Lisandra Paraguassu e Rafael Moraes Moura, do jornal e site O Estado de S.Paulo cobriram ao vivo a decisão da Presidenta Dilma Rousseff, que vetou a principal mudança feita no Código Florestal pelo descacreditado Congresso, que havia alterado a proposta governamental e de consenso nacional, diminuíndo a área de recuperação de florestas nas margens dos rios. Agora, um decreto de Dilma Rousseff, usado para regulamentar o Cadastro Ambiental Rural (CRA) e o Programa de Recuperação Ambiental (PRA), vai recuperar o texto original da Medida Provisória alterada pelos parlamentares, o que promete abrir uma nova frente de batalha com a bancada ruralista da Câmara dos Deputados. Por outro lado, a bancada ambientalista comemora a decisão presidencial: "Não somente os deputados verdes ou de inspiração socioambientalista mas também todo o movimento ecológico e de cidadania do país estamos agradecendo a atitude da Presidente da República, que restaura a esperança de que os brasileiros e brasileiras conseguiremos vencer os desafios da atualidade e juntos, criarmos o fuituro da nação e da vida", comentou o repórter e ecologista Padinha, editor do nosso blog Folha Verde News, que também acredita - assim como a própria Ministra do Meio Ambiente - que os pontos agora vetados iriam provocar um desequilíbrio rural: "Aumenta nossa esperança de que o Brasil venha ainda em tempo a implantar um desenvolvimento sustentável, no campo e nas cidades, equilibrando o avanço econômico com a proteção da ecologia dos nossos últimos e fundamentais recursos naturais, fundamentais para a própria vida", argumentou ainda Antônio de Pádua Padinha, aqui na redação do FVN.
"Todos os vetos foram fundamentados na recuperação dos princípios da Medida Provisória de não anistiar, não estimular o desmatamento ilegal e também, estimular a justiça social no campo", afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. "Foi vetado tudo aquilo que leva ao desequilíbrio social e ambiental". Os vetos incluem, ainda, a proibição de usar árvores frutíferas para recuperação de áreas degradadas dentro das Áreas de Preservação Permanente e um artigo que definia uma área de cinco metros na recuperação nas margens de rios intermitentes de até dois metros de largura em propriedades de qualquer tamanho. A maior questão para os ruralistas, no entanto, é mesmo o tamanho das áreas de preservação em margens de rios. A versão final que saiu do Congresso, em uma enorme derrota para o Governo, os ambientalista e a nação havia diminuído a obrigação da recomposição para médias e grandes propriedades. Com o veto de Dilma Rousseff, a recuperação terá que ser equivalente à metade da largura do rio, com um mínimo de 30 metros e máximo de 100 metros. A mesma regra vale para as grandes propriedades. Essa é a versão atual para esta parte do Código Florestal que será recuperada com o decreto presidencial sendo publicado hoje no diário oficial. Um avanço para o Brasil.
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| Uma vitória pontual na luta contra o desequilíbrio socioambiental do Brasil |
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| Presidenta Dilma inscreve na história o seu nome e sua atitude positiva para o Meio Ambiente |
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| Personagens de Maurício de Sousa também indo à luta pelo futuro da nação e da vida |
Fontes: www.estadao.com.br
http://folhaverdenews.blogspot.com



Não procede e é injusta a alegação dos ruralistas e de parte da mídia que a Presidenta Dilma tomou esta atitude a bem dam imagem política do seu Governo: na verdade seus vetos são a favor de um desenvolvimento sustentável do país.
ResponderExcluirEsta é somente uma vitória pontual, uma batalha vencida na guerra ambientalistas versus ruralistas e mais, em especial, na luta em busca de um equilíbrio socioambiental no Brasil, que possibilite a sustentabilidade, uma harmonia entre o aumento da economia rural e a defesa da ecologia nacional.
ResponderExcluirNós aqui no nosso blog criaticamos e/ou elogiamos com independência e movidos por nossos ideais que incluem a não-violência e a chance de vida futura em todos os setores do Brasil e do planeta, também no meio rural: ainda ontem, defendíamos aqui os produtos orgânicos e a agroecologia.
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