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quinta-feira, 4 de julho de 2013

1ª MANIFESTAÇÃO CONTRA MONOPÓLIOS E A FAVOR DA LIBERDADE DE INFORMAÇÃO NO RIO

Talvez por medo do poder da Rede Globo a adesão ao protesto não foi grande, diz e-mail de um dos participantes do ato público de ontem, que destaca: "Nosso alvo não era uma determinada TV mas a questão da comunicação como um todo, ela está sendo questionada no país neste momento importante em que os jovens e a cidadania buscam mudar e avançar nossa realidade"

Recebemos aqui na redação do nosso blog de cidadania e de ecologia mensagem com informações sobre a primeira manifestação que acontece, neste contexto de variadas manifestações dos jovens e de vários outros setores da população: o protesto aconteceu no início da noite no Rio de Janeiro, diante da sede da Rede Globo, reunindo menos de duzentas pessoas. Jornais, rádios e TVs pouco noticiaram o evento, a não ser raras exceções, como o site jbonline.  "O que importa é que conseguimos, estudantes, repórters, lideranças do povo colocar na rua a nossa luta pelo direito da comunicação, fundamental para a cidadania, direito de toda a população e não apenas de monopólios ou de alguns grupos", comentou José Ribeiro Pereira Alves, estudante de jornalismo, a quem agradecemos o envio da informação. "O movimento Diretas Já, que a partir de São Paulo mobilizou milhões de pessoas em todo o Brasil, começou no primeiro ato público com umas 100 pessoas, não mais do que isso, estavam lá desde políticos como Ulysses Guimarães, artistas, jogadores de futebol, estudantes e imprensa, depois foi o que se viu, mudando a história da Nação, conseguindo nas ruas a democratização do país", comenta aqui no Folha Verde News, o nosso editor Antônio de Pádua Padinha, repórter e ecologista que estava lá pessoalmente neste ato hoje histórico no Masp no começo dos anos 80 e início de da maior mobilização popular brasileira: "Entendo assim como bem positiva esta primeira manifestação pela liberdade de informação em toda mídia e na Internet também, pela segurança dos jornalistas (53 foram vítimas de violência nestes dias) e contra sonegação ou manipulação de notícias por parte de monopólios", argumentou ainda Padinha. Ele entende que "o ato público não foi nem para pedir mais divulgação nas investigações do Ministério Público sobre sonegação de impostos de empresas da grande mídia e nem contra diretamente a Globo e sim a favor de mudanças e avanços nas comunicações, setor vital para a cidadania conseguir mudar e avançar o Brasil, como querem os mnanifestantes nas ruas". O editor deste blog considera fundamental que os jovens e o movimento de cidadania pautem estes temas nas outras manifestações que venham a ser feitas no país, como, por exemplo, dia 11 de julho, para quando está agendada uma mobilização nacional como uma greve geral, "paralizando o Brasil pacificamente, com a mensagem de alerta a mudanças nos transportes, na reforma política, nas comunicações e até no meio ambiente, que até agora não entrou em pauta, os problemas socioambientais são cruciais no país, os jovens e a cidadania precisam ligar uma coisa com outra", finalizou Padinha aqui, comentando os acontecimentos de ontem à noite no Rio de Janeiro. E a seguir, um resumo da notícia veiculda por um dos mais importantes sites de jornalismo do país, o jbonline, que é herdeiro do Jornal do Brasil do Rio. "Tá nas redes: protestos contra a TV Globo no Rio e em SP têm baixa adesão", foi a manchete do portal sobre os protestos que foram convocados por meio das redes sociais contra a Rede Globo, diante desta emissora, na quarta-feira. Explica que a iniciativa teve baixa adesão (em São Paulo foi adiado para dia 11 de julho). Na capital fluminense, a manifestação reuniu cerca de cem pessoas segundo o JB. Theófilo Rodrigues, um dos organizadores, disse que o protesto não era contra a emissora, tendo sido ali em frente por uma questão "emblemática". "É pelo que ela simboliza como monopólio de veículos de comunicação" disse Theófilo Rodrigues, que falou ainda sobre uma suposta sonegação fiscal da empresa à Receita Federal, que está sendo investigado pelo MP. O movimento que estava marcado para as 17h, começou às 18h. A jornalista Claudia Abreu, da Frente Ampla pela Liberdade de Expressão e Direito de Comunicação, começou o protesto pedindo que todos respeitassem o direito de os jornalistas cobrir os eventos com liberdade e sem violência. Os manifestantes gritaram palavras de ordem também contra a Globo, pediram que o Ministério Público investigue as contas da emissora, alertando também sobre o valor para todos da liberdade de informação. Este último item do ato público talvez seja o de maior importância, embora tenha sido o que teve menor divulgação.

