Diante das consequências do aquecimento global e dos desequilíbrios ecológicos que causam desastres naturais e variados problemas socioambientais, a ONU, a partir de levantamentos da Organização Metereológica Mundial está advertindo as autoridades públicas de vários países, também do Brasil, para a necessidade de medidas preventivas ou alternativas de solução imediatas ou ao longo da implantação de novas gestões de desenvolvimento sustentável, tornando possível assim a normalidade da vida com o avanço da economia mas também com o reequilíbrio ecológico do meio ambiente: um resumo destas informações você pode conferir aqui agora no Folha Verde News, a partir de reportagem especial no site Uol. Pastagem seca e carcaças de animais tornaram-se paisagem no município de Conde, no litoral norte da Bahia. A região Nordeste brasileira enfrentou nestes anos pior seca em meio século de levantamentos. Em 2012, a onda de calor fez as temperaturas médias ficarem entre 1ºC e 2°C acima do normal, afetando 1.100 municípios na região Joa Souza. Relatório da Organização Meteorológica Mundial destaca que período entre 2001 e 2010 foi o mais quente da história moderna e também o mais chuvoso no planeta. E o Brasil foi "destaque" nesta avaliação técnica, por exemplo, pelo furacão no sul e calor extremo no Piauí.
"O levantamento aponta que os eventos extremos do clima, como enchentes e secas, aconteceram da forma mais extrema, radical e sem precedentes nessa última década, podem se acentuar e o alerta precisa ser levado em conmta tanto pelas nossas autoridades governamentais como pelos jovens nas ruas, pelos lideres do movimento de cidadania, pelos nossos técnicos especializados, pela nossa população que pode exigir medidas e mudanças, antes que seja tarde demais", comenta o editor de conteúdo do nosso blog, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, que lembra ainda: "Estes variados acidentes como secas e enchentes agravam também os problemas socioambientais, que acabam afetando com mais intensidade as parcelas menos privilegiadas ou mais desprotegidas da população, os mais pobres que pagam o pato pelo desgoverno socioambiental, neste setor também é urgente um novo pacto nacional".
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| No nordeste brasileiro a maior seca em mais de 30 anos |
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| Em várias regiões desequilíbrios de enchentes |
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| Furacões, temporais, ciclones, mulktiplicaram-se os desastres ambientais nestes últimos 10 anos |
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| No Brasil e em vários países estes efeitos causam dramas socioeambientais na vida e na saúde |
O relatório da OMM está destacando o maior calor dos últimos 163 anos
A pesquisa lançada agora em Genebra na Suiça e encaminhada imediatamente à Organização das Nações Unidas (ONU) destaca que a temperatura média global entre os anos de 2001 e 2013 foi de 14,47° Celsius, a mais quente desde 1850. O Brasil é citado pelas secas na região amazônica, pelo calor em cidades do Piauí e até por um furacão, como explica à Rádio ONU, de Genebra, o vice-presidente da OMM, Antônio Divino Moura: "Nós tivemos um evento muito extremo, no caso do Brasil, que foi uma onda de calor em 2006 e a temperatura (no município) de Bom Jesus (no Piauí) foi de 44,6° Celsius. Em maio de 2004, nós tivemos o desenvolvimento de um ciclone, que foi se intensificando no Atlântico Sul e atingiu a costa de Santa Catarina, com ventos de 150 km por hora e causou muita destruição. Foi o primeiro e único furacão até agora observado no Brasil e aconteceu nessa década onde se acentuam os efeitos extremos do fenômenos climáticos e dos desequilíbrios ambientais". O relatório "Uma Década de Climas Extremos" destaca que o aumento da temperatura está ligado à maior concentração global na atmosfera de gases que causam o efeito estufa, o que indica a necessidade de se mudar a estrutura energética, menor dependência de energia originidas no petróleo e carvão, opção por energias limpas como as do Sol, do vento, da água. As taxas de dióxido de carbono subiram 40% desde o começo da era industrial, em 1750 e a concentração atual de CO2 no ar é de 400 partes por milhão. "No contexto destas informações, os cientistas brasileiros também precisam ser ouvidos pelos governantes, as principais agências do setor como SBPC e ABC já por várias vezes indicaram que projetos de megausinas hidrelétricas como agora