Estamos abrindo o nosso webespaço de ecologia e de cidadania aqui no Folha Verde News a uma exemplar iniciativa governamental no Rio de Janeiro que está nestes dias destacada no site de temas sociambientais EcoDebate e hoje aqui em nosso blog, onde reproduzimos a reportagem de Esther Medina, participação de Maria Eduarda Gazal, mostrando em resumo este programa de objetivo sustentável liderado pelo ecologista carioca Carlos Minc, atual secretário estadual de Meio Ambiente, ele que foi um dos fundadores do Partido Verde (PV) no Brasil, na década de 80. Confira a reportagem de Esther Medina, a seguir. Promover o desenvolvimento e melhorar a qualidade de vida nas comunidades através de ações de reflorestamento e plantio sustentáveis: esse é a proposta do projeto Comunidades Verdes, lançado pela Secretaria do Ambiente, no morro do Fogueteiro, em Santa Teresa. Coordenada pela Superintendência de Território e Cidadania, a iniciativa – que também é realizada no Morro da Formiga, na Tijuca, no Complexo do Alemão, e no Batan, em Realengo – tem o objetivo de capacitar moradores em técnicas de reflorestamento, plantio de mudas, implantação de hortas comunitárias, arborização e recobrimento de muros, encostas e fachadas residenciais com vegetação apropriada. "São idéias econômicas e práticas simples mas de eficiência ambiental que deveriam ser imitadas em outros estados, regiões e cidades", comenta o repórter e ecologista Padinha, ao postar aqui esta edição do nosso blog. Além de investir na capacitação de 30 jardineiros por comunidade, somando um total de 120 pessoas, o projeto abrange a instalação de Núcleos Verdes nas quatro localidades, onde serão cultivadas hortaliças, flores, árvores frutíferas, plantas medicinais e ornamentais, além de mudas de espécies de Mata Atlântica para recuperação ambiental. Ao mesmo tempo, serão empreendidas, em parceria com o Sebrae, atividades de comercialização da produção das plantas cultivadas pelas Comunidades Verdes. Esse projeto gera benefícios em larga escala. Oferece formação profissional, gera renda para a comunidade, melhora a qualidade de vida, além de restaurar a Mata Atlântica e a biodiversidade. Além disso, o reflorestamento de áreas degradadas nas encostas, ajuda a evitar a erosão e o deslizamento de terra – explicou o secretário do Ambiente, Carlos Minc, que na década de 80, na época de fundação do PV, participou deste tipo de atividade, para evitar erosão e desbarrancamento, em Petrópolis (RJ). Os moradores que atuam no projeto passam por um curso de jardinagem e reflorestamento, que dura cerca de cinco meses, com direito a uma bolsa-auxílio de R$ 120. A meta é transformar os 30 melhores alunos das quatro localidades em jardineiros comunitários, que receberão uma gratificação de R$ 300. Os Núcleos Verdes são instalados em terrenos onde funcionavam lixões e desmanches clandestinos: - O Núcleo Verde do morro do Fogueteiro, por exemplo, foi construído em um terreno que era usado como lixão e desmanche de carros. A ideia é pegar um terreno abandonado e transformá-lo em um ambiente de convívio social, com belos jardins e áreas de cultivo – disse Carlos Minc, ajudando a ecologizar o ambiente e diminuir a violência no dia a dia da comunidade. Este programa inclui atividades de paisagismo e também de embelezamento das comunidades, com plantio de vegetações tipo hera em muros, fachadas e residências, também são incentivadas pelo programa estadual: - Propomos aos alunos do projeto uma série de trabalhos paisagísticos, com intervenções na paisagem urbana das comunidades para criar um ambiente mais bonito e inspirador para os moradores – afirmou a superintendente de Território e Cidadania da Secretaria de Ambiente, Ingrid Gerolimich, que enfatizou o potencial econômico do projeto: - É possível produzir nas comunidades algo com muita qualidade, que pode ser aproveitado pelos próprios moradores e também ser vendido em supermercados, lojas e feiras. Queremos estimular o desenvolvimento sustentável dessas áreas com consciência ambiental e ecológica.
Zélia Santos, de 63 anos, ajudou a preparar o terreno e plantar as mudas do Núcleo Verde do morro Fogueteiro. Para a moradora da comunidade, o projeto Comunidades Verdes oferece oportunidade de trabalho para pessoas mais velhas: - Com a minha idade, é quase impossível arranjar um emprego no mercado de trabalho, com a bolsa oferecida pelo projeto, posso ajudar em casa e ainda cultivar plantas lindas na minha comunidade. Carreguei terra, plantei mudas e embelezei o terreno. Fico muito honrada com o meu trabalho e vou fazer tudo para deixar minha comunidade cada vez mais bonita e arborizada.
Para Cíntia Luna, de 35 anos, gestora do projeto no Fogueteiro e presidente da associação de moradores da comunidade, o programa estadual foi válido também por mobilizar a cidadania de moradores e crianças da região: - As pessoas pararam de jogar lixo no terreno de plantio e cuidam para que o local permaneça limpo, além disso, oferecemos pipas para as crianças que nos tragam garrafas pet para construção de canteiros de plantas. O resultado é que não se vê mais garrafas de plástico jogadas nas ruas e terrenos da comunidade, as crianças recolhem todas e vêm, satisfeitas nos entregar o material. Isso me dá muito orgulho, ajuda o meio ambiente e toda a comunidade.
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| Zélia Santos elogia a chance de trabalho a bem de toda comunidade |
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| Carlos Minc avança o verde a a cidadania no Rio |
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| O projeto ajuda também jovens que não estudam nem trabalham |
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| E valorizam a natureza nativa da cidade do Rio |
Fontes: www.ecodebate.com.br
http://folhaverdenews.blogspot.com




Além de caminhar em busca da ecologia urbana, projetos como este liderados por Carlos Minc no Rio de Janeiro, ajudam a neutralizar a violência do dia a dia e aumentar a prática da cidadania nas comunidades.
ResponderExcluirUm projeto exemplar, de baixo custo e de grande rendimento socioambiental, algo exemplar que deveria mesmo ser implantado em outras cidades e regiões do país, unindo as práticas da cidadania e da ecologia, que são instrumentos para um avanço cultural da população.
ResponderExcluirOutro resultado positivo dos núcleos e das comunidades verdes nos morros do Rio de Janeiro é sentido na qualidade de vida dos moradores, este fator faz com que aumente mais ainda o valor desta iniciativa governamental.
ResponderExcluirNormalmente, criticamos os governos e elogiamos a sociedade civil na maioria das postagens aqui em nosso blog, mas desta vez, nos rendemos a esta inicitiva governamental, quando e onde existe uma Secretaria de Meio Ambiente e um secretário com know-how e boa vontade, como no caso, Carlos Minc, projetos assim fazem a diferença na realidade.
ResponderExcluir"Ao contrário de programas exemplares como este implantado pelo Minc no Rio de Janeiro, em cidades como Ribeirão Preto, tiraram as árvores da beira do córrego urbano, e em Franca, colocaram terra de cemitério em área de lazer, o que mostra que no dia a dia do ambiente a realidade urbana do país é ainda lamentável neste setor", comenta João Pedro de Mello, que no enviou mensagem por e-mail, desde Batatais (SP). Participe vc tb enviando seu comentário para navepad@netsite.com.br
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