Evento hoje é também um protesto pela morte de Aaron Swartz, ativista da livre informação
Tatiana de Mello Dias, no site do jornal O Estado de São Paulo destaca o dia de hoje como a data que marca a mobilização internacional pela liberdade de informação, desde a agitação contra a "Sopa", no ano passado e agora, em 2013, o movimento cresce, com a morte de Aaron Swartz, um ícone desta luta: "A gente que no nosso blog de ecologia e de cidadania sempre há uns 2 anos vimos defendendo a livre expressão na Internet como maior força desta mídia, sempre crescente em sua influência na realidade, também abrimos nosso webespaço a esta manifestação de grande importância, tanto pela solidariedade a Aaron Swartz como pelo ativismo da liberdade de expressão", comentou o editor de conteúdo do Folha Verde News, o repórter e ecologista Padinha: "Apesar da velocidade para informar e de toda esta cultura digital em avanço, se tivermos censura ou controles indevidos à liberdade da informação, de nada adiantará sermos contemporâneos do futuro, seremos destruídos pelos erros e limites da atualidade".
Hoje é a primeira edição do Internet Freedom Day (Dia pela Liberdade na Internet). A data foi criada para relembrar o dia 18 de janeiro de 2012, o dia desta semana mesmo em que várias instituições e empresas ou internautas e blogueiros se reuniram para fazer um protesto online em rede mundial contra absurdos como os projetos de lei antipirataria nos EUA que poderiam na prática censurar alguns sites e isso num país que se considera exemplar em termos de democracia. "Imagine os efeitos coleterais disso no Brasil, onde a construção democrática ainda é algo recente após quase três décadas de Ditadura", argumentou ainda Padinha aqui no nosso blog.
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Esta agitação acontece logo após a morte do ativista Aaron Swartz, que ao que tudo indica cometeu suicídio na semana passada, aos 26 anos. Ele foi um dos principais responsáveis pela articulação contra a "Sopa", e ficou conhecido pela militância por uma Internet livre e aberta. Ele teria sofrido pressões desmedidas.
Família do jovem de 26 anos, criador do RSS, culpa EUA e MIT pelo suicídio
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| Paulo Floro manda estas informações sobre o suicídio do jovem líder do movimento dos internautas |
O mundo da internet ficou marcado neste final de semana pela morte de Aaron Swartz, um dos programadores do sistema RSS, que permite usuários lerem as manchetes e trechos das notícias no próprio e-mail ou em sites (leitores ou readers) que concentram as informações de vários sites e blogs. De acordo com o advogado e com a mãe do jovem de 26 anos, Swartz se suicidou ainda na sexta-feira (dia 11) em Nova York. Defensor da liberdade de conteúdo na rede, o programador enfrentava um processo que poderia lhe render 30 anos de prisão pelo download ilegal de documentos científicos do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Além de ser responsável pela criação da rede social Reddit, voltada para o compartilhamento de notícias, Swartz era conhecido pelo ativismo na Internet, principalmente contra um projeto de lei dos Estados Unidos sobre pirataria-online, conhecido por Sopa, sigla de Stop Online Piracy Act (Pare com a Pirataria Online). Tanto para Swartz, quanto para outros ativistas, pesquisadores e até empresas como o WordPress.com, a proposta seria prejudicial aos internautas por estabelecer formas de controle e censura na web. A família de Aaron divulgou uma carta aberta acusando o governo dos EUA e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) pela morte de seu filho. “A morte de Aaron não foi apenas uma tragédia pessoal, mas sim o produto de um sistema de justiça criminal repleto de intimidações e exageros do Ministério Público. As decisões feitas procuradoria dos Estados Unidos e pelo MIT contribuiram para a sua morte.”
O MIT, por sua vez, disse que abriu uma investigação própria para averiguar se teve influência na decisão de Swartz em tirar a própria vida. O presidente do instituto americano divulgou nota realçando o idealismo do ativista. “Quero expressar muito claramente que eu e todos no MIT estamos extremamente tristes com a morte deste jovem promissor, que tocou a vida de tantos. É-me doloroso pensar que o MIT tenha assumido qualquer papel numa série de acontecimentos que terminaram em tragédia”. Aaron Swartz nasceu em 1986 e tornou-se um dos principais ativistas da web. Aos 14 anos, ele ajudou a criar o RSS, sistema que permite a leitura de atualizações de sites. Foi ele também um dos responsáveis por criar o Reddit, um dos fórum mais importantes da Internet, celeiro da maioria dos memes e virais (atualmente pertence à gigante de mídia Condé Nast).
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| O jovem Swartz tragicamente morto era considerado também um hacktivista do bem e da liberdade |
Fontes: www.estadao.com.br
http://blogs.ne10.uol.com.br
Info, Portal EBC, Público e agências internacionais de notícias
http://folhaverdenews.blogspot.com


Nosso blog de ecologia se acopla a todos os sites, webespaços e ativistas da liberdade de informação para se solidarizar a Swartz e também para continuar indo à luta pela liberdade de informação na Internet.
ResponderExcluirA luta de Aaron Swartz e de todos os ativistas da liberdade de informação teve um marco ao mobilizar a população americana contra o projeto Sopa, sigla de Stop Online Piracy Act (Pare com a Pirataria Online), que poderia na prática estabelecer formas veladas de webcensura.
ResponderExcluirEsta luta não é restrita a internautas norteamericanos, mesmo porque o Sopa poderia vir a se tornar um modelo em todo o planeta, censurando a liberdade de informações, ainda mais num país como o Brasil onde a democracia tem uma história tãio recente.
ResponderExcluirA luta de Swartz criou também um novo vocábulo, ele era um ativista da liberdade de informação e um hacker do bem, daí nasceu a expressão hackativista. A sua morte só tem um lado positivo, vai popularizar o valor desta luta para a criação do futuro.
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