Para marcar a entrega de um documento com 500 mil assinaturas, colhidas em todo o país e em especial junto ao Rio Xingu, cerca de 300 manifestantes participaram de um ato público e ecológico, organizado por entidades ambientalistas, como a AVAAZ.
Camila Campanerut, do site Uol, estava presente e documentou quando um grupo de dez manifestantes, representando o movimento contra a construção da usina de Belo Monte no rio Xingu, foi aprovado para ser recebido ainda agora no Palácio do Planalto por dois representantes da secretaria-geral da Presidência da República. No encontro, o grupo irá entregar uma petição e uma carta à presidente Dilma Rousseff denunciando o que eles chamam de “grandes equívocos nos processos de planejamento e construção de grandes hidrelétricas”, além de apresentar 12 propostas com ênfase na garantia de apoio à população desses locais. O documento conta com mais de 500 mil assinaturas que pedem que se pare a construção da hidrelétrica e que se repensem projetos de grandes usinas hidrelétricas na Amazônia.
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| Xavantes e Kaiapós se uniram em Brasília pelo Xingu Vivo |
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| Povos da floresta participaram do evento de ONGs ambientalistas |
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| Marina Silva vem pedindo sempre bom senso em Belo Monte |
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| Mobilização pela web |
Participaram do ato ou ajudaram a colher assinaturas e divulgaram as propostas ambientalistas o Movimento Xingu Vivo para Sempre - MXVPS, o Conselho Indigenista Missionário - Cimi , o Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB, a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira - COIAB, o Instituto Socioambiental - ISA , liderados pela entidade AVAAZ: as propostas se espalharam por todo o país em blogs ecológicos, como o da RedePV, como o Folha Verde News e o site do Movimento Marina Silva, entre outros, além do noticiário em rádios, TVs, jornais também na Internet.
Os manifestantes hoje em Brasília vieram carregados de faixas com os dizeres como "Dilma respeite os povos do Xingu. Pare Belo Monte”, Não às barragens de Belo Monte”. Também fizeram discursos do alto de um caminhão de som. Houve um reforço policial no local, mas a manifestação foi pacífica, sem registro de violência nem de problemas no trânsito na Esplanada nos Ministérios devido à movimentação dessas pessoas.
O ato é o terceiro desde a última sexta-feira passada (4), quando já houve um primeiro encontro entre os manifestantes e o secretário de articulação social da Secretaria Geral da Presidência da República, Paulo Maldos. O segundo foi nesta segunda-feira, quando parte deles participou de um seminário na UnB (Universidade de Brasília) sobre os impactos da construção da hidrelétrica e do recente licenciamento concedido pelo governo federal para a instalação da infraestrutura inicial.
A vinda, a hospedagem e alimentação dos cerca de 150 índios e integrantes do Movimento Xingu Vivo Para Sempre foram custeadas por ONGs parceiras nacionais e internacionais, no valor estimado de R$ 50 mil, segundo calculou uma das assessoras do movimento.
Fontes: Uol
http://folhavernews.blogspot.com/




A mobilização popular pode avançar o posicionamento do Governo e do Congresso, em termos de ecodesenvolvimento do país.
ResponderExcluirA participação da Bancada Verde de parlamentares poderá vir a ser decisiva nesta questão de Belo Monte, bem como, em assuntos também polêmicos como o Código Florestal e a Reforma Política, aspiração de toda a Nação.
ResponderExcluirApós protesto, índios do Xingu são recebidos no Planalto
ResponderExcluirAgência Estado - Ter, 08 Fev, 01h34
O líder txcurramãe Raoni e mais nove índios foram recebidos na tarde de hoje no Palácio do Planalto por Rogério Sottili, secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência, para entregar uma carta pedindo o fim das obras da usina de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), informa o site Yahoo.