Superimportante este evento de cidadania (em jogo a natureza e um avanço sustentável da cidade)
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| Rio Canoas ainda sobrevive por enquanto |
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| Foi intensa a participação na Câmara Municipal |
O vereador Gilson Pelizaro foi quem teve a iniciativa de realizar a audiência pública semana passada para a população debater um projeto de um eventual loteamento em área de preservação ambiental junto ao Rio Canoas, que se localiza na região leste de Franca, ele também considerou que toda esta macrorregião já tem problemas ambientais, como poluição de curtume na divisa ali e aqui entre os estados de São Paulo e Minas Gerais, local de importância na história do povo de toda macrorregião e também vital para o futuro de nossa gente. Ele será sustentável? Pelizaro foi direto ao assunto: "O futuro de Franca está ligado diretamente ao Canoas, as águas que abastecem a população, depois desta audiência pública que lotou o auditório da Câmara Municipal com vários setores da cidade presentes, poderão surgir emendas ao projeto da Prefeitura e talvez até novas audiências antes da votação final sim ou não dos vereadores, é algo regimental, a questão envolve as águas e o futuro da cidade". E nesse sentido, a gente faz um resumo das opiniões colocadas nesta 1ª audiência que lá foi tema de oportuno vídeo do repórter Tiago Vieira aqui no Franca 24 Horas. Agora, no portal e no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News, uma síntese de tudo para aí também estimular a melhor solução. Franca terá futuro sustentável e feliz para toda a população?
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| A divisa histórica entre SP e Minas... |
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| A gente foi verificar in loco a situação |
Jogo de opiniões - Otávio Henrique da Silva, em nome da juventude com visão ecológica da realidade, acredita que "antes de mais nada já é preciso restaurar áreas degradadas junto ao Canoas". Por sua vez assegura Jorjito Donadelli, da empresa Aelo, "que o loteamento é uma chance de iniciar uma ocupação ordenada da região". Carlos Henrique de Barros, da Alpha, acrescenta que "isso será uma modernização das leis e da situação do local". O advogado Eduardo Campanaro, a pedido da Prefeitura, consultou a Ufscar, dentro de pontos como atualização da legislação, melhoria da fiscalização municipal e concluiu com um alerta, "é necessário um equilíbrio entre investimento e perservação na Bacia do Rio Canoas". Já o Promotor de Justiça, Dr. Paulo Borges, curador de meio ambiente, fez um resumo do que vem ocorrendo ali na região e considera que "hoje é fundamental uma atualização, tirar do papel a proteção desta área de preservação, o interesse não é só político ou econômico mas também socioambiental, é preciso cautela, a questão envolve a segurança hídrica da população, o Rio Canoas é o maior responsável pelo abastecimento de água na cidade". O ecólogo Mário Vinicius de Oliveira que se formou pela Unesp de Rio Claro e por aqui atuou no Sesi e mantém com sua esposa Eliane Rosseto a escola Luz Montessor, com destaque para a educação ambiental das novas gerações, opina que "a situação na Bacia do Rio Canoas já está bem problemática, é difícil mas não impossível uma ocupação sustentável desta área, mas para isso a Prefeitura, os loteadores, a população todos precisam usar regras adequadas, tecnologia, conhecimento e boa vontade para haver uma sintropia urbana, um equilíbrio entre o meio urbano e a natureza, as águas do rio, temos que considerar que hoje 87% da população francana não vive mais no meio rural". Célio Bertelli é ambientalista, tentará participar de eventuais próximas audiências públicas. Waltemir Dantes e sua esposa Ivani, que moram na região em foco, se preocupam com a situação das áreas já ocupadas e pedem investimentos na proteção ecológica do lugar. Por sua vez o advogado Osmar Henrique Costa fala sobre os ângulos mais importantes desta questão, "o foco principal tem que ser a água, a preservação da natureza, a recuperação ambiental, a regularização das áreas já ocupadas e afetadas, a mudança na fiscalização que tem sido deficiente, é urgente considerar o nível do impacto de qualquer empreendimento nesta área estratégica, que tem vocação agropastoril e de agrofloresta, não havendo a proteção necessária da Bacia do Rio Canoas e as águas do abastecimento, cabe uma ação judicial ou uma liminar para embargar um ou outro empreendimento". O agricultor e ecologista Cristiano Rodrigues diz que "tenho investido direto na proteção da natureza daqui e o poder público precisa fazer o mesmo antes que haja maior degradação". A audiência pública enfim teve a participação de variados setores da população e a maioria se colocou numa posição crítica a um loteamento nesta área. O arquiteto Mauro Ferreira, que ajudou muito ao Código do Meio Ambiente de Franca, comentou que "esta região vital para as águas já tem um passivo ambiental grande, a terraplagem ali vai gerar mais resíduos, aumentar o asseoramento vicinal, a redução ou a poluição hídrica, na cidade já existem 40 mil terrenos vazios e com infraestrutura para ocupação, já tem segundo o IBGE 23 mil imóveis vazios, um potencial para acolher 180 mil pessoas, existem glebas enormes apropriadas para serem loteadas em outras regiões, como ao lado do Piratininga, com bom senso, diante da questão da água do Canoas que abastece a população e em todo este contexto não há justificativa urbanística para um empreendimento de alto risco nesta área de preservação". E o pessoal da Sabesp com certeza se lembra nesta polêmica de um outro tipo de projeto mais adequado a esta região, uma represa para conservar as águas do Canoas, também se tornando uma área de lazer para o povo e um centro de educação ambiental. Em meio às mudanças climáticas e ambientais do momento, todo cuidado é pouco nessa hora, cientistas alertam que o mapa da desertificação inclui também o nordeste paulista e o sudoeste mineiro, o médico e ambientalista Dr. Wagner Deocleciano Ribeiro mostrou um outro lado problemático, "já venho estudando focos de doenças e mortes que incidem nesta bacia e em todo o município devido ao uso de agrotóxicos e a destruição do equilíbrio ecológico, é urgente agora a recuperação da ecologia antes de tudo". (Reportagem de Padinha, fotos de Márcio Duarte).
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| Há asseoramento, poluição das águas, problemas... |
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| Primeiro passo é recuperar a ecologia do Canoas |
A foto no alto da matéria do Márcio Duarte reproduz bem a força e a beleza do Canoas, rio que responde por 80% do abastecimento de água da população de Franca, na divisa entre São Paulo e Minas Gerais.
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ResponderExcluir"Já venho estudando focos de doenças e mortes que incidem nesta bacia e em todo o município devido ao uso de agrotóxicos e a destruição do equilíbrio ecológico, é urgente agora a recuperação da ecologia antes de tudo".: comentário do médico homeopata e líder ambientalista Dr. Wagner Deocleciano Ribeiro.
ResponderExcluir"Estou vendo esta postagem aqui do interior do Rio de Janeiro e por aqui também há esse tipo de debate e de problema, é importante que nosso movimento estimule a população a pressionar autoridades a bem de soluções que sejam as mais sustentáveis, ainda mais nesse tempo que é um desafio pelas mudanças climáticas e ambientais": comentário de Flávio Mendes, engenheiro, Petrópolis (RJ) que nos enviou sua mensagem pelo e-mail.
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