou, num gesto rápido e de reflexo segurei o cano da arma e desviei do meu corpo, foi
quando ele puxou o gatilho e atirou, o tiro passou muito perto do meu
peito”, diz Wigold B. Schaffer. As imagens que ele e a sua mulher fizeram são uma prova incontestável da agressão e incriminam o caçador,que Wigold preferiu não identificar, o caso já foi encaminhado e agora está sob a responsabilidade de autoridades policiais catarinenses. Voltando aos instantes cruciais da agressão, Wigold conta que continuou segurando o cano para evitar que o agressor atirasse nele. Conforme o relato do ambientalista, como o caçador não conseguia,
ele partiu para o contrataque, Wigold começou a atacar o agressor, primeiramente com chutes, depois com coronhadas e
com a câmera fotográfica, que nisso até se partiu. Ele mesmo só foi atingido na mão, de
raspão, por um disparo. “Enquanto me aproximava fui tirando fotos para registrar a agressão e
ao mesmo tempo reconheci o agressor e o chamei pelo nome”, relata por sua vez
Miriam Prochnow, afirmando que pedira antes para que a filha voltasse para casa e
chamasse a Polícia. O caçador ainda tentou tirar a câmera dela e conseguiu retomar em parte o controle da situação: o casal conta que ficou sob a mira da arma por talvez 20 minutos e o
agressor somente fugiu quando percebeu que a Polícia já estava chegando. Eles denunciaram o caso ajuntando as fotos às polícias
Militar e
Civil, ao
Ministério Público Estadual e também ao
Federal. A caça na mata nativa é proibida e a
associação ecológica a que eles pertencem (
Apremavi) afirmou depois à imprensa regional que esta agressão vai disparar uma campanha contra a prática da caça, a ser feita junto
com outras instituições, para que também animais selvagens em cativeiros sejam soltos ali e armas na posse de outros caçadores da região sejam apreendidas. A proposta dos ecologistas é que esta agressão seja um marco para diminuir a violência na região de Atalanta em Santa Catarina.
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| A foto do agressor feita pelo próprio Wigold num primeiro momento |
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| Depois, ele e o agressor lutando pela posse da arma na entrada da mata... |
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| ...e a sequência foi feita por Miriam que estava a uns 50 metros do local da agressão |
Fontes: www.ambientebrasil.com.br
www.terra.com.br
http://folhaverdenews.blogspot.com
A agressão ao casal de ecologistas Wigold Schaffer e Miriam Prochnow em mata de SC tem até um tom cinematográfico mas na verdade mostra a violência da realidade atual e mais uma ameaça de morte a ecologistas em defesa dos seus ideais.
ResponderExcluirAo mesmo tempo em que nosso blog de ecologia e de cidadania se solidariza com Wigold Schaffer e Miriam Prochnow, divulgamos este acontecimento com a perspectiva de alertar mais uma vez sobre o crescimento da violência e sobre as constantes agressões em variadas regiões do Brasil aos que defendem a natureza e causas socioambientais.
ResponderExcluirEsperamos que Wigold Schaffer e Miriam Prochnow e nem outros integrantes da Apremavi (Associação de defesa do meio ambiente e da vida) sejam a partir desta ocorrência jurados de morte, como já é praxe acontecer em fatos similares, especialmente no norte do país. As autoridades públicas já estão informadas do fato e as fotos que Wigold Schaffer e Miriam Prochnow conseguiram tirar são um registro de grande importância para documentar a ameaça de morte e a violência do fato.
ResponderExcluirCaso vc tenha mais informações sobre este fato ou sobre outros acontecimentos similares, bem como, se vc quiser emitir sua opinião ou fazer algum comentário, envie por e-mail para o endereço do nosso blog: navepad@netsite.com.br
ResponderExcluirA gente tem por critério aqui no blog de não destacar muito notícias violentas, porém, nas circunstâncias destes acontecimentos em SC, não tivemos como deixar estes fatos passarem em branco, como aliás infelizmente ocorreu na grande mídia: este tipo de violência envolvendo os ecologistas Wigold Schaffer e Miriam Prochnow na verdade faz parte da luta para acabar com a violência...
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