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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Líderes do ato público e ecológico sobre Belo Monte recebidos pelo Planalto

Mais de 300 manifestantes a favor da ecologia do Xingu e contra Belo Monte


Para marcar a entrega de um documento com 500 mil assinaturas, colhidas em todo o país e em especial junto ao Rio Xingu, cerca de 300 manifestantes participaram de um ato público e ecológico, organizado por entidades ambientalistas, como a AVAAZ.
Camila Campanerut, do site Uol, estava presente e documentou quando um grupo de dez manifestantes, representando o movimento contra a construção da usina de Belo Monte no rio Xingu, foi aprovado para ser recebido ainda agora no Palácio do Planalto por dois representantes da secretaria-geral da Presidência da República. No encontro, o grupo irá entregar uma petição e uma carta à presidente Dilma Rousseff denunciando o que eles chamam de “grandes equívocos nos processos de planejamento e construção de grandes hidrelétricas”, além de apresentar 12 propostas com ênfase na garantia de apoio à população desses locais. O documento conta com mais de 500 mil assinaturas que pedem que se pare a construção da hidrelétrica e que se repensem projetos de grandes usinas hidrelétricas na Amazônia.

Xavantes e Kaiapós se uniram em Brasília pelo Xingu Vivo

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Mobilização pela web
Equanto isso, do lado de fora, por volta de 300 militantes entre índios, agricultores, quilombolas, povo da floresta, estudantes, membros de ONGs (organizações não governamentais) ambientalistas e simpatizantes da causa verde aguardam o resultado da audiência. Os mesmos se reuniram desde as 9h da manhã em frente ao Congresso Nacional. Ontem, houve um debate na Universidade de Brasília. A OAB também pediu a paralização das obras, por questões jurídicas ou da legislação ambiental não cumprida. A Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência (SBPC) já havia se amnifestado anteriormente sobre o tema, considerando que é melhor alternativa pequenas e microusinas e não mega-hidrelétricas. A Bancada Verde do Congresso também se manifestou contrária à liberação das obras de Belo Monte.
Participaram do ato ou ajudaram a colher assinaturas e divulgaram as propostas ambientalistas o  Movimento Xingu Vivo para Sempre - MXVPS, o Conselho Indigenista Missionário - Cimi ,  o Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB,  a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira - COIAB,  o Instituto Socioambiental - ISA , liderados pela entidade AVAAZ: as propostas se espalharam por todo o país em blogs ecológicos, como o da RedePV, como o Folha Verde News  e o site do Movimento Marina Silva, entre outros, além do noticiário em rádios, TVs, jornais também na Internet.
Os manifestantes hoje em Brasília vieram carregados de faixas com os dizeres como "Dilma respeite os povos do Xingu. Pare Belo Monte”, Não às barragens de Belo Monte”. Também fizeram discursos do alto de um caminhão de som. Houve um reforço policial no local, mas a manifestação foi pacífica, sem registro de violência nem de problemas no trânsito na Esplanada nos Ministérios devido à movimentação dessas pessoas.
O ato é o terceiro desde a última sexta-feira passada (4), quando já houve um primeiro encontro entre os manifestantes e o secretário de articulação social da Secretaria Geral da Presidência da República, Paulo Maldos. O segundo foi nesta segunda-feira, quando parte deles participou de um seminário na UnB (Universidade de Brasília) sobre os impactos da construção da hidrelétrica e do recente licenciamento concedido pelo governo federal para a instalação da infraestrutura inicial.
A vinda, a hospedagem e alimentação dos cerca de 150 índios e integrantes do Movimento Xingu Vivo Para Sempre foram custeadas por ONGs parceiras nacionais e internacionais, no valor estimado de R$ 50 mil, segundo calculou uma das assessoras do movimento.

Fontes: Uol
             http://folhavernews.blogspot.com/

3 comentários:

  1. A mobilização popular pode avançar o posicionamento do Governo e do Congresso, em termos de ecodesenvolvimento do país.

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  2. A participação da Bancada Verde de parlamentares poderá vir a ser decisiva nesta questão de Belo Monte, bem como, em assuntos também polêmicos como o Código Florestal e a Reforma Política, aspiração de toda a Nação.

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  3. Após protesto, índios do Xingu são recebidos no Planalto
    Agência Estado - Ter, 08 Fev, 01h34

    O líder txcurramãe Raoni e mais nove índios foram recebidos na tarde de hoje no Palácio do Planalto por Rogério Sottili, secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência, para entregar uma carta pedindo o fim das obras da usina de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), informa o site Yahoo.

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