Fotos do site jbonline mostram alguns momentos da primeira manifestação do movimento dos comunicadores

...foram levantados temas de importância geral neste instante na luta de cidadania para mudar o Brasil

Houve também alguns que se manifestaram usando um jargão contra esta rede de TV

Nosso blog de cidadania considera vitais a liberdade de informação e a segurança dos jornalistas

Fontes: www.jbonline.com.br
              www.redebrasilatual.com.br
              http://folhaverdenews.blogspot.com

7 comentários:

  1. Seja com cem, duzentos ou mais de trezentos manifestantes, como dizem uns ou outros, o que importa é que pela primeira vez foi colocada nas ruas as questões ligadas aos direitos da comunicação (que é de todos) e à liberdade da informação ou a segurança dos jornalistas.

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  2. A Cut é uma das entidades que integram o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC)e coordena o ato público que será 11 de julho com todos os setores da população: "Em vez do protesto na Globo, fizemos uma série de aulas públicas no vão do Masp para discutir a cobertura midiática das manifestações e como ela acabou influenciando no processo de mobilização", explicou Pedro Ekman,um dos líderes do Coletivo Brasil de Comunicação Intervozes, de São Paulo.

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  3. Pedro Ekman de SP e do Coletivo Brasil de Comunicação Intervozes comentou ainda: "Faremos uma manifestação-relâmpago sobre regulamentação do novo marco civil. O problema não é só econômico, ou seja, a forma como grandes empresas de mídia obtêm vantagens financeiras em função de seu poderio: é um problema de democracia, de monopólio do discurso. É uma questão política". Mas ela considerou válida demais a manifestação do setor jornalístico mas na capital carioca, evento que está resumido hoje aqui neste nosso blog.

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  4. Faltou no post informar que o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé em conjunto com movimentos sociais é que realizou o protesto em frente à sede da Rede Globo, no Rio de Janeiro, batizada como "Ocupe a Rede Globo", a manifestação foi divulgada pelas redes sociais e online teve a adesão de aproximadamente duas mil pessoas no Facebook. Dois fatos motivaram a convocatória, de acordo com os organizadores. Nesse clima de manifestações que tomou o país, tínhamos visto necessidade de fazer assembléia popular de rua para discutir a democratização das comunicações no Brasil", explica Theófilo Rodrigues, um dos coordenadores da iniciativa: "Escolhemos a sede da Globo como local simbólico para demonstrar a necessidade de um projeto de lei que institua um novo marco regulatório da mídia". Isso é vital para a liberdade de informação ou o alerta sobre uma eventual volta da censura.

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  5. Manifestantes de ontem no Rio, que enviaram e-mail aqui pro nosso blog, comentaram que o maior problema não é a suposta sonegação fiscal da Globo ou de outros veículos da grande mídia, mas a sonegação de informações que tem sido constantemente praticada no país, também no contexto das manifestações de rua de variados setores da cidadania brasileira.

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  6. Nestes dias, como informamos ainda na terça-feira,está rolando no sul do país o Fórum do Software Livre com 600 horas de programação, um espaço para troca de ideias, colaboração e encontros entre profissionais, estudantes, curiosos e fãs de tecnologia: Porto Alegre recebe desde ontem a 14ª edição do Fórum Internacional Software Livre (fisl14), o maior encontro de comunidades de software livre da América Latina. O evento, que vai até sábado, terá mais de 600 horas de programação. O Fórum terá cerca de 700 palestrantes e tem como um dos conteúdos a defesa da liberdade de informação - tb na Internet - e da segurança dos repórteres em seu trabalho de comunicação.

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  7. Chegou aqui na redação do blog e-mail dando informações sobre o Fórum Internacional Software Livre (fisl14): o internauta de Porto Alegre não se identifica mas diz que tem divulgado o Folha Verde News junto a outros partiucipantes do fisl14. Obrigado, vamos juntos, paz na luta.

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