A dirigente estadual do Partido Verde, Fernanda Bandeira de Mello, tomou posse nesta semana como presidente (ou presidenta) do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico do Estado de São Paulo (Condephaat). Em cerimônia que contou com a presença de membros da direção do PV de São Paulo, entre eles, opresidente estadual Maurício Brusadin, o deputado estadual Beto Trícoli, o Secretário Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marcos Belizário e do ex-candidato verde ao Governo do Estado, Fabio Feldmann. Fernanda Bandeira de Mello destacou, em seu discurso, os três principais desafios desta nova missão: valorização do patrimônio paulista, maior transparência nas ações do Condephaat e inclusão da defesa do patrimônio imaterial, uma das principais propostas de Fabio Feldmann durante a campanha de 2010.
“É uma honra para mim assumir a presidência do Condephaat, conselho formado por pessoas da mais alta excelência e experiência”, disse a nova presidente. “Serão dois anos de muito trabalho, por meio de pesquisa, identificação, proteção e valorização do patrimônio de São Paulo.”
Para o Condephaat, foram nomeados 22 profissionais, que serão responsáveis pelas ações de tombamento, restauro e cadastramento do patrimônio, para proteger, valorizar e divulgar os bens culturais de todo Estado de São Paulo.
Fernanda Bandeira é economista, foi secretária Adjunta da Secretaria de Serviços do Município de São Paulo (2005/2006), assessora de Projetos Especiais da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo (2007/2010) e, no ano passado, foi Secretária Adjunta da Secretaria de Estado da Cultura. Gerenciou o Projeto Mananciais e foi diretora Técnica da Fundação Verde Herbert Daniel.
Vitor Hugo Brandalise, jornal Estadão, a entrevistou sobre as suas idéias para o Condephaat no Estado de São Paulo.
Ela quer abrir e avançar a defesa do patrimônio cultural
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| Na posse de Fernanda de Mello no Condephaat... |
| ...aqui, em ato público e ecológico na campanha de Marina Silva |
A memória paulista está agora nas mãos de uma carioca. Aos 51 anos, a economista e ambientalista filiada ao PV Fernanda Bandeira de Mello assumiu ontem a presidência do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico do Estado de São Paulo (Condephaat). Além de encarar processos polêmicos, como o tombamento do Cine Belas Artes, ameaçado de fechamento na Rua da Consolação, promete atender a um velho pedido da sociedade civil: abrir as reuniões do conselho à comunidade. "Na maioria dos outros conselhos é aberta. Não há porque não atualizar o Condephaat." Fernanda também pretende tombar bens imateriais, a exemplo do que faz o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e criar "manuais" que sirvam como uma espécie de jurisprudência sobre tombamentos.
A marca de sua gestão será a da transparência: "Não à toa a lei que cria o Condephaat é de 1968 (ano do AI-5, que restringiu liberdades individuais). Alguma razão deve haver para que reuniões sejam ainda fechadas. Por isso, pretendo rever nosso regimento interno. É uma demanda latente. Acredito que o conselho vai deliberar nessa direção. Isso ainda será discutido, por exemplo, se as pessoas terão ou não direito de fala. Vamos definir primeiro que as reuniões sejam abertas. A forma, definiremos depois. Em reuniões mais concorridas, é possível que seja em outro local, um auditório".
Há cerca de 1236 processos de tombamentos abertos no estado. Isso irá exigir um rítmo acelerado, qo ue aliás é um estilo da verde Fernanda.
"Vamos sensibilizar melhor cidades e pessoas para a preservação, para que aumente a chance de uma gestão de sucesso. Um lema que cabe é "conhecer para conservar". É algo que vai balizar o trabalho, com ações de divulgação de oficinas culturais. O lançamento de livros também é algo importante".
Há uma ação em especial que Fernanda Bandeira já adianta: "Vou propor também que o Condephaat amplie sua atuação no tombamento de bens imateriais. O Festival Revelando São Paulo, por exemplo, mostra o tamanho do universo das experiências tradicionais que deve ser analisado. Outro fator é fazer processos bem fundamentados para que vigore mesmo o tomabamento que fizermos. Isso vai fortalecer o Condephaat. Se a questão é bem fundamentada, é difícil para um secetário estadual ou um prefeito discordar do conselho, temos que fzaer valer a competência de nossas decisões", comentou a nova presidenta do conselho. A proposta dela é criar instruções, manuais que sistematizem as análises feitas, para criar procedimentos que pacifiquem as discussões. Em casos já decididos em processos de bairro e em centros históricos, por exemplo, as informações não cairão no esquecimento. É preciso mostrar como o órgão aplica a lei que é de sua competência. Um dos processos de tombamento em vista é o Cine Belas Artes na esquina da Consolação com a Paulista um point na vida cultural e na memória da cidade de São Paulo.
Desde que foi criado em 1968, agora o órgão de preservação cultural paulista ganha maior força sob a liderança de uma líder de cidadania. (Padinha)
Fontes: www.estadão.com.br
http://folhaverdenews.blogspot.com/
http://www.pvsp.org.br/

O Condephaat está agora sob o comando de uma preservacionista que tem também consciência da luta pela criação do futuro. Uma das funções da memória é mesmo avançar a realidade presente e assim, projetar a vida futura, algo que Fernanda Bandeira poderá facilitar agora à população paulista.
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