PODCAST

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

O OUTRO LADO DO DIA DAS CRIANÇAS 2021 É A PAUTA NA BBC (UMA REALIDADE CRÍTICA E SEM CHANCE DE FESTA QUE PRECISAMOS MUDAR)

Milhões de garotos e garotas vão passar fome no Brasil neste 12 de outubro escreve Paula Adamo Idoeta: a gente resume aqui alguns dos dados e conteúdos desta matéria da hora e mostramos alguns contrastes que escancaram a atual realidade brasileira. Cá entre nós mesmo a criança de famílias com mais recursos corre riscos de saúde e de violência além das questões socioambientais que abalam toda a infância brasileira 


 Num país de contrastes a alegria de viver de um lado...

 ...e de outro, a luta para sobreviver
 

"As doações de alimentos estão rareando em Caranguejo Tabaiares, comunidade de 5 mil habitantes na periferia de Recife (PE). E, quando chegam, acabam muito antes suprir toda a demanda, que está cada vez maior, de pessoas sem comida o suficiente em casa. O cálculo dos pesquisadores é que cerca de 9 milhões de crianças vivam em extrema pobreza no país agora", é o lead da matéria. A situação piorou mais com a pandemia que pode estar indo embora mas deixou muitas sequelas também na vida social. Para exemplificar, lá em Pernambuco algumas mães já vinham se queixando de colocar os filhos para dormir com fome meses atrás, sem saber se teriam de alimentação para eles no dia seguinte. Desde então, dizem líderes comunitárias, a situação se agravou ainda mais.


 De um lado crianças felizes com brinquedos de milhares de reais...

 ...e de outro mães sem condições de dar qualquer presente


"A fome já era uma constante na nossa periferia. Só piorou com essa pandemia", conta por exemplo Daniele Lins da Paixão, que integra a organização comunitária Caranguejo Tabaiares Resiste: "Daí as crianças pedem um biscoito e a mãe não consegue dar. E se sente culpada, incapaz. É um sofrimento muito grande". 


De um lado crianças que vivenciam a ecologia logo cedo...

 ...e de outro, garotada  em bairros sem nem mesmo o saneamento mais básico, algo que afeta mais de 50% das cidades brasileiras 


"A combinação de desemprego alto, crise econômica, assistência social insuficiente e aumento nos preços dos alimentos, em plena pandemia, tem se refletido em um aumento na pobreza e na fome, que afeta ao menos 19 milhões de brasileiros. E é nas famílias com crianças que os efeitos são mais agudos. E uma vez que as crianças estão em uma fase crucial de seu desenvolvimento, é nelas que a fome pode deixar mais impactos de longo prazo. Às vezes, para a vida toda. Há ao menos 9,1 milhões de crianças de 0 a 14 anos em situação domiciliar de extrema pobreza (vivendo com renda per capita mensal de no máximo R$ 275)", calcula a Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança. Na prática, isso provavelmente significa que elas estão em situação de insegurança alimentar, porque a família não terá dinheiro o suficiente para garantir todas as refeições: "É uma situação em que às vezes a família consegue fazer o almoço, mas não o jantar. E não sabe o que vai acontecer naquele mesmo dia", explica Cíntia da Cunha Otoni, líder da área de saúde da Fundação Abrinq: "Já existia uma situação grande de insegurança alimentar, mas se agravou muito na pandemia devido à queda na renda familiar". Cálculos apontam que custo de alimentos básicos para um adulto já corrói 55% do salário mínimo; acima, distribuição de cestas básicas no Rio.  Urgentes políticas públicas criativas e até humanitárias dos políticos, governos e prefeituras para cerca de 20 milhões de irmãos e irmãs da gente, brasileiros e brasileiras que estão no sufoco da luta para sobreviver. 


 De um lado 9 milhões de crianças que nem tem comida todo dia...
 

 ...e de outro garotada vivenciando a alegria de viver


O cálculo da Abrinq foi feito com base em dados do IBGE (da pesquisa Pnad Contínua) e leva em conta inclusive o dinheiro recebido por essas famílias via programas governamentais, como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada. Dados de uma pesquisa global da Gallup consolidados pela FGV Social apontam que, entre os 40% mais pobres do Brasil, 11% deixaram de acreditar que as crianças teriam a oportunidade de aprender e crescer na pandemia, índice quase dez vezes maior do que a média internacional nessa faixa de renda. Isso tem um impacto importante,  comenta o economista Marcelo Neri, diretor do FGV Social, sendo algo que ele chama de perda da esperança.


 Uma outra realidade pelo menos humanitária...

 ...com saúde e ambiente com um mínimo de ecologia....

 ...é o que precisamos mudar para que a garotada ao menos tenha longe da violência crescente o que chamamos de infância


Fontes: BBC - Fundação Abrinq - Unicef - IBGE -  folhaverdenews.blogspot.com


5 comentários:

  1. No Dia da Criança e na sequência vamos postar aqui outas informações e comentários sobre esta pauta mais do que urgente. emergencial.

    ResponderExcluir
  2. Você pode postar direto aqui seu comentário ou se puder nos envie o conteúdo (texto, foto, vídeo, pesquisa, notícia, arte, charge etc) pro e-mail do editor deste blog que depois vai divulgar seu material: padinhafranca603@gmail.com

    ResponderExcluir
  3. "Se 20, 30, 50 milhões de brasileiras e brasileiros (e suas crianças) não têm condições humanas de vida, todos nós no país não temos, uma nação é quando nos unimos todos e todas para mudar e avançar para a vida ser ao menos humanitária, sustentável na realidade social, econômica e ecológica, aí sim, com chances da gente ser feliz": comentário de Antônio de Pádua Silva Padinha, editor deste blog, para abrir um debate sobre o que é preciso fazer para mudar e avançar a realidade enfocada nesta postagem.

    ResponderExcluir
  4. "Na minha visão se trata de uma questão também cultural e de darmos mais valor à educação, à informação e à formação da criançada": comentário de Manuel Pereira, ele faz teatro infantil em SP como produtor e ator, nos manda fotos de interação com o público (crianças) que vamos divulgar.

    ResponderExcluir
  5. "Como a pobreza aumentou desde então, esse número de crianças na pobreza extrema e com fome muito provavelmente cresceu neste ano — sobretudo porque o custo dos alimentos tem um peso muito grande no orçamento das famílias mais pobres. Hoje, na média, uma família que ganha um salário mínimo já gasta 55% dessa renda comprando os alimentos básicos suficientes para apenas uma pessoa adulta": comenta em pesquisa no tema o Dieese.

    ResponderExcluir

Translation

translation