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domingo, 14 de julho de 2013

NA SECA DE QUIXERAMOBIM O FUTURO QUE VEM DOS DESERTOS DE ISRAEL

Nordeste vai buscar tecnologia em Israel para enfrentar a maior seca dos últimos 50 anos

Em meio à maior seca dos últimos tempos, a equipe de reportagem do site Uol mostra que o Nordeste busca em Israel, país referência na convivência com escassez de água, que desenvolveu tecnologias  sustentáveis para enfrentar a estiagem, inclusive usando energias limpas no sistema de recuperação: ainda nesta semana, você havia acompanhado aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News um resumo sobre a tragédia da seca no semiárido brasileiro. Agora, Uol informa que o Governo do Ceará fecha detalhes para sediar uma fazenda-modelo de Israel. O objetivo é transferir tecnologia que deu certo nos desertos do Oriente Médio para os produtores rurais nordestinos.


Um fio de água na caatinga,  a última esperança de Quixeramobim vem do deserto de Israel





Bahia e Ceará também estudam o uso de tecnologias israelenses para tratamento de água, como estações móveis mas também como no caso do Ceará, a iniciativa ainda esbarra na liberação de recursos federais.
"Lá em Israel chove muito menos ainda do que no semiárido brasileiro, e a técnica de irrigação por gotejamento foi a solução", disse Sheila Sztutman, consultora econômica de Israel no Brasil, participando deste esforço para a superação deste drama socioambiental no Nordeste brasileiro.Há lugares em Israel onde chove menos de 100 mm por ano, enquanto no semiárido brasileiro as chuvas vão de 200 mm a 800 mm/ano.Na irrigação por gotejamento, a água é aplicada diretamente nas raízes das plantas, inclusive com fertilizantes, o que diminui o desperdício.Lá no Oriente Médio também se usam estufas com o ambiente controlado para cultivo e seu sistema de gestão de águas monitora com rigidez perdas em tubulações. "Veja que enquanto no Brasil há Estados com 25% de perda de água no sistema, em Israel, quando esse índice chega a 2%, aciona-se um alarme para correção", disse Sztutman, confirmando que existe alternativa de solução para o caso das secas brasileiras que, "cá entre nós, são um problema técnico mas também político, além de falta de uma gestão de desenvolvimento sustentável, que é urgente se implantar em todo o país e em busca de resolver os problemas rurais e urbanos da nossa realidade", comenta aqui, nosso editor Antônio de Pádua Padinha, ecologista e repórter do Folha Verde News, abrindo seu webespaço para tentar ajudar a esta parceria Nordeste-Israel. A ideia da fazenda-modelo é apresentar tais tecnologias aos produtores brasileiros, adaptando os equipamentos à situação local.Será a segunda fazenda-modelo do tipo em todo o mundo. A primeira "exportada" por Israel foi implantada na Tailândia.Segundo a Adece (Agência de Desenvolvimento do Ceará), que coordena a parceria, outras tecnologias agrícolas israelenses também deverão estar presentes na fazenda-modelo, como pecuária leiteira (genética e alimentação) e em especial o aproveitamento de energias renováveis na produção.O terreno de 1.500 hectares do governo onde deverá funcionar a fazenda-modelo fica em Quixeramobim, cidade do sertão a 216 km de Fortaleza. A ideia é que o projeto, de custo ainda não definido, comece a ser implantado já neste segundo semestre de 2013. Para Israel, a iniciativa visa elevar as vendas de suas empresas ao Brasil. Já há companhias agrícolas israelenses no Brasil, mas com presença maior no Sudeste. Há interesse no Nordeste: uma dessas empresas israelenses, a Netafim, de irrigação, inaugurou fábrica em Pernambuco em setembro do ano passado. Independente do lado comercial, cientistas e ecologistas de ambos do Brasil e de Israel já vem-se comunicando via Internet sobre o potencial desta parceria que poderá plantar o futuro no semiárido brasiloeiro, a bem também da qualidade de vida de cerca de 700 mil brasileiros e brasileiras que sobrevivem nas regiões da Seca.

O sertão de Quixeramobim  será um endereço do futuro Brasil?
  
Fontes: www.uol.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

6 comentários:

  1. Os avanços tecnológicos de Israel para enfrentar e superar a falta de chuva ou escassês de água está na combinação de técnicas com o uso de energias limpas, como a Solar e a Eólica, nada de usinas termoelétricas ou megahidrelétricas como o Brasil vem usando ou planejando no semiárido.

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  2. Mapeamento feito por satélite feito pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites da Universidade Federal de Alagoas lança alerta para o fenômeno que vem sendo alertado por variados sites como o EcoDebate e pela própria ONU (Organização das Nações Unidas), já que este drama não é somente brasileiro.Como se não bastasse a falta de chuvas, o Brasil vê se alastrar no Nordeste um fenômeno ainda mais grave: a desidratação do solo a tal ponto que, em última instância, pode torná-lo imprestável, definitivamente seco, sem vida. Carece mesmo de uma gestão nova.

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  3. Um novo mapeamento feito por satélite pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites da Universidade Federal de Alagoas (Lapis), que cruzou dados de presença de vegetação com índices de precipitação ao longo dos últimos 25 anos, até abril passado, mostra que a região tem hoje 230 mil km² de terras atingidas de forma grave ou muito grave pelo fenômeno. A área degradada ou em alto risco de degradação é maior do que o estado do Ceará.

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  4. Além de alguns pontos do nordeste brasileiro, o problema da desertificação já atinge hoje 168 países: o drama da seca, desertificação e degradação do solo não é algo somente do nosso país, levantamentos e previsões da ONU e que logo mais, até 2030, praticamente metade da população mundial está vivendo com escassez de água, no Brasil, uma gestão sustentável pode antecipar alternativas de solução desde que autoridades governamentais comecem já e a população dê mais importância para esta questão, uma das mais graves da atualidade. Neste contexto, a parceria Brasil-Israel parece ser o caminho.

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  5. Caso vc tenha alguma informação ou queira registrar alguma experiência para superar a falta ou escassez de chuva e água, mande sua mensagem aqui para nosso blog, pode ser tb algum comentário ou somente a sua opinião: estamos montando um arquivo de informações sobre a Seca.

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  6. O internauta José Olímpio, de São Bernardo do Campo, nos envia informação que captou na Agência Brasil. O governo federal estima que 429.630 famílias não têm cisternas no semiárido brasileiro e, em meio à pior seca dos últimos 50 anos, dificilmente têm acesso à água. Os dados fazem parte do cadastro único do Brasil Sem Miséria, utilizado pelo governo para garantir que as famílias extremamente pobres da região tenham água disponível. Na última sexta-feira (5), o governo federal publicou no Diário Oficial da União dois decretos que tratam de programas de abastecimento de água no Nordeste e zonas rurais do país.
    O decreto 8.038 regulamenta o Programa Cisternas, que prevê garantias de fornecimento de água para consumo humano e para produção de alimentos. Os beneficiados serão integrantes de famílias de baixa renda da zona rural atingidas pela seca ou que sofram com falta regular de água. O texto altera artigos da norma que criou o Programa Água para Todos e institui dois comitês administrativos, sendo um gestor e outro operacional, ambos formados por integrantes de ministérios e representantes de trabalhadores rurais.

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