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domingo, 20 de janeiro de 2013

BOM SENSO PELA VIDA DO PANTANAL E BRASIL SUSTENTÁVEL

Prevalece bom senso e hidrelétricas do Pantanal suspensas (pelo menos por enquanto)

É destaque hoje no site de notícias socioambientais Eco Debate a informação, que divulgamos por aqui também no blog de ecologia e de cidadania, Folha Verde News, a decisão judicial que paraliza 87 licenciamentos ambientais até que se efetive um estudo do impacto cumulativo das hidrelétricas de grande porte no equilíbrio e na vida do Pantanal, sendo liberadas por enquanto apenas as usinas que já conseguiram anteriormente licença de operação: "Ainda que provisoriamente uma decisão de muita importância para o equilíbrio do meio ambiente e o próprio futuro do Pantanal, que é uma reserva de água, natureza e de vida futura para todo o país e todo o planeta", comenta o ecologista e repórter Padinha, ao editar esta matéria aqui no nosso webespaço, "Está na hora do Brasil implantar um desenvolvimento sustentável, equilibrando avanço da economia com a proteção da ecologia, este é o conceito que valoriza esta situação".

Pantanal
Este é um dos trechos do Panatanl que será inundado e desequilibrado com a construção de grandes hidrelétricas

Os Ministérios Públicos Federal (MPF) e Estadual de Mato Grosso do Sul (MP/MS) conseguiram nova ordem de paralisação dos projetos de hidrelétricas no Pantanal de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, após a decisão anterior da Justiça Federal de Coxim – de agosto de 2012 -, ser cassada e o processo transferido para Campo Grande. A Justiça acatou os argumentos do Ministério Público e proibiu liminarmente a concessão de novas licenças ambientais prévias e de instalação para hidrelétricas na Bacia do Alto Paraguai. A proibição vale até que seja realizada a avaliação ambiental estratégica, que considera o impacto de todos os empreendimentos hidrelétricos no ecossistema do Pantanal. O estudo deve ter como base bibliografia especializada e contar com a participação de setores científicos e da sociedade civil organizada. Baseada em pesquisas científicas, a ação buscava a realização de uma Avaliação Ambiental Estratégica em toda a Bacia do Alto Paraguai para dimensionar o impacto e os riscos das hidrelétricas na planície pantaneira. Segundo pesquisadores, se todos os empreendimentos fossem instalados, o ciclo das cheias no Pantanal seria alterado, provocando danos em todo o bioma. O Pantanal é considerado Patrimônio da Humanidade e Reserva da Biosfera pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura – Unesco.

Milhares de espécies animais e vegetais nativas do Pantanal são vitais para o futuro da vida
Foi fixada multa de R$ 50 mil por licença expedida. A decisão impacta diretamente 87 empreendimentos que estão em fase de estudos ou projeto. Vinte e nove barragens em operação e dez em construção tiveram confirmada a licença de operação. As licenças ambientais são concedidas individualmente a cada empreendimento hidrelétrico. Para o Ministério Público, em um bioma complexo e sensível como o Pantanal, não basta somar os impactos individuais, é preciso analisá-los em conjunto, considerando toda a Bacia do Alto Paraguai. A decisão cita que “os responsáveis por (hidrelétrica) autorizada a funcionar na Bacia do Alto Paraguai não levaram em conta a afetação, seja ela positiva, negativa ou neutra, da sua operação em toda a bacia, que abrange território nacional, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e internacional, Paraguai e Bolívia”.
Decisão anterior favorável – Em agosto de 2012, os Ministérios Públicos Federal (MPF) e Estadual (MP/MS) haviam  ingressado com ação civil pública na 1ª Vara Federal de Coxim (MS) para suspender a instalação de 126 empreendimentos hidrelétricos no entorno do Pantanal. A ação foi movida contra a União, Estados de Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso, Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto do Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul (Imasul). A Justiça Federal de Coxim concedeu a liminar e determinou a paralisação de todos os 126 empreendimentos hidrelétricos em operação ou planejamento para o Pantanal, tanto em Mato Grosso quanto em Mato Grosso do Sul. Os réus ajuizaram recurso no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), que cassou a liminar e determinou a transferência do processo para a Justiça Federal de Campo Grande. Referência processual na Justiça Federal de Campo Grande: 0000521-24.2012.403.6007.

Fontes: www.ecodebate.com.br
             www.ambientebrasil.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com


4 comentários:

  1. Segundo pesquisadores, se todos os 87 empreendimentos fossem instalados, o ciclo das cheias no Pantanal seria alterado, provocando danos em todo o bioma. Este é o nosso destaque neste post.

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  2. Apesar destas 87 futuras hidrelétricas de grande porte terem sido provisoriamente paralizadas, há outras 29 em andamento e 10 já em atividade no Pantanal, região estratégica para a ecologia, que não deveria ser destruída no seu equilíbrio ambiental, a sua maior riqueza.

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  3. Além dos recursos hídricos, sol 24 horas por dia e em todos os dias do ano, bem como ondas constantes e regulares de ventos, indicam que o camin ho energético para o país - no Pantanal - é o da implantação de usinas Solares e Eólicas, elas sim, sustentáveis.

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  4. Este é o centro da questão: ou o Brasil opta por energias sustentáveis ou não haverá futuro neste país. Não é só o desequilíbrio da natureza, o ecossistema pantaneiro envolve toda a estrutura da ecologia brasileira sobrevivente. Sem ela, não teremos futuro em nossa vida.

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