na Amazônia e no Pantanal, termoelétrica e outras opções não são cientificamente corretas, está na hora do planeta e do país optarem pela pesquisa e pela implantação de nova matriz energética, busca de energia em fontes limpas para se implantar uma realidade sustentável", comenta ainda Padinha,a editando este post aqui no blog da ecologia e da cidadania. O documento afirma que a década de 2001-2010 foi também a mais chuvosa desde 1901. Enchentes, secas e ciclones tropicais causaram a morte de 370 mil pessoas, um aumento de 20% em relação à década anterior. Antônio Divino Moura relembra algumas das fortes inundações que atingiram o Brasil, segundo informa o relatório da OMM: "Nessa década, nós notamos no litoral da América do Sul, como Santa Catarina, Paraná, parte de São Paulo e do Rio de Janeiro, com aumentos de chuvas, bastante associados também com eventos extremos. Nós tivemos em 2011 deslizamentos de terra lá no Rio de Janeiro, com quase 1 mil pessoas mortas, foi um grande alerta mas muitos já se esqueceram". "Telejornais e a imprensa têm divulgado que nem mesmo as verbas federais encaminhadas à região foram aplicadas na recuperação do meio ambiente e da estabilidade socioambiental da população por falta de projetos técnicos ou de boa vontade dos administradores públicos, mais preocupados com assuntos politicoeleitorais", diz ainda nosso editor aqui no blog Folha Verde News. Já o vice-presidente da OMM ressalta a importância de os países aliarem conhecimento científico sobre as mudanças de temperatura com melhorers serviços públicos, climáticos, socioambientais. Pauta também para os jovens indo à rua no momento de cidadania para mudar e avançar a realidade do nosso país.
Fontes: OMM
www.uol.com.br
www.onu.org.br
http://folhaverdenews.blogspot.com





O relatório "Uma Década de Climas Extremos" da Organização Metereológica Mundial é a base para uma advertência da ONU a vários países, como ao Brasil, onde os desastres climáticos acabam gerando problemas na economia, na saúde, causando um drama socioambiental para a população, em especial, os mais pobres.
ResponderExcluirEste relatório com a credibilidade da ONU e da OMM, bem como os comentários do técnico especializado Antônio Divino Moura, além dos alertas das agências brasileiras da área científica, SBPC e ABC, deveriam levar a uma nova gestão do setor, a busca de uma nova estrutura energética e de um desenvolvimento sustentável.
ResponderExcluirApesar de tudo isso, de variadas postagens nas redes sociais por parte de ecologistas-internautas, de centenas de advertências em reportagens de TVs, rádios e jornais, os erros, a imprevisibilidade e a falta de projetos sustentáveis continuam, o que aponta para um agravamento ainda mais intenso da realidade climática e socoambiental também no Brasil.
ResponderExcluirCaso vc tenha alguma informação, comentário, observação, crítica ou sugestão dentro do tema desta postagem, envie a sua mensagem para o e-mail da redação do nosso blog de ecologia e de cidadania: navepad@netsite.com.br
ResponderExcluirInternauta de SP nos encaminha notícia que acabou de receber via agência Reuters, que está tb no site Terra, mostrando o lado saúde dos problemas socioambientais, como diz Paulo Chaves. OMS cria comitê de emergência para se preparar contra coronavírus Mers. A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a formação de um comitê de emergência de especialistas internacionais para se preparar para um possível agravamento do coronavírus do Oriente Médio (Mers) que matou 40 pessoas, disse o especialista em gripe da entidade, Keiji Fukuda, nesta sexta-feira. Fukuda afirmou que atualmente não há nenhuma emergência ou pandemia, mas que especialistas vão aconselhar sobre como lidar com a doença se o número de casos crescer de repente.
ResponderExcluir"Nós queremos ter certeza de que podemos nos mobilizar o mais rápido possível se precisarmos", disse Fukuda em entrevista coletiva em Genebra, na Suíça.
Zizim Silvestre, que mantém um sítio na divisa entre os estados de São Paulo e Minas Gerais, perto do Rio Grande, pegou esta informação que nos envia na revista Globo Rural deste mês: as chuvas de julho e agosto, no caso do nordeste do país sofrendo seca prolongada, elas continuam concentradas na Zona da Mata e parte do Agreste (na faixa leste daquela região) e ainda um pouco abaixo da média da época. No melhor das hipóteses, as chuvas ocorrem por todo o Nordeste só a partir de novembro.
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