Matéria de Sophia Gebrim, do Ministério do Meio Ambiente, publicada hoje pelo site EcoDebate, está a seguir resumida aqui no blog de ecologia e de cidadania, Folha Verde News: "Confira as informações de muito valor para mudanças e avanços na qualidade de vida da população", diz nosso editor, o repórter e ecologista Padinha: "É uma revolução que muda a tual realidade na sociedade de consumo que vigora em todos países do planeta e começa pelo estômago de cada pessoa, é alimentação, mas também cidadania e prática da economia ecológica no dia a dia da vida, algo que pode apressar a criação do nosso futuro".
Agrotóxicos na berlinda – A busca por uma alimentação saudável faz com que aumente cada vez mais o consumo de produtos orgânicos no país. Números do Projeto Organics Brasil apontam que o consumo no setor cresceu 40% no último ano. Resultado de uma produção sem uso de agrotóxicos e que respeita os aspectos ambientais, sociais e culturais, os orgânicos ganham espaço na mesa dos brasileiros. Hoje já são frutas, verduras, mel, cereais, cosméticos e tecidos produzidos a partir de matérias-primas sem o uso de produtos químicos. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) apoia a prática, por meio da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PNAPO), instituída pelo governo federal no último mês de agosto. “Estamos também apoiando a formação da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) na elaboração de um edital para assistência técnica e extensão rural, a partir de 2013, para atender a 50 mil famílias para a produção de bases agroecológicas”, detalha o coordenador da Gerência de Agroextrativismo da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA João D’Angelis. Ele destaca, ainda, os benefícios do consumo de orgânicos: “Esse tipo de alimento faz bem para a saúde, para a natureza e para a economia local, o que garante a sustentabilidade da produção”. Segundo D’Angelis, são alarmantes os dados de contaminação de alimentos por resíduos de agrotóxicos. “Estudos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram que, em 2010, 75% das amostras de 18 alimentos apresentaram resíduos de agrotóxicos”.
Um dos objetivos da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, lançada recentemente em agosto, é ampliar o número atual de 200 mil para 300 mil famílias envolvidas com produção orgânica e em bases agroecológicas até 2014. Além disso, o governo busca incentivar o consumo desses produtos pela população. A PNAPO pretende, ainda, integrar, articular e adequar políticas públicas, programas e ações indutoras da transição agroecológica e da produção orgânica, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida da população, por meio do uso sustentável dos recursos naturais e da oferta e consumo de alimentos saudáveis. Dessa forma, com essas ações, o Ministério do Meio Ambiente espera reduzir o uso de agrotóxicos e aumentar os índices de conservação da agrobiodiversidade, além de tratar-se de mais um instrumento público que busca construir agenda sustentável para a sociedade brasileira.
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| A busca de alternativas mais saudáveis e naturais de alimentação e de vida avançam... |
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| ...o consumo de alimentos orgânicos, que estão livres do veneno dos agrotóxicos |
O Ministério do Meio Ambiente, que fomenta a prática, destaca alguns pontos para incentivar o consumo de orgânicos. Confira dez motivos para consumir produtos orgânicos:
1. Evitam problemas de saúde causados pela ingestão de substâncias químicas tóxicas;
2. São mais nutritivos. Solos ricos e balanceados com adubos naturais produzem alimentos com maior valor nutritivo;
3. São mais saborosos. Sabor e aroma são mais intensos – em sua produção não há agrotóxicos ou produtos químicos que possam alterá-los;
4. Protegem futuras gerações de contaminação química. A agricultura orgânica exclui o uso de fertilizantes, agrotóxicos ou qualquer produto químico e tem como base de seu trabalho a preservação dos recursos naturais;
5. Evitam a erosão do solo. Através das técnicas orgânicas tais como rotação de culturas, plantio consorciado, compostagem, etc., o solo se mantém fértil e permanece produtivo ano após ano;
6. Protegem a qualidade da água. Os agrotóxicos utilizados nas plantações atravessam o solo, alcançam os lençóis d’água e poluem rios e lagos;
7. Restauram a biodiversidade, protegendo a vida animal e vegetal. A agricultura orgânica respeita o equilíbrio da natureza, criando ecossistemas saudáveis;
8. Ajudam os pequenos agricultores. Em sua maioria, a produção orgânica provém de pequenos núcleos familiares que tem na terra a sua única forma de sustento. Mantendo o solo fértil por muitos anos, o cultivo orgânico prende o homem à terra e revitaliza as comunidades rurais;
9. Economizam energia. O cultivo orgânico dispensa os agrotóxicos e adubos químicos, utilizando intensamente a cobertura morta, a incorporação de matéria orgânica ao solo e o trato manual dos canteiros. É o procedimento contrário da agricultura convencional que se apoia no petróleo como insumo de agrotóxicos e fertilizantes e é a base para a intensa mecanização que a caracteriza;
10. O produto orgânico é certificado. A qualidade do produto orgânico é assegurada por um Selo de Certificação emitido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e garante ao consumidor estar adquirindo produtos mais saudáveis e isentos de qualquer resíduo tóxico.
Fontes: www.ambientebrasil.com.br
www.ecodebate.com.br
http://folhaverdenews.blogspot.com


Franca, situada entre o nordeste paulista e o sudoeste mineiro, na divisa entre São Paulo e Minas Gerais, é um dos principais polos no país na produção de alimentos orgânicos, inclusive, é daqui o presidente da associação nacional do setor, José Alexandre Ribeiro.
ResponderExcluirNosso blog comemora os números desta matéria (e todo o seu conteúdo muito positivo) mesmo porque há 2 anos estamos constantemente abrindo nosso webespaço para a discussão do problema dos agrotóxicos, da aliemntação e da produção orgânica de alimentos, debate inserido na buisca de uma nova forma mais sustentável de viver.
ResponderExcluirNosso editor, o repórter e ecologista Padinha é há 25 anos vegetariano e devido a isso muito voltado para a procura de mudar a realidade a partir de mudanças nos hábitos do dia a dia, a começar da alimentação: "O futuro começa nas coisas simples do dia a dia de cada pessoa", diz ele.
ResponderExcluirO aumento do consumo em 40% apenas entre 2011 e 2012 mostra o potencial deste avanço na qualidade de vida, que já toma o alcance de uma revolução no Brasil, consideradas as consequências econômicas, ecológicas, de saúde e de cultura do futuro.
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