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sábado, 12 de fevereiro de 2011

AQUI EM 1ª MÃO TRECHO DE DOCUMENTO VERDE SOBRE BELO MONTE

Carta com 604 mil assinaturas contém críticas e propostas de bom senso e ecodesenvolvimento

Com a intenção de mudar ou paralizar o projeto da megausina hidrelétrica Belo Monte, no rio Xingu (símbolo maior da generosa tradição de política indigenista iniciada por Rondon), lideranças indígenas, bem como do movimento da ecologia e da cidadania entregaram no Palácio do Planalto uma carta com 12 páginas de argumentos contra a barragem. Entregaram também uma petição contrária a ela com 604 mil assinaturas colhidas por entidades ambientalistas em todo o Brasil e também junto a gente da floresta em especial da Amazônia. O chamado documento verde foi entregue por representantes deste movimento na terça-feira em Brasília no Palácio do Planalto nas mãos de Rogério Santilli e Gilberto Carvalho, já de volta ao Brasil, que da Secretaria Geral da Presidência o encaminhará, conforme prometido, à Dilma Rousseff.
A seguir, com exclusividade para você aqui neste nosso webespaço, um trecho deste documento verde, para uma avaliação de como ele tem conteúdo e alternativas para mudar este megaprojeto, criticado pela OAB, pelos cientistas da SBPC, por dezenas de ONGs ambientalistas que se aliaram à AVAAZ, como também pela bancada de 15 deputados federais do PV e até pela mídia nacional e internacional, como a BBC, que também registrou o ato ecológico e público em Brasília.

Analise na sequência um trecho interessante do documento verde.
..."Garantir a adoção de uma perspectiva ampla de planejamento da matriz elétrica, implantando metodologias de avaliação de impactos que captem e internalizem os custos socioambientais hoje externalizados, com parâmetros de análise do custo-benefício social, econômica e ambiental que permitam a identificação de alternativas com maior benefício social e econômico e menor custo social e ambiental. Assim, as orientações estratégicas de uma política energética brasileira no século 21 devem incluir, entre outras:
a) prioridade para maximizar a eficiência energética nos sistemas de geração (inclusive no aumento da potência de hidrelétricas existentes), transmissão e consumo (industrial, comercial, residencial). Vale lembrar que só o desperdício de energia nos sistemas de transmissão no Brasil, de cerca de 20 gigawatts, é equivalente a cinco usinas de Belo Monte!
b) apoio ao desenvolvimento tecnológico e ampliação de escala de fontes alternativas renováveis: solar, eólica e biomassa;
c) garantia do pleno respeito dos direitos humanos, inclusive os direitos de povos indígenas e outras populações tradicionais a seus territórios, e o reconhecimento da dinâmica dos sistemas ecológicos, no planejamento dos empreendimentos;
d) plena articulação da política energética, inclusive o Plano Nacional de Energia (PNE) com outras políticas públicas estratégicas, referentes à gestão de bacias hidrográficas, áreas protegidas, desenvolvimento territorial, conservação da biodiversidade, mudanças climáticas e direitos das populações tradicionais".

A semana vira em Brasília sob o impacto dos índios e...

...ecologistas que podem mover o Congresso e o Governo...

...para o ecodesenvolvimento tão bem esclarecido por Marina Silva
Fontes: Agência Brasil
             folhaverdenews.blogspot.com

Um comentário:

  1. Agora, todos nós que lutamos pela sustentabilidade e pelo futuro da vida no país (também no planeta) temos que fazer com que este documento verde seja levado em conta pelo Governo Federal.

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